domingo, 30 de abril de 2017

Domingo Na Usina: Biografias: Alfred Angelo Attanasio:



Nascido em 20 de setembro de 1951 em Newark, New Jersey , é um autor de fantasia e ficção científica . Seu romance de ficção científica Radix foi nomeado para o 1981 Nebula Award para a melhor novela e foi seguido por três outros romances, quatro livros, em conjunto, compreendendo o aclamado ' Radix Tetrad . ' O 'Tetrad' está sendo re-emitida pela Phoenix Escolha Publishers. Ele também escreve sob o nome de Adam Lee.

Bibliografia (obras de corpo inteiro
Novels
Wyvern (1988)
Caçando o dançarino Ghost (1991)
Reino do Grail (1992)
Esposa da Lua: A histeria (1993)
Solis (1994)
Silencioso (1996) (com Robert S. Henderson )
Séculos (1997)
Hellbound (2001) (parte de The Crow série de livros)
Matando com o Edge of the Moon (2006)
O Livro Conjure (2007)
Tails bravos: Profecia da Lua (2009) (escrito como Jonathan Sparrow)
Radix Tetrad
Radix (1981)
Em outros mundos (1984)
Arc of the Dream (1986)
The Last Legends of Earth (1989)
Arthor Series
O dragão eo unicórnio (1994)
A Águia ea Espada (1997), publicado no Reino Unido como Arthor (1995)
O Lobo eo Crown, publicado no Reino Unido como A Ordem Perigosa: Guerreiros da Távola Redonda (1998)
A Serpente eo Graal (1999)
Domínios de Irth (escrita como Adam Lee)
O Shore Escuro (1996)
The Shadow Eater (1998)
Octoberland (1998)
Bibliografia (trabalhos curtos)
Antologias contendo suas obras curtas
Novos Mundos 6 (1974)
Locais sem nome (1975)
Epoch (1975)
Novas Dimensões 7 (1977)
Novos Contos dos Mitos de Cthulhu (1980)
Melhores histórias de fantasia do Ano 12 (1986)
Feito em Goatswood (1995)
O Disciples of Cthulhu (1996)
O Melhor de Crank! (1998)
The Crow: vidas destroçadas e Broken Dreams (1998)
Medidas de Veneno (2002)
Voos: Visões extremos de Fantasia (2004)
Além Horrors 2 (2007)
Essays
"As Artes: Books" (1983)
"Em Responsabilidades Comece Sonhos" (1986)
"Nude na Idade Garb" (1989)
"A Teoria do Corvo" (1998)
Novelas / novelettes
"As piscinas Estrelas" (1980)
"Restos de Adão" (1994)
Contos [ editar ]
"Beowulf eo Supernatural" (1971)
"Elder Sign" (1972)
"Fungos" (1972)
"Loup-Garou" (1973)
"Uma vez mais, a Dream" (1974)
"Interface" (1975)
"Olhares" (1975)
"Horizon do Sangue" (1977)
"O que responde of Dreams" (1984)
"O Último Mestre do Dragão" (1984)
"A matéria Mutter Mãe" (1984)
"Monkey Puzzle" (1984)
"Tan Nuclear" (1984)
"Over the Rainbow" (1984)
"Sherlock Holmes e Basho" (1984)
"Atlantis Rose" (1989)
"Ink do New Moon" (1992) (ver Grande Anti-budista Perseguição # Na ficção moderna )
"Mapas para as aranhas" (1992)
"Wax Me Mind" (1993)
"The Dark One: A Mythograph" (1994)
"A Sacerdotisa de Nodens" (1995)
"Lobos" (1997)
"Cabeça Lua da Morte" (2002)
"Cama de Zero" (2004)
"Demons escondem o rosto" (2004)
"Investigações do Fractal Sangue Alma" (2005)
"Telefunken Remix" (2006)
"Fractal Freaks" (2007)
História curta Colecções [ editar ]
Beastmarks (1984)
Coisas Twice Dead (2006)
Prêmios
Nebula Award , Melhor candidato Novel de 1982 (Radix)
World Fantasy Award , Melhor candidato Novel, 1992 (Caça ao Dancer Fantasma)
Britânico Fantasy Award , Melhor candidato Novel, 1995 (Arthor).

Fonte de origaem: Da Wikipédia, a enciclopédia livre

Domingo Na Usina: Biografias: Anne Rice:



Howard Allen O'Brien, mais conhecida como Anne Rice (Nova Orleães, 4 de outubro de 1941) é uma escritora norte-americana, autora de séries de terror e fantasia.

Ela mesma escolheu 'Anne' como primeiro nome, ao entrar na escola. Em 1956 perdeu a mãe, Katherine, e dois anos depois, com o pai casado novamente, a família mudou-se para a cidade de Richardson, no Texas, onde Anne conheceu seu futuro marido, o poeta e pintor Stan Rice, já falecido.

História:
Em seus livros, invariavelmente apresenta os seus vampiros como indivíduos com paixões, teorias, sentimentos, defeitos e qualidades, tal como os seres humanos, mas, com a diferença de terem que lutar pela sua sobrevivência por meio do sangue de suas vítimas e sua própria existência que, para alguns deles, é um fardo a ser carregado através das décadas, séculos e até mesmo milênios.

Seu livro de maior sucesso é "Entrevista com o vampiro". Anne relata que escreveu esse livro em apenas uma semana, após a morte de sua filha por leucemia, retratada na personagem Cláudia. Entrevista com o Vampiro foi para as telas dos cinemas, sendo que Anne escreveu o roteiro e acompanhou de perto a produção. A decepção da autora foi quanto à escolha do ator para o personagem Lestat (Tom Cruise), sendo divulgado que ela o considerava apenas um rosto bonito, sendo sua preferência o ator Rutger Hauer (inclusive no livro A História do Ladrão de Corpos, através de uma fala de Lestat, ela indica isto).

Já no segundo filme, "A Rainha dos Condenados", Anne não teve qualquer participação em nenhuma etapa de sua produção, o que pode explicar a pouca repercussão que o filme obteve e as extremas "licenças" poéticas que os produtores tomaram a liberdade de fazer descaracterizando pontos importantes da saga dos vampiros.

Em 2005, Rice anunciou que, após o falecimento de seu marido Stan Rice, deixaria de escrever obras sobre vampiros, bruxas e outros seres fantásticos e se dedicar a outros tipos de gêneros literários.

Em Christ The Lord: Out of Egypt, lançado em 2005, Rice despede-se dos seus temas habituais para escrever um retrato curioso de um Jesus aos sete anos de idade, partindo do Egito com a família, para voltar para sua casa em Nazaré.

Livros Publicados.
Série Crônicas Vampirescas:
Interview with the Vampire (1976) - Entrevista com o Vampiro
The Vampire Lestat (1985) - O Vampiro Lestat
The Queen of the Damned (1988) - A Rainha dos Condenados
The Tale of the Body Thief (1992) - A História do Ladrão de Corpos
Memnoch the Devil (1995) - Memnoch
The Vampire Armand (1998) - O Vampiro Armand
Merrick (2000) - Merrick
Blood and Gold (2001) - Sangue e Ouro
Blackwood Farm (2002) - A Fazenda Blackwood
Blood Canticle (2003) - Cântico de Sangue
Prince Lestat (2014) - Príncipe Lestat
Série Novos Contos de Vampiros[editar | editar código-fonte]
Pandora (1997) - Pandora
Vittorio the Vampire (1999) - O Vampiro Vittorio
Série Bruxas Mayfair[editar | editar código-fonte]
The Witching Hour (1990) - A Hora das Bruxas I e II
Lasher (1993) - Lasher
Taltos (1994) - Taltos
Série Bela Adormecida:
(todos como A. N. Roquelaure)

The Claiming of Sleeping Beauty (1983) - Os desejos da Bela Adormecida
Beauty's Punishment (1984) - O Castigo da Bela adormecida
Beauty's Release (1985) - A Libertação (ou "liberdade") da Bela Adormecida
Série Cristo Senhor[editar | editar código-fonte]
Christ The Lord: Out of Egypt (2005) - Cristo Senhor: A Saída do Egito
Christ The Lord: The Road to Cana (2008) - Cristo Senhor: O Caminho para Caná
Série Songs of the Seraphim[editar | editar código-fonte]
Angel Time (2009) - Tempo dos Anjos
Of Love and Evil (2010) - De Amor e Maldade
Série The Wolf Gift Chronicles[editar | editar código-fonte]
The Wolf Gift (2013) - A Dádiva do Lobo
The Wolves Of Midwinter (2013) - Os Lobos da Invernia
Romances únicos[editar | editar código-fonte]
The Feast of All Saints (1979) - A Festa de Todos os Santos
Cry to Heaven (1982) - Chore para o Céu
Exit to Eden (1985) (como Anne Rampling)
Belinda (1986) (como Anne Rampling)
The Mummy (1989) - A Múmia ou Ramsés, o Maldito
Servant of the Bones (1996) - O Servo dos Ossos
Violin (1997) - Violino
The Master of Rampling Gate (2002) - O Senhor de Rampling Gate (Publicado no Brasil no livro “Os 13 Melhores Contos de Vampiros”, de Flávio Moreira da Costa)
Autobiografia:
Called Out of Darkness (2008).

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Domingo Na Usina: Biografia: Anne Bishop:





Anne Bishop  é uma escritora de ficção fantástica, vive na cidade de Nova Iorque e é uma escritora deveras conceituada de fantasia negra, sendo a sua obra mais conhecida a Trilogia das Jóias Negras (vencedora do Crawford Fantasy Award em 2000).

Anne Bishop começou a escrever com tenra idade pequenas histórias. No entanto, ao se aperceber de que ainda não era capaz de escrever uma história da qualidade que desejava, deixou o hábito.

Quando já tinha mais anos, experiência e melhor conhecimento da vida, retomou o que havia deixado e com o passar dos anos, o tamanho das histórias foi crescendo até que chegou a altura em que os pequenos contos em romances se haviam tornado.

Actualmente, é autora de dezasseis romances (dos quais apenas nove foram já traduzidos para a língua portuguesa) e uma personalidade incontornável no mundo da literatura fantástica, sendo as suas obras conhecidas pelo seu lado negro e personagens tremendamente reais.

Livros:
Trilogia das jóias negras

Filha do Sangue (1998)
Herdeira das Sombras (1999)
A Rainha das Trevas (2000)
Livros no Universo das Jóias Negras

O Anel Oculto (2000)
Teias de Sonhos (2005)
Jóia Perdida ( 2008)
Aliança das Trevas (título original: The Shadow Queen) (2009)
Despertar do Crepúsculo (2011)
A Senhora de Shalador (2010)
Efémera

Sebastian (2006)
Belladonna (2007)
A Voz (2012)
Ponte dos Sonhos (2012)
Triologia dos Pilares do Mundo

Os Pilares do Mundo
Luz e Sombras
A Casa de Gaian (2012)
Ainda sem Tradução

The Others (Os Outros)
Written in Red,( 2013)
Murder of Crows ( 2014)

Vision in Silver, (2015).

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Domingo Na Usina: Biografias: James Joyce:



 (Dublin, 2 de fevereiro de 1882 — Zurique, 13 de janeiro de 1941) foi um romancista, contista e poeta irlandês expatriado. É amplamente considerado um dos autores de maior relevância do século XX. Suas obras mais conhecidas são o volume de contos Dublinenses/Gente de Dublin (1914) e os romances Retrato do Artista Quando Jovem (1916), Ulisses (1922) e Finnegans Wake (1939) - o que se poderia considerar um "cânone joyceano". Também participou dos primórdios do modernismo poético em língua inglesa, sendo considerado por Ezra Pound um dos mais eminentes poetas do imagismo.1
Embora Joyce tenha vivido fora de seu país natal pela maior parte da vida adulta, suas experiências irlandesas são essenciais para sua obra e fornecem-lhe toda a ambientação e muito da temática. Seu universo ficcional enraíza-se fortemente em Dublin e reflete sua vida familiar e eventos, amizades e inimizades dos tempos de escola e faculdade. Desta forma, ele é ao mesmo tempo um dos mais cosmopolitas e um dos mais particularistas dos autores modernistas de língua inglesa.
Irlanda:
O mais velho de dez filhos, James Joyce nasce em uma abastada família católica no subúrbio de Rathgar, em Dublin. A família de seu pai, proveniente de Cork, era de ricos comerciantes. Em 1887, o pai, John Stanislaus Joyce, antes secretário em uma destilaria, foi nomeado coletor de taxas imobiliárias pela Dublin Corporation (o Conselho Municipal); a família se muda então para o novo e elegante subúrbio de Bray.[desambiguação necessária] No ano seguinte, o menino começa sua educação no Clongowes Wood College, um internato no Condado de Kildare.
Em 1891, James escreveu um poema, Et Tu Healy, sobre a morte de Charles Stewart Parnell. Seu pai fê-lo imprimir e até mandou uma cópia para a biblioteca do Vaticano. Em novembro do mesmo ano, o nome John Joyce foi inscrito na Stubbs Gazette (um registro oficial de falências) e afastado do trabalho. Em 1892, James tem de sair de Clongowes pois seu pai não podia mais pagar por sua matrícula; em 1893, John foi demitido com uma pensão. Assim começou uma descida rumo à pobreza para a família, principalmente devido ao consumo de álcool por John e sua inaptidão financeira em geral. John Joyce foi o modelo para o caráter de Simon Dedalus no Retrato do Artista Quando Jovem e Ulisses, assim como do tio do narrador em diversos contos de Dublinenses.
Após Clongowes, Joyce estudou em casa e por um breve tempo na escola dos Christian Brothers na rua Richmond norte, antes que se lhe oferecesse uma vaga na escola jesuíta de Dublin, o Belvedere College, em 1893. A oferta foi feita, ao menos em parte, na esperança de que se demonstrasse que ele tinha uma vocação e se juntaria à Companhia de Jesus. Joyce, porém, rejeitou o catolicismo aos dezesseis; apesar disso, a filosofia de Tomás de Aquino permaneceria uma de suas fortes influências por toda a sua vida.
Ele se matriculou no University College Dublin em 1898. Ele estudou línguas modernas, especificamente inglês, francês e italiano. Também envolveu-se com os círculos teatrais e literários da cidade. Sua resenha do Novo Drama de Henrik Ibsen foi publicada em 1900 pela Forthnightly Review e resultou numa carta de agradecimento pelo próprio dramaturgo norueguês. Joyce escreveu alguns outros artigos e pelo menos duas peças (uma delas intitulada A Brilliant Career, "Uma Carreira Brilhante"; ambas desde então se perderam) durante este período. Muitas das suas amizades do University College aparecem como personagens nos livros de Joyce.
1902-4: Anos decisivos:
Joyce foi a Paris pela primeira vez em 1902 para estudar medicina (à época, havia também um efervescente movimento artístico em Montparnasse e Montmartre). Em 1903, retorna à Irlanda, pois sua mãe morria de câncer. Busca manter-se como jornalista e professor particular. Em janeiro do ano seguinte, escreve Um Retrato do Artista, um ensaio-narrativa sobre estética, em um dia, mas a obra é recusada pela revista livre-pensante Dana. Em seu vigésimo-segundo aniversário, decide revisar a história e transformá-la num romance que ele planejava chamar Stephen Hero (Stephen Herói). No mesmo ano, publica seu primeiro trabalho na idade adulta: a sátira desaforada O Santo Ofício, na qual proclamava-se superior a muitos membros proeminentes da Renascença Céltica e afirma sua herança linguística inglesa.
Ainda em 1904 ele conheceu Nora Barnacle, uma jovem do Condado de Galway, que trabalhava como camareira e viria a ser sua companheira por toda a vida. Joyce escolheu o dia 16 de junho para ser imortalizado em sua obra Ulisses porque foi nesse dia em que fez sexo pela primeira vez com Nora, à época uma jovem virgem de vinte anos, apesar de a imprensa irlandesa publicar que nesse dia eles "caminharam juntos" pela primeira vez. Na verdade, Nora teve medo de completar o coito e o masturbou "com os olhos de uma santa", como Joyce relatou em uma carta em que relembrou o acontecido.2
Joyce ainda permanece em Dublin por um tempo, bebendo pouco em determinado tempo. Vai morar com o estudante de medicina Oliver St John Gogarty, que serviu de base para a personagem Buck Mulligan em Ulisses. Depois de dormir por seis noites na Torre Martello, de Gogarty, ele sai após ambos discutirem, embebeda-se em um bordel e envolve-se numa briga, da qual é resgatado por Alfred Hunter, um conhecido de seu pai; Hunter, um judeu irlandês, fornece o modelo para Leopold Bloom, o herói de Ulisses.
Trieste:
Pouco depois, ele foge com Nora. O casal parte em exílio auto-imposto, indo primeiro para Pula (hoje na Croácia) e depois Trieste (Itália), ambas então no Império Austro-Húngaro, para ensinar inglês na escola Berlitz. Um de seus alunos triestinos foi Ettore Schmitz; eles se conheceram em 1907, e por longo tempo foram amigos e críticos mútuos. Joyce passou a maior parte das décadas seguintes no continente. Aí nasceriam seus filhos Giorgio (1905) e Lucia (1907; seu nome pronuncia-se à italiana, como Lutchía).
Joyce publica, em 1907, Música de Câmara (Chamber Music) (batizada, segundo ele afirmou, a partir do som de urina num penico, chamber pot) uma antologia de 36 poemas líricos curtos. A obra, inspirada na poesia do período elisabetano (i.e. autores como William Shakespeare), levou à sua inclusão na Antologia Imagista, editada por Ezra Pound, que seria um defensor de Joyce por mais de uma década.
Em visitas a Dublin, abre o primeiro cinema da cidade, o Volta, em 1909, mas fracassa; depois, em 1912, desentende-se com um editor sobre sua nova obra, e publica contra ele, no mesmo ano, Gás de um Bico (Gas from a Burner).
A obra que Joyce queria fazer sair em sua cidade natal era Dublinenses, uma série de quinze contos sobre a cidade e a vida de seus habitantes. Os contos são uma análise penetrante da estagnação e paralisia da sociedade de Dublin. Incorporam epifanias, uma palavra usada particularmente por Joyce, que para ele significava uma súbita consciência da "alma" de algo.
Apesar de seu interesse por teatro desde a juventude, Joyce publicou apenas uma peça, Exilados, iniciada em Trieste logo após a erupção da Primeira Guerra Mundial e publicada em 1918. Um estudo da relação marido-mulher, a peça conecta-se com a obra anterior "Os Mortos" (o último conto dos Dublinenses) e com a posterior Ulisses.
Esta também foi iniciada na cidade italiana em 1914, e ainda levaria muitos anos para ser completada e publicada. Porém, começada a guerra, a permanência dos Joyce em território austro-húngaro se torna impossível, já que eram cidadãos britânicos e, portanto, inimigos. Assim, em 1915, Joyce e Nora se mudam para a neutra Suíça; após breves estadas em outras cidades, se estabelecem em Zurique.
Zurique:
Eventos importantes da primeira estadia suíça de Joyce são a publicação de Exilados, a continuidade da composição de Ulisses, a primeira crise de iridite, que iria piorando sua visão ao longo das décadas, e a publicação de seu primeiro romance, Retrato do Artista Quando Jovem.

O Retrato é uma recriação completa do romance abandonado "Stephen Herói". Autobiográfico em larga medida, o romance mostra a obtenção de maturidade e autoconsciência de um jovem inteligente. O protagonista é Stephen Dedalus, a representação joyciana de si mesmo. Neste romance, é possível vislumbrar técnicas posteriores do escritor, no uso do monólogo interior e na maior preocupação com o psíquico em relação à realidade externa. Além disso, a linguagem se desenvolve ao longo do livro, conforme o personagem cresce, amadurece e torna-se capaz de narrar seu mundo de uma maneira mais sofisticada.
Paris:
Fim da a guerra, Joyce retorna a Paris em 1920 onde, exceto por duas visitas à Irlanda, permaneceu pelos vinte anos seguintes. É morando na Cidade-Luz que Joyce sofre diversas operações nos olhos a partir de 1924, conclui suas duas maiores obras, obtendo amplo reconhecimento pelo Ulisses e reações diversas pelo Finnegans Wake, e torna-se uma referência para os modernistas de língua inglesa, especialmente jovens irlandeses como Samuel Beckett. É também durante este período, em 1931, que James e Nora se casam, em Londres.
Poesia:
Seus primeiros poemas (Música de Câmara, 1907), líricos, de influência simbolista e feitos para serem letras de música, continham, no entanto uma visualidade e objetividade que os aproximavam do, posterior, imagismo de Ezra Pound, além do uso de arcaísmos combinados a alguns neologismos. Joyce publicará, em 1927, seu segundo livro de poesia, Pomas, um Tostão Cada, próximo da radicalidade das suas mais ousadas obras em prosa. Escreve também Ecce Puer, um poema escrito em 1932, sobre dois eventos próximos, a morte de seu pai e o nascimento de seu neto. Publica-os, juntamente com a demais obra poética, em Collected Poems (Poesia reunida), em 1936. Apesar de ser autor de um trabalho muito elogiado por poetas como o próprio Pound, que o considerava um brilhante inovador do ritmo, Joyce se considerava um poeta frustrado.
Ulisses:
História inicial da publicação:
A Ponte Half Penny, em Dublin.
Em 1906, enquanto terminava Dublinenses, Joyce considerou adicionar outro conto, sobre um negociante de anúncios judeu chamado Leopold Bloom sob o título Ulisses. A história não foi escrita, mas a ideia permaneceu e, em 1914, Joyce começou a trabalhar num romance usando tanto este título quanto a premissa básica, tendo-o completo em outubro de 1921.
Graças a Ezra Pound, trechos do romance começaram a ser publicados na revista The Little Review em 1918. Esta revista era editada por Margaret Anderson e Jane Heap, com o apoio de John Quinn, um advogado de Nova York interessado em arte e literatura experimentais contemporâneas. Infelizmente, houve problemas desta publicação com a censura norte-americana, e em 1920 os editores foram condenados por publicar obscenidades, o que interrompeu a publicação serial do romance. O livro permaneceu proibido nos EUA até 1933.
Joyce encontrou dificuldades para encontrar quem publicasse seu livro, pelo menos em parte devido a esta contrariedade. Mas a Shakespeare and Company, uma famosa livraria da Margem Esquerda parisiense, de propriedade de Sylvia Beach, publicou-o em 1922. Uma edição inglesa publicada no mesmo ano pela mecenas de Joyce Harriet Shaw Weaver encontrou novas dificuldades com autoridades estadunidenses, e 500 cópias enviadas aos EUA foram confiscadas e possivelmente destruídas. No ano seguinte, John Rodker imprimiu uma tiragem de mais 500, destinadas a substituir as cópias faltantes, mas estes livros foram queimados pela alfândega inglesa em Folkestone. Uma outra consequência do status legal ambíguo de Ulisses como um livro proscrito foi a aparição de várias versões "bootleg", mais notavelmente versões piratas do editor Samuel Roth. Em 1928, conseguiu-se um mandado judicial contra Roth e ele parou a publicação.
Ulisses e a ascensão do modernismo literário[editar | editar código-fonte]
1922 foi um ano fundamental na história do modernismo na literatura de língua inglesa, com a publicação tanto de Ulisses quanto do poema The Waste Land, de T. S. Eliot. Em seu romance, Joyce utiliza-se do fluxo de consciência, da paródia, de piadas e virtualmente todas as demais técnicas literárias para apresentar seus personagens. A ação do livro, que se desenrola em um único dia, 16 de junho de 1904, situa os personagens e incidentes da Odisseia de Homero na Dublin moderna e representa Odisseu (Ulisses), Penélope e Telêmaco em Leopold Bloom, sua esposa Molly Bloom e Stephen Dedalus, cujos caracteres contrastam com seus altivos modelos, parodiando-os. O livro explora diversas áreas da vida dublinense, estendendo-se sobre sua degradação e monotonia. Ainda assim, o livro também é um estudo afeiçoadamente detalhado sobre a cidade, e Joyce afirmava que se Dublin fosse destruída por alguma catástrofe, poderia ser reconstruída tijolo por tijolo, usando como modelo sua obra. Para atingir este nível de precisão, Joyce usou uma edição de 1904 do Thom's Directory - uma obra que listava os proprietários e/ou possuidores de cada imóvel residencial ou comercial da cidade. Ele também soterrava amigos que ainda viviam na cidade com pedidos de informação e esclarecimentos.
O livro consiste em dezoito capítulos, cada um cobrindo aproximadamente uma hora do dia, começando por volta das 8 da manhã e terminando em algum ponto após 2 da madrugada seguinte. Cada um dos dezoito capítulos emprega seu próprio estilo literário. Cada um deles também se refere a um episódio específico da Odisseia de Homero e tem associado a si uma cor, arte ou ciência e órgão do corpo humano. Esta combinação de escrita caleidoscópica com uma estrutura extremamente formal e esquemática é uma das maiores contribuições do livro para o desenvolvimento da literatura modernista do século XX. Outras são uso da mitologia clássica como a armação para a construção do livro e o foco quase obsessivo nos detalhes exteriores num livro em que muito da ação relevante ocorre dentro das mentes dos personagens. Ainda assim, Joyce queixou-se: "talvez eu tenha supersistematizado Ulisses," e minimizado as correspondências míticas pela eliminação dos títulos dos capítulos, emprestados a Homero.

Finnegans Wake:
Escrevendo o Finnegans Wake:
Ao que parece, tendo terminado Ulisses, Joyce sofreu um período de bloqueio criativo. Em 10 de março de 1923 ele começou a trabalhar num texto que seria conhecido, inicialmente, como Work in Progress ("Obra em andamento") e depois Finnegans Wake (Finnicius Revém, na tradução brasileira de Donaldo Schüler). Em 1926 as duas primeiras partes do livro estavam completas. Naquele ano, ele conheceu Eugène e Maria Jolas que propuseram ir publicando o trabalho em sua hoje legendária revista transition. Sem este apoio, é possível que o livro nunca fosse terminado ou publicado.
Por alguns anos depois disso, Joyce progrediu com rapidez, mas na década de 1930, desacelerou consideravelmente. Isso deveu-se a uma série de fatores, incluindo a morte de seu pai em 1931, preocupação com a saúde mental de sua filha Lucia e seus próprios problemas de saúde, incluindo a visão que ia diminuindo. Boa parte do trabalho era feito então com a ajuda de jovens admiradores, entre eles Samuel Beckett. Por alguns anos, Joyce alimentou o excêntrico plano de entregar o trabalho para ser completo por seu amigo James Stephens, baseado no fato de que Stephens nascera no mesmo hospital que Joyce, exatamente uma semana depois, e tinha o nome tanto do autor quanto de seu alter ego ficcional (este é um exemplo das numerosas superstições de Joyce).
As seções originais a aparecer em transition receberam reações diversas, incluindo comentários negativos de antigos apreciadores da obra de Joyce, como Pound e Stanislaus Joyce, irmão do autor. Como reação a esta recepção hostil, apoiantes do novo livro, entre os quais Beckett e William Carlos Williams, organizaram um livro de ensaios. Ele foi publicado em 1929 sob o título Our Exagmination Round His Factification For Incamination Of Work In Progress. Na festa de seus 57 anos na casa dos Jolas, Joyce revelou o título final da obra e em 4 de maio o Finnegans Wake é publicado como livro.
Estilo e estrutura do Finnegans Wake:
O método joyceano dos fluxos de consciência, alusões literárias e livres associações oníricas foi levado até o limite em Finnegans Wake, que abandonou todas as convenções de construção de enredo e personagem e é escrito numa linguagem peculiar e árdua, baseada principalmente em complexos trocadilhos de múltiplos níveis. Esta abordagem é similar à usada por Lewis Carroll em "Jabberwocky", mas muito mais extensa. Se Ulisses é um dia na vida de uma cidade, o Wake é uma noite e compartilha da lógica dos sonhos. Isto fez com que "Livro Azul inutilmente ilegível, numa tradução simples", a frequentemente citada descrição de Ulisses no Wake, fosse aplicada por muitos leitores e críticos ao próprio Wake. Entretanto, foi-se chegando a um consenso sobre o elenco central de personagens e enredo geral.
Além do uso frequente de neologismos e arcaísmos, muito do jogo de palavras do livro enraíza-se no uso de trocadilhos multilíngues que conectam uma gama de idiomas. O papel de Beckett e outros assistentes incluiu reunir palavras destes idiomas em cartões para Joyce usar e, à medida que a visão do autor piorava, escrever o texto enquanto ele ditava.
A visão de história proposta neste texto sofre influência muito forte de Giambattista Vico, e a metafísica de Giordano Bruno de Nola é importante para as inter-relações dos "personagens". Vico propunha uma visão cíclica da história, na qual a civilização se erguia do caos, passava por fases teocráticas, aristocráticas e democráticas e retornava novamente ao caos. O exemplo mais óbvio da influência da filosofia cíclica da história de Vico encontra-se nas sentenças de abertura e fechamento do livro. Finnegans Wake começa com as palavras (na tradução brasileira de Donaldo Schüler): aqui, pretendo citar um trecho da tradução. Já foi feito o contato com a editora para solicitar a permissão por escrito. Em outras palavras, a primeira sentença começa na última página e a última sentença na primeira, tornando o livro um grande ciclo. Inclusive, Joyce disse que o leitor ideal do Finnicius sofreria de uma "insônia ideal" e, ao completar o livro, retornaria à página um e começaria novamente, e assim por diante num ciclo infinito de releituras. Inclusive, a tradução proposta para o título remete a fim + início, com o us no final podendo aludir a línguas como o latim e o francês, referidas também no original (fin-again, fim-de-novo).
Legado:
Busto de Jame Joyce na Irlanda.
Com a erupção da Segunda Guerra Mundial, Joyce teve de deixar Paris e por fim voltou a Zurique, quase cego, em 1940. No começo do ano seguinte, morre de úlcera duodenal perfurada e peritonite generalizada, durante uma operação para salvar sua vida. Está enterrado no Cemitério de Fluntern,3 naquela cidade, junto com Nora.
A obra de Joyce foi submetida a pesquisas intensas por estudiosos de todos os tipos, e ele é um dos autores mais notáveis do século XX. Também foi influência importante para autores tão diversos quanto Beckett, Jorge Luis Borges, Flann O'Brien, Máirtín Ó Cadhain, Salman Rushdie, Thomas Pynchon, William Burroughs e muitos outros. Haroldo de Campos considera sua obra, em prosa e em verso, de importância central para a poesia posterior a ela.
A influência de Joyce também se faz sentir em campos alheios à literatura. A frase "Three Quarks for Muster Mark", no Finnegans Wake, é a fonte para a palavra quark, na Física, que designa um dos muitos tipos de partícula elementar. O nome foi proposto pelo físico Murray Gell-Mann. O filósofo francês Jacques Derrida publicou um livro sobre o uso da linguagem em Ulisses, e o filósofo americano Donald Davidson fez o mesmo com o Finnegans Wake, comparando-o com Lewis Carroll.
Celebra-se anualmente a vida de Joyce no dia 16 de junho, o Bloomsday, em Dublin e num número cada vez maior de cidades ao redor do mundo. Em 2004, a capital irlandesa realizou o festival Bloomsday 100, que durou cinco meses (de abril a agosto) e se propunha a reaproximar a cidade e a obra de seu estimado filho. Um dos maiores eventos foi um café da manhã para milhares de pessoas na O'Connell Street, a principal da cidade.

Obras publicadas:
Música de Câmara (1907)
Dublinenses (1914)
Retrato do Artista Quando Jovem (1916)
Exilados (1918)
Ulisses (1922)
Pomas, um Tostão Cada (1927)
Finnegans Wake (1939)
Obras publicadas postumamente:
Stephen Herói (1944)
Giacomo Joyce (1968)
Finn's Hotel (2013)

Fonte de origem:
https://pt.wikipedia.org/wiki/James_Joyce

Domingo Na Usina: Biografias:Luis Fernando Verissimo :


(Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) é um escritor brasileiro. Mais conhecido por suas crônicas e textos de humor, mais precisamente de sátiras de costumes, publicados diariamente em vários jornais brasileiros, Verissimo é também cartunista e tradutor, além de roteirista de televisão, autor de teatro e romancista bissexto. Já foi publicitário e revisor de jornal. É ainda músico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Com mais de 60 títulos publicados, é um dos mais populares escritores brasileiros contemporâneos. É filho do também escritor Érico Verissimo.1


Formação:
Nascido em Porto Alegre, Luis Fernando viveu parte de sua infância e adolescência nos Estados Unidos, com a família, em função de compromissos profissionais assumidos por seu pai - professor na Universidade de Berkeley (1943-1945) e diretor cultural da União Pan-americana em Washington (1953-1956). Como consequência disso, cursou parte do primário em San Francisco e Los Angeles, e concluiu o secundário na Roosevelt High School, de Washington.1
Aos 14 anos produziu, com a irmã Clarissa e um primo, um jornal periódico com notícias da família, que era pendurado no banheiro de casa e se chamava "O Patentino" (patente é como é conhecida a privada no Rio Grande do Sul).
No período em que viveu em Washington, Verissimo desenvolveu sua paixão pelo jazz, tendo começado a estudar saxofone e, em frequentes viagens a Nova York, assistido a espetáculos dos maiores músicos da época, inclusive Charlie Parker e Dizzy Gillespie.
 Primeiros trabalhos:
De volta a Porto Alegre em 1956, começou a trabalhar no departamento de arte da Editora Globo. A partir de 1960, fez parte do grupo musical Renato e seu Sexteto, que se apresentava profissionalmente em bailes na capital gaúcha, e que era conhecido como "o maior sexteto do mundo", porque tinha 9 integrantes.
Entre 1962 e 1966, viveu no Rio de Janeiro, onde trabalhou como tradutor e redator publicitário, e onde conheceu e casou-se (1963) com a carioca Lúcia Helena Massa, sua companheira até hoje e mãe de seus três filhos (Fernanda, 1964; Mariana, 1967; e Pedro, 1970).
Em 1967, de novo em sua cidade natal, começou a trabalhar no jornal Zero Hora, a princípio como revisor de textos (copy desk).1 Em 1969, depois de cobrir as férias do colunista Sérgio Jockymann e poder mostrar a qualidade e agilidade de seu texto, passou a assinar sua própria coluna diária no jornal.1 Suas primeiras colunas foram sobre futebol, abordando a fundação do Estádio Beira-Rio e os jogos do Internacional, seu clube do coração. No mesmo ano, tornou-se redator da agência de publicidade MPM Propaganda.
 Em 1970 transferiu-se para o jornal Folha da Manhã1 , onde manteve sua coluna diária até 1975, escrevendo sobre esporte, cinema, literatura, música, gastronomia, política e comportamento, sempre com ironia e ideias pessoais, além de pequenos contos de humor que ilustram seus pontos de vista.
 Em 1971 criou, com um grupo de amigos da imprensa e da publicidade porto-alegrense, o semanário alternativo O Pato Macho, com textos de humor, cartuns, crônicas e entrevistas, e que vai circular durante todo o ano na cidade.
 Primeiros livros publicados[editar | editar código-fonte]
Em 1973 lançou, pela Editora José Olympio, seu primeiro livro, O Popular, com o subtítulo "crônicas, ou coisa parecida", uma coletânea de textos já veiculados na imprensa, o que seria o formato da grande maioria de suas publicações até hoje. O livro de estreia de Verissimo recebeu elogios do importante crítico literário Wilson Martins, em O Estado de São Paulo.
Em 1975, voltou ao jornal Zero Hora, onde permanece até hoje, e passou a escrever semanalmente também no Jornal do Brasil, tornando-se nacionalmente conhecido.1 Publicou nesse ano seu segundo livro de crônicas, A Grande Mulher Nua1 e começou a desenhar a série "As Cobras", que no mesmo ano já rendeu uma primeira publicação de cartuns.
Em 1979, publicou seu quinto livro de crônicas, "Ed Mort e Outras Histórias", o primeiro pela Editora L&PM, com a qual trabalharia durante 20 anos. O título do livro refere-se àquele que viria a ser um dos mais populares personagens de Luis Fernando Verissimo. Uma sátira dos policiais noir, imortalizados pela literatura de Raymond Chandler e Dashiell Hammett e por filmes interpretados por Humphrey Bogart, Ed Mort é um detetive particular carioca, de língua afiada, coração mole e sem um tostão no bolso, que passou a protagonizar uma tira de quadrinhos desenhada por Miguel Paiva e publicada em centenas de jornais diários, gerou uma série de cinco álbuns de quadrinhos (1985-1990) e ainda um filme com Paulo Betti no papel-título.
Entre 1980 e 1981, Verissimo viveu com a família por 6 meses em Nova York, o que mais tarde renderia o livro "Traçando Nova York", primeiro de uma série de seis livros de viagem escritos em parceira com o ilustrador Joaquim da Fonseca e publicados pela Editora Artes e Ofícios.

Popularidade nacional[editar | editar código-fonte]
Em 1981, o livro "O Analista de Bagé", lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, esgotou sua primeira edição em dois dias, tornando-se fenômeno de vendas em todo o país. O personagem, criado (mas não aproveitado) para um programa humorístico de televisão com Jô Soares, é um psicanalista de formação freudiana ortodoxa, mas com o sotaque, o linguajar e os costumes típicos da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina. A contradição entre a sofisticação da psicanálise e a "grossura" caricatural do gaúcho da fronteira gerou situações engraçadíssimas, que Verissimo soube explorar com talento em dois livros de contos, um de quadrinhos (com desenhos de Edgar Vasques) e uma antologia.
 Em 1982 passou a publicar uma página semanal de humor na revista Veja, que manteria até 1989.
 Em 1983, em seu décimo volume de crônicas inéditas, lançou um novo personagem que também faria grande sucesso, a Velhinha de Taubaté, definida como "a única pessoa que ainda acredita no governo". O ingênuo personagem, que dera a seu gato de estimação o nome do porta-voz do Presidente-General Figueiredo, marcava a decadência do governo militar brasileiro, que já estava quase completando 20 anos. Mas, anos depois, em plena democracia, Verissimo faria reviver a Velhinha de Taubaté, ironizando a credibilidade dos presidentes civis, especialmente Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso.
 Em toda a década de 1980, Verissimo consolidou-se como um fenômeno de popularidade raro entre escritores brasileiros, mantendo colunas semanais em vários jornais e lançando pelo menos um livro por ano, sempre nas listas dos mais vendidos, além de escrever para programas de humor da TV Globo.
 Em 1986, morou seis meses com a família em Roma, e cobriu a Copa do Mundo para a revista Playboy. Em 1988, sob encomenda da MPM Propaganda, escreveu seu primeiro romance, "O Jardim do Diabo".
 Homem de ideias[editar | editar código-fonte]
Em 1989, começou a escrever uma página dominical para o jornal O Estado de São Paulo, mantida até hoje, e para a qual criou o grupo de personagens da Família Brasil. No mesmo ano, estreou no Rio de Janeiro seu primeiro texto escrito especialmente para teatro, "Brasileiras e Brasileiros". E ainda recebeu o Prêmio Direitos Humanos da OAB.

Em 1990, passou 10 meses com a família em Paris e cobriu a Copa da Itália para os jornais Zero Hora, Jornal do Brasil e O Estado de São Paulo, o que voltaria a fazer em 1994, 1998, 2002 e 2006.
 Em 1991 publicou uma antologia de crônicas para crianças ("O Santinho", com ilustrações de Edgar Vasques) e outra para adolescentes ("Pai não Entende Nada").
 Em 1994, a antologia de contos de humor "Comédias da Vida Privada" foi lançada com grande sucesso, vindo a tornar-se um especial da TV Globo (1994) e depois uma série de 21 programas (1995-1997), com roteiros de Jorge Furtado e direção de Guel Arraes. Verissimo publicaria ainda uma nova antologia de contos, "Novas Comédias da Vida Privada" (1996) e, por contraste, uma série de crônicas políticas até então inéditas em livro, "Comédias da Vida Pública" (1995).
 Em 1995, intelectuais brasileiros convidados pelo caderno "Ideias" do Jornal do Brasil elegeram Luis Fernando Verissimo o Homem de Ideias do ano. A esta seguiram-se outras homenagens: em 1996, "Medalha de Resistência Chico Mendes" da ONG Tortura Nunca Mais, "Medalha do Mérito Pedro Ernesto" da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e "Prêmio Formador de Opinião" da Associação Brasileira de Empresas de Relações Públicas; culminando, em 1997, com o "Prêmio Juca Pato", da União Brasileira de Escritores como o Intelectual do ano. Em 1999, recebeu ainda o Prêmio Multicultural Estadão.
 De volta à música[editar | editar código-fonte]
Ainda em 1995, por iniciativa do contrabaixista Jorge Gerhardt, foi criado o grupo Jazz 6, este certamente "o menor sexteto do mundo", com apenas 5 integrantes: além de Verissimo no saxofone e Gerhardt no contrabaixo, fazem parte do grupo Luiz Fernando Rocha (trompete e flugelhorn), Adão Pinheiro (piano) e Gilberto Lima (bateria).

Sendo Gerhardt, Rocha, Pinheiro e Lima "músicos em tempo integral", o grupo depende da agenda de Verissimo para se apresentar, mas já tem 13 anos de estrada e 4 CDs lançados: "Agora é a Hora" (1997), "Speak Low" (2000), "A Bossa do Jazz" (2003) e "Four" (2006).
 Novos rumos:
Em 1999, Verissimo deixou de desenhar as tiras de "As Cobras" e mudou de editora, trocando a L&PM pela Objetiva, que passou a republicar toda a sua obra. Uma destas antologias, "As Mentiras que os Homens Contam" (2000), já vendeu mais de 350 mil exemplares.
 Em 2003, resolveu reduzir seu volume de trabalho na imprensa, passando de seis para apenas duas colunas semanais, agora publicadas em Zero Hora, O Globo e O Estado de São Paulo.
 A partir de solicitações geradas pelas editoras, Verissimo deixou de ser o "grande escritor de textos curtos" e emendou uma série de novelas e romances: "Gula - O Clube dos Anjos" (1998) coleção "Plenos Pecados" da Objetiva; "Borges e os Orangotangos Eternos" (2000), para a coleção "Literatura ou Morte" da Cia das Letras; "O Opositor" (2004) para a coleção "Cinco Dedos de Prosa" da Objetiva; "A Décima Segunda Noite" (2006), para a coleção "Devorando Shakespeare" da Objetiva; e ainda "Sport Club Internacional, Autobiografia de uma Paixão" (2004), para a coleção "Camisa 13" da Ediouro.
 Em 2003, uma reportagem de capa da revista Veja destacou Verissimo como "o escritor que mais vende livros no Brasil". Ao mesmo tempo, a versão em inglês de "Clube dos Anjos" ("The Club of Angels") é escolhida pela New York Public Library como um dos 25 melhores livros do ano.
 Em 2004, na França, recebeu o Prix Deux Oceans do Festival de Culturas Latinas de Biarritz.
 Fatos recentes:
Em 2006, Verissimo chegou aos 70 anos de idade consagrado como um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos, tendo vendido ao todo mais de 5 milhões de exemplares de seus livros. Em 2008, sua filha Fernanda deu-lhe a primeira neta, Lucinda, nascida no dia do aniversário do Sport Club Internacional, 4 de abril.
 Em 21 de novembro de 2012, Luis Fernando foi internado em estado grave na UTI do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, devido a um quadro grave de gripe. Ele teve alta no dia 14 de dezembro.2
 Em 2014 será homenageado pela escola de samba de Porto Alegre Imperadores do Samba com o enredo A Imperadores do Samba faz a justa homenagem aos personagens de Luis Fernando Verissimo
 Personagens:
Ed Mort
Velhinha de Taubaté
Analista de Bagé
As Cobras
Família Brasil
Dora Avante
Livros publicados[editar | editar código-fonte]
Crônicas e contos (inéditos)[editar | editar código-fonte]
O Popular (1973, ed. José Olympio)
A Grande Mulher Nua (1975, ed. José Olympio)
Amor Brasileiro (1977, ed. José Olympio)
O Rei do Rock (1978, ed. Globo)
Ed Mort e Outras Histórias (1979, ed. L&PM)
Sexo na Cabeça (1980, ed. L&PM)
O Analista de Bagé (1981, ed. L&PM)
A Mesa Voadora (1982, ed. Globo)
Outras do Analista de Bagé (1982, ed. L&PM)
A Velhinha de Taubaté (1983, ed. L&PM)
A Mulher do Silva (1984, ed. L&PM)
A Mãe de Freud (1985, ed. L&PM)
O Marido do Doutor Pompeu (1987, ed. L&PM)
Zoeira (1987, ed. L&PM)
Noites do Bogart (1988)
Orgias (1989, ed. L± relançado em 2005 pela Objetiva)
Pai Não Entende Nada (1990, ed. L&PM)
Peças Íntimas (1990, ed. L&PM)
O Santinho (1991, ed. L&PM)
Humor Nos Tempos do Collor (1992, ed. L&PM Com Millôr Fernandes e Jô Soares)
O Suicida e o Computador (1992, ed. L&PM)
Comédias da Vida Pública (1995, ed. L&PM)
A Versão dos Afogados - Novas Comédias da Vida Pública (1997, ed. L&PM)
A Mancha (2004, ed. Cia das Letras, coleção Vozes do Golpe)
Em algum lugar do paraíso (2011, ed. Objetiva)
Diálogos impossíveis (2012, ed. Objetiva)
Os Últimos quartetos de Beethoven (2013, ed. Objetiva)
Crônicas e contos (antologias e reedições)[editar | editar código-fonte]
O Gigolô das Palavras (1982, ed. L&PM)
Comédias da Vida Privada (1994, ed. L&PM)
Novas Comédias da Vida Privada (1996, ed. L&PM)
Ed Mort, Todas as Histórias (1997, ed. L&PM)
Aquele Estranho Dia que Nunca Chega (1999, Editora Objetiva)
A Eterna Privação do Zagueiro Absoluto (1999, Editora Objetiva)
Histórias Brasileiras de Verão (1999, Editora Objetiva)
As Noivas do Grajaú (1999, ed. Mercado Aberto)
Todas as Comédias (1999, ed. L&PM)
Festa de Criança (2000, ed. Ática)
Comédias para se Ler na Escola (2000, Editora Objetiva)
As Mentiras que os Homens Contam (2000, Editora Objetiva)
Todas as Histórias do Analista de Bagé (2002, Editora Objetiva)
Banquete Com os Deuses (2002, Editora Objetiva)
O Nariz e Outras Crônicas (2003, ed. Ática)
O Melhor das Comédias da Vida Privada (2004, Editora Objetiva)
Mais comédias para ler na escola (2008, Editora Objetiva)
Amor Verissimo (2013, Editora Objetiva)
Novelas e romances[editar | editar código-fonte]
Pega pra Kapput (1978, ed. L± com Moacyr Scliar, Josué Guimarães e Edgar Vasques)
O Jardim do Diabo (1987, ed. L&PM)
Gula - O Clube dos Anjos (1998, Editora Objetiva, coleção Plenos Pecados)
Borges e os Orangotangos Eternos (2000, ed. Cia das Letras, coleção Literatura ou Morte)
O Opositor (2004, Editora Objetiva, coleção Cinco Dedos de Prosa)
A Décima Segunda Noite (2006, Editora Objetiva, coleção Devorando Shakespeare)
Os Espiões (2009, Editora Objetiva)
Relatos de viagens[editar | editar código-fonte]
Traçando New York (1991, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)
Traçando Paris (1992, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)
Traçando Porto Alegre (1993, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)
Traçando Roma (1993, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)
América (1994, ed. Artes e Ofícios)
Traçando Japão (1995, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)
Traçando Madrid (1997, ed. Artes e Ofícios; com Joaquim da Fonseca)
Cartuns e quadrinhos[editar | editar código-fonte]
As Cobras (1975, ed. Milha)
As Cobras e Outros Bichos (1977, ed. L&PM)
As Cobras do Verissimo (1978, ed. Codecri)
O Analista de Bagé em Quadrinhos (1983, ed. L± com Edgar Vasques)
Aventuras da Família Brasil (1985, ed. L&PM)
Ed Mort em Procurando o Silva (1985, ed. L± com Miguel Paiva)
As Cobras, vols I, II e III (1987, ed. Salamandra)
Ed Mort em Disneyworld Blues (1987, ed. L± com Miguel Paiva)
Ed Mort em Com a Mão no Milhão (1988, ed. L± com Miguel Paiva)
Ed Mort em Conexão Nazista (1989, ed. L± com Miguel Paiva)
Ed Mort em O Sequestro do Zagueiro Central (1990, ed. L± com Miguel Paiva)
A Família Brasil (1993, ed. L&PM)
As Cobras em Se Deus existe que eu seja atingido por um raio (1997, ed. L&PM)
Pof (2000, ed. Projeto)
Aventuras da Família Brasil (reedição - 2005, Editora Objetiva)

"As Cobras - Antologia Definitiva" (2010, Editora Objetiva)

Fonte de origem:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luis_Fernando_Verissimo

Domingo Na Usina: Biografias:André Vianco:



É um escritor brasileiro, nascido em São Paulo, estado de São Paulo, e criado em Osasco.1 Suas obras sobrenaturais misturam terror, suspense, fantasia e romance em histórias que geralmente envolvem o tema Vampiros.

Biografia:
Antes de adotar Vianco como seu sobrenome artístico, - que homenageia a cidade de Osasco derivando da Rua Dona Primitiva Vianco - André começou a escrever profissionalmente para a rádio Jovem Pan na seção de humor. Tornou-se redator do departamento de jornalismo da rádio e por lá permaneceu por dois anos.
Seu primeiro best-seller foi Os Sete, lançado em 2000 Em 2001 a editora Novo Século se interessou por seu trabalho e re-publicou o livro.
Os Sete deriva diretamente do seu primeiro romance O Senhor Da Chuva de 1998. No livro, apesar da história estar relacionada diretamente a anjos e demônios, o autor criou uma personagem vampiro que, segundo o autor, teria sido pobremente explorado. A partir de então, André ficou com a ideia de escrever um romance em que vampiros seriam os protagonistas. Em seu primeiro roteiro, pré-escrita, os vampiros eram apenas dois e o título do livro seria "Os Dois". Porém André não se sentiu satisfeito e sua trama virou "Os Sete" (1999).2

Cinema:
Já dirigiu três curta-metragens, o primeiro intitulado "A Flor", baseado num conto de Carlos Drummond de Andrade, depois "A última partida", baseado em um conto de sua autoria e mais tarde, em 2012, o curta "Saia do meu quarto", roteiro de Estevão Ribeiro. Também produziu e dirigiu o piloto de seriado "O turno da noite" para TV em 2010. Hoje o escritor escreve para a Rede Globo.

Noites Do Terror (2009) - A Noite Maldita:
Obras de Vianco como A Saga O Vampiro Rei,Os Sete,Sétimo e a trilogia O Turno da Noite foram usados na inspiração da 23ª edição das Noites Do Terror que acontecia todo ano no tradicional parque de diversões paulistano o Playcenter.Personagens dos livros do autor ganharam vida durante ás 3 horas de evento,proporcionando a sensação de medo e terror no público ao vivenciar o universo criado pelo autor em suas obras.

Obras:
O Senhor da Chuva (1999) - editora Novo Século
Os Sete (1999) - editora Novo Século
O Senhor da Chuva (2001) - editora Novo Século
Sétimo (2002) - editora Novo Século
Sementes no Gelo (2002) - editora Novo Século
A Casa (2002) - editora Novo Século
Bento (2003) - editora Novo Século
O Vampiro - Rei Vol.1 (2004) - editora Novo Século
O Vampiro - Rei Vol.2 (2005) - editora Novo Século
O Turno Da Noite, Os Filhos De Setimo Vol.1 (2006) - editora Novo Século
O Turno Da Noite, Revelações Vol.2 (2006) - editora Novo Século
O Turno Da Noite, O Livro de Jó Vol.3 (2007) - editora Novo Século
Vampiros do Rio Douro Vol. 1 [HQ] (2007) - editora Novo Século
Vampiros do Rio Douro Vol. 2 [HQ] (2007) - editora Novo Século
O Caminho do Poço das Lágrimas (2008) - editora Novo Século
O Caso Laura (2011) - Editora Rocco
O Turno da Noite: Escuridão Eterna [HQ] (2012) - editora Novo Século
Crônicas do Fim do Mundo Vol. 1 - A Noite Maldita (2013) - editora Novo Século
Meus Pequenos Monstrinhos -Vol. 1 Zumbi: O Terrível Ataque das Rãs do Nepal (2013) - editora Rocco Jovens Leitores

Meus Pequenos Monstrinhos -Vol. 2 Bruxa: Um feriado assombroso a floresta (2014) - editora Rocco Jovens Leitores.

Fonte de origem:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Vianco