terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

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Las Crónicas de Ava - The Music Explorer: Poesía: Transmutaciones de la realidad en el parqu...: Transmutaciones de la realidad en el parque Hoy me senté en el parque de una larga avenida. La gente pasaba de un lado a otro, ...

Terça Na Usina: Blogs De Outros Autores e Autoras Da Rede:Dial Lecto: Sin Poder:


Intelectualmente egoísta Muchísimas 
taras de personalidad
 La inseguridad propia de un artista 
 El caso de necesitar Las manos...

Terça Na Usina: Blogs De Outros Autores Da Rede: PerSe - Publique-se - Publicar seu livro agora ficou fácil e totalmente Grátis


Terça Na Usina: Blogs De Literatura Na Rede:๑۩۞۩§Erotic Hollow§๑۩۞۩: Toda la belleza debe de morir...



๑۩۞۩§Erotic Hollow§๑۩۞۩: Toda la belleza debe de morir...: Desconocido No te vayas de mi lado arrancando los recuerdos encerrando cada parte de mis deseos, que entre caricias de viento l...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Na contra-mão:


Quando foi que deixamos de criar cidadãos e passamos a produzir alienados.
É maravilhoso ver o povo nas ruas clamando por um País melhor.
"Mais fico perplexo ao ver um bando de alienados clamando, por uma coisa que nem mesmo eles sabem o que quer.

Apenas vejo aqui no facemundo pessoas se engalfinhando, cada um defendendo o seu próprio Peixe, e a nossa pátria se afundado cada dia mais.

Porque que em vez dessa discussão inútil, não postamos propostas reais que mudariam a forma de fazer política no nosso País, será que tudo isso é só o desejo de aparecer, se sabemos que está ruim porque não espalhamos aos quatro cantos da nossa pátria o que nossos políticos deveriam fazer, e avisamos a cada um em que votamos que se não o fizerem, nas eleições do ano que vem não terá um único voto valido.

Por que a única coisa que amedronta político é a possibilidade dele perder a boquinha.

e nem precisa sair de casa, já inventaram uma coisa chamada e-mail.

E acredite o partido e o politico que você votou tem um.

Chega de seguir o fluxo que não leva a nada.

Se quer mudança, faça o necessário.

Agora se o seu único desejo é só arrotar os seus fracassos e insatisfações próprias. 

Vai assistir o BBB ouvir Funk, e comer açúcar com gordura de Cacau chamando de meu chocolate.

Crônicas De Segunda Na Usina: Coisas de Sampa:



Há caminho do Sarau, na virada cultural de Sampa, no Domingo dia 18, no metrô sentido Tucuvi, em uma das paradas, dois trens em sentidos opostos por alguns segundos estavam ali alinhados na mesma estação. Na janela oposta, um olhar feminino, vagueava na imensidão das possibilidades, e por alguns segundos nossos olhares se cruzaram, e ela talvez compartilhando do mesmo olhar, ver e sentir. Tenha percebido a unicidade daquele momento, pois quais as chances que venhamos a cruzar nossos olhares novamente nesta imensidão que é São Paulo.
Então, ela delicadamente deixou deslizar em sua doce face, um sorriso que aos poucos foi sumindo na escuridão do túnel.
Jamais vou saber se ela mora em uma cobertura nos jardins, ou em uma palafita perneta, na imensidão da periferia de Sampa, mas o que importa, é que ali naquele momento éramos um só olhar, um só ver, um só sentir, e assim nasce a poesia na inquieta mente de um poeta, a poesia é feita destes momentos imprevisíveis.
E ali mesmo surgiu:
Único:
Um momento único,
O olhar inevitável,
O sorriso simultâneo discreto e involuntário.
e a quase certeza do nunca mais.
D'Araújo.

Crônicas De Segunda Na Usina: D'Araujo: Nordestino? Sim, com muito orgulho:


Nordestino de corpo, alma, sangue suor e lagrima:
Nascido onde nasci, no escaldante Sol do sertão, e aqui estando eu, na terra dos sonhadores, neste momento, certamente foi porque vim ao mundo com manual de instrução de como criar um filho. 
Na cidade onde nasci e na época que eu nasci, era mais fácil achar um Elefante branco, do que um médico.
Sem água, sem leite,sem pão e sem grão, Filho de agricultor, em uma terra onde ficava  até três anos sem chover, mas fui alimentado com muito amor e  dedicação, o que mim salvou foi a minha implacável vontade de viver, e aqueles olhos terno da minha mãe que docemente acariciava minha alma, pois isso fez com que o medo não me acompanhasse, e  o tempo me ensinou a duras penas; A acreditar no próximo na mesma proporção que acredito em me mesmo, fiz da poesia o meu grito e o meu alimento, eu não defino como Poeta, sou apenas unas um semeador de sonhos. "Eu não escrevo poemas, eu apenas desenho, em letras, silabas, palavras, frases e versos o que há de melhor na minha Alma".
Só exalo diariamente o alimento que me foi dado.
A minha felicidade? Construo um  dia de cada vez da minha vida.
Defeitos: Muitos, Amar em excesso,falar sempre a verdade doa a quem doer,fazer o que gosto, e acreditar cegamente no ser humano.
Qualidades? Não desisto nunca, e recomeçar nunca me assusta, quando o objetivo é a felicidade.
 Fiz das minhas mãos, o meu trabalho, da poesia, meu alimento, e da força do espirito de sonhador, o combustível para sobreviver em tempos difíceis, pois nada neste mundo é maior que minha fé em Deus e a alegria de viver, Semeando sonhos, criando possibilidades.
Sempre falo que; "Se a fome e a seca do nordeste, não foi capaz de mim vencer, não vai ser a garoa do sudeste que vai mim derrotar"

Sou eternamente gratos a todos aqueles, amigos, que me amam, os que me toleram e os que me odeiam, eis que direta ou indiretamente 
têm contribuído para que eu procure ser eu mesmo, me criticando ou elogiando, pois vocês me trouxeram até aqui, eu não seria nada sem vocês.

" Eu saí do nordeste, mas o nordeste nunca saiu de mim"

D'Araujo.

Crônicas De Segunda Na Usina: Ariano Suassuna: O Homem, o Mito a Lenda:

O Planeta terra, a poesia, a literatura, e a dramaturgia, perdeu um dos seus filhos mais ilustres. Perdemos um homem que jogava luz nesta devasta escuridão da subcultura dos imbecilizados, da nossa Pátria amada, um autor que ousou ser ele mesmo, que fez de cada personagem seu, uma extensão da sua simplicidade do viver.
Mais sem perder a voracidade do conhecimento nem a capacidade de espalhar com suas próprias palavras. Cada verbo, cada frase, cada palavra, cada silaba, cada letra, cada vírgula, cada ponto, e cada acento no seu devido lugar.
Um homem comprometido com seus ideais de igualdade aos homens, do direito ao conhecimento e a cultura, seja ele em qualquer parte do mundo que habite.
Um autor capaz de introduzir tanta alma aos seus personagens, que eles se tornavam um ser palpável entre nós. 
Certamente, Ariano Suassuna não será lembrado, pelo intelectual que se transformou com sua vasta obra, em quantidade e qualidade, e sim pelo intelecto do ser que foi, em transformar ditas pequenas coisas caipira e regionalista, pelos abutres literários. Em verdadeiros diamantes de pura beleza cultural popular. 
Um ser capaz de colocar a realidade sertaneja na literatura de uma forma que a própria realidade fica mais fácil de ser entendido, certamente o criador será generoso com a sua simplicidade do viver, e lhe dará o que lhe for de melhor. 
Perdemos um grande homem, um grande autor, uma nobre alma, mais certamente os sarais celestiais ficaram bem mais ricos em conteúdo e alegria, a partir de agora.
Ariano Suassuna. Um mito, uma lenda, um homem que mostrou ao mundo, e principalmente a nós mesmo, que quando queremos somos capazes.
Vai em paz, bravo guerreiro da cultural do meu querido Nordeste.
 Imortal em mim foi desde o dia que li sua primeira obra, inexequível desde o dia que tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente.
Minha maior tristeza é por ver mais uma mente pensante silenciar.

Pois cumpriste seu papel com louvores.

Pensamento do Dia:

"Não era o meu momento, mas como eu não tinha mais tempo há perder, então o tomei por meu, pra que esperar se o amanhã nunca chega."


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Sergio Almeida: Diário do Desassossego:




canto um refrão triste.

pelo chão resquícios

de uma noite insone,

pelas paredes sinais

de impossíveis probabilidades

originadas no útero

da minha descrença,
no coração das minhas fraquezas,
entre a demência e a dormência.
.
algumas certezas
precisam ser sacrificadas.
os sorrisos já se foram,
carregam o peso de um pretérito
interminável.
.
insustentável leveza.
muito passado,
escasso presente,
nenhum futuro.
.
Adquira Diários do Desassossego
http:/sergioprof.wordpress.com

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Pensamento do Dia:

“Quero alguém que me complete e que me surpreenda a cada manhã. Pois ao meu lado eu tenho o mundo inteiro.”


Esta e mais de 90 outras estão nesta obra.
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Domingo Na Usina: Biografias:Carlos Magalhães de Azeredo:


Jornalista, diplomata, poeta, contista e ensaísta, nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1872, e faleceu em Roma, Itália, em 4 de novembro de 1963. Foi um dos dez intelectuais convidados para integrar o quadro dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Escolheu para patrono Domingos Gonçalves de Magalhães, a quem coube a cadeira nº. 9. Foi o mais novo dos fundadores, aos 25 anos, e o último deles a falecer, aos 91 anos de idade.

Foram seus pais Caetano Pinto de Azeredo, falecido três meses após seu nascimento, e Leopoldina Magalhães de Azeredo. Cursou o Colégio de São Carlos, no Porto, Portugal, de 1879 a 1880, continuando os estudos no Colégio São Luís, de Itu, SP, onde ficou até 1887. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, na qual se bacharelou em 1893. Ingressou na carreira diplomática em 1895, ocupando os seguintes cargos: segundo secretário da Legação do Brasil no Uruguai (1895-96) e na Santa Sé (1896-1901); promovido a primeiro secretário em 1901 e conselheiro em 1911; ministro residente em Cuba, na América Central (1912) e na Grécia (1913-14); ministro plenipotenciário na Santa Sé (1914-19) e embaixador na mesma (1919-34). Aposentado no posto máximo da carreira de diplomata, Magalhães de Azeredo continuou a residir em Roma. Sua morada inicial na Via de Villa Emiliani, 9, no Parioli, era visitada por escritores brasileiros de passagem por Roma.

A vida diplomática, levando-o para fora do Brasil, prejudicou-lhe o contato com as novas gerações literárias, embora tivesse se dedicado desde cedo às letras. As 12 anos escreveu um pequeno volume de versos, Inspirações da infância, que ficou inédito. Estudante, colaborou em diversos jornais em São Paulo e no Rio, onde residiu antes de seguir para Montevidéu, em função diplomática. Em 1895, publicou Alma primitiva, em prosa, e, em 1898, Procelárias, o seu primeiro livro de poesias.

Vivendo no exterior, manteve-se em contato com Machado de Assis e Mário de Alencar de quem ficou grande amigo, através de  correspondência que se encontra guardada no Arquivo da Academia. Tinha ele 17 anos quando dirigiu a Machado de Assis a sua primeira carta. Logo o mestre lhe reconheceu o valor como poeta. Andando o tempo, fez mais o grande romancista: pôs nas cartas que lhe dirigiu as suas confidências de escritor, numa prova de confiança que não dera a outro amigo. Essa correspondência foi reunida pelo professor americano Carmelo Virgilio e publicada, em 1969, pelo Instituto Nacional do Livro. A correspondência com Mário de Alencar, além de interessar à biografia dos dois escritores, diz respeito igualmente ao espaço de vida literária brasileira.

Magalhães de Azeredo também pertencia ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, à Academia Internacional de Diplomacia e ao Instituto de Coimbra.

A ABL editou suas Memórias e Memórias de Guerra, com introdução e notas do Acadêmico Afonso Arinos de Melo Franco.


Recebeu em 14 de novembro de 1919 a Amadeu Amaral.

fonte de origem:

Domingo Na Usina: Biografias: Antonio Olinto:



Quinto ocupante da Cadeira nº 8, eleito em 31 de julho de 1997, na sucessão de Antonio Callado e recebido em 12 de setembro de 1997 pelo acadêmico Geraldo França de Lima. Recebeu o acadêmico Roberto Campos.
 Antonio Olinto (Nome completo: Antonio Olyntho Marques da Rocha) nasceu em Ubá (MG), em 10 de maio de 1919, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ), em 12 de setembro de 2009. Filho de José Marques da Rocha e de Áurea Lourdes Rocha.
 Depois dos estudos primários na cidade natal, ingressou no Seminário Católico de Campos (RJ), onde concluiu o curso secundário. Prosseguiu os estudos no curso de Filosofia do Seminário Maior de Belo Horizonte (MG) e no Seminário Maior de São Paulo. Tendo desistido de ser padre, foi durante dez anos professor de Latim, Português, História da Literatura, Francês, Inglês e História da Civilização, em colégios do Rio de Janeiro. Publicou então seu primeiro livro de poesia, Presença. Foi secretário do Grupo Malraux, tendo organizado a 1.a exposição de poesias, montada na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Juntamente com sua atividade de professor ingressou no setor publicitário e no jornalismo. Seu livro Jornalismo e Literatura foi adotado em cursos de jornalismo em todo o Brasil. Da mesma época é seu livro de ensaios o Diário de André Gide.
 Foi crítico literário de O Globo ao longo de 25 anos, responsável pela seção “Porta de Livraria”, onde noticiava os principais fatos da vida literária e livreira, e colaborou em jornais de todo o Brasil e de Portugal. Convidado pelo Governo da Suécia para as comemorações do Cinqüentenário do Prêmio Nobel em 1950, fez então conferências nas universidades de Estocolmo e Uppsala e entrevistou William Faulkner, Bertrand Russell e Per Lagerkvist. Em 1952, a convite do Departamento de Estado dos Estados Unidos, percorreu 36 estados norte-americanos fazendo conferências sobre cultura brasileira. Poeta e ensaísta, a sua obra está vinculada, cronologicamente, à Geração de 45. Teve publicados na década de 50 quatro volumes de poesia e dois de crítica literária.
Nomeado Diretor do Serviço de Documentação do então Ministério da Viação e Obras Públicas, pelo presidente Café Filho, em setembro de 1954, ali lançou a Coleção Mauá, de livros técnicos, promoveu exposições de pintura dedicadas a obras que privilegiassem ferrovias, estradas e os caminhos do mar – Salão do Automóvel, Salão Ferroviário, Salão da Estrada, Salão do Mar – e dirigiu a revista Brasil Constrói, redigida em quatro idiomas. Data dessa época o lançamento de mais de trinta concursos literários ligados a livros (exemplos: as melhores vitrines com livros, cartilhas, contos esportivos), culminando com o lançamento do Prêmio Nacional Walmap, considerado o pioneiro dos grandes prêmios literários do país.
Nomeado Adido Cultural em Lagos, Nigéria, pelo governo parlamentarista de 1962, em quase três anos de atividade fez cerca de 120 conferências na África Ocidental, promoveu uma grande exposição de pintura sobre motivos afro-brasileiros, colaborou em revistas nigerianas, enfronhou-se nos assuntos da nova África independente e, como resultado, escreveu uma trilogia de romances – A Casa da Água, O Rei de Keto e Trono de Vidro – hoje traduzidos para dezenove idiomas (inglês, italiano, francês, polonês, romeno, macedônio, croata, búlgaro, sueco, espanhol, alemão, holandês, ucraniano, japonês, coreano, galego, catalão, húngaro e árabe) e com mais de trinta edições fora do Brasil. Seu livro Brasileiros na África, de pesquisa e análise sobre o regresso dos ex-escravos brasileiros ao continente africano, tem sido, desde sua publicação em 1964, motivo de teses, seminários e debates. De 1965 a 1967 foi Professor Visitante na Universidade de Columbia em Nova York, onde ministrou um curso sobre Ensaística Brasileira. Na mesma ocasião, fez conferências nas Universidades de Yale, Harvard, Howard, Indiana, Palo Alto, UCLA, Louisiana e Miami. Escreveu uma série de artigos sobre a Escandinávia, o Reino Unido e a França.
Em 1968 foi nomeado Adido Cultural em Londres, onde desenvolveu uma atividade incessante, através de conferências e um mínimo de cem exposições ao longo de cinco anos.
Membro do PEN Clube do Brasil, ajudou a organizar três congressos do PEN Clube Internacional no Brasil: em 1959, 1979 e 1992. Passou a participar também das atividades do PEN Internacional, com sede em Londres, tendo sido eleito, no começo dos 90, para o cargo de Vice-Presidente Internacional. Na qualidade de Visiting Lecturer vem dando cursos de Cultura Brasileira na Universidade de Essex, Inglaterra.
Dirigiu e apresentou os primeiros programas literários de televisão no Brasil, na TV Tupi, e em seguida nas TVs Continental e Rio. Fez conferências sobre cultura brasileira em universidades e entidades culturais em Tóquio, Seul, Sidney, Luanda, Maputo, Dacar, Lomé, Porto Novo, Lagos, Ifé, Warri, Abidjan, Tanger, Arzila, Buenos Aires, Lisboa, Coimbra, Porto, Madri, Santiago, Barcelona, Lion, Paris, Marselha, Milão, Pádua, Veneza, Bérgamo, Florença, Roma, Belgrado, Zagreb, Bucareste, Sófia, Varsóvia, Cracóvia, Moscou, Estocolmo, Copenhague, Aarhus, Londres, Manchester, Liverpool, Colchester, Newcastle, Edimburgo, Glasgov, St. Andrews, Oxford, Cambridge, Bristol, Dublin.
Conheceu, em 1955, a escritora e jornalista Zora Seljan, com quem se casou. A partir de então, os dois trabalharam juntos em atividades culturais e literárias. Quando Antonio Olinto foi crítico literário de O Globo, Zora Seljan assinava a crítica de teatro no mesmo jornal, sendo que às vezes as duas colunas saíam lado a lado na página. Antes de os dois seguirem para a Nigéria, já Zora havia escrito a maioria de suas peças de teatro afro-brasileiras, das quais, mais tarde, em Londres, uma delas, Exu, Cavaleiro da Encruzilhada, seria levada em inglês por um grupo de atores ingleses e norte-americanos sob a direção de Ray Shell, que participara de produção de Jesus Christ Superstar. Na Nigéria Zora Seljan foi leitora na Universidade de Lagos. De volta da África, Antonio Olinto publicaria um relato de sua missão ali, Brasileiros na África, e Zora Seljan lançaria dois livros: A Educação na Nigéria e No Brasil ainda Tem Gente da Minha Cor?. Em 1973, os dois fundaram um jornal, em Londres e em inglês, The Brazilian Gazette, que vem existindo continuamente até hoje.
Antonio Olinto e Zora Seljan foram eleitos para o Conselho Fiscal do Sindicato dos Escritores, em 7 de maio de 1997.
Zora Seljan faleceu no Rio de Janeiro em 25 de abril de 2006.
Em 31 de julho de 1997 foi eleito para a ABL na Cadeira n.o 8, sucedendo ao escritor Antonio Callado. Foi eleito para o cargo de diretor-tesoureiro nas gestões de 1998-99 e 2000. Nesse período foi também diretor da Comissão de Publicações. Sob a sua direção saíram 24 volumes da Coleção Afrânio Peixoto. Coordenou o seminário Monteiro Lobato: Meio Século Depois (1998) e o ciclo A Língua Portuguesa nos 500 Anos do Brasil (ABL, 1999) e participou do seminário A Língua Portuguesa em Questão (CIEE-São Paulo, 1999) e dos ciclos de conferências sobre Machado de Assis e Rui Barbosa (ABL, 1999).
Nos últimos anos proferiu ainda conferências em seminários no Brasil e no exterior. A convite do Governo português, em 2000, participou das Jornadas da Lusofonia realizadas em Lisboa, Estocolmo, Gotemburgo, Lund e Copenhague.
Em 1998 voltou a circular o Jornal de Letras (n.o 0 em agosto), sendo Antonio Olinto o editor-chefe desta nova fase. Em setembro, no quadro das comemorações do Sete de setembro, a Embaixada do Brasil na Romênia inaugurou, em Bucareste, a Biblioteca Antonio Olinto.
Em 1º de janeiro de 2001 foi nomeado por ato do Prefeito do Rio de Janeiro, Sr. César Maia, para o cargo de Diretor Geral do Departamento de Documentação e Informação Cultural, da Secretaria das Culturas, dirigida pelo Dr. Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros (o Senador Artur da Távola). Encontra-se até os dias de hoje nesse setor, agora com o Secretário das Culturas, Ricardo Macieira, e na sua gestão já inaugurou duas bibliotecas em comunidades carentes, como manteve as 23 bibliotecas municipais em prédios fixos, além de dirigir o Museu da Cidade e o Arquivo Geral da Cidade.
Em 2002, foi eleito presidente da Comissão Nacional Organizadora do Centenário de Nascimento de Ary Barroso, que foi celebrado com várias comemorações pelo país e pelo exterior. Para homenagear Ary Barroso, Antonio Olinto lançou o livro Ary Barroso, a História de uma Paixão, que está sendo apresentado em várias capitais e em sua cidade natal, Ubá.
No dia 17 do mês de julho de 2003 apresentou seus quadros naives no Shopping Cassino Atlântico, juntamente com o lançamento de seu livro Ary Barroso.
Em 2004, ministrou na UniverCidade curso de doze conferências subordinado ao tema “Uma visão literária do Brasil de Anchieta a Rachel de Queiroz”. Por sua iniciativa foi criado o Instituto Antonio Olinto e Zora, que recebeu o patrimônio cultural do casal, de que constam duzentas esculturas de madeira da África, bem como 15 mil volumes da biblioteca de ambos e cerca de 5 mil fotografias ligadas à literatura brasileira.
Recebeu o Prêmio Machado de Assis – 1994, pelo conjunto de obras, da Academia Brasileira de Letras, a mais alta láurea literária do Brasil. Em 2000, recebeu o título de Doutor Honoris Causa, da Faculdade de Letras do Conjunto Universitário de Ubá (MG) e o Diploma de Excelência da Universidade Vasile Goldis, de Arad (Romênia), pelo seu trabalho de difusão da cultura brasileira naquele país. Em 2003, inaugurou na Faculdade de Letras Ozanan Coelho, de Ubá, uma biblioteca de 34 mil volumes que recebeu o seu nome. Em 2004, o Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro outorgou-lhe o Título de Sócio Grande Benemérito.
Sua obra abrange poesia, romance, ensaio, crítica literária e análise política.

fonte de origem:

Domingo Na Usina: Biografias: Cruz e Sousa:



(1861-1898) foi um poeta brasileiro. Fez parte do Simbolismo, Movimento Literário que teve sua origem na França em 1870. A crítica francesa o considerou um dos mais importantes simbolistas da poesia ocidental.

João da Cruz e Sousa (1861-1898) nasceu em Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis, Santa Catarina, no dia 24 de novembro de 1861. Filho de escravos alforriados nasceu livre. Foi criado como filho adotivo do Marechal de Campo, Guilherme Xavier de Sousa e Clarinda Fagundes de Sousa, de quem herdou o sobrenome. Aos sete anos fez seus primeiros versos. Aos oito anos declamava em salões e teatrinhos. Em 1871, com dez anos, matriculou-se no colégio Ateneu Provincial Catarinense, onde estudou durante 5 anos.

Amante das letras, em 1877, Cruz e Sousa da aula particular e começa a publicar seus versos em jornais da província. Em 1881, funda junto com Virgílio Várzea e Santos Lostada, o jornal literário "Colombo". Durante dois anos percorreu várias cidades brasileiras, junto com a Companhia de teatro de Julieta dos Santos.

Em 1883, aproxima-se do então presidente de Santa Catarina, Gama Rosa e, em 1884, foi nomeado promotor de Laguna, mas foi recusado pelos políticos e não toma posse. Nessa época, Cruz e Sousa já se destacava como fervoroso conferencista pró-abolição. Em 1885, Cruz e Sousa estreia na literatura com "Tropas e Fantasias", em parceria com Virgílio Várzea. Nesse mesmo ano assumiu a direção do jornal "O Moleque". No ano da abolição, 1888, o poeta vai para o Rio de Janeiro, onde em 1890 fixa residência definitivamente, trabalhando como arquivista na Central do Brasil.

Em 1893, casa-se com a também poetisa, Gavita Rosa Gonçalves. Nesse mesmo ano, publica "Missal", poemas em prosa, e "Broquéis", versos. Com eles, Cruz e Sousa rompia com o Parnasianismo e introduzia o Simbolismo, em que a poesia aparece repleta de musicalidade.

Seus desgostos agravaram-se com o casamento e sua vida se transformou numa luta contra a miséria e a infelicidade, quando poucos reconheceram seu valor como poeta. Sua esposa tem crises nervosas, seus filhos são atacados pela tuberculose. A mesma moléstia atinge o poeta, que em 1898, muda-se para a cidade de Sítio, em Minas Gerais, à procura de alívio para o mal, mas faleceu logo depois. Seu corpo foi transladado para o Rio, num vagão de transporte de animais.

Em 1905, seu grande amigo e admirador, Nestor Vítor, publicou, em Paris, a obra maior do poeta, "Últimos Sonetos". A crítica francesa o considerou um dos mais importantes simbolistas da poesia ocidental. Sua obra completa, "Cruz e Souza, Obra Completa" foi publicada num volume de mais de oitocentas páginas, em comemorações do centenário de seu nascimento.

Cruz e Sousa faleceu na cidade de Sítio, em Minas Gerais, no dia 14 de março de 1898.

Obras de Cruz e Sousa
Tropos e Fantasias, poesia em prosa, 1885
Missal, poesia em prosa, 1893
Broquéis, poesia, 1893
Evocação, poesia em prosa, 1898
Faróis, poesia, 1900, póstuma
Últimos Sonetos, poesia, 1905, póstuma
Outras evocações, poesia em prosa, 1961, póstuma
O Livro Derradeiro, poesia em prosa, 1961, póstuma
Dispersos, poesia em prosa, 1961, póstuma
Cruz e Sousa, Obra Completa, 1961, póstuma.

fonte de origem:
http://www.e-biografias.net/cruz_e_sousa/

Domingo Na Usina: Biografias: Noémia de Sousa:


Escritora moçambicana, Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares nasceu a 20 de setembro de 1926, em Lourenço Marques (hoje Maputo), Moçambique, e faleceu a 4 de dezembro de 2002, em Cascais, Portugal. Poetiza que, numa espécie de postura predestinada, desembaraçando-se das normas tradicionais europeias, de 1949 a 1952 escreve dezenas de poemas, estando muitos deles dispersos pela imprensa moçambicana e estrangeira.
Com apenas 22 anos de idade, surge na senda literária moçambicana num impulso encantatório, gritando o seu verbo impetuoso, objetivo e generoso, vincado (bem fundo) na alma do seu povo, da sua cultura, da sua consciência social, revelando um talento invulgar e uma coragem impressionante.
Mestiça, revela ser marcada por uma profunda experiência, em grande parte por via dessa mesma circunstância de ser mestiça.
A sua poesia, desde logo, se mostrou "cheia" da "certeza radiosa" de uma esperança, a esperança dos humilhados, que é sempre a da sua libertação.
Toda a sua produção é marcada pela presença constante das raízes profundamente africanas, abrindo os caminhos da exaltação da Mãe-África, da glorificação dos valores africanos, do protesto e da denúncia.
Poesia de forte impacto social, acusatória, a sua linguagem recorre estilisticamente à ressonância verbal, ao encadeamento de significantes sonoros ásperos, à utilização de palavras que transportam o "grito inchado" de esperança.
Noémia de Sousa, como autêntica pioneira da Literatura Moçambicana (como assim sempre foi considerada) preconiza - no seu percurso literário - a revolução como único meio de modificar as estruturas sociais que assolam a terra moçambicana.
Sempre, e desde muito cedo, pretendeu que o seu povo avançasse uno, em coletivo, em direção a um futuro que alterasse os eixos em que se fundamentava a atitude do homem, mas sem nunca fazer a apologia da desumanização. Afirmava-se, acima de tudo, africana e apostava fortemente na divulgação dos valores culturais moçambicanos.
As propostas essenciais da sua expressão literária vão do desencanto quotidiano, de uma certa amargura, de uma certa raiva, até ao grito dorido, até ao orgulho racial, até ao protesto altivo que contém a pulsão danada contra cinco séculos de humilhação.
A grande base do texto de Noémia de Sousa está centrada na eterna dicotomia "nós/outros" - "nós", os perfeitamente africanos; os "outros", as gentes estranhas, os que chegaram a África, os colonizadores. Assim, estes são, sem dúvida, os dois grandes temas da poesia de Noémia de Sousa: se por um lado temos a contínua denúncia da total incompreensão por parte do colonizador, que apenas capta a superficialidade dos rituais, não compreendendo o âmago de África, demonstrando, desta forma, uma visão plenamente distorcida, por outro lado lança-nos em poemas de elogio aberto à raça negra, gritando bem alto e de forma plenamente percetível que a presença do colonizador em África é sinónimo de força que apenas veio denegrir a imagem daquela terra.
Noémia de Sousa fala do orgulho de pertencer a África por parte dos africanos. E por esse mesmo motivo vem afirmar que terão obrigatoriamente de ser os filhos a cantar essa sua mãe-terra (que tanto amam e sentem) - e cantar África tinha forçosamente que ser entendido por oposição à maneira de cantar do colonizador.
Nos seus poemas, o "eu" de Noémia de Sousa é entendido como um "coletivo", um povo inteiro que quer ter palavra - o povo moçambicano. Desta forma, a poetiza assume-se como porta-voz daquele povo que é o seu e, dirigindo-se à terra-mãe que os acolhe e protege, ora canta a sua vida, ora lhe pede perdão pela alienação demonstrada ao longo de tanto tempo, ora (mesmo) lhe promete a rápida e definitiva devolução do seu direito a uma vida própria, autêntica.
Apesar de breve, porém prolífera, passagem de Noémia de Sousa pelo panorama da literatura moçambicana, a qualidade dos seus textos não deixou, jamais, de ser reconhecida e admirada. Apesar de a escritora ter afirmado sempre que não valia a pena reunir os seus poemas num livro, foi lançada em 2001 uma coletânea da sua obra, intitulada Sangue Negro, em homenagem ao seu 75.º aniversário.

fonte de origem:
http://www.infopedia.pt/$noemia-de-sousa

Domingo Na Usina: Biografias: Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque,:



Nasceu em Benguela em 9 de Junho de 1930 e ali passou grande parte da sua infância, por certo a coligir sentimentos que, mais tarde, exalaria pela poesia que escreveu.

Nascida numa família abastada, foi criada no característico meio crioulo da urbe das Acácias Rubras da década de 30, onde apesar da circunstância colonial não faltavam cultores da velha escola republicana portuguesa anterior ao Estado Novo, a par de remanescentes dos tempos da tipóia e do comércio sertanejo.

Teve, como era próprio do seu tempo, uma educação profundamente cristã, o que lhe conferiu "um vincado espírito de liberalismo".

Depois de ter concluído o sexto ano num colégio de madres em Sá da Bandeira (actual Lubango), partiu para Lisboa, onde terminaria os estudos liceais e frequentou a Faculdade de Medicina.

Durante este período manteve uma estreita ligação com a Casa dos Estudantes do Império - CEI, tendo sido igualmente colaboradora em jornais e revistas de relevância na época, tais como  Revista Mensagem- CEI, o Jornal de Benguela, o Jornal de Angola, o ABC e Ciência.

Nessas publicações, surgiram os seus primeiros escritos poéticos, também publicados em várias antologias, até surgir o seu primeiro livro, intitulado Poesias, em 1960.

Poeta da Geração Mensagem, A sua poesia transpira  exílio, saudade obsessiva da terra e suas gentes, os lugares da infância, os amigos e as expectativas de um futuro em que pretendia participar logo que possível faz de Alda Lara, uma mensageira da sociedade civil, lutando com as armas de que dispunha a sua poesia, onde a política, estando implícita, é sobretudo do foro dos sentimentos.

Alda Lara, irmã do também notável poeta Ernesto Lara Filho, a poetisa de Benguela que faleceu prematuramente em 1962, anda algo esquecida em Angola por uma certa intelectualidade que, não obstante, não desconhece a importância da sua obra literária e o lugar de excelência que lhe cabe na literatura angolana, mas que persistem em fazer vista grossa à importância do seu testamento de (também ela) precursora de uma pré-poesia angolana que à época despontava, e que foi e é até hoje a voz feminina de maior sensibilidade, aliando ao acervo poético significativo que deixou, uma oficina de escrita passível de ser classificada já na década de 60 do século findo como de modernidade.

Após a sua morte, a Câmara Municipal de Sá da Bandeira, atual Lubango, decidiu instituir o Prémio Alda Lara de Poesia.

Obra poética:
Poemas, 1966, Sá de Bandeira, Publicações Imbondeiro;
Poesia, 1979, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
Poemas, 1984, Porto, Vertente Ltda. (poemas completos);

fonte de origem:
http://www.lusofoniapoetica.com/artigos/angola/alda-lara/biografia-alda-lara.html

Domingo Na Usina:Biografias:Ana Hatherly:



Natural do Porto, Ana Hatherly (1929-2015), licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa, diplomada em técnicas cinematográficas pela International London Film School e doutorada em Estudos Hispânicos do Século de Ouro pela Universidade da Califórnia, em Berkeley. Entre 1981 e 1999, foi professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. A sua vasta obra inclui poesia, ficção, ensaio, tradução, performance, cinema e artes plásticas, estando representada no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian e no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Dirigiu as revistas Claro-Escuro (1988-1991) e Incidências (1997-1999). Parte do seu espólio encontra-se depositado no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional.

Ana Hatherly integrou o grupo da revista Poesia Experimental (1964, 1966), sendo autora ou co-autora de alguns dos textos programáticos do movimento. A sua obra evidencia a assimilação do experimentalismo internacional característico da década de 1960, designadamente através da espacialização da palavra e da exploração caligráfica da relação entre desenho e escrita, mas também uma grande versatilidade de géneros, formas e estilos. Uma intensa auto-reflexividade é visível em ciclos de permutações paródicas, no desenvolvimento de formas como o poema-ensaio e a micro-narrativa, e na desconstrução de uma subjectividade feminizada. A atenção à dimensão plástica e gestual da escrita está patente quer em séries recolhidas em livro, quer nos desenhos e (des)colagens, quer ainda nos filmes e acções poéticas que realizou. A sua investigação académica contribuiu decisivamente para uma revisão da leitura da poesia barroca em Portugal e para o conhecimento da história da poesia visual.

Obras principais > O mestre (Arcádia, 1963), Sigma (1965), Eros frenético (Moraes, 1968), Anagramas (Galeria Quadrante, 1969), 39 tisanas (1969), Anagramático (1970), Mapas da Imaginação e da Memória (1973), O Escritor, 1967-1972 (1975), A Reinvenção da Leitura: Breve Ensaio Crítico seguido de 19 Textos Visuais (1975), Poesia, 1958-1978 (1980), O Cisne Intacto: Outras Metáforas - Notas para uma Teoria do Poema-Ensaio (1983), Escrita Natural (1988), Volúpsia (Quimera, 1994), 351 tisanas (1997), A idade da escrita (Tema, 1998), Rilkeana (Assírio & Alvim, 1999), Itinerários (Quasi, 2003), O pavão negro (Assírio & Alvim, 2003), A mão inteligente (Quimera, 2004), Fibrilações (Quimera, 2005), 463 tisanas (Quimera, 2006), A neo-Penélope (& etc, 2007). No campo da história e da teoria da poesia visual, publicou PO.EX: Textos Teóricos e Documentos da Poesia Experimental Portuguesa (1981; com E. M. de Melo e Castro) e A Experiência do Prodígio: Bases Teóricas e Antologia de Textos Visuais Portugueses dos Séculos XVII e XVIII (1983). A sua obra plástica foi objecto de uma exposição retrospectiva no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian: Ana Hatherly: Obra Visual, 1960-1990 (1992), tendo duas Antologias publicadas: Um calculador de improbabilidades (Quimera, 2001), Interfaces do olhar: uma antologia crítica, uma antologia poética (Roma Editora, 2004). É também autora dos filmes The Thought Fox (Londres, 1972), Spaghetti Time (Londres, 1972), C.S.S. (Cut-Outs, Silk, Sand) (Londres, 1974), Revolução (Lisboa, 1975), O Que É A Ciência (Lisboa, 1976), Música Negativa (Lisboa, 1977) e Rotura (Lisboa, 1977).

[Biografia escrita por Manuel Portela].
fonte de origem:
http://po-ex.net/taxonomia/transtextualidades/metatextualidades-alografas/ana-hatherly-biografia

Domingo Na Usina: Biografias:Martin Kohan:




Nasceu em Buenos Aires em janeiro de 1967. Ele é professor de teoria literária na Universidade de Buenos Aires e da Universidade da Patagônia. Ele publicou três livros de ensaios,imagens da vida, histórias de morte. Eva Peron, corpo e Política(1998, em colaboração com Paola Cortés Rocca), District. leitura do teste de Walter Benjamin (2004) e narrar San Martin (2005); dois livros de contos, eu morreria feliz (1994) e uma punição extraordinária (1998); e seis romances, Perder Laura (1993)relatório (1997), O T Tall (2000), o dobro de Junho (2002) Seconds Out (2005) e Museu da Revolução (2006). District foi publicado em Espanha por Trotta, e segundos fora e Museu da Revolução por romances Mondadori. Suas obras estão sendo publicados em tais editores de prestígio, como Einaudi (Itália), Rabo da Serpente (Reino Unido), Seuil (França) e Suhrkamp (Alemanha).

fonte de origem:
https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=es&u=http://www.anagrama-ed.es/autor/1207&prev=search

Domingo Na Usina: Biografias: Roberto Gómez Bolaños:


 (1929-2014) foi um humorista mexicano, escritor, ator produtor de cinema, televisão e teatro. Ficou famoso mundialmente por interpretar os personagens "Chaves" e "Chapolin".

Roberto Gómez Bolaños (1929-2014) nasceu na Cidade do México, México, no dia 21 de fevereiro de 1929. Filho de um ilustrador de jornais e pintor, ele esteve sempre envolvido com o mundo das artes. Estudou engenharia Elétrica, mas nunca exerceu a profissão. Com 22 anos trabalhou como redator em uma agência publicitária. Entre o final da década de 1950 e início de 1960, foi roteirista dos programas “Cómicos y Canciones” e “El Estudio de Pedro Vargas” que alcançaram o primeiro lugar em audiência.

Em 1968, foi contratado por um canal de televisão mexicano, onde participou de uma série semanal atuando durante de 30 minutos. Com o sucesso do quadro, o programa ganhou mais meia hora e passou a se chamar “Chespirito” apelido que Roberto recebeu de um diretor de cinema que comparava seus textos ao de Shakespeare. Aos poucos foram introduzidos novos personagens que levantavam cada vez mais a audiência.

No dia 01 de setembro de 1972, foi ao ar o personagem “Chapolin Colorado”, onde interpretava um ati-herói, que com seus superpoderes, parodiava os heróis norte-americanos. O personagem repetia frases que viraram bordões, entre elas, “Não contavam com minha astúcia”, “Sigam-me os bons” e “Se aproveitam da minha nobreza”. A série teve seu último episódio gravado em 14 de outubro de 1979.

O personagem “Chaves” surgiu logo em seguida. Em 20 de junho de 1971, foi ao ar o primeiro episódio, onde fazia o papel de um garoto travesso de oito anos, que morava em uma vila. Seus bordões que ficaram famosos foram: “Foi sem querer querendo”, “Isso, isso, isso” e “Era exatamente o que eu ia dizer”. A série teve seu último episódio gravado em 06 de janeiro de 1980. Os programas fizeram sucesso em diversos países. No Brasil, eles estão no ar desde 1984, exibidos no SBT (Sistema Brasileiro de Televisão).

Além de atuar nas séries televisivas, Roberto Gómez Bolaños escreveu novelas e peças teatrais, escreveu, produziu, dirigiu e atuou em diversos filmes e compôs as músicas cantadas nos episódios de Chaves e Chapolin. O artista foi casado durante vinte anos com Graciela Fernández Pierre, com quem teve seis filhos. Em 2004 casou-se com Florinda Meza, a atriz que interpretou a Dona Florinda no seriado Chaves.

Em 2000, Roberto Bolaños foi homenageado, junto com todo o elenco de Chaves e Chapolin, pela Televisa, com um programa intitulado “Não contavam com minha astúcia”, para comemorar os 30 anos dos seriados. Em 2012, em comemoração aos 40 anos de carreira do artista, foi organizado um evento que foi denominado “América celebra a Chespirito” que ocorreu em 17 países, entre eles, México, Brasil, Argentina, Peru, Colômbia, Equador, Guatemala, Estados Unidos e Nicarágua. Em 2013, Bolaños foi condecorado com o prêmio “Ondas Ibero-americanas” pela trajetória destacada na televisão mundial.
 Roberto Goméz Bolaños faleceu em Cancún, no México, no dia 28 de nove.

fonte de origem:
http://www.e-biografias.net/roberto_gomez_bolanos/

Domingo Na Usina: Biografias: Gustavo Ferreyra:



Dois livros foram suficientes para Gustavo Ferreyra para lançar as bases de um projeto narrativa que acabaria por estabelecer-se como uma das narrativas mais exclusivo da Argentina nos últimos anos: A proteção, publicado em 1994, e desamparo, cinco anos depois. Então veio gineceo, vértice eo principal, no qual Ferreyra continuou tentando diferentes combinações torções corpo a corpo com as palavras, tentando variações quando meticulosamente construir um mundo em toda a sua porosidade, isto é, furando tinta em cada dos seus poros, um um-; um mundo habitado por personagens que carregam sobre os seus ombros o peso dele. Engraçado como romances de leitura Ferreyra gera um efeito hipnótico óptico ou melhor, a imobilidade; mas a verdade é que seus parágrafos progressos sólidos, como o tempo, de forma contínua e imperceptível. Um mal-entendido semelhante faz o seu trabalho como um todo. Alguns vontade, comparando a memória turva das leituras, a ideia de que o estilo é inabalável e imutável Ferreyra, torna-se monótono. E, pouco afeto pela estridência, o movimento minuto de sua prosa rastrear a curvatura de um balanço do milímetro. Simplesmente voltar para os livros para testar se uma falsa impressão. Nesse sentido, a primeira pessoa do diretor, que por sua vez foi um dos personagens da Vertex, é de alguma forma germe Piquito ouro. Ou o germe de uma das suas duas metades. Por mais de um romance coral Piquito ouro parece um romance Siamese, duas cabeças de bloqueio (e diretor ficar dentro, uma outra novela Risos). Neste novo livro, existem dois tons narrativa que está passando o bastão da história: em primeiro lugar, Piquito monólogo, um trinta-algo sociólogo tarde, eles apenas espalhar as cinzas de seus pais; e, por outro, o médico de família Cianquaglini, que começou algumas semanas antes de o romance foi morto na rua à noite em circunstâncias pouco claras. Ferreyra, "Eu acho que eles são duas histórias que vão além do romance. Eles irão convergir em um ponto. Só que a convergência não aparece. Pode escrever no futuro pós-vértice. Mas nunca da esquina ... Há também a intenção de enfrentar, sem interagir aparentemente de esquerda cenário intelectual e nenhum mundo intelectual, armado com o senso comum na época, a opinião coletiva. Todos Piquito poder verbal, eu acho que, neste contexto, que é o horizonte sobre o qual ele pretende distinguir-se, a subir. "

filho único algo estragado e superprotegida, uma vez que os seus pais mortos, uma vez formado um casal com uma mulher um pouco mais velho, Piquito recapitula sua vida, retratada seres humanos com naturalista olho, e levanta a voz para cantar, um discurso exultante exasperado, momentos candida, momentos cheios de misantropia, que relembram a melhor Céline, para dar um nome. E que normalmente gera alguns livros não causou Ferreyra. Riso, que acrescentou ao balanço narrativa dá a história de uma fluidez e taxa inédita "From desde Ferdinand Piquito se enfurece, mas está intimamente ligada à sua oposição à ingenuidade de um protagonista de Walser. Squalor e criatividade, incapacidade de criança, de qualquer maneira. Bico, penso eu, é tão atual que pode levar o controle remoto ", diz ele. Ele acrescenta: "Meus personagens lutam contra a realidade, o que quer que a realidade. Cada novela foi se aproximando de mim a vulgaridade do presente, sem, espero, fazer o texto em si essa vulgaridade. Se Duhalde tinha aparecido em meu primeiro romance, suponho que teria manchado mas agora eu trazê-lo ao texto e que o coloca com um guindaste e separado de seu habitat. "Ferreya é que, no nosso país, é um dos poucos que são incentivados a redefinir o "realismo", um termo que deve ser reconhecida a muitas vezes tem uma conotação negativa quase reflexão como áspero, sem imaginação, a priori, da realidade. Mas a prosa de Ferreyra passa o teste para incorporar Adrian Suar Duhalde, por meio Kosteki e Santillan e do corralito, o diálogo mais trivial caseiro; incluindo o que é chamado de "gordo", que pode soar maneiras ou estereotipados, e fazer que com que a literatura.

Enquanto o futuro do Piquito Piquetera tende para a militância, família de classe média orbita o buraco acabado de sair Dr. Cianquaglini após sua morte. Uma terceira pessoa, que é muito próximo ao que Ferreyra chamados de "meus velhos vícios", conta os dias de mulheres e os três filhos do médico assassinado, a investigação policial, combinando algumas reviravoltas inesperadas reações esperado para um Ela provoca a morte dentro de uma família. Longe de tudo drama, longe do discurso da mídia (que constroem suas próprias histórias de morte "engenheiro" ou "arquiteto", como vítimas de "insegurança"), Ferreyra não vai escapar do pacote, processos tipos sociais e consegue desligá-los. Até pelo diálogos hilariantes e algumas situações, volta a mostrar o sorriso leitor. E é que o VA Ferreyra, especialmente cada vez lançado após a morte de seu pai. "Toda morte é desejado, é também uma libertação pessoal, familiar, social ... Mais intelectuais, também me interessa, eu estou interessado comum. Eu nunca vê-los como tipos sociais que tendem a entrar em subjetividade. I evitar estereótipos, porque eles só vêm em cima de mim, como acontece com qualquer um, a degluto e afundar-me até que desapareçam como estereótipos. Ele não leva muito algumas vezes para alterar a vista. Ele tem construído ao longo dos anos para ser um profundo dentro de mim que não pode digerir o que é dado e joga as coisas para que eles não são facilmente reconhecíveis. " 

fonte de origem:
https://inrockslibros.wordpress.com/2010/01/18/gustavo-ferreyra-piquito-de-oro/

Os 100 melhores romances em língua espanhola dos últimos 25 anos:


O maldito canonizado: Roberto Bolaño emplacou 3 romances entre os 100 melhores do mundo hispânico no último quarto de século.


A revista colombiana Semana recentemente jogou lenha na fogueira das discussões literárias hispano-americanas ao reunir 81 críticos, jornalistas e escritores para eleger os 100 melhores romances em língua espanhola dos últimos 25 anos. Como sempre no caso dessas listas, o único interesse é brincar, comparar gostos e descobrir novos títulos. Jamais se chegará, claro, a nenhum acordo nem mesmo sobre o que constitui um grande romance. A lista dos 25 primeiros colocados, com as respectivas sinopses, encontra-se aqui. As 75 obras seguintes, acompanhadas só do nome do autor, país de origem e data de publicação, estão aqui.

Saiba Mais:
fonte de origem:

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Luiz Medina:QUANDO:


Quando fores dizer que não me amas,

prepara-me um tempo antes,

cobre-me de beijos e carícias,

consola-me antes de dizer.



Quando fores dizer que não me amas,

sorri-me como antigamente,

para que eu nem sequer desconfie,

e quando disseres, antes me ama.



Quando fores dizer que não me amas,

dize brincando, para que eu não acredite,
dize baixinho, para que eu não ouça,
dize que foi para me fazer ciúmes.

Luiz Medina
Do livro PAVIO D’SPERANÇA.