terça-feira, 25 de setembro de 2018

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blog da Adriana:
Digo o que penso, com esperança. Penso no qu...
: Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, p...

Terça Na Usina: Blogs De Literátura Na Rede:Livros Românticos: Filme -> Contos Proibidos do Marquês de Sade



Livros Românticos: Filme -> Contos Proibidos do Marquês de Sade: Sinceramente, fiquei bem desconfiada do filme. Mais pelo título, sabe? Quem não ficaria? Só quem não conhece as estórias pervertidas do Marq...

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Pavilhão Literário Cultural Singrando Horizontes: José Feldman (Chuva de Versos n. 417): Uma Trova de Ibiporã/PR Maurício Fernandes Leonardo De você fico lembrando nesta saudade vadia, e abraço os braços chorando ...

Terça Na Usina: Blogs De Outros Autores e Autoras: Danka Maia: Escuridão – Capítulo IV


Danka Maia: Escuridão – Capítulo IV: Arte: Autor desconhecido Escuridão – Capítulo IV  Os meses passaram. Passaram os anos. Ela já estava habituada a tudo o que lhe p...















Link para adquirir o Livro: "Enquanto Deus Dormia."

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Carmo Vasconcelos: VEJA SEU/S LIVRO/S NA BIBLIOTECA FÉNIX :

ACTUALIZAÇÃO - NOVOS LIVROS
A Fénix orgulha-se da sua Biblioteca Literária e manifesta a sua gratidão aos gentis autores que nos têm brindado com as suas obras. Obrigada queridos Escritores e Poetas! Nossas estantes estão agora mais ricas! 

Crônicas De Segunda Na Usina:O Brasil continua na Era dos Abutres e do kuduro:




Em uma jamais imaginada e completa alienação, todos nós assistimos ao logo dos anos, aos nobres abutres do congresso nacional, a se digladiarem pelas belas porções da carniça dos recursos públicos.
Enquanto as legendas majoritárias com seu apetite voraz subdividem entre se as fatias, mas nobres, as de tamanhos médios se engalfinham entre eles para ver quem vai ficar com a parte maior da carcaça. Já as legendas nanicas de baixo clero, usadas como massa de manobra la no fosso junto com os  que trabalha e constrói esta bela nação.
Ficam na esperança que sobre algumas migalhas que lhe sacie a sua fome.
Assim vamos tocando a nossas vidas, assistindo a tudo isso com nossas belas bundas gordas e inertes no conforto do sofá da nossa sala de estar, de frente pra TV de “led” de 50 polegadas, comprada em 24 vezes sem juros.
Como se existisse o a prazo sem juros, independente destas questões paralelas, mesmo assim, vamos todos nos deliciando com a avenida chamada Brasil as nove pontualmente nos saudando com a sua doce melodia do kuduro.
Até quando todos nós vamos continuar com esta demência, em acreditar que algum nobre presidente que venha a nos salva destes incansáveis abutres do congresso que são os quais verdadeiramente governam este país a preço de ouro por cada voto de apoio.
              Quanto mais escândalos terão de assistir de braços cruzados sem nenhuma reação, diante dos DEMOS...  Da vida, e todos os outros na mesma balada, deslizando com os recursos públicos de cachoeira a baixo.
Quando é que nós cidadãos Brasileiros que construímos esta grande pátria, a custa de muito sangue, suor e lagrimas vamos reagir.
Será que algum dia todos nós vai acordar desta demência política de hipocrisia, e passamos a construir com nossas próprias mãos o futuro que queremos para os nossos filhos netos e de todas as outras gerações que viram.
Ou acordamos urgente e agimos ou seremos tragados pelo imenso bom senso dos hipócritas.

"Vivemos em uma república de alienados, e infelizmente todo politico tem a face exata da nação que ele representa."

D'Araujo.

Crônicas de Segunda Na Usina:O Cão o jovem, e o caminhante:


E lá vou eu para minha caminhada matinal de Domingo, para manter o foco no hoje, e manter a quietude do espirito em sintonia com o corpo.
Mas como tudo no eterno viver é uma surpresa; Ontem não foi diferente;
Ao abrir o meu portão neste pedaço do paraíso, me deparo com uma sena que por lá já é comum, mais que ainda incomoda profundamente a minha inquieta alma.
Deparo-me com Um cão da raça, Show Show, repousando o seu desengano em um olhar triste e vazio, daqueles que só o abandono pode causar; Ai, eu me pergunto, como pode existir seres de sentimentos tão perversos, em relação à vida alheia, ao seu redor.
O primeiro impulso é vou pegar para criar, mas ai lhe bate a dura realidade, que se você fizer isso você não para nunca mais, porque todos os dias as boas almas destes seres que somos nós, ditos racionais desovam sua desilusões, neste lugar que lhes parece tão distante e que certamente eles nunca mais passaram ali novamente, como se bastasse para manter à sua consciência tranquila. Há desculpe, como se alguém capaz de um ato desses tivesse consciência.
Observando o Cão, pude perceber que ele estava com as duas orelhas machucadas, e num gesto sagrado de amor para com seu Cão há boa alma que o abandonou, teve o cuidado de colocar benzocreol, para conforta à sua dor; O que é a mesma coisa que você se propor a cuidar de um ser humano com conjuntivite por uma semana e depois joga-la no abismo.
Pelo menos ela vai ter uma bela visão da ultima paisagem da sua existência.
E lá vou eu degustando aquele olhar desolador em minha serena caminhada, pois parecia que tudo naquele domingo se resumiria aquele contraditório do dia, mas sempre existe algo, há, mas no seu caminho.
Seguindo eu naquele deserto da floresta no come calmo deserto da Ilha, até perceber que logo há frente tinha um jovem, e qual não foi a minha surpresa ao perceber, que tínhamos compartilhado do mesmo pensar que estaríamos às sós naquela imensidão do nada da ilha.
Ao me aproximar pude perceber que ele repousava sobre um galho da arvore;
Não ele não repousava seu corpo naquele galho, e sim uma imensa carreira de pó.
E como sempre fiz em relação às escolhas de cada um, lhe cumprimentei, e segui em frente em minha caminhada, mas era impossível passar indiferente aquele mesmo olhar de desencanto que unia aquele Cão e aquele jovem, na mesma luta pela sobrevivência diante as condições impostas a revelia dos seus desejos.

E inevitavelmente me veio à fatídica reflexão de que cada um destila suas desilusões da melhor forma possível, e que em quinze minutos de minha caminhada na imensidão do interminável verde da ilha, lá estava a dura realidade, do negro desejo de sobreviver daquele Cão, e há ilusão branca daquele jovem, e em mim a doce certeza da nossa grande hipocrisia de acharmos que somos algo mas que orgulho e pó.

D'Araujo.

domingo, 23 de setembro de 2018

Domingo Na Usina: Biografias: Thomas Hobbes:



 (1588-1679) foi teórico político, filósofo e matemático inglês. Sua obra mais evidente é "Leviatã", cuja ideia central era a defesa do absolutismo e a elaboração da tese do contrato social. Hobbes viveu na mesma época que outro teórico político, John Locke, que era defensor dos princípios do liberalismo, ao passo que Hobbes pregava um governo centralizador.

Thomas Hobbes (1588-1679) nasceu na Inglaterra, no dia 5 de abril de 1588. Foi uma época em que a Inglaterra era dominada pelos Tudors e sofria o perigo da invasão da esquadra espanhola. Era filho de um vigário, e teve sua tutela confiada a um tio. Estudou em Malmesbury e Westport, entrando mais tarde para Oxford, cuja educação era de teor aristotélico e tomista. Mas Hobbes não admirava a filosofia de Aristóteles. Foi mais influenciado pelas ideias do mecanicismo do universo e pelo cartesianismo, comum entre os intelectuais da época. Conheceu o astrônomo Galileu Galilei, cuja ideia, ajudou na tentativa de desenvolver uma filosofia social.

No período em que viveu, a Inglaterra vivia a aurora de seu império, era época da revolução gloriosa, no século XVI, e a marinha inglesa começava a se fortalecer na conquista dos mares.

Thomas Hobbes era defensor da monarquia. Por isso, viajou à Paris na eminência da guerra civil inglesa. Lá, tornou-se professor de matemática do futuro rei inglês Carlos II. Volta à Inglaterra depois da guerra e publicou o seu livro mais famoso, "Leviatã", em 1651. Mas as ideias de Hobbes não foram bem aceitas na época, principalmente por ser considerado ateu. Seus livros foram queimados em Oxford e suas ideias ateístas foram mal vistas pela Royal Society.

No livro "Leviatã", Hobbes defendia a tese do homem que, por viver num estado de natureza onde todos estariam preocupados com os seus próprios interesses, seria necessária a existência de um governante forte para apaziguar os conflitos humanos. A guerra de todos contra todos (bellum omnia omnes) só seria evitada através do contrato social.

Hobbes defendia que a igreja cristã deveria ser administrada pelo monarca, que também poderia fazer a livre interpretação da bíblia, embora não concordasse com os preceitos da reforma protestante nesse sentido.

Thomas Hobbes morreu no dia 4 de dezembro de 1679, com 91 anos, depois de ter escrito, já na velhice, a tradução da "Ilíada" e da "Odisseia" para a língua inglesa.

Informações biográficas de Thomas Hobbes:
Idade: 427 anos
Data do Nascimento: 05/04/1588
Data da Morte: 04/12/1679
Nasceu há 427 anos
Morreu aos 91 anos

Morreu há 335 anos.

Fonte de origem:
http://www.e-biografias.net/thomas_hobbes/

Domingo Na Usina: Biografias: Lord Byron:



(1788-1824) foi um importante poeta do século XIX, um dos principais representantes do romantismo inglês. Exerceu grande influência na literatura da época. Entre suas obras destacam-se: “Peregrinação de Childe Harold”, “Don Juan” e “Manfredo”.

Lord Byron (1788-1824) nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 22 de janeiro de 1788. Com dez anos de idade herdou o título nobiliárquico de um tio avô, tornando-se o sexto Barão dos Byron. Ainda estudante, em Cambridge, publicou seu primeiro livro de poesias, “Horas de Lazer” (1807), que foi mal recebido pela crítica.

Em 1809 Lord Byron ingressou na Câmara dos Lordes e em seguida partiu em viagem pela Europa e Oriente Médio. Em 1912, de volta à Inglaterra publicou os dois primeiros cantos de “Peregrinação de Childe Harold”, longo poema que narra suas andanças e amores de um herói desencantado, ao mesmo tempo, que descreve a natureza da Península Ibérica, Grécia e Albânia. A obra alcançou grande sucesso, e entre 1812 e 1819 saíram 11 edições em inglês, além de várias traduções.

Sua fama foi consolidada com as obras “O Corsário” e “Lara”, ambas publicadas em 1814, e “O Cerco de Corinto” (1816). Após um ano de casado com Anne Milbanke, pediu o divórcio, escandalizando a sociedade inglesa, que o associou aos rumores de incesto do poeta com sua meia-irmã Augusta Leigh. Resolve então deixar a Inglaterra e
muda-se para a Suíça.

Ainda em 1816, escreve o canto III de “Peregrinação de Childe Harold” e “O Prisioneiro de Chillon”, e em 1817 publica o poema dramático “Manfredo”. Em Genebra viveu com Claire Clairmont, com quem teve uma filha. Em 1818 escreve o canto IV de “O Prisioneiro de Chillon”. Em 1819 começou o poema “Dom Juan”, a obra que mais retrata a vida pessoal do autor, mas que deixou inacabada.

Lord Byron criou diversos personagens sonhadores e aventureiros, que desafiavam as convenções morais e religiosas da sociedade burguês, ele mesmo foi, com sua vida agitada, um típico herói romântico. A figura de Byron confundia-se com a de seus heróis: orgulhoso, irreverente, melancólico, misterioso e conquistador. Uma aura de mito foi sendo criada em torno de seu nome, gerando imitadores e admiradores por toda parte. No Brasil, Álvares de Azevedo é o poeta que mais reflete a influência de Byron.

Defensor da liberdade engajou-se em vários movimentos revolucionários. Em 1823 Lord Byron foi nomeado membro do comitê londrino pela independência da Grécia, indo combater ao lado dos gregos, contra as forças turcas.

Lord Byron faleceu em Missolonghi, ao lado dos combatentes gregos, no dia 19 de abril de 1824, após contrair uma misteriosa febre.

Fonte de origem:
http://www.e-biografias.net/lord_byron/

Domingo Na Usina: Biografias:Ana Cristina Cruz Cesar:



(Rio de Janeiro, 2 de junho de 1952 — Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1983) foi uma poetisa e tradutora brasileira, conhecida como Ana Cristina Cesar (ou Ana C.). É considerada um dos principais nomes da geração mimeógrafo da década de 1970, e tem o seu nome muitas vezes vinculado ao movimento de Poesia Marginal.
Biografia
Filha do sociólogo e jornalista Waldo Aranha Lenz Cesar e de Maria Luiza Cruz, Ana Cristina nasceu em uma família culta e protestante de classe média. Tinha dois irmãos, Flávio (viúvo de Gabriela Leite, fundadora da Daspu) e Filipe.

Antes mesmo de ser alfabetizada, aos seis anos de idade, já ditava poemas para sua mãe. Em 1969, Ana Cristina Cesar viajou à Inglaterra em intercâmbio e passou um período em Londres, onde travou contato com a literatura em língua inglesa. Quando regressou ao Brasil, com livros de Emily Dickinson, Sylvia Plath e Katherine Mansfield nas malas, dedicou-se a escrever e a traduzir, entrando para a Faculdade de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), aos dezenove anos.

Cesar começou a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, foram lançados em edições independentes. As atividades de Ana Cristina não pararam: pesquisa literária, mestrado em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra. Em suas obras, Ana Cristina Cesar mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.

Cometeu suicídio aos trinta e um anos, atirando-se pela janela do apartamento dos pais, no oitavo andar de um edifício da rua Tonelero, em Copacabana.

Armando Freitas Filho, poeta brasileiro, foi o melhor amigo de Ana Cristina Cesar, para quem ela deixou a responsabilidade de cuidar postumamente das suas publicações. O acervo pessoal da autora está sob tutela do Instituto Moreira Salles. A família fez a doação mediante a promessa de os escritos ficarem no Rio de Janeiro. Contudo, sabe-se que muitas cartas de Ana Cristina Cesar foram censuradas pela família, principalmente as recebidas do escritor Caio Fernando Abreu.

Principais obras
Poesia
A Teus Pés - (1982)
Inéditos e Dispersos - (1985)
Novas Seletas (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
Crítica[editar | editar código-fonte]
Literatura não é documento - (1980)
Crítica e Tradução - (1999)
Variados
Correspondência Incompleta
Escritos no Rio (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
Escritos em Londres (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)

Antologia 26 Poetas Hoje, de Heloísa Buarque.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Domingo Na Usina: Biografias:Isabel Allende Llona:



 (Lima, 2 de agosto de 1942) é uma jornalista e escritora chilena. Apesar de ter nascido em Lima, sua família voltou logo para o Chile, sua terra natal. Atualmente vive nos Estados Unidos.

É filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo-irmão de Salvador Allende, e de Francisca Llona.

Isabel é considerada uma das principais revelações da literatura latino-americana da década de 1980. Sua obra é marcada pela ditadura no Chile, implantada com o golpe militar que em 1973 derrubou o governo do primo de seu pai, o presidente Salvador Allende (1908-1973).

Escreveu A casa dos espíritos (1982) e ganhou reconhecimento de público e crítica. A obra foi filmada em 1993 por Bille August, com Jeremy Irons e Meryl Streep. Em 1995 lançou o livro Paula, que a autora escreveu para a sua filha que estava em coma devido a um ataque de porfiria. Como a autora não sabia se a sua memória voltaria após a saída do coma, Isabel Allende resolveu contar a sua história para auxiliar a filha a lembrar dos fatos. Paula passou a ser então um retrato auto-biográfico.
Obra:
Romances1982 - La casa de los espíritus (A casa dos espíritos)
1983 - La logon Asulon" (A Lagoa Azul)
1984 - De amor y de sombra (De amor e de sombra)
1987 - Eva Luna (Eva Luna)
1991 - El plan infinito (O plano infinito)
1995 - Paula (Cartas a Paula)
1998 - Afrodita (Afrodite)
1999 - Hija de la fortuna (Filha da fortuna)
2000 - Retrato en sepia (Retrato a sépia)
2002 - La ciudad de las bestias (A cidade das feras (Brasil), A cidade dos deuses selvagens (Portugal))
2003 - El reino del dragón de oro (O reino do dragão de ouro)
2004 - El bosque de los pigmeos (O bosque dos Pigmeus)
2005 - El Zorro (Zorro, começa a lenda)
2006 - Inés del alma mía (Inés da minha alma)
2007 - La suma de los días (A soma dos dias)
2009 - La isla bajo el mar (A ilha sob o mar)
2011 - El Cuaderno de Maya (O Caderno de Maya)
2012 - El Juego de Ripper (O Jogo de Ripper)
Memórias
Mi país inventado (O meu país inventado)
Contos[editar | editar código-fonte]
1998 - Cuentos de Eva Luna (Contos de Eva Luna)
1984 - La porda de porcelana
1989 - "O pequeno Heidelberg" (Contos de Eva Luna)
Teatro[editar | editar código-fonte]
El embajador (representada no Chile em 1971)
La balada del medio pelo (1973)
Los siete espejos (1974)

Los Tomates Del Fábio Cagón (2004).

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Domingo Na Usina:Biografias:Francis Bacon:


Francis Bacon (1561-1626) foi um filósofo, político e ensaísta inglês. Recebeu os títulos de Visconde de Alban e Barão de Verulam. Foi importante na formulação de teorias que fundamentaram a ciência moderna. É considerado o pai do método experimental.

Francis Bacon (1561-1626) nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 22 de janeiro de 1561. Filho caçula de Sir Nicholas Bacon, Guardião do Selo Real, e de sua segunda esposa Ann. Em 1576 formou-se em Direito, pela Universidade de Cambridge. Nessa época já tinha fama e prestígio. Como diplomata, esteve na França como acompanhante do embaixador inglês, e só em 1579, com o falecimento do pai, regressou para Londres a fim de retomar a carreira jurídica e política.

Em 1584, Bacon toma assento na Câmara dos Comuns, como representante de um pequeno distrito. Nessa época escreve a "Carta de Conselhos" à rainha Elizabeth, que advoga várias medidas de tolerância religiosa e de supremacia estatal em relação à Igreja. Usou a influência do tesoureiro real, seu tio materno, até tornar-se seu conselheiro particular. Mas não conseguiu, sob seu reinado, ser nomeado procurador geral, como ambicionava.

Sob o reinado de Jaime I, foi nomeado cavalheiro, nomeado no posto de conselheiro, destacado como representante real dos debates parlamentares e agraciado, em 1607, com o cargo de solicitador real. Nesse período casou-se com Alice Barnham, filha de um conselheiro municipal londrino. Em 1605, dedicou ao rei, seu trabalho "O Avanço do Conhecimento". Escreveu sobre questões do estado e de relações entre a coroa e o parlamento. Foi nomeado procurador geral.

Com o patrocínio de George Villiers, futuro sucessor do trono e duque de Buckingham, torna-se Lorde Conselheiro (1616), Lorde Guardião (1617) e Lorde Chanceler (1618). Nesse cargo, em 1621, foi acusado de corrução.

Francis Bacon escreveu tratados filosóficos, obras literárias e jurídicas. Em 1620 publicou "Novum Organum", em que expõe sua filosofia da ciência, onde salienta a primazia dos fatos em relação à teorização e rejeita a especulação filosófica como cientificamente válida. Em 1624 publica "Nova Atlântida", onde descreve uma utopia, onde as possibilidades de experimentação científica seriam ilimitadas. Em 1622 publicou "História de Henrique VII" e em 1625, a terceira edição de seus "Ensaios", aumentados para 58, onde revela um pensamento elevado e um estilo tão rico que foi citado ao lado de William Shakespeare como o consolidador da língua inglesa.

Bacon influenciou a psicologia ao argumentar que todas as ideias são o produto da sensação e da reflexão. Contestou a afirmação medieval de que a verdade poderia ser elucidada através de pouca observação e muito raciocínio. Seu método era a observação dos fatos através do raciocínio indutivo. A obra de Bacon influiu também na fundação, 1622, de uma "sociedade secreta" que se reunia para a experimentação científica.

Francis Bacon morreu de complicações respiratórias, em Londres, Inglaterra, no dia 9 de abril de 1626.

Informações biográficas de Francis Bacon:
Idade: 454 anos
Data do Nascimento: 22/01/1561
Data da Morte: 09/04/1626
Nasceu há 454 anos
Morreu aos 65 anos
Morreu há 389 anos.

fonte de origem:
http://www.e-biografias.net/francis_bacon/

Domingo Na Usina: Biografias:Virginia Woolf :



(Londres, 25 de janeiro de 1882 — Lewes, 28 de março de 1941) foi uma escritora, ensaísta e editora britânica, conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo.

Woolf era membro do Grupo de Bloomsbury e desempenhava um papel de significância dentro da sociedade literária londrina durante o período entre guerras. Seus trabalhos mais famosos incluem os romances Mrs. Dalloway (1925), Ao Farol (1927) e Orlando (1928), bem como o livro-ensaio Um Teto Todo Seu (1929), onde encontra-se a famosa citação "Uma mulher deve ter dinheiro e um teto todo seu se ela quiser escrever ficção".

Biografia:

Julia Stephen com sua filha Virginia em 1884.
Estreou na literatura em 1915 com o romance A Viagem, que abriu o caminho para a sua carreira como escritora e uma série de obras notáveis. Morreu em 1941, tendo cometido suicídio.

Virginia Woolf era filha do editor Leslie Stephen, o qual deu-lhe uma educação esmerada, de forma que a jovem teria frequentado desde cedo o mundo literário.

Em 1912 casou com Leonard Woolf, com quem fundou em 1917 a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot. Virginia Woolf apresentava crises depressivas. Em 1941, deixou um bilhete para seu marido, Leonard Woolf, e para a irmã, Vanessa Bell. Neste bilhete, ela se despede das pessoas que mais amara na vida, e comete suicídio.

Virginia Woolf foi integrante do grupo de Bloomsbury, círculo de intelectuais que, após a Primeira Guerra Mundial, se posicionaria contra as tradições literárias, políticas e sociais da Era Vitoriana. Deste grupo participaram, dentre outros, os escritores Roger Fry e Duncan Grant; os historiadores e economistas Lytton Strachey e John Maynard Keynes; e os críticos Clive Bell e Desmond McCarthy.

A obra de Virginia é classificada como modernista. O fluxo de consciência foi uma de suas marcas mais conhecidas e da qual é considerada uma das criadoras.

Suas reflexões sobre a arte literária - da liberdade de criação ao prazer da leitura - baseadas em obras-primas de Conrad, Defoe, Dostoievski, Jane Austen, Joyce, Montaigne, Tolstoi, Tchekov, Sterne, entre outros clássicos, foram reunidos em dois volumes publicados pela Hogarth Press em 1925 e 1932 sob o título de The Common Reader - O Leitor Comum, homenagem explícita da autora àquele que, livre de qualquer tipo de obrigação, lê para seu próprio desfrute pessoal.

Uma seleta destes ensaios, reveladores da busca de Virginia Woolf por uma estética não só do texto mas de sua percepção, foi reunida em língua portuguesa em 2007 pela Graphia Editorial, com tradução de Luciana Viegas.

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Sir Leslie Stephen, pai de Virginia, em cerca de 1860.
Virginia Woolf era filha do escritor, historiador, ensaísta e biógrafo de Sir Leslie Stephen (1832-1904) e sua segunda esposa Julia Prinsep Jackson (1846-1895). Ela tinha três irmãs: Vanessa Stephen (1879-1961), Thoby Stephen (1880-1906) e Adrian Stephen (1883-1948). Além disso, a meia-irmã, Laura Makepeace Stephen (1870-1945) do primeiro casamento de seu pai com Harriet Marion Thackeray (1840-1875) e os meio-irmãos George Duckworth (1868-1934), Stella Duckworth (1869-1897) e Gerald Duckworth (1870 -1937), do primeiro casamento de sua mãe com Herbert Duckworth. A família residiu em Kensington, Londres, 22 Hyde Park Gate. A elite intelectual e artística da época, como Alfred Tennyson, Thomas Hardy, Henry James e Edward Burne-Jones, frequentava os saraus de Leslie Stephen.

Psicanalistas e biógrafos descrevem que os meio-irmãos de Virginia, Gerald e George Duckworth, a abusaram ou, pelo menos, tocaram de forma um tanto imoral, o que poderia ter causado a doença maníaco depressiva, agora chamada de transtorno bipolar1 , de Virginia2 . A própria Virginia revela experiências sobre a rigidez do período vitoriano em sua obra autobiográfica A Sketch Of The Past (obra ainda sem tradução para o português). Hermione Lee escreve em sua biografia sobre Virginia Woolf: "A evidência é forte o suficiente, porém também ambígua o suficiente para traçar o caminho para interpretações psicobiográficas contraditórias e mostra representações bastante distintas da vida interior de Virginia Woolf.3 " Outros pesquisadores, em oposição a um olhar psiquiátrico, trabalham com a predisposição genética de sua família. Também o pai de Virginia era conhecido por sofrer de casos de auto-dúvida e sintomas de estresse, expressados em persistentes dores de cabeça, insônia, irritação e ansiedade; reclamações parecidas com as posteriores de sua filha.

Virginia Stephen não frequentou escola, foi educada, em vez disso, por professores particulares e através de aulas com seu pai. Ela era impressionada pelo trabalho literário e pelo trabalho de editor do monumental Dictionary of National Biography de seu pai e também por sua vasta biblioteca particular, daí desde cedo a expressão de tornar-se escritora. Em cinco de maio de 1895, quando morreu sua mãe, Virginia, então com 13 anos, sofreu seu primeiro colapso mental. Sua meia irmã Stella, quem primeiro comandou a casa após a morte da mãe, casou-se dois anos depois com Jack Hills e, com isso, deixou a casa da família. Stella morreu pouco depois de sua lua de mel em razão de uma peritonite.

De 1882 a 1894, a família passou suas férias de verão em Talland House, sua residência de verão com vista para a praia de Porthminster e para o farol de Godrevy Point. A casa era localizada na pequena cidade litorânea de St Ives em Cornualha, que em 1928 tornou-se uma colônia de artistas. Virginia descreve o local em suas memórias:

Cquote1.svg    "Nossa casa era [...] no morro. [...] Tinha uma ótima vista [...] de toda a baía até o farol Godreyver. Na encosta do morro, havia pequenos gramados que eram emoldurados por moitas maiores [...]. Entrava-se em Talland House por um grande portão de madeira – [...] e vinha-se, então, à direita para Lugaus [...] De Lugaus, tinha-se uma visão bastante clara da baía.4 "         Cquote2.svg
Em 26 de junho de 1902, o pai de Virginia foi nomeado Cavaleiro da Mais Honorável Ordem do Banho. Durante esse período, Virginia escreveu diversos ensaios e os preparou para publicação. Em janeiro de 1904, Virginia teve seu primeiro artigo publicado no suplemento feminino impresso pelo The Guardian. Em 22 de fevereiro de 1904, seu pai morreu de câncer. Isso significou um período de ruptura, que foi marcado pela exaustiva convivência de Virginia com a difícil personalidade de Leslie. Os desentendimentos entre Vanessa e Virginia haviam começado já em 1897, com a morte de Stella, meia irmã de Virginia, que, para Leslie, havia assumido o papel de dedicada dona de casa. Dez semanas após morte de seu pai, Virginia sofreu seu segundo episódio de doença mental, do qual não se recuperaria antes do final daquele ano.

Em 1899, o irmão mais velho de Virginia, Thoby, começou a estudar na Trinity College em Cambridge. Em um jantar no dia 17 de novembro de 1904, Virginia conheceu o amigo de seu irmão, seu futuro marido Leonard Woolf, que estudava direito e estava prestes a aceitar uma posição no serviço colonial do Ceilão.

Grupo de Bloomsbury
Alguns membros do Grupo de Bloomsbury - da esquerda para a direita: Lady Ottoline Morrell, Maria Nys (mais tarde Mrs. Aldous Huxley), Lytton Strachey, Duncan Grant e Vanessa Bell.
As irmãs Stephen se mudaram em 1905 de Kensington para o bairro de Bloomsbury, em uma casa no número 46 na Gordon Square. Ali Thoby estabeleceu que todas as quintas-feiras aconteceriam reuniões com seus amigos. Com essa prática, fundou-se o Grupo de Bloomsbury, que contava com membros do Cambridge Apostles. Neste círculo, além de Virginia, estavam incluídos escritores como Saxon Sydney-Turner, David Herbert Lawrence, Lytton Strachey, Leonard Woolf, pintores como Mark Gertler, Duncan Grant, Roger Fry, Vanessa, a irmã de Virginia, críticos como Clive Bell e Desmond MacCarthy e cientistas como John Maynard Keynes e Bertrand Russell.

Virginia era grata por poder participar do círculo intelectual - do qual ela e Vanessa eram as únicas mulheres - para poder colaborar nas discussões e livrar-se das algemas de sua educação moralista. No mesmo ano, Virginia passou a escrever para diferentes jornais e revistas, sua colaboração para o Times Literary Supplement durou até o final de sua vida. Desde o final de 1907, deu aulas de literatura inglesa e história em Morley College, uma instituição de ensino para adultos trabalhadores.

Em 20 de novembro de 1906, Thoby Stephen, irmão mais velho de Virginia, adoeceu com febre tifoide em uma viagem à Grécia e morreu pouco antes de completar 26 anos - uma perda difícil de ser superada por Virginia. Pouco depois, Vanessa ficou noiva de Clive Bell, eles se casaram em sete de fevereiro de 1907 e permaneceram na casa em Gordon Square, enquanto Virginia e Adrian Stephen se mudaram para uma casa no número 29 da Fitzroy Square, que também era localizada no distrito de Bloomsbury.

As reuniões dos "Bloomsberries" tinham então duas bases; o salão de Vanessa Bell teve seu início progressivo. O tom das conversas era descontraído, os participantes se tratavam pelo primeiro nome e as discussões não tinham apenas caráter intelectual, mas sim um calor humano. A pequena burguesia inglesa era contra o que queriam lutar no campo da literatura, da arte e da sexualidade.

No ano seguinte, Virginia viajou para Siena e para Perúgia, voltando para o Reino Unido depois de uma estada em Paris. Em fevereiro de 1909, Lytton Strachey pediu Virginia em casamento e ela aceitou. No entanto, mudou de ideia e ambos concordaram em esquecer o pedido.

No verão de 1909, Lady Ottoline Morell, uma aristocrata e mecenas de artes, tomou conhecimento sobre Virginia. Ela juntou-se ao círculo de Bloomsbury e fascinou a todos com sua aparência extravagante. Seu estilo de vida exótico influenciou o grupo, de forma que eles aceitaram o convite para ir à sua casa em Bedford Square, às dez horas das quintas-feiras, convidados como Winston Churchill e D. H. Lawrence também eram encontrados nesses eventos. Mais tarde, sua casa em Garsington Manor, perto de Oxford era o ponto de encontro dos Bloomsberries. Virginia representou Ottolineem seu romance Mrs. Dalloway, que ela descreve como um “Garsington Novel”, uma espécie de monumento literário 5 .

No ano de 1909, Virginia herdou 2500 libras de sua tia Caroline Emelia Stephen (1834 - 1909), a herança facilitou a continuidade de sua carreira como escritora. 6

O Embuste de Dreadnought[editar | editar código-fonte]

Os embusteiros em trajes abissínios - a figura barbada na extrema esquerda é Virginia.
Em 10 de fevereiro de 1910, Virginia, junto com Duncan Grant, seu irmão Adrian Stephen e três outros "Bloomsberries" organizaram o embuste de Dreadnought, o que os levou a sofrer inquérito oficial pelas autoridades. Com um telegrama falso enviado HMS Dreadnought, a trupe viajou para Weymouth em um vagão especial. Virginia, Duncan e dois de seus amigos usaram fantasias orientais e pintavam-se de preto, para que não fossem reconhecidos. Eles visitaram o navio de guerra a convite do Comandante Supremo das Forças Armadas como se fossem uma delegação de quatro diplomatas abissínios, um membro do British Foreign Office e um intérprete. O embuste funcionou: Representantes conduziram a delegação através do navio altamente secreto, as bandeiras foram hasteadas e banda tocou em sua honra. No entanto, eles tocaram o hino nacional de Zanzibar, não o da Abissínia. O grupo conversou um pouco em suaíli e o intérprete balbuciou alguns jargões e citou Virgílio. Felizmente, o único tripulante que falava suaíli não estava presente naquele dia.

Uma foto da recepção foi enviada por Horace Cole, que pertencia ao grupo para o Daily Mirror e foi lá publicada7 . Além disso, ele mesmo foi ao Foreign Office para relatar a brincadeira. Os "Bloomsberries" queriam, com seu golpe sobre a burocracia, ridicularizar o "Empire", o que fizeram com o nome do navio "Dreadnought" (não tema), que foi um protótipo para uma nova gama de navios de combate com o mesmo nome, e sucedeu no sentido do jogo de palavras, o que representou uma dupla vergonha para as lideranças militares.A Royal Navy exigiu que o instigador Horace Cole fosse preso, mas sem sucesso, pois o grupo não havia descumprido nenhuma lei. Cole ofereceu levar seis chibatadas, sob a condição de poder revidá-las. Duncan Grant foi sequestrado por três homens, foi golpeado duas vezes em um campo e voltou para casa de trem, usando pantufas.8 [vago]

Obra[editar | editar código-fonte]

Edifício onde funcionava a Hogarth Press, editora de Virginia e seu marido Leonard, onde publicou grande parte de sua obra.
Woolf começou a escrever profissionalmente em 1900 com um artigo jornalístico sobre Haworth, a casa da família Brontë, para o Times Literary Supplement9 . O seu primeiro romance, A Viagem, foi publicado em 1915 pela editora do seu meio-irmão, a Geral Duckworth and Company Ltd. O romance foi inicialmente intitulado de Melymbrosia, mas Woolf alterou diversas vezes o rascunho. Uma versão prematura de A Viagem foi reconstruída pela especialista em Woolf Louise DeSalvo e está disponível ao público sob o título inicial. DeSalvo afirma que muitas mudanças feitas no texto por Woolf foram resultado a mudanças na sua própria vida.10

A partir daí Woolf passou a publicar romances e ensaios, tornando-se uma intelectual pública com sucesso tanto crítico quanto popular. Grande parte do seu trabalho foi publicado através da Hogarth Press. Ela é vista como uma das maiores romancistas do século vinte e uma das principais modernistas.11

Também é considerada uma grande inovadora do idioma inglês. Nos seus trabalhos experimentou o fluxo de consciência e a psicologia íntima, bem como tramas emocionais dos seus personagens. A reputação de Woolf caiu bruscamente após a Segunda Guerra Mundial, mas a sua importância foi reestabelecida com o crescimento da crítica feminista na década de 1970.12

As peculiaridades de Virginia Woolf como uma escritora de ficção tendem a ofuscar a sua principal qualidade: Woolf é indiscutivelmente a maior romancista lírica do idioma inglês. Os seus romances são altamente experimentais: uma narrativa, frequentemente rotineira e comum, é trabalhada – e algumas vezes quase que dissolvida – sob a consciência receptiva dos personagens. Um lirismo intenso e um virtuosismo estilístico se unem para criar um mundo superabundante de impressões audiovisuais13 . Woolf tem frequentemente sido destacada entre os escritores do fluxo de consciência, ao lado de modernistas que foram seus contemporâneos, como James Joyce e Joseph Conrad.14

A intensidade da visão poética de Virginia Woolf eleva os planos ordinários, e muitas vezes banais – grande parte ambientados entre guerras -, de boa parte dos seus romances. Mrs. Dalloway (1925), por exemplo, foca nos esforços de Clarissa Dalloway, uma socialite de meia-idade, para organizar uma festa, mesmo quando a sua vida é paralelizada com a de Septimus Warren Smith, um veterano de guerra da classe operária que retornou da Primeira Guerra Mundial tendo que suportar diversos efeitos colaterais psicológicas da guerra.15

Ao Farol (1927) situa-se em dois dias separados por dez anos. O enredo foca na animação e reflexão sobre a família Ramsay, prestes a fazer uma visita ao farol, e às tensões familiares relacionadas ao evento. Um dos principais temas do romance é a luta do o processo criativo da pintora Lily Briscoe, que tenta pintar em meio ao drama familiar e às pressões alheias que a assolam. O romance também é uma reflexão sobre as vidas dos habitantes de uma nação que está no meio de uma guerra, e sobre as pessoas deixadas para trás. Também explora a passagem do tempo, e como as mulheres são forçadas pela sociedade a permitir que os homens tomem-lhes força emocional.16

Orlando (1928) é um dos romances mais leves de Virginia Woolf. Uma biografia paródica de um jovem nobre que vive por três séculos sem envelhecer mais do que trinta anos (mas que abruptamente transforma-se em uma mulher), o livro é em parte um retrato da amante de Woolf, Vita Sackville-West. Tencionava inicialmente consolar Vita pela perda de sua mansão ancestral, apesar de retratar também de forma satírica Vita e a sua obra. Em Orlando, as técnicas de historiadores biógrafos são ridicularizadas; o personagem de um biógrafo pomposo é assumido para que ele seja debochado.17

As Ondas (1931) apresenta um grupo de seis amigos cujas reflexões, que estão mais próximas de recitativos que solilóquios, criam uma atmosfera parecida com uma onda, o que faz com que o livro pareça-se mais um poema em prosa do que um romance com um enredo.18

Flush: Uma Biografia (1933) é em parte ficção, em parte a biografia do cocker spaniel pertencente à poeta vitoriana Elizabeth Barrett Browning. O livro foi escrito do ponto de vista do cachorro. Woolf foi inspirada a escrever este livro após o sucesso da peça de Rudolf Bessier, The Barretts of Wimpole Street. Na peça, Flush está no palco na maior parte das cenas. A peça foi produzida pela primeira vez em 1932 pela atriz Katharine Cornell.

A sua última obra, Entre os Atos (1933), resume e amplia as preocupações principais de Woolf: a transformação da vida através da arte, a ambivalência sexual e a reflexão sobre temas referentes à passagem do tempo e da vida, apresentados simultaneamente como corrosão e rejuvenescimento – tudo situado em uma narrativa altamente imaginativa e simbólica que abrange quase toda a história da Inglaterra. Este é o livro mais lírico de todas as suas obras, não somente na questão sentimental mas também na estilística, sendo principalmente escrito em versos19 . Ao passo em que o trabalho de Woolf pode ser entendido como consistentemente em diálogo com Bloomsbury, particularmente a sua tendência (notada por G. E. Moore, dentre outros) de seguir em direção a um racionalismo doutrinário, não uma simples recapitulação de ideais elitistas.20

Posturas em relação ao judaísmo, cristianismo e fascismo[editar | editar código-fonte]
Woolf foi chamada por alguns de antissemita, apesar de ter tido um casamento feliz com um judeu. Este antissemitismo vem do fato de ela muitas vezes escrever sobre personagens judeus sob arquétipos e generalizações estereotipados, o que inclui descrever alguns de seus personagens judeus como fisicamente repulsivos e sujos21 . O esmagador e crescente antissemitismo dos anos de 1920 e 1930 possivelmente influenciaram Virginia Woolf. Ela escreveu em seu diário: “Não gosto da voz judaica; não gosto da risada judaica”. Em uma carta de 1930 à compositora Ethel Smyth, citada na biografia Virginia Woolf de Nigel Nicolson, ela relembra que o seu ódio pelo judaísmo de Leonard confirmou as suas tendências esnobes, “Como eu odiei casar um judeu – Quão esnobe fui eu, já que são eles quem têm a grande vitalidade”22 .

Em outra carta a Smyth, Woolf faz uma mordaz crítica ao cristianismo, citando-o como um “egoísmo hipócrita” e declarando que “meu judeu tem mais religião em uma unha do pé – mais amor humano, em um cabelo”23 .

Woolf e seu marido Leonard odiaram e temeram o fascismo dos anos de 1930 com o seu antissemitismo mesmo antes de saber que estavam na lista negra de Hitler. O seu livro Três Guinéus, de 1938, era uma denúncia ao fascismo.24

Morte[editar | editar código-fonte]

Busto de Virginia Woolf em Tavistock Square, Londres.
No ano de 1941, com o estopim da Segunda Guerra Mundial, a destruição da sua casa em Londres durante o Blitz e a fria recepção da crítica à sua biografia do seu amigo Roger Fry, Virginia Woolf foi condicionada ao impedimento da sua escrita e caiu em uma depressão semelhante às que sofreu durante a juventude.

Em 28 de março de 1941, Woolf colocou seu casaco, encheu os seus bolsos com pedras, caminhou em direção ao Rio Ouse, perto de sua casa, e se afogou. Seu corpo foi encontrado somente três semanas mais tarde, em 18 de abril de 1941, por um grupo de crianças25 perto da ponte de Southease.

Em seu último bilhete para o marido, Leonard Woolf, Virginia escreveu:
Querido,
Tenho certeza de que enlouquecerei novamente. Sinto que não podemos passar por outro daqueles tempos terríveis. E, desta vez, não vou me recuperar. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Por isso estou fazendo o que me parece ser a melhor coisa a fazer. Você tem me dado a maior felicidade possível. Você tem sido, em todos os aspectos, tudo o que alguém poderia ser. Não acho que duas pessoas poderiam ter sido mais felizes, até a chegada dessa terrível doença. Não consigo mais lutar. Sei que estou estragando a sua vida, que sem mim você poderia trabalhar. E você vai, eu sei. Veja que nem sequer consigo escrever isso apropriadamente. Não consigo ler. O que quero dizer é que devo toda a felicidade da minha vida a você. Você tem sido inteiramente paciente comigo e incrivelmente bom. Quero dizer que – todo mundo sabe disso. Se alguém pudesse me salvar teria sido você. Tudo se foi para mim, menos a certeza da sua bondade. Não posso continuar a estragar a sua vida. Não creio que duas pessoas poderiam ter sido mais felizes do que nós.
V.

Está sepultada em Non-Cemetery, Sussex na Inglaterra.26

Legado:
Apesar de ao menos uma biografia de Virginia Woolf ter aparecido ainda em sua vida, o primeiro estudo criterioso de sua vida foi publicado em 1972 pelo seu sobrinho Quentin Bell.

A biografia Virginia Woolf, de Hermione Lee, de 1966, fornece um exame detalhado e criterioso da vida e do trabalho de Woolf.

Em 2001 Louise DeSalvo e Mitchell A. Leaska editaram The Letters of Vita Sackville-West and Virginia Woolf. O livro Virginia Woolf: An Inner Life, publicado em 2005 por Julia Briggs, é o exame mais recente da vida de Woolf, focando na sua escrita e incluindo seus romances e comentários sobre o processo criativo e os reflexos na sua vida. O livro My Madness Saved Me: The Madness and Marriage of Virginia Woolf, de Thomas Szasz, foi publicado em 2006.

Feminismo

Selo da Romênia de 2007 em homenagem a Virginia.
Recentemente, estudo sobre Virginia Woolf focam nos temas feministas e lésbicos do seu trabalho, como na coleção de ensaios críticos de 1997 Virginia Woolf: Lesbian Readings, editada por Eileen Barrett e Patricia Cramer.

Os livros de ensaios mais famosos de Woolf, Um Quarto Todo Seu (1929) e Três Guinéus (1938), examinam a dificuldade que escritoras e intelectuais mulheres enfrentam graças ao fato dos homens deterem desproporcionalmente o poder legal e econômico, assim como o futuro das mulheres na educação e sociedade. Em O Segundo Sexo (1949), Simone de Beauvoir a coloca, entre todas as mulheres que já viveram, entre as três únicas escritoras – Emily Brontë, Woolf e “às vezes” Katherine Mansfield – que já exploraram “o dado”.

Psiquiatria
Muitas discussões foram travadas em torno dos problemas psiquiátricos de Woolf, descrito como “doença maníaco-depressiva” no livro The Flight of the Mind: Virginia Woolf’s Art and Manic-Depressive Illness, de Thomas Caramagno, de 1992, em que ele também alerta contra o “gênio neurótico” com que se vê problemas psiquiátricos, onde as pessoas acreditam que a criatividade de alguma forma nasce desses problemas (o termo “maníaco-depressivo” foi abandonado por “transtorno bipolar” devido à infundada associação daquele a atos violentos). Em dois livros de Stephen Trombley, Woolf é descrita como tendo uma relação conflituosa com os seus médicos, e possivelmente sendo uma mulher que foi uma “vitima da medicina masculina”, referindo-se à ignorância de então sobre doenças psiquiátricas.

O livro Who’s Afraid of Leonard Woolf: A Case for the Sanity of Virginia Woolf, de Irene Coates, argumenta que o tratamento que Leonard Woolf deu para sua esposa piorou a sua saúde debilitada e acabou por ser o responsável pela sua morte. Apesar de se sustentar em muitas pesquisas e fontes, este ponto de vista não é apoiado pela família de Leonard. O livro Leonard Woolf: A Biography, de Victoria Glendinning, sustenta, na contramão, que Leonard Woolf foi não só um suporte para sua esposa como também permitiu que ela vivesse tão longe quanto viveu fornecendo-lhe a vida e atmosfera que ela requeria para viver e escrever. Os próprios diários de Virginia apoiam essa visão sobre o casamento dos Woo .

Causando muita controvérsia, Louise A. DeSalvo interpreta, no seu livro de 1989 Virginia Woolf: The Impact of Childhood Sexual Abuse on her Life and Work, a maior parte da vida e da carreira de Woolf sob as lentes do abuso sexual incestuoso que Woolf sofreu quando jovem.

A ficção de Woolf também é estudada pela sua sensibilidade em assuntos como neurose de guerra, guerra, classes e a sociedade britânica moderna.

Bibliografia Romances
A Viagem28 (1915)
Noite e Dia29 (1919)
O Quarto de Jacob30 (1922)
Mrs. Dalloway31 (1925)
Ao Farol32 (1927)
Orlando33 (1928)
As Ondas34 (1931)
Os Anos35 (1937)
Entre os Atos36 (1941)
Coleções de contos[editar | editar código-fonte]
Kew Gardens (1919)
Monday or Tuesday (1921)
A Haunted House and Other Short Stories (1944)
Mrs. Dalloway's Party (1973)
The Complete Shorter Fiction (1985)
A Casa de Carlyle e Outros Esboços37 (2003)
Biografias[editar | editar código-fonte]
Virginia Woolf publicou três livros cujos subtítulos são "Uma Biografia", apesar dos dois primeiros serem ficcionais.

Orlando: Uma Biografia (1928, normalmente considerado um romance)
Flush: Uma Biografia38 (1933, ligando ficção e biografia através do fluxo de consciência e da história da dona do cachorro, a poetisa Elizabeth Barrett Browning)
Roger Fry: A Biography (1940, contando a história de Roger Fry, crítico e amigo então recém-falecido de Virginia)
Ensaios[editar | editar código-fonte]
Modern Fiction (1919)
O Leitor Comum39 (1925)
Um Teto Todo Seu40 (1929)
On Being Ill (1930)
The London Scene (1931)
The Common Reader: Second Series (1932)
Três Guinéus41 (1938)
The Death of the Moth and Other Essays (1942)
The Moment and Other Essays (1947)
The Captain's Death Bed and Other Essays (1950)
Granite and Rainbow (1958)
Books and Portraits (1978)
Women and Writing (1979)
Collected Essays (em quatro volumes)
Teatro[editar | editar código-fonte]
Freshwater: A Comedy (performado em 1923, revisado em 1935 e publicado em 1976)
Traduções[editar | editar código-fonte]
Stavrogin's Confession & the Plan of 'The Life of a Great Sinner', dos rascunhos de Fiódor Dostoiévski, traduzido em parceria com S. S. Koteliansky (1922)
Diários[editar | editar código-fonte]
A Writer's Diary (1953 - trechos do diário integral)
Momentos de Vida42 (1976)
A Moment's Liberty: the shorter diary (1990)
Os Diários de Virginia Woolf43 (em cinco volumes, com diários de 1915 a 1941)
Passionate Apprentice: The Early Journals, 1897-1909 (1990)
Travels With Virginia Woolf (1933 - diário grego de Virginia Woolf, editado por Jan Morris)
The Platform of Time: Memoirs of Family and Friends, Expanded Edition (2008 - editado por S. P. Rosenbaum)
Cartas[editar | editar código-fonte]
Congenial Spirits: The Selected Letters (1993)
The Letters of Virginia Woolf, 1888-1941 (1993)

Paper Darts: The Illustrated Letters of Virginia Woolf (1991).


Fonte de origem:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Virginia_Woolf