quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: MUSA CONSOLATRIX:


 Que a mão do tempo e o hálito dos homens
Murchem a flor das ilusões da vida,
Musa consoladora,
É no teu seio amigo e sossegado
Que o poeta respira o suave sono.
Não há, não há contigo,
Nem dor aguda, nem sombrios ermos;
Da tua voz os namorados cantos
Enchem, povoam tudo
De íntima paz, de vida e de conforto.
Ante esta voz que as dores adormece,
E muda o agudo espinho em flor cheirosa,
Que vales tu, desilusão dos homens?
Tu que podes, ó tempo?
A alma triste do poeta sobrenada
À enchente das angústias,
E, afrontando o rugido da tormenta,
Passa cantando, alcíone divina.
Musa consoladora,
Quando da minha fronte de mancebo
A última ilusão cair, bem como
Folha amarela e seca
Que ao chão atira a viração do outono,
Ah! no teu seio amigo
Acolhe-me, — e haverá minha alma aflita,
Em vez de algumas ilusões que teve,

A paz, o último bem, último e puro!













Link para adquirir o Livro: Calabouço contos e outros:
http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24x7br

Poesia De Quinta Na Usina: Machado De Assis: Poema: ERRO:


 Erro é teu. Amei-te um dia
Com esse amor passageiro
Que nasce na fantasia
E não chega ao coração;
Não foi amor, foi apenas
Uma ligeira impressão;
Um querer indiferente,
Em tua presença, vivo,
Morto, se estavas ausente,
E se ora me vês esquivo,
Se, como outrora, não vês
Meus incensos de poeta
Ir eu queimar a teus pés,
É que, — como obra de um dia,
Passou-me essa fantasia.
Para eu amar-te devias
Outra ser e não como eras.
Tuas frívolas quimeras,
Teu vão amor de ti mesma,
Essa pêndula gelada
Que chamavas coração,
Eram bem fracos liames
Para que a alma enamorada
Me conseguissem prender;
Foram baldados tentames,
Saiu contra ti o azar,
E embora pouca, perdeste
A glória de me arrastar
Ao teu carro... Vãs quimeras!
Para eu amar-te devias

Outra ser e não como eras...







Link para Download do Manual Prático de Bioga;

Poesia De Quinta Na Usina:Mario Quintana:Epílogo:


Não, o melhor é não falares, não explicares coisa alguma. 
Tudo agora está suspenso. Nada aguenta mais nada. 
E sabe Deus o que é que desencadeia as catástrofe, 
o que é que derruba um castelo de cartas! Não se sabe.. 
Umas vezes passa uma avalanche e não morre uma Mosca... 
Outras vezes senta uma Mosca e desaba uma Cidade. 


Fonte:
Oitenta anos de poesia:
Editora Globo.









Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: As nuvens são sombrias:


As nuvens são sombrias
Mas, nos lados do sul,
Um bocado do céu
É tristemente azul.
Assim, no pensamento,
Sem haver solução,
Há um bocado que lembra
Que existe o coração.
E esse bocado é que é
A verdade que está
A ser beleza eterna

Para além do que há.

Poesia De quinta Na Usina:Fernando Pessoa: Antes de Nós:

Antes de nós nos mesmos arvoredos
Passou o vento, quando havia vento,
E as folhas não falavam
De outro modo do que hoje.
Passamos e agitamo-nos debalde.
Não fazemos mais ruído no que existe
Do que as folhas das árvores
Ou os passos do vento.

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Sou o que todos somos (orgulho e pó):


Posso ler seu pensamento
Mesmo antes de ser pensado
Posso ouvir a sua voz  
Mesmo que não tenha falado.

Sou o avesso da vida
Porém não sou a morte
Sou apenas o prêmio
Pela sua grande sorte.

Não sou bruxo, poeta 
Ou profeta mais pode ler seu desejo
Mesmo antes de ser desejado
Posso ler todo o seu passado.

Interagir no seu presente e
Até mudar o seu futuro
Posso tornar claro o caminho escuro
Vejo a noite como o dia,
Faço o dia virar noite
Transformo o sol em lua
Sou o tudo ou o nada
O começo e o fim de toda estrada.

Sou fogo sou água
O fim de suas grandes mágoas
Não sou o mau nem tão pouco o bem
Sou aquilo que lhe convém

A arma de sua morte.
O renascer de um novo dia
Sou o guia da sua sorte
Ou a sorte que não veio
O vento que não soprou
A vela que não acende  
O sonho que não se entende.

Sou a vida, sou morte, sou sorte
Sou tudo que queres ser
A mão que não se estende
A carne que não vende
A terra, sol ou lua

Sou a vontade sua crua ou nua.
Sou o que todos somos
Orgulho e pó...



Conteúdo do Livro: 





















Editora: www.biblioteca24x7.com.br

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Templos, Igrejas e Mesquitas:



Os grandiosos, Templos, Igrejas e Mesquitas,
com suas fachadas contornadas com muito 
Ouro e Diamantes, só servem para expor
as grandes heresias que a raça humana
pratica em nome de Deus.

D'Araújo.

Pensamento do Dia:

O homem rosna suas lamúrias ao mundo, na esperança de evitar o grunhido dos tempos passados aos seus ouvidos.


Esta e mais de 90 outras frases estão nesta obra:
Para baixar o livro Grátis, é só clicar no link abaixo: