domingo, 21 de maio de 2017

Pensamento do Dia:



“E se tudo que você viveu não passasse de um sonho, qual seria a sua realidade do hoje.”


Esta e mais de 90 outras frases estão nesta edição comemorativa.
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Domingo Na Usina:Biografias :Miguel Sanches Neto:



(Bela Vista do Paraíso, PR, 1965). Poeta, romancista, contista, cronista, ensaísta, crítico literário e professor universitário. Em 1969, após a morte do pai, transfere-se com a família para a cidade de Peabiru, zona rural do Paraná. Sua mãe se casa com um pequeno comerciante local. Conclui o estudo fundamental no Colégio Olavo Bilac e na Escola 14 de Dezembro. Faz curso de datilografia e, em 1980, por pressão da família, ingressa no Colégio Agrícola Estadual de Campo Mourão. Passa por Rondonópolis e Curitiba.

É aprovado no vestibular para cursar direito na Universidade Estadual de Londrina (UEL), mas desiste da carreira. Volta a Peabiru e, em 1984, ingressa no curso de letras da  Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari (Fafiman). Estuda e trabalha como agricultor numa propriedade de seu padastro. Formado em 1986, segue para Curitiba, onde leciona em escolas de periferia. Torna-se amigo da poetisa Helena Kolody (1912-2004).

Cursa o mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), tendo como tema de pesquisa a obra do escritor Dalton Trevisan (1925). Ganha o Prêmio Nacional Luis Delfino, em 1989, com o livro de poemas Inscrições a Giz. Torna-se professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Como crítico literário, escreve para diversos periódicos. Faz doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publica o romance Chove Sobre a Minha Infância (1999) e conquista o Prêmio Cruz e Souza com o livro de contos Hóspede Secreto (2000). Também escreve diversas obras para o público infantojuvenil e lança o romance A Máquina de Madeira, em 2012.

Comentário crítico
De inspiração memorialista e teor confessional, a obra de Miguel Sanches Neto se constrói a partir de um núcleo dramático característico, comum tanto a sua produção poética, quanto a sua ficção em prosa - sendo que seus textos transitam livremente pelos dois gêneros.

Egressas de um mundo semirrural, suas personagens experimentam o mal-estar nascido do sentimento de exílio vivenciado na cidade grande. Desenraizadas, desterritorializadas, são figuras marcadas por esta experiência contraditória, a que o autor chama de "condição pós-moderna". Cindidas, não conseguem forjar sua identidade em meio à modernidade oferecida pela metrópole e tampouco encontram espaço de conforto no imaginário herdado do mundo rural.

Tal perspectiva surge com força em Chove Sobre a Minha Infância, romance no qual o escritor transpõe os limites da autobiografia, revisitando, sem saudosismo, antigas memórias familiares, transfiguradas pela fabulação romanesca. Em diálogo com a tradição do chamado romance de formação, e com a obra memorialística de autores como Pedro Nava (1903-1984) e José Lins do Rego (1901-1957), o livro narra a história de vida de um escritor nascido numa pequena cidade do Sul do Brasil, reconstruindo seu trajeto desde a infância marcada pelo analfabetismo familiar e pela perda do pai, até seu ingresso no mundo das letras.


No plano da forma, a escrita de Sanches Neto recusa os artificialismos de linguagem, optando por uma fala narrativa coloquial, ao mesmo tempo poética, filtrada pelas lentes do que o autor define como "lirismo desencantado".

Fonte de origem:
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa5583/miguel-sanches-neto

Domingo Na Usina: Biografias:Vinicius de Moraes:


(1913-1980) foi um poeta e compositor brasileiro. "Garota de Ipanema", feita em parceria com Antônio Carlos Jobim, é um hino da música popular brasileira. Foi também diplomata e dramaturgo.
Vinicius de Moraes (1913-1980) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de outubro de 1913. Filho de funcionário público e poeta Clodoaldo Pereira da Silva e da pianista Lídia Cruz. Desde cedo, já mostrava interesse por poesia. Ingressou no colégio jesuíta, Santo Inácio, onde fez os estudos secundários. Entrou para o coral da igreja, onde desenvolveu suas habilidades musicais. Em 1929, iniciou o curso de Direito da Faculdade Nacional do Rio de Janeiro.
Em 1933, ano de sua formatura, publica "O Caminho Para a Distância". Não exerceu a advocacia. Trabalhou como censor cinematográfico, até 1938, quando recebeu uma bolsa de estudos e foi para Londres. Estudou inglês e literatura na Universidade de Oxford. Trabalhou na BBC londrina até 1939.
Várias experiências conjugais marcaram a vida de Vinicius, casou-se nove vezes e teve cinco filhos. Suas esposas foram Beatriz Azevedo, Regina Pederneira, Lila Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nellita de Abreu, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues e a última Gilda Matoso.
Em 1943 é aprovado no concurso para Diplomata. Vai para os Estados Unidos, onde assume o posto de vice-cônsul em Los Angeles. Escreve o livro "Cinco Elegias". Serviu sucessivamente em Paris, em 1953, em Montevidéu, e novamente em Paris, em 1963. Volta para o Brasil em 1964. É aposentado compulsoriamente em 1968, pelo Ato Institucional Número Cinco.
De volta ao Brasil, dedica-se à poesia e à música popular brasileira. Fez parcerias musicais com Toquinho, Tom Jobim, Baden Powell, João Gilberto, Francis Hime, Carlos Lyra e Chico Buarque. Entre suas músicas destacam-se: "Garota de Ipanema", "Gente Humilde", "Aquarela", "A Casa", "Arrastão", "A Rosa de Hiroshima", "Berimbau", "A Tonga da Mironga do Kaburetê", "Canto de Ossanha", "Insensatez", "Eu Sei Que Vou Te Amar" e "Chega de Saudade".
Compôs a trilha sonora do filme Orfeu Negro, que foi premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Em 1961, compõe Rancho das Flores, baseado no tema Jesus, Alegria dos Homens, de Johann Sebastian Bach. Com Edu Lobo, ganha o Primeiro Festival Nacional de Música Popular Brasileira, com a música "Arrastão".
A parceria com o músico Toquinho foi considerada a mais produtiva. Rendeu músicas importantes como "Aquarela", "A Casa", "As Cores de Abril", "Testamento", "Maria Vai com as Outras", "Morena Flor", "A Rosa Desfolhada", "Para Viver Um Grande Amor" e "Regra Três".
É preciso destacar também sua participação em shows e gravações com cantores e compositores importantes como Chico Buarque de Holanda, Elis Regina, Dorival Caymmi, Maria Creuza, Miúcha e Maria Bethânia. O Álbum Arca de Noé foi lançado em 1980 e teve vários intérpretes, cantando músicas de cunho infantil. Esse Álbum originou um especial para a televisão.
A produção poética de Vinícius passou por duas fases. A primeira é carregada de misticismo e profundamente cristã, como expressa em "O Caminho para a Distância" e em "Forma e Exegese". A segunda fase vai ao encontro do cotidiano, e nela se ressalta a figura feminina e o amor, como em "Ariana, A Mulher".
Vinícius também se inclina para os grandes temas sociais do seu tempo. O carro chefe é "A Rosa de Hiroshima". A parábola "O Operário em Construção" alinha-se entre os maiores poemas de denúncia da literatura nacional: Pensem na crianças/Mudas telepáticas/Pensem nas mulheres/Rotas alteradas/Pensem nas feridas /Como rosas cálidas.
Marcus Vinícius de Mello Moraes morreu no Rio de Janeiro, no dia 09 de julho de 1980, devido a problemas decorrentes de isquemia cerebral.

Obra de Vinícius de Moraes

O Caminho Para a Distância, poesia, 1933
Forma e Exegese poesia, 1936
Novos Poemas, poesia, 1938
Cinco Elegias, poesia, 1943
Poemas, Sonetos e Baladas, poesia, 1946
Pátria Minha, poesia, 1949
Orfeu da Conceição, teatro, em versos, 1954
Livro de Sonetos, poesia, 1956
Pobre Menina Rica, teatro, comédia musicada, 1962
O Mergulhador, poesia, 1965
Cordélia e O Peregrino, tearo, em versos, 1965
A Arca de Noé, poesia, 1970
Chacina de Barros Filho, teatro, drama
O Dever e o Haver
Para Uma Menina com uma Flor, poesia
Para Viver um Grande Amor, poesia
Ariana, a Mulher, poesia
Antologia Poética
Novos Poemas II


Fonte de origem:
http://www.e-biografias.net/vinicius_de_moraes/

Domingo Na Usina: Biografias:José de Alencar:


(1829-1877) foi romancista, dramaturgo, jornalista, advogado e político brasileiro. Foi um dos maiores representantes da corrente literária indianista. Destacou-se na carreira literária com a publicação do romance "O Guarani", em forma de folhetim, no Diário do Rio de Janeiro, onde alcançou enorme sucesso. Seu romance "O Guarani" serviu de inspiração ao músico Carlos Gomes, que compôs a ópera O Guarani. Foi escolhido por Machado de Assis, para patrono da Cadeira nº 23, da Academia Brasileira de Letras.
José de Alencar consolidou o romance brasileiro, ao escrever movido por sentimento de missão patriótica. O regionalismo presente em suas obras, abriu caminho para outros sertanistas, preocupados em mostrar o Brasil rural.
José de Alencar criou uma literatura nacionalista onde se evidencia uma maneira de sentir e pensar tipicamente brasileiras. Suas obras são especialmente bem sucedidas quando o autor transporta a tradição indígena para a ficção. Tão grande foi a preocupação de José de Alencar em retratar sua terra e seu povo que muitas das páginas de seus romances relatam mitos, lendas, tradições, festas religiosas, usos e costumes observados pessoalmente por ele, com o intuito de, cada vez mais, abrasileirar seus textos.
José de Alencar (1829-1877) nasceu em Mecejana, Ceará no dia 1 de maio de 1829. Filho de José Martiniano de Alencar, senador do império, e de Ana Josefina. Em 1838 mudam-se para o Rio de Janeiro. Com 10 anos de idade ingressa no Colégio de Instrução Elementar. Com 14 anos vai para São Paulo, onde termina o curso secundário e ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
Em 1847 escreve seu primeiro romance "Os Contrabandistas". Em 1850 conclui o curso de Direito. Pouco exerceu a profissão. Ingressou no Correio Mercantil em 1854. Na seção "Ao Correr da Pena" escreve os acontecimentos sociais, as estreias de peças teatrais, os novos livros e as questões políticas. Em 1856 passa a ser o redator chefe do Diário do Rio de Janeiro, onde em 1 de janeiro de 1857 publica o romance "O Guarani", em forma de folhetim, alcançando enorme sucesso, e logo é editado em livro.
Em 1858 abandona o jornalismo para ser chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, onde chega à Consultoria. Recebe o título de Conselheiro. Nessa mesma época é professor de Direito Mercantil. Foi eleito deputado pelo Ceará em 1861, pelo partido Conservador, sendo reeleito em quatro legislaturas. Na visita a sua terra Natal, se encanta com a lenda de "Iracema", e a transforma em livro.
Famoso, a ponto de ser aclamado por Machado de Assis como "o chefe da literatura nacional", José de Alencar morreu aos 48 anos no Rio de Janeiro vítima da tuberculose, em 12 de dezembro de 1877, deixando seis filhos, inclusive Mário de Alencar, que seguiria a carreira de letras do pai.

Obras de José de Alencar




Cinco Minutos, romance, 1856;
Cartas Sobre a Confederação dos Tamoios, crítica, 1856;
O Guarani, romance, 1857;
Verso e Reverso, teatro, 1857;
A Viuvinha, romance, 1860;
Lucíola, romance, 1862;
As Minas de Prata, romance, 1862-1864-1865;
Diva, romance, 1864;
Iracema, romance, 1865;
Cartas de Erasmo, crítica, 1865;
O Juízo de Deus, crítica, 1867;
O Gaúcho, romance, 1870;
A Pata da Gazela, romance, 1870;
O Tronco do Ipê, romance, 1871;
Sonhos d'Ouro, romance, 1872;
Til, romance, 1872;
Alfarrábios, romance, 1873;
A Guerra dos Mascate, romance, 1873-1874;
Ao Correr da Pena, crônica, 1874;
Senhora, romance, 1875;
O Sertanejo, romance, 1875.


Fonte de origem:
http://www.e-biografias.net/jose_alencar/

Domingo Na Usina: Biografias: José Cândido de Carvalho:


 (1914-1989) foi escritor brasileiro. Seu romance "O Coronel e o Lobisomem" causou grande impacto quando lançado em 1964. Eleito membro da Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira nº 31. Foi também jornalista.
José Cândido de Carvalho (1914-1989) nasceu em Campos dos Goitacazes, estado do Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto de 1914. Filho de Bonifácio de Carvalho e de Maria Cândido de Carvalho, lavradores emigrados do norte de Portugal, que aqui no Brasil se dedicaram ao pequeno comércio.
Transferiu-se muito jovem com a família para a cidade do Rio de Janeiro, onde trabalhou como estafeta, mas logo voltou a Campos, onde trabalho no comércio de aguardente e açúcar. Iniciou sua carreira de jornalista no final da década de 1920. Foi revisor do jornal O Liberal, foi redator do jornal O Dia, Gazeta do Povo e Monitor Campista, todos de Campos.
Ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, concluindo o curso em 1937. Começou sua vida literária com o romance "Olha para o Céu, Frederico". Em 1942 foi convidado pelo interventor do Rio de janeiro, Amaral Peixoto, para dirigir o jornal O Estado, e muda-se para Niterói. Em 1957 passa a trabalhar para a revista O Cruzeiro.
Em 1964 lança o romance "O Coronel e o Lobisomem", obra que causou grande impacto quando apareceu. Conta a história de Ponciano de Azevedo Furtado, proprietário de fazendas de gado do interior fluminense, que, atraído pela vida da cidade e pelo comércio, emigra para Campos de Goitacazes, não conseguindo se integrar ao meio urbano, perde toda sua fortuna e enlouquece. Na obra Ponciano narra sua própria história, inclusive a loucura final.
Em 1970, assumiu a direção da Rádio Roquete Pinto. Quatro anos depois dirigia o Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério de Educação e Cultura (MEC). Em 1974 foi eleito para a Academia Brasileira de Letra, para a cadeira nº 31. Entre os anos de 1976 e 1981, foi presidente da Fundação Nacional de Arte (FUNARTE), órgão do Ministério da Educação.
Seu romance "O Coronel e o Lobisomem", foi traduzido para vários países e reeditado diversas vezes. Recebeu o Prêmio Jabuti, Prêmio Coelho Neto e o Prêmio Luísa Cláudio de Souza.
José Cândido de Carvalho faleceu em Niterói, no dia 1 de agosto de 1989.

Obras de José Cândido de Carvalho

Olha Para o Céu, Frederico, romance, 1939
O Coronel e o Lobisomem, romance, 1964
Porque Lulu Bergantim não Atravessou o Rubicon, contos, 1970
Um Ninho de Mafagafos Cheio de Mafagafinhos, contos, 1972
Ninguém Mata o Arco-Íris, crônicas, 1972
Manequinho e o Anjo Procissão, contos, 1974
Se eu Morrer, Telefone Para o Céu, contos, 1979
Notas de Viagem ao Rio Negro, 1983
Os Mágicos Municipais, 1984


Fonte de origem:
http://www.e-biografias.net/jose_candido_de_carvalho/

Domingo Na Usina: Biografias:Aurora Luque:


Poeta, ensayista, narradora, traductora y articulista española (Almería, 1962). Es profesora de griego en Málaga. Entre sus libros de poemas, destacanHiperiónida (Premio Federico García Lorca de la Universidad de Granada en 1982), Problemas de doblaje (accésit del Adonáis en 1990), Carpe noctem(Premio Rey Juan Carlos en 1994), Transitoria (finalista del Premio Rafael Alberti y Premio Andalucía de la Crítica en 1998), Camaradas de Ícaro(Premio Fray Luis de León en 2003) o La siesta de Epicuro.
Su poesía se recoge en diversas ediciones publicadas entre los años 2000 y 2008 y sus poemas han sido traducidos a varios idiomas.

Fonte de origem:
http://www.march.es/conferencias/poetas/?p0=2&p1=2769&l=1