quinta-feira, 25 de maio de 2017

Poesia De Quinta Na usina:Machado de Assis:


II

A minha alma, talvez, não é tão pura,
Como era pura nos primeiros dias;
Eu sei; tive choradas agonias
De que conservo alguma nódoa escura,
Talvez. Apenas à manhã da vida
Abri meus olhos virgens e minha alma.
Nunca mais respirei a paz e a calma,
E me perdi na porfiosa lida.
Não sei que fogo interno me impelia
À conquista da luz, do amor, do gozo,
Não sei que movimento imperioso
De um desusado ardor minha alma enchia.
Corri de campo em campo e plaga em plaga,
(Tanta ansiedade o coração encerra!)
A ver o lírio que brotasse a terra,
A ver a escuma que cuspisse — a vaga.
Mas, no areal da praia, no horto agreste,
Tudo aos meus olhos ávidos fugia...
Desci ao chão do vale que se abria,
Subi ao cume da montanha alpestre.
Nada! Volvi o olhar ao céu. Perdi-me
Em meus sonhos de moço e de poeta;
E contemplei, nesta ambição inquieta,
Da muda noite a página sublime.
Tomei nas mãos a cítara saudosa
E soltei entre lágrimas um canto.
A terra brava recebeu meu pranto
E o eco repetiu-me a voz chorosa.
Foi em vão. Como um lânguido suspiro,
A voz se me calou, e do ínvio monte
Olhei ainda as linhas do horizonte,
Como se olhasse o último retiro.
Nuvem negra e veloz corria solta,
O anjo da tempestade anunciando;
Vi ao longe as alcíones cantando
Doidas correndo à flor da água revolta.
Desiludido, exausto, ermo, perdido,
Busquei a triste estância do abandono,
E esperei, aguardando o último sono,
Volver à terra, de que foi nascido.
— “Ó Cibele fecunda, é no remanso
Do teu seio que vive a criatura.
Chamem-te outros morada triste e escura,
Chamo-te glória, chamo-te descanso!”
Assim falei. E murmurando aos ventos
Uma blasfêmia atroz — estreito abraço
Homem e terra uniu, e em longo espaço
Aos ecos repeti meus vãos lamentos.
Mas, tu passaste... Houve um grito
Dentro de mim. Aos meus olhos
Visão de amor infinito,
Visão de perpétuo gozo
Perpassava e me atraía,
Como um sonho voluptuoso
De sequiosa fantasia.
Ergui-me logo do chão,
E pousei meus olhos fundos
Em teus olhos soberanos,
Ardentes, vivos, profundos,
Como os olhos da beleza
Que das escumas nasceu...
Eras tu, maga visão,
Eras tu o ideal sonhado
Que em toda a parte busquei,
E por quem houvera dado
A vida que fatiguei;
Por quem verti tanto pranto,
Por quem nos longos espinhos
Minhas mãos, meus pés sangrei!
Mas se minh'alma, acaso, é menos pura
Do que era pura nos primeiros dias,
Por que não soube em tantas agonias
Abençoar a minha desventura;
Se a blasfêmia os meus lábios poluíra,
Quando, depois de tempo e do cansaço,
Beijei a terra no mortal abraço
E espedacei desanimado a lira;
Podes, visão formosa e peregrina,
No amor profundo, na existência calma,
Desse passado resgatar minh'alma

E levantar-me aos olhos teus, — Corina!

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: VERSOS A CORINA:



 Tacendo il nome di questa gentilíssima
DANTE
 I
 Tu nasceste de um beijo e de um olhar. O beijo
Numa hora de amor, de ternura e desejo,
Uniu a terra e o céu. O olhar foi do Senhor,
Olhar de vida, olhar de graça, olhar de amor;
Depois, depois vestindo a forma peregrina,
Aos meus olhos mortais, surgiste-me, Corina!
De um júbilo divino os cantos entoava
A natureza mãe, e tudo palpitava,
A flor aberta e fresca, a pedra bronca e rude,
De uma vida melhor e nova juventude.
Minh'alma adivinhou a origem do teu ser;
Quis cantar e sentir; quis amar e viver
A luz que de ti vinha, ardente, viva, pura,
Palpitou, reviveu a pobre criatura;
Do amor grande elevado abriram-se-lhe as fontes;
Fulgiram novos sóis, rasgaram-se horizontes;
Surgiu, abrindo em flor, uma nova região;
Era o dia marcado à minha redenção.
Era assim que eu sonhava a mulher. Era assim:
Corpo de fascinar, alma de querubim;
Era assim: fronte altiva e gesto soberano,
Um porte de rainha a um tempo meigo e ufano,
Em olhos senhoris uma luz tão serena,
E grave como Juno, e belo como Helena!
Era assim, a mulher que extasia e domina,
A mulher que reúne a terra e o céu: Corina!
Neste fundo sentir, nesta fascinação,
Que pede do poeta o amante coração?
Viver como nasceste, ó beleza, ó primor,
De uma fusão do ser, de uma efusão do amor.
Viver, — fundir a existência
Em um ósculo de amor,
Fazer de ambas — uma essência,
Apagar outras lembranças,
Perder outras ilusões,
E ter por sonho melhor
O sonho das esperanças
De que a única ventura
Não reside em outra vida,
Não vem de outra criatura;
Confundir olhos nos olhos,
Unir um seio a outro seio,
Derramar as mesmas lágrimas
E tremer do mesmo enleio,
Ter o mesmo coração,
Viver um do outro viver...
Tal era a minha ambição.
Donde viria a ventura
Desta vida? Em que jardim
Colheria esta flor pura?
Em que solitária fonte
Esta água iria beber'?
Em que incendido horizonte
Podiam meus olhos ver
Tão meiga, tão viva estrela,
Abrir-se e resplandecer?
Só em ti: — em ti que és bela,
Em ti que a paixão respiras,
Em ti cujo olhar se embebe
Na ilusão de que deliras,
Em ti, que um ósculo de Hebe
Teve a singular virtude
De encher, de animar teus dias,
De vida e de juventude...
Amemos! diz a flor à brisa peregrina,
Amemos! diz a brisa, arfando em torno à flor;
Cantemos esta lei e vivamos, Corina,

De uma fusão do ser, de uma efusão do amor.

Poesia De Quinta Na Usina:Fernando Pessoa:


"São as pessoas que habitualmente me cercam, são as almas que, desconhecendo-me, todos os
dias me conhecem com o convívio e a fala, que me põem na garganta do espírito o nó salivar
do desgosto físico. É a sordidez monótona da sua vida, paralela à exterioridade da minha, é a
sua consciência íntima de serem meus semelhantes, que me veste o traje de forçado, me dá a

cela de penitenciário, me faz apócrifo e mendigo."

Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/ 

Poesia De quinta Na Usina: Fernando Pessoa:


"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem
importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto."
"De resto, com que posso contar comigo? Uma acuidade horrível das sensações, e a
compreensão profunda de estar sentindo...Uma inteligência aguda para me destruir, e um
poder de sonho sôfrego de me entreter...Uma vontade morta e uma reflexão que a embala,

como a um filho vivo..."

Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araujo:Poema: Detalhes.




A beleza da felicidade está em poder 
observar aos pequenos detalhes do 
existir quase imperceptível.

Não existe diferença entre o ontem 
desastroso o hoje melancólico e a 
impossibilidade do amanhã se você 
não se der conta que tudo foi, é e 
será sempre o que você a vez, o faz, e o fará.

Não se dá não se empresta não se doa não se 
compra não se vende não se perde não se ganha, 

não se herda nem lhe roubam.
Mais pode ser construído a cada 
novo amanhecer.
Eu sou a felicidade.

D'Araujo.



Poesia de Quinta Na Usina: D'Araujo: Como!




Como extirpar um sentimento visceral e incontrolável!
Como separar um ser, com um único desejo!
Como matar o amor!
Como excomungar a dor!
E como tampar um vazio da alma!
Como simplesmente livrar-se de si mesmo.

D'Araujo.












Link para adquirir o Livro:
"O Grito da Alma" poesias e pensamentos
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Mais uma honrosa participação nas Antologias "LOGOS 19" Março 2016: D'Araújo: Mar à dentro:



Como pude sonhar em terminar os meus dias,
Ouvindo tua voz, vendo seu sorriso,
Sentindo o teu cheiro,
Lendo os teus olhos.

Beijando tua boca,
Acariciando teu corpo
E me aquecendo no teu calor.

Simplesmente por um segundo me fugiu
O inevitável fato, que tudo que começa um dia acaba......


Para verem na íntegra a poesia desta Antologia, acessem o link abaixo

Pensamento do Dia:

Em mim tudo é verdade, até mesmo o meu refletir sobre a mentira.


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Para baixar o livro Grátis, é só clicar no link abaixo:

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Pensamento do Dia:

De mim só terás verdades, mesmo que elas sejam o que nos separe, e que nos faça sofrer.”


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Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede:Maura Rizzi.:Procuro:


Um coração 

que seja como o meu
um amante aventureiro
destemido hospitaleiro
onde eu possa fixar
minha morada permanente
sem temor e sem pudor
só cultivando o amor
onde quer que a gente vá
vamos nos tornar ciganos
belos fortes e companheiros
viajando pelo mundo
sem pressa e sem destino
levando na mala o amor
tocando a nossa canção
em noites claras de lua
serei tua doce amante
ouvindo nos teu gemidos
o prazer vindo da tua vós
entoando o doce hino
ao dizer-me que sou só tua.


Maura Rizzi.

Quarta Na Usina: Poetisas da Rede: Sil Fontes:


Que querem que eu faça?
Que corra atrás para publicar meus poemas...
Em um país faminto?

Pois morro de fome

para continuar escrevendo-os
e enlouquecendo-os
e fazendo-os cada vez mais difíceis
de serem lidos
Porque cada vez mais sofridos, em um país que detesta
e abomina falar da dor... porque sofre muito, e está doendo
há muito tempo.

Abram covas antes de nos assassinar.
É triste morrer e ficar por aí a esmo ...

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Enilda Teixeira Góe: Bom dia..:


Que seja de paz e harmonia.
Mas, lembre-se, não precisa gritar
a sua felicidade. Deus escuta...
Basta apenas, olhar o céu azul,

ou mesmo essa cascata,
de águas cristalinas...
Agradeça e deixe que suas lágrimas,
se misturem a essas águas,
e renovem o seu Ser.

Poetisa Enilda Teixeira Góes____19/07/2015_

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede:Denise Flor: Pensei ser eu:


.

Pensei ser meu o seu olhar

Desejando tudo que sou.
Pensei ser meu o seu abraço
Enlaçando-me com ternura,
Pensei ser meu o seu amor
Abrigando-o no meu peito, 
Pensei ser eu a eleita do seu coração!
.
Denise Flor©
T5293206

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: ANA PEREIRA: NÃO FIQUES ASSIM:


Respondo à convocatória
sem voz nem oratória.
O que é certo

é que tudo deve ser
do agrado
de quem usa o servicinho.
Não deve esquecer, contudo,
o valor acrescentado.

Estou cansada.
Sento-me no tronco viril.
Espero que tudo cresça de raiz.
Fico à sombra.
Não sei o que te fiz.

Na noite mais negra que breu
trazes o dia nas mãos
ilumina o caminho
que trilhas no corpo
que é meu.

Estende-te sobre
o espelho dos sentidos.
Torna-te límpido e leve.
Terás o orgasmo que nunca
ninguém teve.

Enrolamo-nos no reverso da alma
com a inspiração da carne,
poesia sem metáforas.
Escorem os desejos transpirados
nos lençóis
em desalinho.

Seremos uma luz molhada
que vacila
sob a rosa molhada
que tocas.

Conhecerás o prazer de voltar
a uma cama acesa
de fogo não apagado,
claro está.
Apesar do valor acrescido,
tudo é negociado.
Não fiques assim!

ANA PEREIRA
almainspiradora.blogspot.pt

terça-feira, 23 de maio de 2017

Terça Na Usina: Blogs De Outros Autores e Autoras Da Rede:Chapar as Borboletas - Bárbara Lia: To the wonder




To the wonder (Terrence Mallick)

Terça Na Usina: Blogs De Outros Autores e Autoras Da Rede:Naudiéri Alves : Só


___art_mosphere___: Só: é só que estamos tão velhos pingando café nas rubricas 
 dos livros que explicam o nazismo é só que estamos tão velhos testando...

Pensamento do Dia:



"O coração dos tolos se contentam com palavras doces sopradas aos ventos, 

enquanto os sábios espera uma resposta da alma."



D'Araújo.

Terça Na Usina: Blogs De Outros Autores e Autoras Da rede:Angel Olhar Feminino: Anjo Negro:


Angel Olhar Femenino: Anjo Negro: Anjo Negro Anjo Negro que dentro de mim vives, força da natureza que que a mim me transformas sinto a magia , a energia de tua alma si...

Terça Na Usina:Blogs De Outros Autores e autoras Da Rede:Lendo e Escrevendo: Já conhece a "Trilogia Shiva" (Amish)?


Lendo e Escrevendo: Já conhece a "Trilogia Shiva" (Amish)?: Em uma narrativa ficcional de ritmo rápido e envolvente o autor indiano Amish, considerado o “Tolkien da Índia”. Misturando a milenar r...

Terça Na Usina: Blogs De Outros Autores e Autoras Da Rede:Momentos Fragmentados (poemas): FORA DO PALCO:


Momentos Fragmentados (poemas): FORA DO PALCO: ( Stunning visions of Kassandra)                                                                                                 ...

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Crônicas De Segunda Na Usina:D'Araújo:O Reino é de Deus, a fome é por nossa conta:




Ainda lembro-me do meu tempo de menino nos velhos moinhos do meu sertão.
Onde nos faltava água alimento e chão.
Enquanto nos velhos palacetes sempre tinha um grande banquete. 
E como nas velhas senzalas, nós também não tínhamos fala e muito menos razão, e os nosso filhos pequenos também nem tinha leite nem pão.
E o bom vigário a proclamar em seus longos sermões nos dizendo que éramos os escolhidos
Para povoar o reino do senhor, este nobre criador fiel e justo com a sua criação.
Mas enquanto  ele mesmo o representante do senhor se esbaldava nas mesas dos doutores.
Enquanto isso nos rios da corrupção que cortava todo sertão, a água só caia no terreno do patrão. E assim muitas décadas se passaram, e agora rouba branco preto mulato pardo e índio, pois todos se acostumaram a se da bem nas costas dos irmãos que passam fome e que muitas vezes nem tem nome. E quando aqui famintos nos falta.
Eles desembarcam estrangeiros pois a fome está no mundo inteiro todos loucos por um pouco de dinheiro. O metal que joga todos no mesmo terreiro, pois hoje em dia tanto faz, Catedral, Salão, Templo ou terreiro, só entra por lá quem poder deixar um pouco de dinheiro.
Enquanto lá no andar de cima todos festejam o milagre do senhor.
Aqui nos porões das senzalas modernas, que todos fazem questão que sejam chamadas de comunidades, vamos todos se engalfinhando tentando pegar carona no elevador para o andar de cima. E nesta guerra declarada os mais desesperados tentam subir pela escada.
Mas lá em cima só vai quem é sorteado. E assim essas almas escolhidas alimentam os desejos daqueles que  ficaram para trás, a esperança de que o generoso Deus tão proclamado.
Da próxima vez olhe pro lado, e ai.
Bem ai, talvez seja escolhido pra descansar no reino dos Céus, lugar este que eu não faço a menor questão de conhecer, pois depois de morrer a míngua nas mãos dos meus próprios irmãos que o senhor criou, eu não quero mimos nem agrado.
Mesmo assim muito obrigado, por me deixar aqui sempre com alguém ao meu lado.

Bem, não prometo ficar calado, pois bens sabes que sempre te direi obrigado, mais nunca vou aceitar cabresto deste mal intencionados.

D'Araújo.

Meu Partido é Minha Pátria: “Abemos Fome, Miséria, e Corruptos de Sobra: Agora só nos Falta Igualdade de oportunidade e Direito”



Diário de borda da nave chamada Brasil.

Já fazia alguns anos em que minha doce inocência, imaginava que a classe chamada  política brasileira tinha alcançado um amadurecimento, onde cada organização tinha encontrado e delimitado as suas próprias cotas de direito aos valiosos e de fáceis acesso aos metais públicos, dos eleitos.
Mais infelizmente a história dos reis e seus reinados são implacáveis em deixar claro que todos que alcançam o trono.
Nunca mais querem sair de lá. Seja pelas regalias que lhe são atribuídas, ou pelo tamanho incalculável de bajuladores que se formam ao seu redor, para abocanhar parte dos metais que lhe são ofertados para se perpetuarem no poder.
Mas os que estão de fora e que já provaram do maravilhoso néctar do manar dos eleitos.
Fazem qualquer coisa para voltar ao trono dos bem aventurados.
E hoje usam até os famigerados desejos de glorias dos senhores de “torgas” negras para alcançarem os seus objetivos.
Os plebeus esfomeados aceita fazerem qualquer coisa para receberem as sobras das farpas do nobre metal que envenena nobres espíritos, compram almas e alastram discórdias entre alienados sem propósitos, que não seja escapar do avassalo da miséria.
Ai chega o dia em que os milionários com seus acharques, os ricos em seus banquetes a classe média pagando a conta e os esquecidos em seus delírios, se fartam da cor do trono. Juntam-se na mesma heresia pautando os seus dias em memoráveis discursos em plena sintonia como nunca se via. Na esperança de novos dias. Que deixe tudo do mesmo jeito, mais com uma nova fantasia.
Por isso é com muito pesar que vejo os nobres senhores de torgas negras, cedendo ao apetite voraz das organizações criminosas que se alto se intitulam de partidos políticos.
Que comem sempre no mesmo coxo, mas brigam vorazmente para sentar-se do lado onde a lavagem é mais robusta.
É triste ver uma Pátria, com mais de duzentos milhões de cidadãos, se transformarem em reféns de quadrilhas de esquerda, de direita e todas as falsas ideologias politicas possíveis.
Todos juntos em um único proposito, quebra a nossa Pátria. Uma velha e bem sucedida prática oriunda das Américas. Onde se espalha a doença, e depois lhes oferta a cura,mesmo que seja  a duras penas.
E assim vão criando um exército de alienados lutando por um proposito que nem eles mesmos sabem qual.
Uma iluminada frente nacional pela instituição do caos. E enquanto isso nos porões dos templos e catedrais, os generosos representantes do “SENHOR” Se fartam arrecadando metais de todas as ideologias. Pois como diz a lenda, Na riqueza ou na pobreza em todos os tempos da história eles sempre multiplicaram os seus metais.
Hoje já não se consegue a olho nu, separar os frutos podres que se misturaram no mesmo balaio.
Diante o que se desenha em todos os segmentos, seja politico, organizações sociais, ou das instituições de justiça, fica claro que se faz inevitável à falência da nossa pobre Pátria. Pois essas instituições que deveriam nortear os rumos de uma Pátria livre.
Transformou a nossa constituição em uma desastrosa obra de ficção, onde nem os que a criaram a respeitam.
E os bem aventurados cidadãos estão confortavelmente prostrados com suas budas gordas e suas mentes esqueléticas e raquíticas na doce brisa do sofá da sala encantadas com o maravilhoso acalento vindo das gigantes e brilhantes telas que lhes mostram gratuitamente a direção a se seguir.
Neste incessante turbilhão de informações inúteis e muitas vezes desprezíveis.
Acabamos chegando a uma triste situação, que infelizmente quase todos os meios de comunicação responsáveis por manter a nação bem informada, seja ela publica ou privada, conseguem mentir até quando falam a verdade.
Por aqui, o que nos aparenta é que as únicas coisas em comum entre políticos, empresários, instituições da justiça e os nobres representantes do “SENHOR” São suas gordas contas no exterior não declarada.
Mas, aqui nos lastros dos pobres mortais e eternos famintos, cada um defende com unhas e dentes, as migalhas que lhe foram deixadas por esquecimentos.
E aqueles que se nega tampar os ouvidos diante estas heresias, ainda tem que ouvir alguns imbecis falando em democracia.
Por isso chego a triste conclusão que eu definitivamente seja um débil mental.
Pois sempre acreditei que a palavra “Democracia” denominava igualdades de oportunidades e de direitos.
Por isso prezados irmãos brasileiros, tenham cuidado, pois em muito breve vamos poder ver de uma forma bem clara, que estas mentes brilhantes formuladoras de opiniões.
Sejam elas de esquerda de direita ou de centro, seus únicos objetivos concretos e defender os seus nobres metais.
E que disso tudo não apareça mais um salvador para manter todos em seus devidos lugares. Milionários, ricos, classe média, pobres, miseráveis e as grandes republicas dos esquecidos.

Tenho esperança que um dia possa ouvir a palavra democracia que não seja para servir de subterfúgio para um novo Império.

D'Araújo.