quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Revista eisFluências de Dezembro/2016: D'Araújo: ACORDE:

                                        

 Porque você vai continuar aí sentado?
Acorde levante-se. Corra!
O mundo está esperando por você para ser salvo.
Pule, grite se faça ouvir.
Porque o mundo só muda se você mudar.

Outros povos não podem te ver.
Mas poderão te ouvir se você não desistir.
Não fale aos que te ouvem
Mas sim, para aqueles que fingem ser surdos.

Vamos, mostre as verdades do mundo.
Para aqueles que fingem ser cegos.

Acorde!
Hoje temos mais uma manhã de primavera
E continuamos a sua espera.
Vamos juntos salvar o mundo da hipocrisia
Da falta de alegria e gritar heresias.

Para enlouquecer aqueles que em seus
Palacetes de Mármore,

Tão frios quanto os seus sentimentos.......

Poesia De Quinta Na Usina: Paulo Leminski:



Domingo

Canto dos passarinhos


Doce que dá para pôr no café.

Poesia De Quinta Na Usina: Paulo Leminski:



Só mesmo um velho
para descobrir,
detrás de uma pedra,

toda a primavera.

Poesia De Quinta Na Usina: Luís de Camões: Soneto: 114:



Ah! Fortuna cruel! Ah! duros Fados!
Quão asinha em meu dano vos mudastes!
Passou o tempo que me descansastes,
agora descansais com meus cuidados.
Deixastes-me sentir os bens passados,
para mor dor da dor que me ordenastes;
então na hora juntos nos levastes,
deixando em seu lugar males dobrados.
Ah! Quanto melhor fora não vos ver, gostos,
que assim passais tão de corrida, que fico duvidoso se vos vi:
 sem vós já me não fica que perder, se não se for esta cansada vida,

que por mor perda minha não perdi.

Poesia De Quinta Na Usina: Luís de Camões: Soneto:136:



A formosura fresca serra,
 e a sombra dos verdes castanheiros,
o manso caminhar destes ribeiros,
donde toda a tristeza se desterra;
 o rouco som do mar, a estranha terra,
o esconder do sol pelos outeiros,
o recolher dos gados derradeiros,
das nuvens pelo ar a branda guerra;
 Enfim,
tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos oferece,
me está (se não te vejo) magoando.
 Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
sem ti, perpetuamente estou passando nas mores alegrias,

mor tristeza.

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Fervor:


Com ar de controle e tranquilidade
escondemos no fundo do peito,
aqueles nossos desejos que nos
devoram feito fogo em nossos corpos e almas.

E nos deixamos levar em doces palavras
soltas aos ventos que nos conforta.

E assim evitamos pensar nas possibilidades
do imenso prazer de nos possuir.
Assim aos poucos vamos consumindo
o que nos consome, velando o prazer que nunca teremos


Conteúdo:





















Editora: www.perse.com.br

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Sabor:



 Entre o tempo e o espaço
Fica o descompasso do meu desejo
Na eterna busca do sabor dos teus beijos

O calor da tua alma, e a beleza do teu ser...



Conteúdo do Livro:




















Editora: www.biblioteca24x7.com.br

Poesia De Quinta Na Usina:Fernando Pessoa: Andei léguas de sombra:




Andei léguas de sombra
Dentro em meu pensamento.
Floresceu às avessas
Meu ócio com sem-nexo,
E apagaram-se as lâmpadas
Na alcova cambaleante.
Tudo prestes se volve
Um deserto macio
Visto pelo meu tato
Dos veludos da alcova,
Não pela minha vista.
Há um oásis no Incerto
E, como uma suspeita
De luz por não-há-frinchas,
Passa uma caravana.
Esquece-me de súbito
Como é o espaço, e o tempo
Em vez de horizontal

É vertical.



                  Cancioneiro
Fernando Pessoa
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/cancioneiro.htm

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: A morte chega cedo:


 A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.
O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.
E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte

Que Deus deixou aberto.




Cancioneiro
 Fernando Pessoa
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/cancioneiro.htm

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: JÚLIA:




Teu rosto meigo e singelo
Tem do Céu terno bafejo.
Tu és a rosa do prado
Desabrochando ao albor
Abrindo o purpúreo seio,
Abrindo os cofres de amor.
Tu és a formosa lua
Percorrendo o azul dos céus,
Retratando sobre a linfa.
Os seus alvacentos véus.
Tu és a aurora formosa
Quando dalém vem surgindo;
E que se ostenta garbosa
Áureas flores espargindo.
Tu és perfumada brisa
Sobre o prado derramada
Que goza os doces sorrisos
Da formosa madrugada.
Tua candura e beleza
Tem de amor doce expressão
És um anjo, minha Júlia,
Donde nasce a inspiração.
Quando a terra despe as galas
E os mantos da noite veste,
Vejo brilhar tua imagem
Lá na abóbada celeste.
Nela vejo as tuas graças,
Nela vejo um teu sorriso
Nela vejo um volver d'olhos
Nascido do paraíso.
És ó Júlia, meiga virgem
Que temente ora ao Senhor;
São teus olhos duas setas.

O teu todo é puro amor.




Poesias dispersas

Textos-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Toda poesia de Machado de Assis. Org. de Cláudio Murilo Leal.
Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.

Poesia de Quinta Na Usina: Machado de Assis:NO ÁLBUM DO SR. QUINTELA:




Faz-se a melhor harmonia
Com elementos diversos;
Mesclam-se espinhos às flores:

Posso aqui pôr os meus versos.




Poesias dispersas

Textos-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Toda poesia de Machado de Assis. Org. de Cláudio Murilo Leal.
Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.

Pensamento do Dia:



“Subestimar o seu semelhante, é mergulhar no abismo das possibilidades.”


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