quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Pensamento do Dia:

“Na Alma feminina a única constante são justamente as suas variáveis.”


Esta e mais de 90 outras frases estão nesta edição comemorativa.
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Poesia De Quinta Na Usina:Mário Quintana: O anjo: PARA ELOI CALLAGE:






O meu Anjo da Guarda de asas negras tem uns olhos tão verdes como os teus.
E a mesma pele mate e... benza-o Deus!... também teus mesmos lábios dolorosos... Como o prendeste assim num sortilégio, para ficares - sempre - junto a mim?!
Ou fui eu que inventei tua aparência, nesta longa loucura sem remédio...
Pois não neste como no outro mundo o quanto eu vejo se transforma em ti.
Sei se o Anjo entende uns tais mistérios... Só sei que certa noite o pressenti...

Mas baixei os meus olhos incestuosos e os meus lábios sacrílegos mordi!

Poesia De Quinta Na Usina:D'Araújo:Doce prazer:



Despi-se de todo o seu ego, 
afugente do teu ser qualquer apego.
Para que possa finalmente conquistar 
a tão sonhada liberdade, e poder criar seres livres.

A dor procure evitar todas as formas, 
a qual com ela o mundo se contamine.
Não cultue com isso qualquer espécie de recompensa.

Apenas se alimente com o doce prazer 
do dever cumprido.
Ame incondicionalmente o planeta em que vive, 
e tudo que nele abita.

D'Araújo.

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: A Esperança, como um fósforo inda aceso:


 A 'sperança, como um fósforo inda aceso,
Deixei no chão, e entardeceu no chão ileso.
A falha social do meu destino
Reconheci, como um mendigo preso.
Cada dia me traz com que 'sperar
O que dia nenhum poderá dar.
Cada dia me cansa de Esperança ...
Mas viver é sperar e se cansar.
O prometido nunca será dado
Porque no prometer cumpriu-se o fado.
O que se espera, se a esperança e gosto,
Gastou-se no esperá-lo, e está acabado.
Quanta ache vingança contra o fado
Nem deu o verso que a dissesse, e o dado
Rolou da mesa abaixo, oculta a conta.
Nem o buscou o jogador cansado.








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Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo:Tua alma:


Em cada beijo,
Em cada toque,
Em cada suspirar do teu existir,
é que eu encontro a eterna razão do meu ser.

Na leveza da tua alma, que encontro a minha calma.

Acho que é isso que os deuses nos da, 
como dimensão do amar pleno e eterno.



Conteúdo do Livro:




















Editora: www.perse.com.br

Poesia De quinta Na Usina: Fernando Pessoa: Minha dor é inútil:


Como uma gaiola numa terra onde não há aves,
E minha dor é silenciosa e triste
Como a parte da praia onde o mar não chega.
Chego às janelas
Dos palácios arruinados
E cismo de dentro para fora
Para me consolar do presente.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...
Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.
Por isso, não te importes com o que eu penso,
E muito embora o que eu te peça
Te pareça que não quer dizer nada,
Minha pobre criança tísica,
Dá-me das tuas rosas e dos teus lírios,
Dá-me rosas, rosas,

E lírios também..



             Poemas de Álvaro de Campos
 Fernando Pessoa
Fonte: http://www.secrel.com.br/jpoesia/facam.html

Poesia De Quinta Na usina: Machado de Assis: SONETO:


[No Álbum da Rainha D. Amélia]

Senhora, se algum dia aqui vierdes,
A estas terras novas e alongadas,
Encontrareis as vozes que perderdes
De outras gentes por vós há muito amadas.
E as saudades que então cá padecerdes,
Das terras vossas, velhas e deixadas,
Nestas cidades, nestes campos verdes,
Serão do mesmo nome acalentadas.
Mas nem só isto. Um só falar não basta.
A história o deu, um só falar dileto,
Da mesma compostura, antiga e casta.
Achareis mais outro falar discreto,
Sem palavras, que a vossa glória arrasta,

A mesma admiração e o mesmo afeto.







Poesias dispersas

Textos-source:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Toda poesia de Machado de Assis. Org. de Cláudio Murilo Leal.
Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: MEU ANJO:




Um anjo desejei ter a meu lado...
E o anjo que sonhei achei-o em ti!...
C. A. DE SÁ
És um anjo d’amor — um livro d’ouro,
Onde leio o meu fado
És estrela brilhante do horizonte
Do Bardo enamorado
Foste tu que me deste a doce lira
Onde amores descanto
Foste tu que inspiraste ao pobre vate
D’amor festivo canto;
É sempre nos teus cantos sonorosos
Que eu bebo inspiração;
Risos, gostos, delícias e venturas
Me dá teu coração.
teu nome que trago na lembrança
Quando estou solitário,
Teu nome a oração que o peito reza
D'amor um santuário!
E tu que és minha estrela, tu que brilhas
Com mágico esplendor,
Escuta os meigos cantos de minh’alma
Meu anjo, meu amor.
Quando sozinho, na floresta amena
Tristes sonhos modulava,
Não em lira d'amor — na rude frauta
Que a vida me afagava,
Tive um sonho d'amor; sonhei que um anjo
Estava ao lado meu,
Que com ternos afagos, com mil beijos
Me transportava ao céu.
Esse anjo d'amor descido acaso
De lá do paraíso,
Tinha nos lábios divinais, purpúreos
Amoroso sorriso;
Era um sorriso que infundia n'alma
O mais ardente amor;
Era o reflexo do formoso brilho
Da fronte do Senhor.
É anjo sonhado, cara amiga,
A quem consagro a lira,
És tu por quem minh'alma sempre triste
Amorosa suspira!
Quando contigo, caro bem, d'aurora
O nascimento vejo
Em um berço florido, e de ventura
Gozarmos terno ensejo;
Quando entre mantos d'azuladas cores
A meiga lua nasce
E num lago de prata refletindo
Contempla a sua face;
Quando num campo verdejante e ameno
Dum aspecto risonho
Ao lado teu passeio; eu me recordo
Do meu tão belo sonho
E lembra-me esse dia venturoso
Em que a vida prezei
Que vi teus meigos lábios me sorrirem,
Que logo te adorei!
Nesse dia sorriu a natureza
Com mágico esplendor
Parecia augurar ditoso termo
Ao nosso puro amor.
E te juro, anjo meu, ditosa amiga,
Por tudo que há sagrado,
Que esse dia trarei junto ao teu nome
No meu peito gravado.
E tu que és minha estrela, tu que brilhas
Com mágico esplendor,
Escuta os meigos cantos de minh'alma,

Meu anjo, meu amor!






Poesias dispersas

Textos-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Toda poesia de Machado de Assis. Org. de Cláudio Murilo Leal.
Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.

Pensamento do Dia:

“Tentar entender a alma feminina é padecer em um labirinto de possibilidades.”


Esta e mais de 90 outras frases estão nesta edição comemorativa.
Para fazer o download grátis do livro basta clicar no link a baixo: