segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Na contra-mão:


Quando foi que deixamos de criar cidadãos e passamos a produzir alienados.
É maravilhoso ver o povo nas ruas clamando por um País melhor.
"Mais fico perplexo ao ver um bando de alienados clamando, por uma coisa que nem mesmo eles sabem o que quer.

Apenas vejo aqui no facemundo pessoas se engalfinhando, cada um defendendo o seu próprio Peixe, e a nossa pátria se afundado cada dia mais.

Porque que em vez dessa discussão inútil, não postamos propostas reais que mudariam a forma de fazer política no nosso País, será que tudo isso é só o desejo de aparecer, se sabemos que está ruim porque não espalhamos aos quatro cantos da nossa pátria o que nossos políticos deveriam fazer, e avisamos a cada um em que votamos que se não o fizerem, nas eleições do ano que vem não terá um único voto valido.

Por que a única coisa que amedronta político é a possibilidade dele perder a boquinha.

e nem precisa sair de casa, já inventaram uma coisa chamada e-mail.

E acredite o partido e o politico que você votou tem um.

Chega de seguir o fluxo que não leva a nada.

Se quer mudança, faça o necessário.

Agora se o seu único desejo é só arrotar os seus fracassos e insatisfações próprias. 

Vai assistir o BBB ouvir Funk, e comer açúcar com gordura de Cacau chamando de meu chocolate.

Crônicas De Segunda Na Usina: Coisas de Sampa:



Há caminho do Sarau, na virada cultural de Sampa, no Domingo dia 18, no metrô sentido Tucuvi, em uma das paradas, dois trens em sentidos opostos por alguns segundos estavam ali alinhados na mesma estação. Na janela oposta, um olhar feminino, vagueava na imensidão das possibilidades, e por alguns segundos nossos olhares se cruzaram, e ela talvez compartilhando do mesmo olhar, ver e sentir. Tenha percebido a unicidade daquele momento, pois quais as chances que venhamos a cruzar nossos olhares novamente nesta imensidão que é São Paulo.
Então, ela delicadamente deixou deslizar em sua doce face, um sorriso que aos poucos foi sumindo na escuridão do túnel.
Jamais vou saber se ela mora em uma cobertura nos jardins, ou em uma palafita perneta, na imensidão da periferia de Sampa, mas o que importa, é que ali naquele momento éramos um só olhar, um só ver, um só sentir, e assim nasce a poesia na inquieta mente de um poeta, a poesia é feita destes momentos imprevisíveis.
E ali mesmo surgiu:
Único:
Um momento único,
O olhar inevitável,
O sorriso simultâneo discreto e involuntário.
e a quase certeza do nunca mais.
D'Araújo.

Crônicas De Segunda Na Usina: D'Araujo: Nordestino? Sim, com muito orgulho:


Nordestino de corpo, alma, sangue suor e lagrima:
Nascido onde nasci, no escaldante Sol do sertão, e aqui estando eu, na terra dos sonhadores, neste momento, certamente foi porque vim ao mundo com manual de instrução de como criar um filho. 
Na cidade onde nasci e na época que eu nasci, era mais fácil achar um Elefante branco, do que um médico.
Sem água, sem leite,sem pão e sem grão, Filho de agricultor, em uma terra onde ficava  até três anos sem chover, mas fui alimentado com muito amor e  dedicação, o que mim salvou foi a minha implacável vontade de viver, e aqueles olhos terno da minha mãe que docemente acariciava minha alma, pois isso fez com que o medo não me acompanhasse, e  o tempo me ensinou a duras penas; A acreditar no próximo na mesma proporção que acredito em me mesmo, fiz da poesia o meu grito e o meu alimento, eu não defino como Poeta, sou apenas unas um semeador de sonhos. "Eu não escrevo poemas, eu apenas desenho, em letras, silabas, palavras, frases e versos o que há de melhor na minha Alma".
Só exalo diariamente o alimento que me foi dado.
A minha felicidade? Construo um  dia de cada vez da minha vida.
Defeitos: Muitos, Amar em excesso,falar sempre a verdade doa a quem doer,fazer o que gosto, e acreditar cegamente no ser humano.
Qualidades? Não desisto nunca, e recomeçar nunca me assusta, quando o objetivo é a felicidade.
 Fiz das minhas mãos, o meu trabalho, da poesia, meu alimento, e da força do espirito de sonhador, o combustível para sobreviver em tempos difíceis, pois nada neste mundo é maior que minha fé em Deus e a alegria de viver, Semeando sonhos, criando possibilidades.
Sempre falo que; "Se a fome e a seca do nordeste, não foi capaz de mim vencer, não vai ser a garoa do sudeste que vai mim derrotar"

Sou eternamente gratos a todos aqueles, amigos, que me amam, os que me toleram e os que me odeiam, eis que direta ou indiretamente 
têm contribuído para que eu procure ser eu mesmo, me criticando ou elogiando, pois vocês me trouxeram até aqui, eu não seria nada sem vocês.

" Eu saí do nordeste, mas o nordeste nunca saiu de mim"

D'Araujo.

Crônicas De Segunda Na Usina: Ariano Suassuna: O Homem, o Mito a Lenda:

O Planeta terra, a poesia, a literatura, e a dramaturgia, perdeu um dos seus filhos mais ilustres. Perdemos um homem que jogava luz nesta devasta escuridão da subcultura dos imbecilizados, da nossa Pátria amada, um autor que ousou ser ele mesmo, que fez de cada personagem seu, uma extensão da sua simplicidade do viver.
Mais sem perder a voracidade do conhecimento nem a capacidade de espalhar com suas próprias palavras. Cada verbo, cada frase, cada palavra, cada silaba, cada letra, cada vírgula, cada ponto, e cada acento no seu devido lugar.
Um homem comprometido com seus ideais de igualdade aos homens, do direito ao conhecimento e a cultura, seja ele em qualquer parte do mundo que habite.
Um autor capaz de introduzir tanta alma aos seus personagens, que eles se tornavam um ser palpável entre nós. 
Certamente, Ariano Suassuna não será lembrado, pelo intelectual que se transformou com sua vasta obra, em quantidade e qualidade, e sim pelo intelecto do ser que foi, em transformar ditas pequenas coisas caipira e regionalista, pelos abutres literários. Em verdadeiros diamantes de pura beleza cultural popular. 
Um ser capaz de colocar a realidade sertaneja na literatura de uma forma que a própria realidade fica mais fácil de ser entendido, certamente o criador será generoso com a sua simplicidade do viver, e lhe dará o que lhe for de melhor. 
Perdemos um grande homem, um grande autor, uma nobre alma, mais certamente os sarais celestiais ficaram bem mais ricos em conteúdo e alegria, a partir de agora.
Ariano Suassuna. Um mito, uma lenda, um homem que mostrou ao mundo, e principalmente a nós mesmo, que quando queremos somos capazes.
Vai em paz, bravo guerreiro da cultural do meu querido Nordeste.
 Imortal em mim foi desde o dia que li sua primeira obra, inexequível desde o dia que tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente.
Minha maior tristeza é por ver mais uma mente pensante silenciar.

Pois cumpriste seu papel com louvores.

Pensamento do Dia:

"Não era o meu momento, mas como eu não tinha mais tempo há perder, então o tomei por meu, pra que esperar se o amanhã nunca chega."


Para ler ou baixar o livro clique no link:

Sergio Almeida: Diário do Desassossego:




canto um refrão triste.

pelo chão resquícios

de uma noite insone,

pelas paredes sinais

de impossíveis probabilidades

originadas no útero

da minha descrença,
no coração das minhas fraquezas,
entre a demência e a dormência.
.
algumas certezas
precisam ser sacrificadas.
os sorrisos já se foram,
carregam o peso de um pretérito
interminável.
.
insustentável leveza.
muito passado,
escasso presente,
nenhum futuro.
.
Adquira Diários do Desassossego
http:/sergioprof.wordpress.com