sexta-feira, 24 de março de 2017

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Alvaro Posselt:


O presente pede passagem
Para um lugar chamado instante
faça uma boa viagem


Alvaro Posselt.



Poema do livro Um lugar chamado instante.













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Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Roberto Mello: Simples Palpite:


Falar em sentimento,
Sem o coração perceber,
Sem o seu Eu entender,
Desejas afirmar o que?
Não vós sabeis,
Quanta dualidade em sua idade existe?

Neste acalento que faz tremular,
Minhas palavras escoam,
E como ecoam pelo ar.

Que dizer em terra melodiosa...
Que em um simples soneto,
Mostra teu sentimento,
Mostra tua solidão.

Deveras um palpite,
Voando como triste sonata,
E se perde..., e se cala.

Perde-se em desejos,
Cala-se em emoções,
E perde a razão.
Razão sem amor,
É a mais pura ilusão.


Autor: Roberto Mello

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Herculano Novaes Aragão:MISSÃO EM POSSÍVEL:



Poesia surreal
Brunei mandei catar
Bórneo mandei ao Qatar
Estúpido cuspido
Insano real, los ojos
Destruído, pô
Calçada jeans
Substrato solar
McDonald's noturnos
Ensanguentado o óleo Paixão
Co'cacau faço brow
Cantores tuberculosos
Magros negros semi-raivosos
Supernight da Light
Cagada de tênias
E tênis descascados
Rolando talco calcificado
Que as garrafas estão vazias
Sabia o premonitório
Palcos sem pisos
Plástico queimado
Indespedida pedida
de tempos adolescentes
Deixe queimar a queda
Edifique a paineira
Plante tijolos e molhos
Quem sabe se nasce?
O amanhã ao outro
pertence
Sem teus pertences
Apetece o nojo simulado
O sublime céu nublado
Toxicou, toxicou
Quebrou corações e carótidas
Não sou vaso ruim
Pais olham seus filhos
mas estranho não olha tua vida
Correndo, esperando
Perdido em Kosovo
Nevoeiro madrugueiro
Bolo de nozes e nós
Enrolado no papel de cigarro
Excedido o acendido
Brasa d'algas derretidas
Sonoros milionários
não são pajés
S'espera a maré
Sonhe ex-sonhador
Não fale para mim
a causa da tua coceira
Mas coça
Cansaço sem calças
Bolhas de ermitão
Põe pra carregar o dia
Não deixo faltar
só comida
Tecnologia não adianta
Preguiça me raspa a garganta
Eletrônico o espírito não é
Pus o bebê a engatinhar
e o gato no alto do muro
Não lavarei a roupa suja
mesmo nos dias escuros
Levarei o caixão
para fazer valer o pão
Deixa eu correr atrás
senão vou ficar pra trás


HERCULANO NOVAES



Uma hora e 44 minutos de 22 de janeiro de 2013.


http://herculanonovaes.blogspot.com.br/2013/11/missao-em-possivel.html











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Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Jose Antonio:


me imagino a correr
por campos verdejantes
e por ti eu colheria
todas suas flores
para te dar
colocaria todas as estrelas
do céu em tuas mãos
Ah! Se eu pudesse
te daria toda a alegria do mundo
para que te sentisses
realmente feliz
para te ver e te ter
com o teu coração em paz
cantando com esperança
e teus olhos a se encherem de felicidade
e vontade de viver
Ah! Se eu pudesse
colocaria o sol
das manhas em tua vida
para criar mais um momento de luz
mais um momento de amor
Ah! Se eu pudesse
ser o teu sonho mais lindo
ser a vida que tanto procuras
ser o caminho dos teus passos
Ser a luz que te guia
ser aquela pessoa que tu amas
Ah! Se eu pudesse
eu iria ao infinito
para gritar como é lindo
te ter em minha vida
saber que tas junto de mim
gritar que o mais importante
é te ter
é sentir-te
É olhar em teus olhos
e te ver sorrir por dentro
é sentir o amor
que corre em tuas veias
para dar descanso ao coração
Ah! Se eu pudesse
ser aquele poeta
te escreveria um lindo verso
iria escrever o que me vai no pensamento
e que existe em meu coração
que ele existe por ti
Ah! Se eu pudesse
caminhar por onde caminhas
ser aquele que queres ter
Ah! Se eu pudesse
beijaria os teus lábios
doces como o mel
esses lábios de mulher
Ah! Se eu pudesse
caminhar contigo
pela beira mar
de mãos dadas contigo
me perder pelas ruas
pelo parque e pelos campos lindos
eu seria mais um pouco de mim
teria mais um pouco de amor
seria um pouco de ti
e tentaria viver dentro de ti
Ah! Se eu pudesse
te daria a minha vida
porque nunca iria querer te perder
e sim te ter
amar-te e desejar-te
a cada amanhecer
da minha vida


by: JOSE ANTONIO





















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Sexta Na Usina Poetas da Rede: ZÉ DA LUZ:AI! SE SÊSSE!...


Se um dia nós se gostasse; 

Se um dia nós se queresse; 

Se nós dos se impariásse, 

Se juntinho nós dois vivesse! 
Se juntinho nós dois morasse 
Se juntinho nós dois drumisse; 
Se juntinho nós dois morresse! 
Se pro céu nós assubisse? 
Mas porém, se acontecesse 
qui São Pêdo não abrisse 
as portas do céu e fosse, 
te dizê quarqué toulíce? 
E se eu me arriminasse 
e tu cum insistisse, 
prá qui eu me arrezorvesse 
e a minha faca puxasse, 
e o buxo do céu furasse?... 
Tarvez qui nós dois ficasse 
tarvez qui nós dois caísse 
e o céu furado arriasse 
e as virge tôdas fugisse!!!

Breve Biografia:

Zé da Luz, poeta, das terras nordestinas, nasceu em 29 de março de 1904 em Itabaiana, região agreste da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de fevereiro de 1965. Veio ao mundo como Severino de Andrade Silva e recebeu a alcunha de Zé da Luz.
Sua poesia é dita nas feiras, nas porteiras, na beirada das estradas, nas ruas e manguezais. Perdeu-se do seu autor pois em livro não se encontra. Se encontra na boca do povo, de quem tomou emprestado a voz, para dividi-la em forma de rima e verso.
Enciclopédia Nordeste: Zé da Luz - http://goo.gl/EhhH1s

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede:O Poeta do Sertão:Vitimas do Sistema:



Se o planeta for uma bola
Eu também quero jogar
Deste time de vantagens
Deixem-me participar

Poucos tem uma caneta na mão
E muitos a pagar por submissão
Ano sim,ano não,sou chamado a me apresentar
A esta convocação tenho que me sujeitar

Mas nunca me perguntaram
Se eu quero participar
A tudo sou obrigado
Não me resta opção

Sou vitima de um sistema
Mergulhado na corrupção
Para que tanta ganancia
Se nada vai no caixão???


O Poeta do Sertão

04-02-2015

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Syvio Ferreira: O mar:


Entrou ali por acaso,
pelo vento que batia
mas tudo que traz, leva
e o que levou não devolvia

Foi um instante estranho
de dissonante euforia
que deu lugar àquela dança louca
desprovida de alegria

O formigueiro inquieto
se encheu de covardia
hora era a falta de ar
hora a onda batia

E continuava bailando
sem esperar melodia
só o mar para lembrá-lo
que esperança ainda havia

Quem sabe o ar dos pulmões
não virava maresia...

Quanto mais a maré provocava
mais ele não desistia
mais ele não se entregava
mais ele se debatia

Em mergulhos provocados
escuro fez-se o dia
feito goles delicados
a si mesmo assistia

Ninguém arriscou-se a salvá-lo
do show de desarmonia
mas o vento bate de dois lados,
furiosa ventania
fez a onda levá-lo

de onde não mais sairia.

Pensamento do Dia:

O Mundo seria bem diferente, se cada ser que nele habita tivesse opinião própria e um bom senso crítico.


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