quinta-feira, 30 de março de 2017

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araujo: Mal amadas:


Flores e Estrelas, são mulheres mal amadas,
Que de tanto sofrer acabam encantadas,
e que com o tempo se contentam, 
em perfumar e enaltecer,
As noites dos amantes.

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa:Aqui neste profundo apartamento:


 Aqui neste profundo apartamento
Em que, não por lugar, mas mente estou,
No claustro de ser eu, neste momento
Em que me encontro e sinto-me o que vou,
Aqui, agora, rememoro
Quanto de mim deixer de ser
E, inutilmente, [....] choro

O que sou e não pude ter.


Poesias Inéditas:
 Fernando Pessoa
Fonte: http://www.secrel.com.br/jpoesia/fpesso.html









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Poesia De Quinta Na Usina:Fernando Pessoa: Cada dia sem gozo não foi teu:


 Cada dia sem gozo não foi teu
Foi só durares nele. Quanto vivas
Sem que o gozes, não vives.
Não pesa que amas, bebas ou sorrias:
Basta o reflexo do sol ido na água
De um charco, se te é grato.
Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas
Seu prazer posto, nenhum dia nega

A natural ventura!

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: Círculo vicioso:


 Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
— "Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
— "Pudesse eu copiar o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!"
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
— "Mísera! tivesse eu aquela enorme, àquela
Claridade imortal, que toda a luz resume!"
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
— "Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...

Por que não nasci eu um simples vaga-lume?"

Ocide
 Ocidentais:
Texto-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Publicado originalmente em Poesias Completas, Rio de Janeiro: Garnier, 1901.








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Poesia De Quinta Na Usina: D'Araujo: Ver:


Com olhar meigo e sereno me sinto pequeno,
diante a grandeza de tua beleza, que me é real
e às vezes fatal, mais tudo é normal com este
amor sem igual, que me leva ver o mundo dos

deuses, alem do deus que existe em nós.






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Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: ELA:


Nunca vi, — não sei se existe
Uma deidade tão bela,
Que tenha uns olhos brilhantes
Como são os olhos dela!
F. G. BRAGA
Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza,
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor.
Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
De mago brilho e condão;
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!
Sua boca meiga e breve,
Onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
Que com neve se harmoniza.
Com sua boca mimosa
Solta voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de Querubim
Eu quisera ouvir um — sim —
Pr’a alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh’alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
Faz-lhe gozar teu portento,

“Dá-lhe um suspiro de amor!”

Pensamento do Dia:

Daquilo que nunca foi, mas bem que poderia ter sido, fica o eterno desejo de quem sabe que no futuro seja...


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Poesia De Quinta Na Usina: Mário Quintana: O segundo mandamento:



Bem sei que não se deve dizer o Seu Santo nome em [Vão.
Mas, agora,

o seu nome é apenas uma interjeição

como acontece com Minha Nossa Senhora! este belíssimo grito tão certamente errado
como o faz tanta vez o povo em suas descobertas. A voz do Povo é um Livro de Revelações.
Só tem que o tempo as foi sedimentando em sucessivas [camadas
E elas agora nos dizem tanto como uma pedra.

Agora restam-nos apenas as palavras técnicas pertencentes ao vocabulário inerte dos robôs.

Porém um dia as pedras se iluminarão milagrosamente [por dentro.
porque só termina para todo o sempre o que foi [artificialmente construído...
Um dia,


um dia as pedras gritarão!

Poesia De Quinta Na Usina: Mário Quintana: Sei que choveu à noite:



Sei que choveu à noite. Em cada poça há um brilho [azul e nítido.
Sobre as telhas, os diabinhos invisíveis do vento [escorregam num louco tobogã.
Um mesmo frêmito agita as roupas nos varais e os

[brincos nas orelhas...

Ó ânsia aventureira! Parece que surgem bandeirolas [nos dedos mágicos dos inspetores do tráfego... Ah, [que vontade de desobedecer os sinais!
E mesmo as escolas, onde agora está presa a [meninada, nunca essas escolas rimaram tão bem [com opressivas gaiolas...
Só deveria haver escolas para meninos-poetas, onde

[cada um estudasse com todo o gosto e vontade
o que traz na cabeça e não o que está escrito nos

[manuais.

E, se duvidares muito, daqui a pouco sairão voando [todas as gravatas-borboletas, enquanto os seus [donos atônitos aguardam o sinal verde nas esquinas.
[Decerto elas foram em busca de novos ares...

Mas sossega, coração inquieto. Não vês? Sob o azul [cada vez mais azul, a cidade lentamente está zarpando [para um porto fantástico do Oriente.

Pensamento do dia:

“Lembre-se sempre que o coração é o mais próximo que se chega de Deus. Qualquer outro que tenhas de procurar fora Dele, certamente não é Deus.”


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