quinta-feira, 6 de abril de 2017

Poesia de quinta Na Usina: D'Araujo:Poema:Confortável:

         
Em sua carcaça inerte o espírito repousa.
No conforto do assento do sofá da sala,
a TV rouba-lhe o tempo.
O computador acalenta seus ensejos.

A esperança é morta.
O sonho nem nasceu.

Mas a vida ainda pulsa,
ali, junto aquele corpo inerte,

que só espera a morte.

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Editora Usina Litrária: D'Araújo: "Usina do Pensar" pensamentos Vivos:

Cuidado, pois quando a vida começa a ficar chata não foi o mundo que mudou, é a alegria de viver que está se esvaindo dentro de si mesmo.


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Poesia De quinta Na usina:Fernando Pessoa:Árvore verde:




Árvore verde,
Meu pensamento
Em ti se perde.
Ver é dormir
Neste momento.
Que bom não ser
'Stando acordado !
Também em mim enverdecer
Em folhas dado !
Tremulamente
Sentir no corpo
Brisa na alma !
Não ser quem sente,
Mas tem a calma.
Eu tinha um sonho
Que me encantava.
Se a manhã vinha,
Como eu a odiava !
Volvia a noite,
E o sonho a mim.
Era o meu lar,
Minha alma afim.
Depois perdi-o.
Lembro ? Quem dera !
Se eu nunca soube

O que ele era.

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: As lentas nuvens fazem sono:


As lentas nuvens fazem sono,
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.
E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.
Que bom, à margem do ribeiro
Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.

E só em sonho eu vou seguindo.

Poesia De Quinta Na Usina:Machado de Assis: Daqui Deste Âmbito Estreito:


Daqui, deste âmbito estreito,
Cheio de risos e galas,
Daqui, onde alegres falas
Soam na alegre amplidão,
Volvei os olhos, volvei-os
A regiões mais sombrias,
Vereis cruéis agonias,
Terror da humana razão.
Trêmulos braços alçando,
Entre os da morte e os da vida,
Solta a voz esmorecida,
Sem pão, sem água, sem luz,
Um povo de irmãos, um povo
Desta terra brasileira,
Filhos da mesma bandeira,
Remidos na mesma cruz.
A terra lhes foi avara,
A terra a tantos fecunda;
Veio a miséria profunda,
A fome, o verme voraz.
A fome? Sabeis acaso
O que é a fome, esse abutre
Que em nossas carnes se nutre
E a fria morte nos traz?
Ao céu, com trêmulos lábios,
Em seus tormentos atrozes
Ergueram súplices vozes,
Gritos de dor e aflição;
Depois as mãos estendendo,
Naquela triste orfandade,
Vêm implorar caridade,
Mais que à bolsa, ao coração.
O coração... sois vós todos,
Vós que as súplicas ouvistes;
Vós que às misérias tão tristes
Lançais tão espesso véu.
Choverão bênçãos divinas
Aos vencedores da luta:
De cada lágrima enxuta

Nasce uma graça do céu.

Poesias dispersas:
 Textos-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Toda poesia de Machado de Assis. Org. de Cláudio Murilo Leal.
Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.









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Poesia De quinta Na Usina: D'Araújo: Nudez:



A nudez das noites quentes,
Refletida na intensa e sublime,

Luz do luar,

Nos faz escravos do desejo.



D'Araújo.

Pensamento do Dia:

“No seu dia a dia procure ser dócil, amável e compreensivo. Guarde a sua ira, sua raiva, seus desejos revolutos e perversos apenas pros momentos oportunos.”


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Poesia De Quinta Na Usina: Luís de Camões:Soneto 068:



Apartava se Nise de Montano, em cuja alma partindo se ficava;
que o pastor na memória a debuxava, por poder sustentar se deste engano.

Pelas praias do Índico Oceano sobre o curvo cajado s'encostava, e os olhos pelas águas alongava, que pouco se doíam de seu dano.

Pois com tamanha mágoa e saudade (dezia) quis deixar me a que eu adoro, por testemunhas tomo Céu e estrelas.


Mas se em vós, ondas, mora piedade, levai também as lágrimas que choro, pois assi me levais a causa delas!

Poesia De Quinta Na Usina: Luís de Camões: Soneto 058:



A Morte, que da vida o nó desata, os nós, que dá o Amor, cortar quisera
na Ausência, que é contr' ele espada fera, e co Tempo, que tudo desbarata.

Duas contrárias, que üma a outra mata, a Morte contra o Amor ajunta e altera: üma é Razão contra a Fortuna austera, outra, contra a Razão, Fortuna ingrata.

Mas mostre a sua imperial potência a Morte em apartar dum corpo a alma, duas num corpo o Amor ajunte e una;


porque assi leve triunfante a palma, Amor da Morte, apesar da Ausência, do Tempo, da Razão e da Fortuna.

Poesia De Quinta Na Usina: Augusto dos Anjos:DEBAIXO DO TAMARINDO:



No tempo de meu Pai, sob estes galhos, Como uma vela fúnebre de cera, Chorei bilhões de vezes com a canseira De inexorabilíssimos trabalhos!

Hoje, esta árvore, de amplos agasalhos, Guarda, como uma caixa derradeira, O passado da Flora Brasileira

E a paleontologia dos Carvalhos!

Quando pararem todos os relógios De minha vida e a voz dos necrológios Gritar nos noticiários que eu morri,


Voltando à pátria da homogeneidade, Abraçada com a própria Eternidade A minha sombra há de ficar aqui!

Poesia De Quinta Na Usina: Augusto dos Anjos: O DEUS-VERME:



Fator universal do transformismo. Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria, Verme -- é o seu nome obscuro de batismo.

Jamais emprega o acérrimo exorcismo Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria, Livre das roupas do antropomorfismo.

Almoça a podridão das drupas agras, Janta hidrópicos, rói vísceras magras E dos defuntos novos incha a mão...

Ah! Para ele é que a carne podre fica, E no inventário da matéria rica

Cabe aos seus filhos a maior porção!

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: QUANDO ELA FALA:


 She speaks!
O speak again, bright angel!
SHAKESPEARE
Quando ela fala, parece
Que a voz da brisa se cala;
Talvez um anjo emudece
Quando ela fala.
Meu coração dolorido
As suas mágoas exala.
E volta ao gozo perdido
Quando ela fala.
Pudesse eu eternamente,
Ao lado dela, escutá-la,
Ouvir sua alma inocente
Quando ela fala.
Minh'alma, já semimorta,
Conseguira ao céu alçá-la,
Porque o céu abre uma porta

Quando ela fala.








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