quinta-feira, 13 de abril de 2017

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: A Falência do Prazer e do Amor:



I
Beber a vida num trago, e nesse trago
Todas as sensações que a vida dá
Em todas as suas formas...
Dantes eu queria
Embeber-me nas árvores, nas flores,
Sonhar nas rochas, mares, solidões.
Hoje não, fujo dessa idéia louca:
Tudo o que me aproxima do mistério
Confrange-me de horror. Quero hoje apenas
Sensações, muitas, muitas sensações,
De tudo, de todos neste mundo — humanas,
Não outras de delírios panteístas
Mas sim perpétuos choques de prazer
Mudando sempre,
Guardando forte a personalidade
Para sintetizá-las num sentir.
Quero
Afogar em bulício, em luz, em vozes,
— Tumultuárias cousas usuais —
o sentimento da desolação
Que me enche e me avassala.
Folgaria
De encher num dia... num trago,
A medida dos vícios, inda mesmo
Que fosse condenado eternamente —
Loucura! — ao tal inferno,

A um inferno real.

Dia Internacional da Mulher: Que seja Rosa:


Que seja Rosa o ano do teu cuidar.
Que seja Rosa o mês do teu viver.
Que seja Rosa, Outubro, Novembro, Dezembro...
Que seja Rosa a semana do teu pensar.
Que sejam Rosa os dias do teu querer.
Que sejam Rosa as horas do teu ser.
Que sejam Rosa os minutos do teu fazer.
Que seja simplesmente Rosa, Maria, Joaquina, Josefa, Sophia ...
Que seja Rosa, Branca, Preta, Mulata, Mestiça, Parda, Amarela ou Índia.
Que seja sempre Rosa a paz que em ti habita, e que possa espalhar esta
paz por entre todas as outras Rosas, em cada segundo do teu bem viver.
Que seja Rosa com perfume de todas as Rosas, você Mulher.

Que seja Rosa, seja qual for o perfume ou a cor.

D'Araújo.


Dia Internacional da Mulher: Flores para cegos:



Como é doloroso um Jardim de belas flores, onde
os olhos externos fingem serem cegos, para não verem
a beleza que há em cada olhar.
Almas em prantos, a sonharem com o tempo que vem,
na esperança de esquecerem o tempo que foi.
E assim poder novamente exalar todo perfume que há

nas novas primaveras do novo tempo que virá.


Poesia De Quinta Na Usina: Flor bela Espanca: MENTIRAS:


Ai quem me dera uma feliz mentira que fosse uma verdade para mim!
J. DANTAS

Tu julgas que eu não sei que tu me mentes Quando o teu doce olhar pousa no meu? Pois julgas que eu não sei o que tu sentes? Qual a imagem que alberga o peito meu? Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo O bom sonho da feroz realidade...
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade! Embora mintas bem, não te acredito; Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo do teu peito de granito...

Mas finjo-me enganada, meu encanto, Que um engano feliz vale bem mais Que um desengano que nos custa tanto!

Poesia De quinta Na Usina: Paulo Leminski:




Amigo Inimigo
Nada tive com o mar Nem ele comigo

Fui homem de seco Hoje posto a secar Neste beco.

Poesia De Quinta Na Usina: Paulo Leminski:




corpo entortado contra o frio

saco às costas — vazio está  roubando o vento?

Poesia De quinta Na Usina: Florbela Espanca: JUNQUILHOS...:



Nessa tarde mimosa de saudade Em que eu te vi partir, ó meu amor,
Levaste-me a minh'alma apaixonada Nas folhas perfumadas duma flor.
E como a alma, dessa florzita,
Que é minha, por ti palpita amante! Oh alma doce, pequenina e branca, Conserva o teu perfume estonteante!
Quando fores velha, emurchecida e triste, Recorda ao meu amor, com teu perfume A paixão que deixou e qu'inda existe...
Ai, dize-lhe que se lembre dessa tarde, Que venha aquecer-se ao brando lume Dos meus olhos que morrem de saudade!

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Poesia de quinta Na Usina: Machado de Assis:SINHÁ:




 O teu nome é como o óleo derramado.
CÂNTICO DOS CÂNTICOS
Nem o perfume que expira
A flor, pela tarde amena,
Nem a nota que suspira
Canto de saudade e pena
Nas brandas cordas da lira;
Nem o murmúrio da veia
Que abriu sulco pelo chão
Entre margens de alva areia,
Onde se mira e recreia
Rosa fechada em botão;
Nem o arrulho enternecido
Das pombas nem do arvoredo
Esse amoroso arruído
Quando escuta algum segredo
Pela brisa repetido;
Nem esta saudade pura
Do canto do sabiá
Escondido na espessura,
Nada respira doçura

Como o teu nome, Sinhá!

Pensamento do Dia:

“É da loucura do meu pensar que nasce a realidade do meu viver.”



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