segunda-feira, 17 de abril de 2017

Aprenda a fazer uma piscina com pallets:

Já sabe o que vai fazer para espantar o calor dos próximos meses? O site "As Toupeiras" pensou num projeto fácil, simples, barato e refrescante para quem não quer passar sufoco com as temperaturas altas: uma piscina feita com pallets. Todos os materiais necessários saem por volta de R$ 300.
vivadecora
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Aprenda a fazer uma piscina barata à base de pallets
Você vai precisar de:
- 10 pallets
- Toalhas, lençóis e panos
- Pregos, parafusos, martelo e furadeira
- Cinta com catraca para segurar a estrutura
- Duas lonas de polietileno grandes (mais ou menos 5x4m)
- Fita adesiva forte
- Água para preencher a piscina


Confira o passo a passo:
1) Forre o chão com uma das lonas
2) Junte alguns pallets e prenda-os com pregos ou parafusos, para que fiquem firmes e bem presos um no outro.

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Prenda os pallets no formato de um círculo
3) Depois de prender os pallets, você pode reforçá-los ainda mais usando cintas com catraca para carga.
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Use as cintas
4) Forre todo o interior com lençóis, toalhas ou tecido TNT.
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Forre todo o interior
5) Jogue a outra lona por cima e prenda nos pallets com fita adesiva. O tamanho vai depender do número de pallets e do tamanho da piscina que você está montando.
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Prenda a lona de forma folgada, para evitar que ela se rasgue
6) Agora é só encher a piscina e aproveitar :)
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E por último: aproveite

Crônicas De Segunda Na Usina: Machado de Assis: Miss Dollar:

Era conveniente ao romance que o leitor ficasse muito tempo sem saber
quem era Miss Dollar. Mas por outro lado, sem a apresentação de Miss
Dollar, seria o autor obrigado a longas digressões, que encheriam o papel
sem adiantar a ação. Não há hesitação possível: vou apresentar-lhes Miss
Dollar.
Se o leitor é rapaz e dado ao gênio melancólico, imagina que Miss Dollar é
uma inglesa pálida e delgada, escassa de carnes e de sangue, abrindo à
flor do rosto dois grandes olhos azuis e sacudindo ao vento umas longas
tranças loiras. A moça em questão deve ser vaporosa e ideal como uma
criação de Shakespeare; deve ser o contraste do roastbeef britânico, com
que se alimenta a liberdade do Reino Unido. Uma tal Miss Dollar deve ter o
poeta Tennyson de cor e ler Lamartine no original; se souber o português
deve deliciar-se com a leitura dos sonetos de Camões ou os Cantos de
Gonçalves Dias. O chá e o leite devem ser a alimentação de semelhante
criatura, adicionando-se-lhe alguns confeitos e biscoitos para acudir às
urgências do estômago. A sua fala deve ser um murmúrio de harpa eólia;
o seu amor um desmaio, a sua vida uma contemplação, a sua morte um
suspiro.
A figura é poética, mas não é a da heroína do romance.
Suponhamos que o leitor não é dado a estes devaneios e melancolias;
nesse caso imagina uma Miss Dollar totalmente diferente da outra. Desta
vez será uma robusta americana, vertendo sangue pelas faces, formas
arredondadas, olhos vivos e ardentes, mulher feita, refeita e perfeita.
Amiga da boa mesa e do bom copo, esta Miss Dollar preferirá um quarto
de carneiro a uma página de Longfellow, coisa naturalíssima quando o
estômago reclama, e nunca chegará a compreender a poesia do pôr-dosol.
Será uma boa mãe de família segundo a doutrina de alguns padres-
mestres da civilização, isto é, fecunda e ignorante.
Já não será do mesmo sentir o leitor que tiver passado a segunda
mocidade e vir diante de si uma velhice sem recurso. Para esse, a Miss
Dollar verdadeiramente digna de ser contada em algumas páginas, seria
uma boa inglesa de cinqüenta anos, dotada com algumas mil libras
esterlinas, e que, aportando ao Brasil em procura de assunto para escrever
um romance, realizasse um romance verdadeiro, casando com o leitor
aludido. Uma tal Miss Dollar seria incompleta se não tivesse óculos verdes
e um grande cacho de cabelo grisalho em cada fonte. Luvas de renda
branca e chapéu de linho em forma de cuia, seriam a última demão deste
magnífico tipo de ultramar.
Mais esperto que os outros, acode um leitor dizendo que a heroína do
romance não é nem foi inglesa, mas brasileira dos quatro costados, e que
o nome de Miss Dollar quer dizer simplesmente que a rapariga é rica.
A descoberta seria excelente, se fosse exata; infelizmente nem esta nem
as outras são exatas. A Miss Dollar do romance não é a menina romântica,
nem a mulher robusta, nem a velha literata, nem a brasileira rica. Falha
desta vez a proverbial perspicácia dos leitores; Miss Dollar é uma cadelinha
galga.
Para algumas pessoas a qualidade da heroína fará perder o interesse do
romance. Erro manifesto. Miss Dollar, apesar de não ser mais que uma
cadelinha galga, teve as honras de ver o seu nome nos papéis públicos,
antes de entrar para este livro. O Jornal do Comércio e o Correio Mercantil
publicaram nas colunas dos anúncios as seguintes linhas reverberantes de
promessa:
Desencaminhou-se uma cadelinha galga, na noite de ontem,
30. Acode ao nome de Miss Dollar. Quem a achou e quiser
levar à Rua de Mata-cavalos no..., receberá duzentos mil-réis
de recompensa. Miss Dollar tem uma coleira ao pescoço
fechada por um cadeado em que se lêem as seguintes
palavras: De tout mon coeur.
Todas as pessoas que sentiam necessidade urgente de duzentos mil-réis, e
tiveram a felicidade de ler aquele anúncio, andaram nesse dia com
extremo cuidado nas ruas do Rio de Janeiro, a ver se davam com a fugitiva
Miss Dollar. Galgo que aparecesse ao longe era perseguido com tenacidade
até verificar-se que não era o animal procurado. Mas toda esta caçada dos
duzentos mil-réis era completamente inútil, visto que, no dia em que
apareceu o anúncio, já Miss Dollar estava aboletada na casa de um sujeito

morador nos Cajueiros que fazia coleção de cães. 

Crônicas De Segunda Na Usina: D'Araujo: Perdas e danos: O peso do contraditório.

Dezembro de 2012, depois de um ano carregado de talvez, finalmente estava pra chegar o ano novo, e com ele novo sonhos, sonhos velhos reciclados, e ai veio 2013 e com ele uma tempestade em fúria, varrendo sonhos e possibilidades, como era a comemoração dos meus cinquenta anos bem vividos por sinal; Bem eu tinha acabado de mudar de endereço com o meu consultório, tudo é novo inclusive as possibilidades; O projeto era finalmente reconstruir minha casa que as águas de Março do ano anterior tinha levado; lançar meu novo livro, que na verdade era imprimir minha alma em versos e prosas. Segundo plano que vinha junto com o primeiro, oficializar minha união com minha amada no mesmo dia, e finalmente viajar pro nordeste para apresentar minha esposa há família: O primeiro semestre passou como um relâmpago, então veio o segundo, viajei pro nordeste sim, mas não foi pelo motivo que eu queria, fui sepultar o que eu tinha de mais precioso no meu viver, pra minha mãe, tinha chegado o seu tempo findo, eu sempre soube que este dia chegaria, mas jamais poderia imaginar a proporção da dor desta perda; Duas semanas depois me separei; Não me pergunte como tudo isso aconteceu, pois não sei, não tive tempo de respirar, então tudo que eu conhecia por purgatório diante dos acontecimentos se transformou em paraíso, parecia o fim: Como eu sempre acreditei naquele velho proverbio Chinês, que diz que no fim sempre da tudo certo, e se não deu certo é porque não é o fim; Parei refleti, e recomecei; Fato; Minha mãe cumpriu sua missão com louvores, então só tenho há agradecer ao criador por me concebido de uma criatura como ela, o tempo que passamos tão distante, foi minha escolha, a quando fazemos escolhas, arcamos com as consequências, bem meus relacionamentos tinham dito tudo que poderia ser dito, realizados tudo que tínhamos que realizarmos e vivido tudo que poderia ser vivido há dois, e como o meu primeiro relacionamento que durou 25 anos, sempre falo valeu cada segundo vivido, tenho convicção que o que faz duas pessoas ficarem juntas e felizes, não é amor, sexo, ou filhos, e sim um projeto de vida em comum. Eu não sei viver há dois pela metade eu sou intenso, então quando a insatisfação ou se resolve ou cada um segue seu caminho; Há o livro, não esse eu fiz, só um, não, escrevi dois, estão prontinhos para ser lançados, mas não quis agregar a minha alma a tanto desencontro junto; Eles saem juntos assim como os desencontros deste ano só que em janeiro. Não saiu nada como eu planejava, mas saiu melhor do que eu esperava isso mesmo, comecei refazer minha casa o mês passado, um projeto de louco, não poderia ser diferente. Bem casar não está nos meus planos da próxima década, pois um coração de 50 anos, não pode se dar ao luxo de tantas cicatrizes; Ainda bem que o criador sempre foi muito generoso comigo e sempre colocou pessoas maravilhosas na minha vida, amigos que no momento da tempestade me conduziram com segurança até o fim dela; "O que seria da minha vida sem esses Anjos e Fadas que me amparam há cada vez que ameaço cair" Planos pra 2014, apenas um, diante tudo que aconteceu na minha vida ressente, fazer cada segundo do meu viver, valer a pena." Aos que me amam, aos que me toleram e aos que me odeiam, um feliz Natal, e que o criador dê a cada um, em dobro tudo aquilo que for do seu merecimento. beijos poéticos a todos.

Pensamento do Dia:

“Apesar da imensidão do mundo das possibilidades, ninguém escapa ileso do implacável crivo da própria consciência.”


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