quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Fátima Pereira::TOCA-ME…:


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Sentes?

Minha mente é rodopio

Meu corpo fera com cio
Toca-me!
Solta o timbre adormecido em mim 
Assim, sente-me
Com tuas mãos de sul a norte
Um dedilhar ritmado e forte 
Rompe as cordas deste bandolim….



Toca
Um concerto inacabado e lento
Meu instrumento pela noite dentro
Façamos ritmo da euforia 
Tu és refrão 
Eu melodia
Compõe em mim com sofreguidão
E do meu corpo faz sinfonia.

Move-me
Quero combustão na cama
Teu pavio explodir em minha chama
Ao ritmo da música que a dois ouvimos 
Este prelúdio que em uníssono sentimos.

Percorre
Meus vales, labirintos e montes
Sacia a sede das minhas fontes 
E contigo, faz-me galgar lua e sois
Ir além dos horizontes 
Na promiscuidade de teus lençóis…

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Pereira, Fáttima
“Poesia às Avessas”.(2014)
Obra Reg. I.G.A.C.

Pensamento Do Dia.




Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede:Salomé Ortega:


A la fuente sonora,
le sombrea la higuera,
y el águila planea,

sobre el monte y la huerta.
en el ribazo crece la hierbabuena,
y en mi corazón la pena,
de que nada es eterno.


De mi libro "el silencio de la luz"

Do meu livro "O silêncio da luz"


A fonte sonora,
Lhe sombrea a higuera,
E a águia paira,
Sobre o monte e a huerta.
No ribazo cresce a hierbabuena,
E no meu coração a pena,
De que nada é eterno.

Quarta Na Usina: Poetisas da Rede: Ju Loren: SEU PERFUME:


O sentimento mais lindo

é aquele em que quando 
entro no meu jardim
percebo que você esteve aqui,
deixou sua essência em forma de carinho
e partiu deixando seu perfume
para acariciar minha alma.
Juloren.

Quarta Na Usina: Poetisas da Rede: Vólia Loureiro :AUTÓPSIA DE UM AMOR QUE MORREU:




Segredos guardados 
Em baús de incômodos silêncios.
Olhares que se desviam...
E palavras que morrem
Em lábios crispados 
Em falsos risos.

O frio vento,
Que leva as doces palavras 
Não ditas.
E as lágrimas reprimidas,
Guardadas nas fronhas,
Dos silenciosos prantos noturnos.

Os poemas escritos para ninguém,
De rimas solitárias,
De versos tão tristes,
Vestidos da falsa castidade
Dos santos.
E o fogo intérmino do desejo reprimido.

Viagens solitárias,
Distantes do real.
Mergulhos em mundos surreais,
E sonhos psicodélicos.
Estranhos poemas védicos.

Há sempre um lado obscuro,
Em algum sonho puro,
Quando o amor vai se perdendo,
Aos pouquinhos...

E no silêncio das mágoas pueris,
Vai morrendo em um choro sufocado,
De uma saudade que quer se consumir,
Como uma música que chegou ao fim.


Vólia Loureiro do Amaral Lima
27/12/2014

Quarta Na Usina: Poetisas da Rede: Simone à Poesia :PERCEPÇÃO:



Um pensamento me visita
Rouba-me o sossego, percebo

Que nele você está, na mente
Faço as honras, saudações

Convido-o para ficar, 
Coração fica contente por sentir

Da tristeza à alegria
Deu-se o salto do futuro, eu juro:

Se depender de mim, e eu quero
Meu cantinho será teu ninho

Uma regra de conduta, é de praxe,
Se queres mesmo aqui ficar

Deve-se seguir à risca direitinho
Como adubo pra flor gerar a flor

O bom do amor deve você regar
Tanto a flor como a tua amada

Precisa dele com esmero e rigor
Regando doses diárias do teu amor

Aqui agora lhe faço uma promessa:
O amor a nós não irá faltar

Se a boa conduta você tiver
No meu coração seja a ação

Da pequenina à enorme
Da simplicidade dos sentimentos,

Seja você a todos os momentos,
O homem bom, fiel e carinhoso,

Sendo esta, a tua maior qualidade,
A honestidade, pois cansado de sofrer

Meu coração, pobrezinho, ele está.
Ele aposta todas as fichas

Neste grande amor que de ti, veio a flecha
Tal como cupido do amor, conquistando-me

Pouco a pouco, trouxe a mim, felicidade,
O maior sentimento que vela a amizade

O respeito, o carinho nas formas singelas
Das tuas palavras, sem adornos pueris,

Do jeito que eu sempre quis
Fez de você, amor,

O bem maior do bem me quer 
Do bom do amor, escolhi você.

Por: Simone Medeiros
Caldas Novas, 07 Mar. 2015

Quarta Na Usina:Poetisas da Rede: ANA PEREIRA:ANATOMIA:


A noite abre a janela.

Espreita o dia.
Persegue-a até à sombra 
da escuridão.
De olhos fechados,
apagamos a luz.


Trazemos na pele
dos dedos
os segredo carnal.
há a necessidade de enlace.
Aproxima-te.
Deslize dos lábios.
Suspiro:
o breve respirar dos enamorados.
Acelera.

Acaricio-te o rosto.
Busco em ti o gosto
do sangue 
que em mim pulsa.

Através do toque
penetramos no túnel de palavras.
Mergulhamos na água 
da nossa intimidade.
Rodopiamos nos gemidos
húmidos.

Destruímos o limite contínuo.
Beijo suave.
Beijo penetrante.
Beijo curvo.
Despiste certo
no piso escorregadio do prazer.

É essa a anatomia do beijo:
conseguimos deslizar
nas curvas suaves
da nudez do corpo
e da alma,
enquanto sonhamos
com algo palpável.

ANA PEREIRA
almainspiradora.blogspot.pt

Quarta Na Usina: Poetisas da Rede:Vera Lúcia Dal Sasso: QUAL A COR DO PECADO?


O pecado é vibrante

Como o fogo crepitante
Não exige somente uma cor
Só o tempero e o sabor
Tem a cor da pele
Que te atrai e nunca te repele
Tem a cor da paixão 
Nesse processo de sedução
Tem inicio, sem tempo para terminar
Quanto mais ele esquentar
Só não o vista de transparente
Mostrando-se indiferente
Pois podes um coração ferir
Se alguém a ti o abrir
Deixe-o multicolorido
Assim jamais estarás arrependido...
Vera Lúcia Dal Sasso @direitos autorais reservados