domingo, 7 de maio de 2017

Domingo Na Usina:Biografia:José Cândido de Carvalho:



Quinto ocupante da Cadeira 31, eleito em 23 de maio de 1974, na sucessão de Cassiano Ricardo e recebido pelo Acadêmico Herberto Sales em 1º de outubro de 1974.
José Cândido de Carvalho, jornalista, contista e romancista, nasceu em Campos, RJ, em 5 de agosto [mas só registrado em 15 de agosto] de 1914, e faleceu em Niterói, RJ, em 1º de agosto de 1989.
Era filho de lavradores de Trás-os-Montes, norte de Portugal, o pequeno comerciante Bonifácio de Carvalho e Maria Cândido de Carvalho, que se fixaram em Campos de Goitacases. Aos oito anos, por doença do pai, veio morar algum tempo no Rio de Janeiro, quando trabalhou, como estafeta, na Exposição Internacional de 22. Desses tempos fabulosos da história do mundo, os alegres anos 20, o menino guardou lembranças inesquecíveis. Logo voltou a Campos, onde continuou a estudar em escolas públicas. Nas férias trabalhava como ajudante de farmacêutico, cobrador de uma firma de aguardente e trabalhador de uma refinação de açúcar.
Ao anunciar-se a Revolução de 30, José Cândido trocou o comércio pelo jornal. Iniciou a atividade de jornalista na revisão de O Liberal. Entre 1930 e 1939, exerceu funções de redator e colaborador em diversos periódicos de Campos, como a Folha do Comércio, que se honrava com um dos jornalistas mais cintilantes de sua geração, R. Magalhães Júnior, O Dia, onde passou a comentar a política internacional, e ainda a Gazeta do Povo e o Monitor Campista. Admirador de Rachel de Queiroz e José Lins do Rego, começou a escrever, em 1936, o romance Olha para o céu, Frederico!, publicado em 1939, pela Vecchi, na coleção "Novos Autores Brasileiros". Concluiu seus preparatórios no Liceu de Humanidades de Campos e veio conquistar o diploma de bacharel de Direito, em 1937, pela Faculdade em Direito do Rio de Janeiro.
Passou a morar no Rio, em Santa Teresa, entrando para a redação de A Noite, um jornal de quatro edições diárias. Como funcionário público, conseguiu um cargo de redator no Departamento Nacional do Café, mas ali ficou por pouco tempo. Em 1942, Amaral Peixoto, então interventor no Estado do Rio, convidou-o para trabalhar em Niterói, onde vai dirigir O Estado, um dos grandes diários fluminenses, e onde passa a residir. Com o desaparecimento de A Noite, em 1957, vai chefiar o copidesque de O Cruzeiro e dirigir, substituindo Odylo Costa, filho, a edição internacional dessa importante revista.
Somente 25 anos depois de ter publicado o primeiro romance, José Cândido publica, em 1964, pela Empresa Editora de O Cruzeiro, o romance O coronel e o lobisomem, uma das obras-primas da ficção brasileira, que teve imediatamente grande sucesso. A segunda edição saiu também pela empresa de O Cruzeiro. A partir de 1970, a Editora José Olympio passou a reeditar o romance, que em 1996 atingiu a 41ª edição. Não demorou a ser publicado também em Portugal e ser traduzido para o francês e o espanhol. Obteve o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira, e o Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil.
Em 1970, José Cândido de Carvalho foi diretor da Rádio Roquette-Pinto, onde se manteve até 74, quando assumiu a direção do Serviço de Radiodifusão Educativa do MEC. Em 75, foi eleito presidente do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. De 1976 a 1981, foi presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), cargo para o qual foi convidado por uma de suas maiores admirações políticas, o ministro Nei Braga. De 1982 a 1983 foi presidente do Instituto Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (Rioarte). Estava escrevendo um novo romance, O rei Baltazar, que ficou inacabado.

Além do grande romance que o inscreveu na literatura brasileira como um autor singular, José Cândido publicou dois livros de "contados, astuciados, sucedidos e acontecidos do povinho do Brasil" e reuniu, em Ninguém mata o arco-íris, uma série de retratos jornalísticos. Sua obra de ficcionista é das mais originais, graças à linguagem pitoresca e aos personagens, ora picarescos, ora populares extraídos do "povinho do Brasil".

Fonte de origem:
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=734&sid=296

Domingo Na Usina: Biografias:José Lins do Rego:


Quarto ocupante da Cadeira 25, eleito em 15 de setembro de 1955, na sucessão de Ataulfo de Paiva e recebido pelo Acadêmico Austregésilo de Athayde em 15 de dezembro de 1956.
José Lins do Rego (J. L. do R. Cavalcanti) foi romancista e jornalista. Nasceu no Engenho Corredor, Pilar, PB, em 3 de junho de 1901, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de setembro de 1957.
Filho de João do Rego Cavalcanti e de Amélia Lins Cavalcanti, fez os primeiros estudos no Colégio de Itabaiana, PB, no Instituto N. S. do Carmo e no Colégio Diocesano Pio X de João Pessoa. Depois estudou no Colégio Carneiro Leão e Osvaldo Cruz, em Recife. Desde então revelaram-se seus pendores literários. É de 1916, o primeiro contato com O Ateneu, de Raul Pompéia. Em 1918, aos 17 anos, José Lins travou conhecimento com Machado de Assis, através do Dom Casmurro. Desde a infância, já trazia consigo outras raízes, do sangue e da terra, que vinham de seus pais, passando de geração em geração por pessoas  ligadas ao mundo rural do Nordeste açucareiro.
Passou a colaborar no Jornal do Recife. Em 1922 fundou o semanário Dom Casmurro. Formou-se em 1923 na Faculdade de Direito do Recife. Durante o curso, ampliou seus contatos com o meio literário pernambucano, tornando-se amigo de José Américo de Almeida, Osório Borba, Luís Delgado e Aníbal Fernandes. Sua amizade com Gilberto Freyre, na volta em 1923 de uma  temporada de estudos universitários nos Estados Unidos, marcou novas influências no espírito de José Lins, através das idéias novas sobre a formação social brasileira.
Nomeado em 1925 promotor em Manhuçu, MG, não se demorando. Casado em 1924 com D. Filomena (Naná) Masa Lins do Rego, transferiu-se em 1926 para a capital de Alagoas, onde passou a exercer as funções de fiscal de bancos até 1930 e fiscal de consumo de 1931 a 1935. Em Maceió, tornou-se colaborador do Jornal de Alagoas e passou a fazer parte do grupo de Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda, Jorge de Lima, Valdemar Cavalcanti, Aloísio Branco e Carlos Paurílio. Ali publicou o primeiro livro, Menino de engenho (1932), obra que se revelou de importância fundamental na história do moderno romance brasileiro. Além das opiniões elogiosas da crítica, sobretudo de João Ribeiro, o livro mereceu o Prêmio da Fundação Graça Aranha. Em 1933, publicou Doidinho, o segundo livro do "Ciclo da Cana-de-Açúcar".
Em 1935, já nomeado fiscal do imposto de consumo, José Lins do Rego transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde passou a residir. Integrando-se plenamente no ambiente carioca, continuou a fazer jornalismo, colaborando em vários jornais com crônicas diárias. Revelou-se, então, por essa época, a faceta esportiva de sua personalidade, sofrendo e vivendo as paixões desencadeadas pelo futebol, o esporte de sua predileção, foi torcedor do Flamengo. Foi secretário geral da Confederação Brasileira de Desportos de 1942 a 1954.
Romancista da decadência dos senhores de engenho, sua obra baseia-se em memórias e reminiscências. Seus romances levantam todo um sistema econômico de origem patriarcal, com o trabalho semi-escravo do eito, ao lado de outro aspecto importante da vida nordestina, ou seja, o cangaço e o misticismo. O autor desejaria que a sua obra romanesca fosse dividida: Ciclo da cana-de-açúcar: Menino de engenho, Doidinho, Bangüê, Fogo morto e Usina; Ciclo da cangaço, misticismo e seca: Pedra Bonita e Cangaceiros; Obras independentes: a) com ligações nos dois ciclos: Moleque Ricardo, Pureza, Riacho Doce; b) desligadas dos ciclos: Água-mãe e Eurídice.

Prêmios recebidos: Prêmio da Fundação Graça Aranha, pelo romance Menino de engenho (1932); Prêmio Felipe d'Oliveira, pelo romance Água-mãe (1941), e Prêmio Fábio Prado, pelo romance Eurídice (1947).

Fonte de origem:
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=752&sid=256

Domingo Na Usina:Biografias: Raul de Ávila Pompeia:



Patrono, cadeira 33
Raul de Ávila Pompeia nasceu em Jacuecanga, Angra dos Reis, RJ, em 12 de abril de 1863, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25 de dezembro de 1895. É o patrono da cadeira n. 33, por escolha do fundador Domício da Gama.
Era filho de Antônio de Ávila Pompeia, homem de recursos e advogado, e de Rosa Teixeira Pompeia, que pertencia à de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Transferiu-se cedo, com a família, para a Corte e foi internado no Colégio Abílio, dirigido pelo educador Abílio César Borges, o Barão de Macaúbas – mesmo que, em Salvador, educara Castro Alves e Rui Barbosa - estabelecimento de ensino que adquirira grande nomeada. Passando do ambiente familiar austero e fechado para a vida no internato, recebeu Raul Pompeia um choque profundo no contato com estranhos. Logo se distingue como aluno aplicado, com o gosto dos estudos e leituras, bom desenhista e caricaturista, que redigia e ilustrava do próprio punho o jornalzinho O Archote. Em 1879, transferiu-se para o Colégio Pedro II, para fazer os preparatórios, e onde se projetou como orador e publicou o seu primeiro livro, Uma tragédia no Amazonas (1880).
Em 1881 começou o curso de Direito em São Paulo, entrando em contato com o ambiente literário e as ideias reformistas da época. Engajou-se nas campanhas abolicionista e republicana, tanto nas atividades acadêmicas como na imprensa. Tornou-se amigo de Luís Gama, o famoso abolicionista, tornando-se seu secretário. Escreveu em jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, frequentemente sob o pseudônimo Rapp, um dentre os muitos que depois adotaria. Ainda em São Paulo publicou, no Jornal do Comércio, as Canções sem metro, poemas em prosa, parte das quais foi reunida em volume, de edição póstuma. Também publicou, em folhetins da Gazeta de Notícias, a novela antimonárquica As joias da Coroa.
Reprovado no 3º ano, em 1883, seguiu com 93 acadêmicos para o Recife e ali concluiu o curso de Direito, mas não exerceu a advocacia. De volta ao Rio de Janeiro em 1885, dedicou-se ao jornalismo, escrevendo crônicas, folhetins, artigos, contos e participando da vida boêmia das rodas intelectuais. Nos momentos de folga, escreveu O Ateneu, “crônica de saudades”, romance de cunho autobiográfico, narrado em primeira pessoa, contando o drama de um menino que, arrancado ao lar, é colocado num internato da época. Publicou-o em 1888, primeiro em folhetins, na Gazeta de Notícias, e, logo a seguir, em livro, que o consagra definitivamente como escritor.
Decretada a Abolição, em que se empenhara, passou a dedicar-se à campanha favorável à implantação da República. Em 1889, colaborou em A Rua, de Pardal Mallet, e no Jornal do Comércio. Proclamada a República, foi nomeado professor de mitologia da Escola de Belas Artes e, logo a seguir, diretor da Biblioteca Nacional. No jornalismo, revelou-se um florianista exaltado, grande jacobino que era, em oposição a intelectuais do seu grupo, como Pardal Mallet e Olavo Bilac. Numa das discussões, surgiu um duelo entre Bilac e Pompeia. Combatia o cosmopolitismo, achando que o militarismo, encarnado por Floriano Peixoto, constituía a defesa da pátria em perigo. Referindo-se à luta entre portugueses e ingleses, desenhou uma de suas melhores charges: “O Brasil crucificado entre dois ladrões”. Com a morte de Floriano, em 1895, foi demitido da direção da Biblioteca Nacional, acusado de desacatar a pessoa do então Presidente da República, Prudente de Morais no explosivo discurso pronunciado em seu enterro. Rompido com amigos, caluniado em artigo de Luís Murat, sentindo-se desdenhado por toda parte, inclusive dentro do jornal A Notícia, que não publicara o segundo artigo de sua colaboração - aliás, tratava-se de um simples atraso - pôs fim à vida, com um tiro no coração, no dia de Natal de 1895.

A posição de Raul Pompeia, ficcionista de alturas geniais, na literatura brasileira é controvertida. A princípio a crítica o julgou pertencente ao Naturalismo, mas as qualidades artísticas presentes em sua obra fazem-no aproximar-se do Simbolismo, ficando a sua arte  como a expressão típica, na literatura brasileira, do estilo impressionista.

Fonte de origem:
http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=827&sid=306

Domingo Na Usina: Biografias: Griselda Álvarez Ponce de León:


(GuadalajaraJalisco5 de abril de 1913 - México, D.F.26 de marzo de 20091 2 ) fue una maestra, escritora y política mexicana, la primera mujer electa gobernadora de un estado (el estado de Colima) en la historia de México. Provenía de la familia con más raigambre histórica y política en Colima, su bisabuelo fue el general Manuel Álvarez Zamora, primer gobernador del estado y constituyente en 1857, y su padre, Miguel Álvarez García, desempeñó el mismo cargo. Sus apellidos, de origen español, se remontan al explorador y conquistador español Ponce de León (siglo XVI), primer gobernador de Puerto Rico y después primer europeo en llegar a la costa de la Florida, estado estadounidense que estuvo bajo la soberanía española hasta mediados del siglo XIX. Destacó por su intensa labor educativa y literaria, y ocupó varios puestos gubernamentales relacionados con estas áreas. En 1976 fue electa senadora por el estado de Colima, y en 1979 fue postulada como candidata del Partido Revolucionario Institucional y el Partido Popular Socialista al gobierno de Colima, y resultó electa como la primera mujer en ocupar el cargo de gobernadora de un estado luego de vencer por 72,791 votos al candidato del PAN,Gabriel Salgado Aguilar, que obtuvo 15,751 votos. Su principal labor en ese cargo fue la educación pública. Al terminar su cargo ocupó la dirección del Museo Nacional de Arte de México.

Carrera profesional y política:

Griselda estudió para maestra normalista y en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad Nacional Autónoma de México obtuvo el título de licenciada en letras españolas con la tesis La inmortalidad en las obras de Jorge Luis Borges recibiendo mención honorífica. También estudió estadigrafía y biblioteconomía. Fue directora general de Acción Social de la Secretaría de Educación Pública y de Trabajo Social de la Secretaría de Salubridad y Asistencia y se desempeñó como jefa de Prestaciones Sociales del Instituto Mexicano del Seguro Social. La licenciada Álvarez se incorporó a la vida política de México, fue Senadora por el estado de Jalisco (1976-1979) y el 1 de noviembre de 1979 ocupó la gobernatura del estado de Colima, convirtiéndose en la primera mujer gobernadora en la historia de México. Su credo como gobernadora fue "educar para progresar". Concluida su administración ocupó la dirección del Museo Nacional de Arte. Adicionalmente se desempeñó como asesora de la Secretaría de Turismo del Gobierno del Distrito Federal y Presidenta Honoraria Vitalicia de la Federación de Mujeres Universitarias, A.C. (FEMU).
En el Partido Revolucionario Institucional (PRI) fue miembro del Consejo Nacional de Ideología (1978 y 1994), del Consejo Consultivo del Comité Directivo Nacional (1995) y de la Comisión Nacional para la Reforma del PRI (1995).

Gobernadora:

En 1979 fue postulada como candidata del Partido Revolucionario Institucional y el Partido Popular Socialista al gobierno de Colima, resultando electa como la primera mujer en ocupar el cargo de Gobernadora de un estado luego de vencer por 72,791 votos al candidato del PANGabriel Salgado Aguilar, que obtuvo 15,751 votos. Su principal labor en ese cargo fue la educación pública. Muchos Ciudadanos de Colima se cuestionaron sobre la forma en que se postuló a Griselda Alvarez para la Gobernatura, ya que de acuerdo a la Constitución Política de Colima, para que un Ciudadano pueda ser postulado, deberá haber radicado en el Estado, por lo menos cinco años consecutivos anteriores a su nominación, lo cual no sucedió, ya que ella radicaba en la ciudad de Guadalajara, Jalisco desde tiempo

Distinciones:

Doña Griselda Álvarez fue galardonada con varias medallas. La Rafaela Suárez otorgada por el gobierno del estado de Colima; la medalla Francisco Murguía por la delegación Venustiano Carranza; la General Manuel Álvarez por la XLVII Legislatura de Colima; medalla al mérito Benito Juárez (1993), medalla María Lavalle Urbina (1994) y medalla Belisario Domínguez (1996).

Obras publicadas:

  • Cementerio de Pájaros 1956
  • Dos cantos 1959
  • Desierta compañía 1961
  • Letanía erótica para la paz 1963
  • La sombra niña 1965
  • Anatomía superficial 1967
  • Estación sin nombre 1972
  • Tiempo presente

Muerte:

A escasos días para que cumpliera 96 años de edad, Doña Griselda Álvarez , falleció a las 20:00 horas del jueves 26 de marzo de 2009, en su residencia de la Ciudad de México, a causa de problemas de salud relacionados con su avanzada edad
Fonte de origem:
https://es.wikipedia.org/wiki/Griselda_%C3%81lvarez

Domingo Na Usina: Biografias:Ermilo Abreu Gómez:


Ermilo Abreu Gómez (Mérida, Yucatán, 18 de septiembre de 1894 - Ciudad de México el 14 de julio de 1971) fue un escritor, historiador, periodista, dramaturgo y ensayista mexicano.
 Semblanza biográfica:
Realizó sus estudios en el Colegio Teresiano y en San Ildefonso de la ciudad de Mérida. El interés que despertó en él Sor Juana Inés de la Cruz, se convirtió en la pasión de su vida. Su edición crítica a las obras de la monja jerónima significaron el redescubrimiento de su obra para la literatura mexicana.
 Colaboró para la Revista de Mérida en la cual publicó sus primeros cuentos. Escribió obras teatrales durante el apogeo del teatro yucateco de 1919 a 1926, destacando su obra La Xtabay. Se trasladó a México en donde fue inspector de teatros y colaboró para los periódicos El Heraldo de México, El Universal Ilustrado, El Nacional, Letras de México, El Hijo Pródigo y la Revista de Revistas. Algunos de sus estudios críticos fueron publicados por la revista de los Contemporáneos.1
 Impartió clases de Literatura en escuelas de secundaria y preparatoria, así como en la Normal Superior y en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Por otra parte, fue jefe de la División de Filosofía y Letras del Departamento Cultural de la Unión Panamericana en Washington D.C..2
 Fue miembro de la Academia Mexicana de la Lengua desde 1963, en sustitución de Artemio de Valle Arizpe.3

Obra:
Su obra más conocida es Canek (1940), cuya temática es una recreación de un hecho real (1761) en la que se ve proyectada la sensibilidad del pueblo maya. Como una curiosidad el comentario del autor sobre de este libro el cual mecanografió su esposa:«¡Y las mejores páginas me las perdió Ninfa!»

Su obra literaria es muy variada y abundante, en la que destacan algunas como:3

La Xtabay (1919)
El corcovado (1924)
Clásicos. Románticos. Modernos (1934)
Sor Juana Inés de la Cruz, bibliografía y biblioteca (1934)
Canek (1940)
Héroes Mayas (1942)
Un loro y tres golondrinas (1946)
Quetzalcóatl, sueño y vigilia (1947)
Naufragio de indios (1951)
La conjura de Xinum (1958)
Cuentos para contar al fuego (1959)
Diálogo del buen decir (1961)
Leyendas y Consejas del Antiguo Yucatán (1961)
Abreu Gómez, Ermilo, Canek, México, Editorial Oasis, 1982.
Abreu Gómez, Ermilo, Clásicos. Románticos. Modernos, México, Ediciones Botas, 1934.
Certeau, Michel de, La escritura de la historia, México, Universidad Iberoamericana-Departamento de Historia, 1985.
Cuesta, Jorge, Poemas y ensayos, vol. II, México, UNAM, 1964.
Gamboa Carrilo, Miguel, Apuntes sobre la vida y obra de Ermilio Abreu Gómez, Mérida, Yucatán Escuela Normal Superior de Yucatán, 1981.
Millán, María del Carmen (2003). «Ermilo Abreu Gómez». En José Luis Martínez. Semblanzas de académicos, antiguas, recientes y nuevas. México: Fondo de Cultura Económica. pp. 13–15. ISBN 968-16-7113-9.
Paz, Octavio, Cuadrivio, México, Joaquín Mortiz, 1965.
Pech, Jorge, La sabiduría de la emoción. Vida y literatura de Ermilo Abreu Gómez, México, Editorial Tierra Adentro-Conaculta, 1998.
Sheridan, Guillermo, Los Contemporáneos ayer, México, FCE, 1985.

Fonte de origem:
https://es.wikipedia.org/wiki/Ermilo_Abreu_G%C3%B3mez

Domingo Na Usina: Biografias: Pablo Neruda:


 (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de setembro de 1973) foi um poeta chileno, bem como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México. Neruda recebeu o Nobel de Literatura em 1971.
Pablo Neruda nasceu em Parral, em 12 de julho de 1904. Era filho de José del Carmen Reyes Morales, e de Rosa Basoalto Opazo, morta quando Neruda tinha apenas um mês de vida. Ainda adolescente adotou o pseudônimo de Pablo Neruda (inspirado no escritor checo Jan Neruda), que utilizaria durante toda a vida, tornando-se seu nome legal, após ação de modificação do nome civil.1

Em 1906 seu pai se transferiu para Temuco, onde se casou com Trinidad Candia Marverde, que o poeta menciona em diversos textos, como "Confesso que vivi" e "Memorial de Ilha Negra", com o nome de Mamadre. Estudou no Liceu de Homens dessa cidade e ali publicou seus primeiros poemas no periódico regional A Manhã. Em 1919 obteve o terceiro lugar nos Jogos Florais de Maule com o poema Noturno Ideal.

Em 1921 radicou-se em Santiago e estudou pedagogia em francês na Universidade do Chile, obtendo o primeiro prêmio da festa da primavera com o poema "A Canção de Festa", publicado posteriormente na revista Juventude. Em 1923 publica Crespusculário, que é reconhecido por escritores como Raúl Silva Castro e Pedro Prado. No ano seguinte aparece pela Editorial Nascimento seus Vinte poemas de amor e uma canção desesperada, no que ainda se nota uma influência do modernismo. Posteriormente se manifesta um propósito de renovação formal de intenção vanguardista em três breves livros publicados em 1936: O habitante e sua esperança, Anéis (colaboração com Tomás Lagos) e Tentativa do homem infinito.

Em 1927 começa sua longa carreira diplomática quando é nomeado cônsul em Rangum, na Birmânia. Em suas múltiplas viagens conhece em Buenos Aires Federico Garcia Lorca e, em Barcelona, Rafael Alberti. Em 1935, Manuel Altolaguirre entrega a Neruda a direção da revista Cavalo verde para a poesia na qual é companheiro dos poetas da geração de 1927. Nesse mesmo ano aparece a edição madrilenha de Residência na terra.

Em 1936, eclode a Guerra Civil espanhola; Neruda é destituído do cargo consular e escreve Espanha no coração. Em 1945 é eleito senador. No mesmo ano, lê para mais de 100 mil pessoas no Estádio do Pacaembu em homenagem ao líder comunista Luís Carlos Prestes. Em 1950 publica Canto Geral, em que sua poesia adota intenção social, ética e política. Em 1952 publica Os Versos do Capitão e em 1954 As uvas e o vento e Odes Elementares.

Em 1953 constrói sua casa em Santiago, apelidada de "La Chascona", para se encontrar clandestinamente com sua amante Matilde, a quem havia dedicado Os Versos do Capitão. A casa foi uma de suas três casas no Chile, as outras estão em Isla Negra e Valparaíso. "La Chascona" é um museu com objetos de Neruda e pode ser visitada, em Santiago. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Lênin da Paz.

Em 1958 apareceu Estravagario com uma nova mudança em sua poesia. Em 1965 lhe foi outorgado o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford, Grã-Bretanha. Em outubro de 1971 recebeu o Nobel de Literatura. Após o prêmio, Neruda é convidado por Salvador Allende para ler para mais de 70 mil pessoas no Estadio Nacional de Chile.

Morreu em Santiago em 23 de setembro de 1973, de câncer na próstata. Depois do golpe militar de 11 de setembro sua saúde havia se agravado e no dia 19 é transferido com urgência de sua casa na Isla Negra para Santiago, onde veio a morrer no dia 23 às 22 horas e 30 minutos na Clínica Santa Maria. Em 2011 um artigo2 recolheu declarações de Manuel Araya Osorio, assistente do poeta desde novembro de 1972 até sua morte, quem assegurava que Neruda havia sido assassinado na clínica com uma injeção letal. A casa de Neruda em Santiago foi saqueada depois do golpe encabeçado pelo general Augusto Pinochet e seus livros, incendiados. O funeral do poeta foi realizado no Cementerio General. Teve a presença dos membros da diretiva do Partido Comunista, mesmo estando em condições de perseguidos pelo regime terrorista de Pinochet. Ainda que cercados por soldados armados, escutou-se desafiantes gritos em homagem a Neruda e Salvador Allende, junto a entonação da Internacional. Depois do funeral, muitos dos participantes não puderam fugir e acabaram engrossando a lista de mortos e desaparecidos pela ditadura.

Encontra-se sepultado em sua propriedade em Isla Negra, Santiago, no Chile.3 Postumamente foram publicadas suas memórias em 1974, com o título Confesso que vivi .

Em 1994 um filme chamado Il Postino (também conhecido como O Carteiro e O Poeta ou O Carteiro de Pablo Neruda no Brasil e em Portugal) conta sua história na Isla Negra, no Chile, com sua terceira mulher Matilde. No filme, que é uma obra de ficção, a ação foi transposta para a Itália, onde Neruda teria se exilado. Lá, numa ilha, torna-se amigo de um carteiro que lhe pede para ensinar a escrever versos (para poder conquistar uma bonita moça do povoado).

Durante as eleições presidenciais do Chile nos anos 70, Neruda abriu mão de sua candidatura para que Allende vencesse, pois ambos eram marxistas e acreditavam numa América Latina mais justa o que, a seu ver, poderia ocorrer com o socialismo. De acordo com Isabel Allende, em seu livro Paula, Neruda teria morrido de "tristeza" em setembro de 1973, ao ver dissolvido o governo de Allende. A versão do regime militar do ditador Augusto Pinochet (1973-1990) é a de que ele teria morrido devido a um câncer de próstata. No entanto, fontes próximas, como o motorista e ajudante do poeta na época, Manuel Araya, afirmam com insistência que o poeta teria sido assassinado4 5 , estando a própria justiça do Chile a contestar a versão oficial sobre a sua morte. Em Fevereiro de 2013, um juiz chileno ordenou a exumação do corpo do poeta, no âmbito de uma investigação sobre as circunstâncias da morte6 .

O juiz Mario Carroza, que anteriormente havia aberto uma investigação para esclarecer as circunstancias da morte de Neruda, ordenou, depois de 20 meses de interrogatórios e perícias, a exumação do corpo do poeta. Em novembro de 2013, Patricio Bustos, diretor do Serviço Médico Legal do Chile, deu a conhecer os resultados dos exames toxicológicos realizados nos EUA e Espanha, que descartaram que Neruda havia sido envenenado e confirmou-se que seu falecimento foi produto de um avançado câncer de próstata.7 Porém, Rodolfo Reyes, sobrinho do poeta, insistiu que uma terceira pessoa estava envolvida na morte de Neruda e anunciou que se pedirá novas investigações.8

Obra:

Frase de Neruda pichada em Feira de Santana, Bahia, Brasil.
Crepusculario. Santiago, Ediciones Claridad, 1923.
Veinte poemas de amor y una canción desesperada. Santiago, Nascimento, 1924.
Tentativa del hombre infinito. Santiago, Nascimento, 1926.
El habitante y su esperanza. Novela. Santiago, Nascimento, 1926. (prosa)
Residencia en la tierra (1925-1931). Madrid, Ediciones del Arbol, 1935.
España en el corazón. Himno a las glorias del pueblo en la guerra: (1936- 1937). Santiago, Ediciones Ercilla, 1937.
Tercera residencia (1935-1945). Buenos Aires, Losada, 1947.
Canto general. México, Talleres Gráficos de la Nación, 1950.
Todo el amor. Santiago, Nascimento, 1953.
Odas elementales. Buenos Aires, Losada, 1954.
Nuevas odas elementales. Buenos Aires, Losada, 1955.
Tercer libro de las odas. Buenos Aires, Losada, 1957.
Estravagario. Buenos Aires, Losada, 1958.
Cien sonetos de amor (Cem Sonetos de Amor). Santiago, Ed. Universitaria, 1959.
Navegaciones y regresos. Buenos Aires, Losada, 1959.
Poesías: Las piedras de Chile. Buenos Aires, Losada, 1960.
Cantos ceremoniales. Buenos Aires, Losada, 1961.
Memorial de Isla Negra. Buenos Aires, Losada, 1964. 5 vols.
Arte de pájaros. Santiago, Ediciones Sociedad de Amigos del Arte Contemporáneo, 1966.
Fulgor y muerte de Joaquín Murieta. Bandido chileno injusticiado en California el 23 de julio de 1853. Santiago, Zig-Zag, 1967. (obra teatral)
La Barcaola. Buenos Aires, Losada, 1967.
Las manos del día. Buenos Aires, Losada, 1968.
Fin del mundo. Santiago, Edición de la Sociedad de Arte Contemporáneo, 1969.
Maremoto. Santiago, Sociedad de Arte Contemporáneo, 1970.
La espada encendida. Buenos Aires, Losada, 1970.
Discurso de Stockholm. Alpigrano, Italia, A. Tallone, 1972.
Invitación al Nixonicidio y alabanza de la revolución chilena. Santiago, Empresa Editora Nacional Quimantú, 1973.
Libro de las preguntas. Buenos Aires, Losada, 1974.
Jardín de invierno. Buenos Aires, Losada, 1974.
Confieso que he vivido. Memorias. Barcelona, Seix Barral, 1974. (autobiografia)
Para nacer he nacido. Barcelona, Seix Barral, 1977.
El río invisible. Poesía y prosa de juventud. Barcelona, Seix Barral, 1980.

Obras completas. 3a. ed. aum. Buenos Aires, Losada, 1967. 2 vols.

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Domingo Na Usina: Biografias:Anna Akhmátova:


(em russo e ucraniano: А́нна Ахма́това, Odessa23 de junho de 1889 — Leningrado5 de março de 1966) é opseudônimo de Anna Andreevna Gorenko (russo: А́нна Андре́евна Горе́нко; ucraniano: А́нна Андрі́ївна Горе́нко), uma das mais importantes poetas acmeístas russas.
Começou a escrever poesia aos onze anos de idade, mas o pai, um engenheiro naval, temia que Anna viesse a desonrar o nome da família, convencido de estar a adivinhar hábitos decadentes associados à vida artística. Assim, assinou os seus primeiros trabalhos com o primeiro nome da sua bisavó, Tatar.
Apesar do seu pai ter abandonado a família, quando Anna contava apenas dezesseis anos, conseguiu prosseguir os seus estudos. Portanto, não só estudou no liceu feminino de Tsarskoe Selo e no célebre Instituto Smolnyi de São Petersburgo, como também no Liceu Fundukleevskaia de Kiev e numa faculdade de Direito, em 1907.
A obra de Akhmatova compõem-se tanto de pequenos poemas líricos como de grandes poemas, como o Requiem, um grande poema acerca do terror estalinista. Os temas recorrentes são o passar do tempo, as recordações, o destino da mulher criadora e as dificuldades em viver em escrever à sombra do estalinismo.


Akhmatova teve uma longa amizade com a poeta Marina Tsvetaeva, sua compatriota. Estas duas amigas trocaram uma correspondência poética.Os seus pais separaram-se em 1905. Ela casa-se com o poeta Nikolai Gumilev em 1910. O filho deles, nascido em 1912, é o historiador Lev Goumilev.
Nikolai Gumilev foi executado em 1921 por causa de actividades consideradas anti-soviétes; Akhmatova foi forçada ao silêncio, não podendo a sua poesia ser publicada de 1925 a 1952 (exceptuando de 1940 a 1946). Excluída da vida pública, vivendo de uma irrisória pensão e forçada a ir fazendo traduções de obras de escritores como Victor Hugo e Rabindranath Tagore, Akhmatova começou, após a morte de Stálin, em 1953, a ser reabilitada, tendo-lhe sido autorizada uma viagem a Itália para receber o prémio literário Taormina e a Oxford para receber um título honorário, em 1965.
Na generalidade, a sua obra é caracterizada pela aparente simplicidade e naturalidade e pela precisão e clareza da sua escrita.

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Domingo Na Usina: Biografias:Francisco Ayala:


Nacimiento        16 de marzo de 1906
Granada, España Bandera de España
Fallecimiento    3 de noviembre de 2009 (103 años)
Madrid, España Bandera de España
Nacionalidad     española
Ocupación          Escritor, Sociólogo
Premios               Premio Miguel de Cervantes en 1991
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Francisco Ayala García-Duarte (Granada, 16 de marzo de 1906 - Madrid, 3 de noviembre de 2009) fue un escritor español. Destacó como narrador y cultivó el relato corto y la novela.

Su trayectoria literaria comienza a destacar con los relatos de prosa vanguardista de El boxeador y un ángel (1929) y Cazador en el alba (1930). Tras marchar al exilio a consecuencia de la Guerra Civil comienza una nueva etapa en Argentina con su colección de relatos Los usurpadores (1949), cuyo tema es el poder ambientado en la Historia. Muertes de perro (1958) y El fondo del vaso (1962) abordan las dictaduras. El jardín de las delicias (1971), de tono autobiográfico, culmina con un estilo lírico.

Jurista, profesor de Literatura, sociólogo y ensayista, fue elegido miembro de la Real Academia Española de la lengua en 1983.

A los dieciséis años se trasladó a Madrid, donde estudió Derecho y Filosofía y Letras. En esta época (1922/23) publicó sus dos primeras novelas, Tragicomedia de un hombre sin espíritu e Historia de un amanecer.

Colaboró habitualmente en Revista de Occidente y La Gaceta Literaria. Residió en Berlín entre 1929 y 1931 durante el surgimiento del nazismo. Se doctoró en Derecho en la Universidad Complutense de Madrid e impartió clases en la misma.

Fue letrado de las Cortes desde la proclamación de la República. En el comienzo de la Guerra Civil se encontró dando conferencias en Sudamérica y, durante la misma, ejerció como funcionario del Ministerio de Estado.

Al caer la República se exilió en Buenos Aires, donde pasó diez años trabajando y colaboró en la revista Sur, en el diario La Nación y en la editorial Losada; asimismo, cofundó con Lorenzo Luzuriaga la revista Realidad.

Posteriormente, aún en la década de los cincuenta, Ayala se trasladó a Puerto Rico, país en el cual impartió cursos en la Facultad de Derecho de la Universidad de Puerto Rico, invitado por el Decano de dicha institución, el renombrado jurista Manuel Rodríguez Ramos. Desde el archipiélago de Puerto Rico viajó a Estados Unidos de América, donde impartió clases de Literatura española en las universidades de Princeton, Rutgers, Nueva York y Chicago, aunque también mantuvo estrechos lazos intelectuales y culturales con Puerto Rico, donde igualmente vivieron largos exilios los renombrados Pau Casals y Juan Ramón Jiménez, entre otros españoles.

En 1960 regresó por primera vez a España. Desde entonces, volvió todos los veranos y compró una casa. Se reintegró a la vida literaria. En 1976 se instaló definitivamente en Madrid, donde continuó su labor de escritor, conferenciante y colaborador de prensa. En 1983, a los 77 años, fue elegido miembro de la Real Academia Española; leyó su discurso de ingreso un año después. Hasta muy avanzada edad ha seguido escribiendo con plena lucidez. En 1988 obtuvo el Premio Nacional de las Letras Españolas; en 1990 fue nombrado Hijo Predilecto de Andalucía; en 1991 fue galardonado con el Premio Cervantes1 y en 1998 con el Premio Príncipe de Asturias de las Letras.

La crítica ha dividido generalmente la trayectoria narrativa de Francisco Ayala en dos etapas: la anterior y la posterior a la Guerra Civil Española.

En la primera etapa, anterior a la Guerra Civil, escribió Tragicomedia de un hombre sin espíritu (1925) e Historia de un amanecer (1926), que se inscriben en una línea narrativa tradicional. Con El boxeador y un ángel (1929) y Cazador en el alba (1930) abordó la prosa vanguardista. En ambas colecciones de cuentos predominan el estilo metafórico, la brillantez expresiva, la falta de interés por la anécdota, la fascinación por el mundo moderno.

Tras un largo silencio, Francisco Ayala inició su segunda etapa en el exilio con El hechizado (1944), relato sobre el intento de un criollo de entrevistarse con el rey Carlos II que formó parte en 1949 de Los usurpadores, libro compuesto por siete narraciones cuyo tema común es el ansia de poder. La historia sirve aquí para reflexionar sobre el pasado, a fin de conocer con mayor profundidad el presente. También en 1949 publicó La cabeza del cordero, conjunto de relatos sobre la Guerra Civil, en los que presta mayor atención al análisis de las pasiones y comportamientos de los personajes que a la crónica de unos acontecimientos externos. Muertes de perro (1958) constituyó una denuncia de la situación de un pueblo sometido a una dictadura, al tiempo que presentó la degradación humana en un mundo sin valores. El fondo del vaso (1962) es un complemento de la novela anterior, que está presente en este nuevo relato a través de los comentarios que de ella hacen los personajes. La ironía se convierte en el recurso central de esta obra, aunque una mayor comprensión hacia el género humano va sustituyendo al desprecio. En algunas ocasiones, como en El hechizado, se acercó al mundo existencial y absurdo de Franz Kafka, con una denuncia implícita de la inmoralidad y estupidez del poder.

Después de estas novelas Francisco Ayala siguió publicando relatos, como los recogidos en El As de Bastos (1963), El rapto (1965) y El jardín de las delicias (1971), libro que se basa en el contraste entre la objetividad satírica de la primera parte, «Diablo mundo», y el tono evocativo, subjetivo y lírico de la segunda, «Días felices». En 1982 apareció De triunfos y penas, y en 1988 El jardín de las malicias, donde recogió seis cuentos escritos en diferentes épocas de su vida.2

Gran importancia tiene también su obra ensayística, que abarca temas políticos y sociales, reflexiones sobre el presente y el pasado de España, el cine y la literatura.

Escribió unas memorias: "Recuerdos y olvidos" (1982, 1983, 1988 y 2006). Fue miembro de la Academia de Buenas Letras de Granada. En noviembre de 2003 recibió en su ciudad natal el nombramiento de Socio de Honor de la asociación Granada Histórica, manifestando que ese, «tal vez, había sido uno de los momentos más bellos de la última etapa de su vida, pues tras casi un siglo de sentirse granadino por el mundo entero, ahora se reconocía por los propios granadinos».

Su relato El tajo fue seleccionado en la antología de cuentos de la Guerra Civil Partes de guerra, a cargo del escritor Ignacio Martínez de Pisón.

Fue miembro de la Academia Europea de Ciencias y Artes desde 1997.3

El 15 de febrero de 2007 se convirtió en el primer depositario de la Caja de las Letras del Instituto Cervantes de Madrid.4

Falleció el 3 de noviembre de 2009 en Madrid, a la edad de 103 años.5

Su capilla ardiente se instaló en el tanatorio del cementerio de San Isidro de Madrid, donde fue incinerado en la intimidad un día después de su fallecimiento.

Obras:
Narrativa:
Tragicomedia de un hombre sin espíritu (1925).
Historia de un amanecer (1926).
El boxeador y un ángel (1929).
Cazador en el alba (1930).
El hechizado (1944).
Los usurpadores (1949).
La cabeza del cordero (1949).
Historia de macacos (1955).
Muertes de perro (1958).
El fondo del vaso (1962).
El As de Bastos (1963).
Mis mejores páginas (1965).
El rapto (1965).
Cuentos (1966).
Obras narrativas completas. Glorioso triunfo del príncipe Arjuna (1969).
Lloraste en el Generalife.
El jardín de las delicias (1971).
El hechizado y otros cuentos (1972).
De triunfos y penas (1982).
El jardín de las malicias (1988).
Relatos granadinos (1990).
Recuerdos y olvidos 1 (1982) (Memorias).
Recuerdos y olvidos 2 (1983) (Memorias).
El regreso (1992).
De mis pasos en la tierra (1996).
Dulces recuerdos (1998).
Un caballero granadino y otros relatos (1999).
Cuentos imaginarios (1999).
Mariana Ortiz Jiménez es la Ley y Nadie Lo Niega (1999)
Ensayo[editar]
El derecho social en la Constitución de la República española (1932).
El pensamiento vivo de Saavedra Fajardo (1941).
El problema del liberalismo (1941).
El problema del liberalismo (1942). Edición ampliada.
Historia de la libertad (1943).
Los políticos (1944).
Histrionismo y representación (1944).
Una doble experiencia política: España e Italia (1944).
Ensayo sobre la libertad (1945).
Jovellanos (1945).
Ensayo sobre el catolicismo, el liberalismo y el socialismo (1949). De Donoso Cortés, con edición y estudio preliminar de Francisco Ayala.
La invención del Quijote (1950).
Tratado de sociología (1947).
Ensayos de sociología política (1951).
Introducción a las ciencias sociales (1952).
Derechos de la persona individual para una sociedad de masas (1953).
Breve teoría de la traducción (1956).
El escritor en la sociedad de masas (1956).
La crisis actual de la enseñanza (1958).
La integración social en América (1958).
Tecnología y libertad (1959).
Experiencia e invención (1960).
Razón del mundo (1962).
De este mundo y el otro (1963).
Realidad y ensueño (1963).
La evasión de los intelectuales (1963).
Problemas de la traducción (1965).
España a la fecha (1965).
El curioso impertinente, de Miguel de Cervantes (1967). Edición y prólogo.
El cine, arte y espectáculo (1969).
Reflexiones sobre la estructura narrativa (1970).
El Lazarillo: reexaminado. Nuevo examen de algunos aspectos (1971).
Los ensayos. Teoría y crítica literaria (1972).
Confrontaciones (1972).
Hoy ya es ayer (1972).
La literatura del Casticismo (1973).
Cervantes y Quevedo (1974).
La novela: Galdós y Unamuno (1974).
El escritor y su imagen (1975).
El escritor y el cine (1975).
Galdós en su tiempo (1978).
El tiempo y yo. El jardín de las delicias (1978).
Palabras y letras (1983).
La estructura narrativa y otras experiencias literarias (1984).
La retórica del periodismo y otras retóricas (1985).
La imagen de España (1986).
Mi cuarto a espaldas (1988).
Las plumas del Fénix. Estudios de literatura española (1989).
El escritor en su siglo (1990).
Contra el poder y otros ensayos (1992).
El tiempo y yo, o el mundo a la espalda (1992).
En qué mundo vivimos (1996).
Miradas sobre el presente: ensayos y sociología, 1940-1990 (2006).
Artículos de prensa:
El mundo y yo (1985).
Francisco Ayala en La Nación de Buenos Aires. Editorial Pre-Textos. 2012.
Traducciones[editar]
A. Zweig, Lorenzo y Ana (1930).
Carl Schmitt, Teoría de la constitución (1934). Traducción y prólogo.
Ernst Manheim, La opinión pública (1936).
Karl Mannheim, El hombre y la sociedad en la época de crisis (1936).
Thomas Mann, Lotte in Weimar (1941).
Sieyes, ¿Qué es el tercer estado? (1942).
Benjamin Constant, Mélanges de la Littérature et de Politique (1943).
Rainer Maria Rilke, Die Aufzeichnungen von Malte Laurids Brigge (1944).
Georg Simmel, Schopenhauer y Nietzsche (1944)
Hans Freyer, La sociología - Ciencia de la realidad (1944). Buena traducción y prólogo.
Manuel Antônio de Almeida, Memorias de un sargento de milicias (1946).
Maximilian Beck, Psicología: Esencia y realidad del alma (1947). Traducción junto con Otto Langfelder.
A. Confort, The novel and our time (1949).
Alberto Moravia, La romana (1950).
Thomas Mann, Las cabezas trocadas (1970)

Fonte de origem:
https://es.wikipedia.org/wiki/Francisco_Ayala