segunda-feira, 15 de maio de 2017

Acorde: Até quando vamos aceitar sermos tratados como otários por esse bando de ladrões?

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Porque você vai continuar aí sentado?
Acorde levante-se. Corra!
O mundo está esperando por você para ser salvo.
Pule, grite se faça ouvir.
Porque o mundo só muda se você mudar.

Outros povos não podem te ver.
Mas poderão te ouvir se você não desistir.
Não fale aos que te ouvem
Mas sim, para aqueles que fingem ser surdos.

Vamos, mostre as verdades do mundo.
Para aqueles que fingem ser cegos.

Acorde!
Hoje temos mais uma manhã de primavera
E continuamos a sua espera.
Vamos juntos salvar o mundo da hipocrisia
Da falta de alegria e gritar heresias.

Para enlouquecer aqueles que em seus
Palacetes de Mármore,
Tão frios quanto os seus sentimentos
Ignoram nossa existência.

 Vamos acorde, antes que a eternidade nos leve
Em seus Navios dos acomodados.
Vamos todos somos Soldados
Juntos irão salvar a humanidade
Deste Planeta que nos resta.


Então faremos a nossa festa.
Com toda esperança que nos resta.
Vamos irmãos não temos o que temer.
Pois a eternidade dos sonhos nos espera.

E sempre haverá uma nova Primavera à nossa espera.

D'Araújo.

Crônicas de Segunda na Usina: U.S.A. : A farsa de um sonho:


           Com os seus conceitos de sonhos alheios contaminarão o mundo, uma farsa que se sustentou até o mundo poder enxergar com seus próprios olhos, e não através da ótica de almas corrompidas.
Com muita habilidade e um propósito único e bem duvidoso, transformarão a miséria e o desemprego com a colaboração do verniz dos insensatos em liberdade de escolha.
Jamais investirão em saúde publica ou moradia popular, sempre preferiram o caminho mais curto e barato:
Os lastimáveis albergues, verdadeiros asilos da miséria humana programada, incentivaram aos teleguiados a morar em trailers e a propagação dos míseros hotéis baratos, onde na maioria absoluta, estrangeiros se engalfinham em cubículos com suas famílias, enquanto seu sonho não chega.
Estes grandes indigentes de um capitalismo desumano são contemplados diariamente com o honroso titulo de homens livres enquanto os seus idealizadores, em suas mansões e iates de luxo recheados de milhões, comem caviar com seu Bourbon aquele velho vinho barato.
Ao longo de décadas em todo o mundo, compraram todas as almas necessárias e escravizaram todas que foi possível, e assim sustentaram seus próprios sonhos, distribuído pesadelos.
Com o discurso de desenvolvimento sustentável e para todos, com a verdade escondida a sete chaves se alto proclamavam como a maior potência do mundo.
Sem sombra de duvidas eles sempre foram uma superpotência em arquitetar golpes no mundo inteiro. Com o discurso da tão sonhada democracias semeiam o terrível vírus da discórdia até alcançar seu objetivo, a guerra bem produzida e vendendo armamento pesado pros seus aliados e inimigos ao mesmo tempo, faturam em dobro.
Será que é esta democracia que eles querem espalhar pelo mundo.
Invadiram e ocuparão por mais de uma década uma nação com falsas acusações, sabe-se La aqui pretexto real. E estão largando os cidadãos que neles acreditaram à própria sorte com uma imensa pilha de cadáveres para sepultar, assim como os seus sonhos de liberdade, progresso e democracia.
E não se dando por satisfeito, com as guerras já existentes, semeiam a discórdia por todo o oriente médio na esperança de costurar mais acordos de reconstrução para suas empresas e de seus aliados, sendo assim ganham com a doença e com a falsa cura, pois depois de uma guerra de insanos quase todos os males se tornam incuráveis.
Nestes novos tempos da internet, onde a comunicação de massa se tornou incontrolável.
Todos os doutores do mundo foram contaminados com seus próprios venenos, onde se distribui suas mazelas com amostras grátis, para faturar trilhões com a venda da cura, afinal os seus laboratórios farmacêuticos e de seus aliados produzem remédio para quase tudo.
Desde pernas amputadas a delírios esquizofrênicos pós- guerra.
Até quando o resto do mundo vai fingir ser surdos e cegos para não enxergar o obvio, até quando a corrupção vai vencer a razão.
Sinceramente gostaria de está equivocados, mas um exercito, onde os seus comandados fazem fogueiras com o símbolo maior da crença, e os seus valores religiosos absolutos de uma nação livre.  Urinam em suas presas abatidas como animais irracionais para demonstrar o seu poder e marcar o seu território. Isto não são soldados são anomalias humanas criadas e treinadas para estas práticas.

   D'Araujo.

Crônicas De Segunda Na Usina: Machado de Assis: FALTA DE NOTÍCIAS:


14 DE JANEIRO DE 1862.
DIÓGENES E O CRONISTA – FALTA DE NOTÍCIAS -
PUBLICISTA CASAMENTEIRO – AINDA O SR. CANDIDO
BORGES
Os atenienses riram-se muito um dia ao ver Diógenes, um doido que
vivia em um tonel, saíra com uma lanterna na mão, à cata de um
homem. Era para rir. E aquele povo não deu o cavaco, porque via no
ato do velho filósofo com visos de desdém pelos contemporâneos.
Rir-se-ão os Fluminenses se me virem atravessar (perdoa-me, ó
Diógenes!), não as ruas da cidade, mas os dias da semana, com uma
lanterna na mão à cata de notícia?
Aqui a coisa é inteiramente diversa.
Acreditando que o leitor me procura por desfastio, não ousando
pensar que inspiro avidez ou curiosidade, acho-me sinceramente
vexado quando apareço de alforge vazio, e mais vazia a alma, de
com que entreter os ócios do leitor.
Creio que faço o meu efeito de um touriste ao voltar do Oriente, sem
uma nota,sem um desenho, na sua caderneta de viagem. Tão
impossível parece voltar das regiões do berço do sol, sem uma
impressão, com o atravessar sete dias sem haver colhido uma notícia
para comentar.
Pois a última hipótese não é nenhuma coisa de admitir.
Um elegante folhetinista dos nossos, achando-se nas mesmas
circunstâncias que eu, encabeçou o seu escrito hebdomadário com
esta expressão do gordo Sancho: “Diz-me o que semeaste, dir-te-ei
o que colherás”. Aproveito a lembrança , e pergunto se alguma coisa
se pode colher deste terreno que se chamou – a semana passada, -
onde nada foi semeado?
Eu podia , é verdade, entreter o leitor com o imortal Romano da mão
queimada, que jurou aos deuses fundir as repúblicas confinantes ao
sul do império em uma monarquia e dá-la em presente a um príncipe
da família imperial, não esquecendo de casá-lo com a Sra. D.
Leopoldina.
O publicista casamenteiro não é das coisas que menos riso excitam;
pelo contrário, é divertido a mais não poder.
Já declarou que não quer ser mordomo do novo rei, nem aspira a ser
senador no Estado criado por ele próprio; mas já me parece
generosidade de mais, isto de fazer monarquias pelo simples e
honestíssimo prazer de ver a realeza aliada à liberdade.
Sou um pouco audaz nas minhas investigações , e não poucas vezes
tenho visto que a audácia acaba muitas vezes por dar na cabeça,
bem que em alguns casos seja uma virtude preciosa.
Assim, cheguei a pensar que Scoevola queria tirar desta solicitude
pelas augustas princesas e pelos Estados do Prata as vantagens a
que visam todos aqueles que só vêem este mundo pelo ponto de
vista das armarias heráldicas.
A declaração em contrário de Scoevola em seu último escrito avulta
tanto como um caracol. Scoevola, pelos modos, pertence a certo
partido político que não tem sacrificado muito à sinceridade, e tem
como regra de diplomata que a palavra foi dada ao homem para
esconder os conceitos e as convicções.
Terá ele lido no futuro que a forma monárquica há de vir a
estabelecer-se no Rio da Prata, e quererá desde já mostrar-se o
propugnador extremoso dessa idéia, que considera a única salvadora
daquelas repúblicas? A sua vaidade far-lhe-á ver-se desde já vazado
em bronze a figurar no meio de uma praça do novo reino?
Este meio de perpetuidade alcança longe e alto demais para supô-lo
no espírito de Scoevola.
Opto pela primeira impressão.
Já o governo fez ver, em comunicado, ao publicista oficioso quanto
têm de inconvenientes os seus escritos a respeito das repúblicas do
sul. Realmente não me parece patriotismo de boa índole a
enunciação de projetos que significam apenas desejos muito
individuais, e que não respondem à opinião feita do país.
Por não poucas vezes, o império tem encontrado da parte daqueles
povos agressões relativamente à política usada com eles, e é
verdade inconcussa nos Estados do Sul que o império tem pretensão
de conquistá-los;
Ora a conquista digna deste século de mútuo respeito entre os povos
é aquela que resulta de certas identidades e afinidades tão flagrantes
que a divisão se torna uma anomalia e a união uma necessidade de
vida. Em tal caso não é conquista, é reparação.
Se fosse este o caso do império e das repúblicas do sul, ao tempo
caberia o trabalho da realização.
Não é de um patriota sincero, como se apregoa aquele, caluniar as
intenções de seu país como estrangeiro, deixando entrever, ou
antes, falando resolutamente em uma fundação dinástica que a
ninguém passou ainda pela cabeça, suponho eu.
Por outro lado, não me parece muito bonito tomar por pretexto de
invasões pela terra alheia as augustas princesas, cujos cuidados
versam ainda entre os estudos próprios de sua educação e as
distrações próprias da sua idade.
Scoevola tem a boca doce. Pertence a um partido que não cochila
quando quer fazer triunfar (sabe o país por que meios) uma
conveniência; mas ilude-se quando supõe que a opinião argentina há
de fazer sacrifício da sua independência. Os Vera-Cruzes são raros.
O Sr. Candido Borges reclama agora a minha atenção.
Veio o governo em respostas ao dizer do boato, que eu denunciei nos
últimos Comentários, e declarou o Diário em completa ignorância dos
fatos a que aludi.
Devo observar que apenas fui eco de um boato, e que foi com uma
franqueza e uma singeleza talvez proverbiais que transferi para letra
redonda o que andava na praça pública, pedindo ao governo uma
explicação que restabelecesse a verdade.
O comunicante oficial declarou desconhecer a importância da censura
que corria pela boca pequena em detrimento do crédito do governo.
Sem dúvida que não é problema social ou político, não se trata da
questão da escravidão ou de qualquer outra de máximo alcance; mas
presumo que a acusação surda ao governo de uma infração da lei
não é lá tão ínfima assim que mereça escárnio e o pouco caso da
imprensa.
Dizia-se isto; a imprensa pergunta ao governo se isto é verdade.
Creio que é a coisa mais curial do mundo.
Explicou-se o governo, ainda bem. Da explicação se conclui que o
boato não era tão inteiramente infundado como se quis fazer supor;
houve de fato uma pequena acumulação, ou antes, pretendeu-se
realizá-la.
O ato do Sr. Ministro do Império não merece louvor, como bem diz o
comunicante, porquanto, proporcionar a gratificação aos dois anos e
meio que servira o lente além dos vinte e cinco da jubilação com
ordenado somente, quando a lei diz que o que se jubilar aos trinta
anos é que tem direito à metade da gratificação, seria um sofisma
flagrante e de fazer arrepiar ao mais desiludido deste mundo.
Felizmente, segundo diz o comunicante, a decisão do governo, sendo
contrária ao Sr. Candido Borges, não fez com que este senhor
conselheiro lhe retirasse a sua amizade.
Suponho que há nisto motivo para alegrarem-se os ânimos e
expandirem-se os corações. Este fato não perturbou o remanso e a
paz da igreja d’Elvas. Ambos conformes, o bispo e o deão,
continuarão a dar e a receber o santo hyssope.
Para alguma coisa há de servir a amizade política, e ninguém se
lembraria de pensar que, por uma questão de vinténs, o partido
conservador sofresse amputação em um de seus membros; e que

membro! Eloqüente quando fala, e eloqüente quando não fala!

Pensamento do Dia:

“A tristeza é só um breve momento de reflexão, até você encontrar a melhor forma de celebrar a felicidade.”


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D'Araujo em entrevista para Amanda Martins; Saudades de Pernambuco: Eu Saí do Nordeste, Mais o Nordeste nuca Saiu de Mim: