domingo, 2 de julho de 2017

Domingo na Usina: Biografias: Rodrigo Otávio de Langgaard Meneses:


 (Campinas, 11 de outubro de 1866 — Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 1944) foi um advogado, professor, magistrado, contista, cronista, poeta e memorialista brasileiro.

Participou, desde o início, do grupo de escritores que fundaram a Academia Brasileira de Letras.

Filho do Dr. Rodrigo Otávio de Oliveira Meneses e de Luiza Langgaard, filha do médico dinamarquês, estabelecido no Brasil, Dr. Theodoro Langgaard. Aos 5 anos veio, com sua família, para o Rio de Janeiro. Estudou na na Faculdade de Direito de São Paulo, onde se formou aos 20 anos, em 1886. Iniciou a vida pública na magistratura, tendo sido nomeado, em 1894, secretário da Presidência da República no governo de Prudente de Morais entre 1894 e 1896, quando começou a lecionar na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade do Brasil.

Por diversas vezes foi presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros, entidade que promoveu a criação da Ordem dos Advogados do Brasil, em 1930. Rodrigo Otávio presidiu também a Sociedade Brasileira de Direito Internacional e membro honorário e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Consultor-geral da República (1911-1929), foi delegado plenipotenciário do Brasil em diversas Conferências Internacionais, como as de Haia, para o Direito relativo à letra de câmbio (1910 e 1912); de Bruxelas, para o Direito Marítimo (1909, 1910 e 1912); a Conferência Científica Pan-Americana de Washington (1916); da Paz, de Paris (1919), tendo assinado o Tratado de Versalhes. Foi conferencista em várias universidades - Paris, Roma, Varsóvia e Montevidéu. Foi também vice-presidente na I Assembleia da Liga das Nações, em 1920.[2]

Em decreto de 5 de fevereiro de 1929, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, cargo que exerceu até aposentar-se em 7 de fevereiro de 1934.[3]

Casado com Maria Rita Pederneiras, era pai do também acadêmico Rodrigo Otávio Filho.[4]

Índice  [esconder]
1 Academia Brasileira de Letras
2 Obras publicadas[5]
3 Referências
4 Ligações externas
Lorbeerkranz.pngAcademia Brasileira de Letras[editar | editar código-fonte]
Foi o fundador da cadeira 35 da Academia Brasileira de Letras, que tem como patrono Aureliano Tavares Bastos.

Obras publicadas[5] [editar | editar código-fonte]
Obras literárias e históricas
*Pampanos — Versos, 1886
Poemas e Idylios — Versos, 1887
Aristo — Novela, 2ª edição, 1906, ed. da Renascença.
Sonhos Funestos — Drama em verso, ed. Laemmert & Cia., 1895
Festas Nacionaes — Capítulos de Historia, ed Alves & Cia
Bodas de Sangue — Novela, Revista Brasileira, 1895.
A Balaiada — Chronica histórica, ed. Laemmert & Cia, 1903.
Felisberto Caldeira — Chronica dos tempos coloniaes ed Laemmert & Cia, 1900, 2ª edição, Lisboa, Aillaud & Cia, 1921
A Estrada — Drama, 1907, ed. da Renascença.
Le Brésil, sa culture, son libéralisme - Conférence prononcé au Grand Theâtre de Gèneve, le 15 novembre 1912. Genève, 1913
Águas passadas — Novela, ed. Garnier & Cia, 1914.
A Constituinte de 1823 — Memória apresentada ao Congresso de História Nacional. Revista do Instituto Histórico, 1914
Vera — Poema (edição de 50 exemplares), 1916.
Coração de caboclo — Poema, EPoema, ed A Illustração, 1924.
Na terra da virgem índia - Sensações do México. Conferência dada na Academia Brasileira em 1923, Annuario do Brasil, 1924.
Obras jurídicas
Os successos de abril perante a Justiça Federal — Imprensa Nacional, 1893.
Direito Federal — Preleções do dr. Juan M. Estrada, traduzidas e anotadas, ed. Alves & Cia., 1897.
Do Domínio da União e dos Estados segundo a Constituição Federal. Monographia premiada pelo Instituto dos Advogados. Livraria Acadêmica Saraiva, 1924
Referências
Ir para cima ↑ Pela grafia antiga, Rodrigo Octavio de Langgaard Menezes.
Ir para cima ↑ Biblioteca virtual. Biografia de Rodrigo Octavio.
Ir para cima ↑ Supremo Tribunal Federal. Ministros. Rodrigo Octavio de Langgaard Menezes. Biografia.
Ir para cima ↑ Hilton, Ronald. Who's Who in Latin America: Part VI, Brazil. Stanford University Press, 1948, p.121.

Ir para cima ↑ Rodrigo Octavio. Do Domínio da União e dos Estados segundo a Constituição Federal. Monograhpia premiada pelo Instituto dos Advogados. 2ª ed. consideravelmente augmentada. Livraria Acadêmica Saraiva & C Editores. Largo do Ouvidor, 5-B. São Paulo, 1924.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Domingo Na Usina: Biografias: Josy Stoque:



"Sonhei, ousei e realizei"
Desde sempre tenho o hábito de sonhar acordada. Não sou uma boa sonhadora dormindo. Quando me recordo do sonho, o que é raro, na maioria das vezes é algo ruim, preferia não ter me lembrado. Gostava de idealizar como estaria aos trinta anos. Minha carreira, minha vida pessoal e financeira e o que teria que ser ou fazer para alcançar meus objetivos.
Mas sabe o que é mais legal? Passar a viver o que sonhou a vida toda. Algo tão improvável quanto desejado. Entre o mundo perfeito que imaginara e a cruel realidade à minha volta, escolhi viver na fantasia por um tempo longo demais. Mas um dia acordei e resolvi arriscar a viver meus sonhos em toda sua plenitude.
Hoje não estou como havia mentalizado mais nova, mas bem melhor. O destino, ou o universo, conspiraram a meu favor. Encontrei na escrita uma forma de canalizar as emoções que despertam em mim e, nos livros, um canal direto para o mundo da fantasia. Criar meus próprios mundos e trazer mais pessoas para eles, são como sonhos compartilhados.

BIOGRAFIA
Íntima das letras desde a infância, Josy Stoque tem formação em Publicidade e Propaganda e já atuou na área como redatora, roteirista, jornalista e assessora. Iniciou sua carreira de escritora em 2010, ao criar a saga sobrenatural Os Qu4tro Elementos, obra autopublicada e o primeiro sucesso da autora, levando-a a indicação do Prêmio Literário Anual Codex de Ouro 2013 e a tradução do primeiro volume para o inglês pela AmazonCrossing, em 2014. A escritora não parou por aí, publicou o new adult Insensatez, escrito com Gisele Galindo, e o conto de fadas Estrela – Em Busca do Amor Eterno em 2013, a trilogia erótica Puro Êxtase completa no ano seguinte, seu segundo sucesso de vendas, e o romance erótico policial Não Espere pelo Amanhã em 2015, livro que conquistou mais de 55 mil leituras no Wattpad, é best-seller na Amazon e ganhou casa editoral: Qualis (selo Divas).

MÍDIAS
Depoimento para Revista Nova Cosmopolitan (Novembro 2014)
Veja faz matéria sobre tradução para o inglês de 10 autores brasileiros (Outubro de 2013)
O Globo fala sobre a Amazon selecionar autores brasileiros para tradução em inglês (Outubro de 2013)
Publish News anuncia tradução de 10 autores brasileiros por editora americana (Outubro de 2013)
Matéria no Jornal Folha de São Paulo (Outubro de 2013)

Anúncio sobre a tradução de Marcada a Fogo para o inglês pela AmazonCrossing (Outubro de 2013)Lançamento de Marcada a Fogo nos Jornais da Região (Outubro de 2011).


Fonte de origem:
http://www.josystoque.com.br/p/autora.html

Domingo Na Usina: Biografias:José Maria Oscar Rodolpho Bernardelli y Thierry:



(Guadalajara, 18 de dezembro de 1852 — Rio de Janeiro, 7 de abril de 1931) foi um escultor e professor mexicano naturalizado brasileiro. Também, esporadicamente, transitou pela pintura e pelo desenho.
Biografia
Rodolfo Bernardelli nasceu no México mas no Brasil se formou e lançou suas obras. Naturalizou-se brasileiro em 1874.

Em companhia da família (foi irmão dos também artistas Henrique Bernardelli e Félix Bernardelli), deixou seu país natal em 1866, passando pelo Chile e Argentina e fixando moradia no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. De lá, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde frequentou, entre 1870 e 1876, aulas de escultura e de desenho de modelo vivo na Academia Imperial de Belas Artes.
 Assinatura.
Viveu alguns anos na Europa, estudando em Roma. De volta ao Brasil, passou a atuar como professor de escultura estatuária na Academia Imperial de Belas Artes e como diretor na recém-criada Escola Nacional de Belas Artes, que chefiou por 25 anos. Deve-se-lhe a construção do atual edifício.

Seus trabalhos[editar | editar código-fonte]

Cristo e a mulher adúltera, 1881, MNBA

Túmulo de Campos Salles, Cemitério da Consolação.

Um dos maiores escultores brasileiros, deixou uma extensa produção, entre obras tumulares, monumentos comemorativos e bustos de personalidades. Executou as estátuas que ornamentam o prédio do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Monumento a Carlos Gomes em Campinas, uma estátua de Dom Pedro I para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo na cidade de São Paulo e uma estátua de Pedro Álvares Cabral. Parte considerável de seus trabalhos foram doados para a Pinacoteca do Estado e para o Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, onde seu último trabalho, um busto inacabado, está.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Domingo Na Usina: Biografias: FML Pepper:

Ser apaixonada por leitura não ia de encontro à minha origem. Vinda de uma família humilde, eu não tive acesso a livros de ficção no decorrer de minha infância. Eles eram caros e meus pais esforçavam-se por comprar os estritamente necessários (e chatos!), tais como: matemática, física, química etc. Tive que deixar minha paixão pela leitura de lado e começar a trabalhar desde cedo. O tempo se esvaía, como água entre os dedos, e não me sobravam minutos para os sonhos.



Porém, a mesma vida que me fez mudar de direção, deu uma guinada em sua trajetória e me colocou face a face com meu antigo e fulminante amor: os Livros de Ficção, mais especificamente, os livros infantojuvenis. Workaholic assumida, vi meu mundo ficar de cabeça para baixo quando meu médico disse que estava grávida, mas que era uma gravidez de risco e que teria que ficar de repouso durante os nove meses, caso realmente quisesse segurar o bebê em meus braços. De início, achei o máximo ficar algumas semanas sem fazer nada, só comendo besteiras e vendo todos os programas da televisão, mas, os dias foram passando e, com eles, a minha paciência se esgotando. Após um mês deitada, estava a um passo da depressão quando meu marido (e nas horas vagas, meu super-herói) entrou em ação. Vou me recordar até os últimos dias de minha vida quando ele chegou em casa carregando um presente envolto num lindo embrulho e disse com um sorriso travesso nos lábios:

"Você já dormiu demais. Está na hora de começar a sonhar."

Abri o pacote e lá estava o meu grande amor piscando para mim: um livro de ficção. E era infantojuvenil!

Bom, dali em diante, devorei quantidades absurdas deles. Não sei se vale a pena dizer, mas eu li quase 100 livros em menos de um ano. Loucura, não? Mas é a pura verdade. O resto são detalhes.


E aqui estou eu...

Fonte de origem:
http://fmlpepper.com.br/a-autora/

Domingo Na Usina: Biografias:Juliana Parrini:



 É carioca, web designer e se define como leitora compulsiva, cinéfila, amante de rock e mãe coruja. Sua paixão pela escrita teve início ainda na adolescência, quando começou a escrever histórias nos cadernos em sala de aula, tendo os amigos como leitores.

Sobre os romances, ela diz: “Admiro dramas reais e sentir o amor brotar, mesmo com as adversidades da vida. Seja amando, odiando e chorando... os livros sempre nos transportam para um mundo encantador”.

O romance Depois do que Aconteceu foi sua estreia no mundo literário, que conquistou mais de 4 milhões de leituras na plataforma Wattpad e foi sucesso na Bienal do livro de São Paulo em 2014. Lançou seu segundo o livro, Novamente Você, uma comédia romântica, em Outubro de 2014 e Antes que Aconteça - Vol 2 - em Janeiro de 2015.

Todos os seus livros tornaram-se best-sellers na
Amazon, garatindo o 1º lugar geral no ranking dos
e-books mais vendido no Brasil da Revista Veja.

Em fevereiro de 2015, Juliana assinou contrado com
a editora Objetiva e publicará seus livros através
do selo Suma de Letras. A editora divulgou a
contratação da autora em sua página do facebook.


Juliana é casada, mora com o marido e os dois filhos
no Rio de Janeiro.

 A autora autopublicada que conquistou mais de 7 milhões
de leituras na internet

Entrevistas:
Livros do Coração - Abril/2015
Universo das Garotas - Março/2015
Fernanda Miola - Agosto/14

Rosangela Angarten - Julho/14

Fonte de origem:
http://www.julianaparrini.com.br/#!biografia/c1xfq

Domingo Na Usina: Biografias:Caterina Davinio:




Nome artístico de Maria Caterina Invidia (nascida o 25 de Novembro 1957 em Foggia, Puglia, Itália), é romancista, poetisa, artista multimidia italiana. Os seus modos de expressão variados declinam composições verbais, sonoras e visuais: videoarte, net.art, fotografia digital, poesia e arte digital. Pioneira da poesia digital italiana, foi o inventor da Net-poesia (=poesia de la rede) em 1998.
BiografiaNascida em 1957 em Foggia, viveu em Roma desde 1962 até 1996, onde formou-se em literatura italiana e história do arte pela Universidade La Sapienza e trabalhou no circuito da poesia experimental e do arte de vanguarda. Desde 1997 vive em Lombardia, Monza (MI) e Lecco (LC), trabalhando no âmbito internacional. Pioneira da poesia digital no início da década de 1990em, no domínio experimental entre escritura, representação visual e novos meios de comunicação. Caterina Davinio trabalha com o computador, vídeo, fotografia digital, Internet. Autora de novelas, ensaios, poesia, poesia concreta e visual. Criou igualmente trabalhos com técnicas tradicionais, como a pintura. A sua arte foi apresentada em muitos países, várias vezes na Bienal de Veneza, onde expôs primeira vez em 1997 da poesia animada pelo computador, em VeneziaPoesia.

Com uma série de iniciativas culturais na Itália desde 1992 contribuiu para criar uma ponte entre a poesia experimental e o circuito da videoarte e da arte digital. Recordamos: Electronìe de arte e outras escrituras (exposição itinerante, 1994), Oltre le arti elettroniche: la nuova sperimentazione (Para além da arte electrónica: a nova experimentação, exposição e encontro, Museu Pecci, Prato, 1 de Abril 1995), Poevisioni elettroniche (festival itinerante, edições 1996 - 2000), Parole virtuali (Palavras virtuais), em colaboração com poetas visuais italianos e internacionais.

Obras
A Net-poetry (poesia da rede Internet) começou na Itália em 1998 pelo sítio web de Caterina Davinio Karenina.it. Em Karenina.it o limite entre poesia, arte, crítica, informação, é anulado; poesia está neste caso no movimento da informação no network: o sítio web é o lugar virtual onde a "ação” poética é o "gesto" de pôr em movimento a comunicação telemática, com imagens, sons numéricos, web ready made. Entre os participantes: Julien Blaine, Clemente Padin, Philadepho Menezes, Mirella Bentivoglio.

A net.poesia na Bienal de Veneza 2001
A Net-poesia é a primeira vez na Bienal de Veneza em 2001 (Diretor Harald Szeemann) - com o projeto em linha "Acção Paralela - Bunker", realizado por Caterina Davinio no contexto do Bunker Poetico, instalação pelo artista Marco Nereo Rotelli. A Ação –paralela em linha é coordenada e contemporânea dos performance reais e leitures de poemas ao Orsogrill delle Artiglierie, uma área na Biennale. Com este evento é criado um sistema complexo de relações entre performance de poesia reais e virtuais, de multimédia, que se completam e determinam numa circulação de materiais, informações, comunicação, contactos. É uma nova estrutura de obra de poesia, próxima do happening, Fluxus, e-arte correio, Relational art.

Obras de Net.poesia
De outros eventos de net.poetry/net.performance criados por Davinio son baseado na evolução desta estrutura, para além da presença do intérprete sobre a cena: a performance se converte en uma acção de colaboração, descentralizada, multicolocada, com a passagem do real ao virtual e vice-versa. São:

GLOBAL POETRY, para UNESCO, Março de 2002, Rhizome Arte database NYC, USA
Copia dal vero (Paint from Nature), fevereiro (Giubbe Rosse, Florencia, It) e junho (Eglise Anglicaine, Ajaccio, Fr) 2002, sobre o attac às Twin Towers (Rhizome Database, NYC, USA);
GATES (2003), homenagem a Pierre Restany, publicada em BlogWork - The ArtWork is the Network, projecto-blog em linha da 50a Bienal de Veneza e do ASAC. 150 artistas internacionais eram implicados.
Em 2005 Davinio realizou Isola virtuale, sítio web que é a parte virtual da Isola della Poesia (Ilha da poesia), instalação do artista Marco Nereo Rotelli sobre a ilha de San Secondo em Veneza (projeto apresentado por Achille Bonito Oliva). A Ilha da Poesia e a Ilha Virtuel são uma única exposição colateral no contexto de 51a Bienal. Na Ilha virtual participaram 500 poetes internacionais, entre eles: Adonis, Laurence Ferlinghetti, Fernanda Pivano.
Ligações de Net-poetry
Azione parallela-Bunker La 49a Biennale di Venezia 2001
Global Poetry UNESCO 2002
GATES Blog de la 50a Biennale di Venezia 2003 / ASAC
Virtual Island La 51a Biennale di Venezia 2005 (Proyecto a latere)
Karenina.it (1998, presente en proyectos de la Biennale de Venecia desde 1999, Progetto Oreste, Bunker Poetico, otros)
Virtual Mercury House - 53. Venice Biennial 2009
Obras digitais e videoarte[editar | editar código-fonte]
Nude that Falls Down the Stairs - Tribute to Marcel Duchamp, digital animation, in "Doc(k)s", paper and CD, 1999, Ajaccio, F, ISSN Doc(k)s 0396/3004, commission paritaire 52 841
Caterina Davinio for Alan Bowman's Fried/Frozen Events 2003, digital video - performance. For a projec by Fluxus artist Alan Bowman. Published in "Doc(ks)", paper and CD, 2004, Ajaccio, F, ISSN Doc(k)s 0396/3004, commission paritaire 52 841
Centomilamodi di… Perdere la Testa, digital animation, Premio Art Gallery, rivista “MC MIcrocomputer”, Roma 1992
Dialogie al Metroquadro, digital animations, Roma 1994-95
Eventi Metropolitani, digital animations, Roma 1995
Videopoesie Terminali, video and computer poetry series, Roma and Bergamo 1996-97
La casa-teatro di Sade (De Sade Theatre-Home), Roma 1996
Zinskij, l'ultima lettera (Zinskij, the Last Letter), Roma 1996
Natura contro natura (Nature Against Nature), Roma 1996
Il nemico (The Enemy), Bergamo 1997
U.F.O.P., Unidentified Flying Poetry Objects, digital animations, Monza 1999
Tribute to Munch, 1999
Tribute to Magritte, 1999
Tribute to Duchamp, 1999
Tribute to Julien Blaine, 1999
Tribute to Bartolomé Ferrando, 1999
Self-Portrait of the Artist as Time, 1999
Fluxus Trilogy, 3 video works, for Charles Dreyfus' project, Lecco 2002
Movember 16th, 2002
Movenber 20th, 2002
Other Fluxes and Small Decadence, 2002
Caterina Davinio for Alan Bowman Fried/Frozen Events 2003, video-performance, Lecco 2003
Poem in Red (Dedicated to Ferrari Modena Car), digital video, Lecco 2005
Milady Smiles. Dedicated to Jaguar E, digital video, CH/ Lecco (I) 2007
Nature Obscure, digital photography and video series, Lecco 2007
Knives, 2007
Nature_Obscure, 2007
Ma-mma, digital video, 2008
Big Splash, digital video and installation, 2009
Cracks in Memory, digital video, 2009
Goa Radio Station from North Pole - Self-Portrait, digital video and photography, 2010; with music by Mirko Lalit Egger
The First Poetry Space Shuttle Landing on Second Life, digital video captured on Second Life, 2010; with music by Mirko Lalit Egger
Finally I Remember, 2010; with music by the rock band The NUV
Publicações
Ficção

Còlor Còlor, novela, Campanotto Editore, Pasian di Prato (UD) 1998 ISBN 88-456-0072-6
Il sofà sui binari, novela, Puntoacapo Editrice, Novi Ligure, 2013. ISBN 978-88-6679-137-9
Poesia

Fenomenologie seriali / Serial Phenomenologies, poemas com texto Inglese paralelo; posfácio por Francesco Muzzioli; notas críticas por David W. Seaman; Campanotto Editore, Pasian di Prato - UD, 2010, ISBN 978-88-456-1188-9
Il libro dell'oppio (1975 - 1990), poemas; Posfácio de Mauro Ferrari; Puntoacapo Editrice, Novi Ligure 2012, ISBN 978-88-6679-110-2
Aspettando la fine del mondo / Waiting for the End of the World, poemas com texto Inglese paralelo; Posfácio de Erminia Passannanti e notas críticas por David W. Seaman, Fermenti, Roma, 2012, ISBN 978-88-97171-30-0
Não-ficção

Tecno-Poesia e realtà virtuali / Techno-Poetry and Virtual Reality, ensaio (Italiano / Inglês). Prefácio de Eugenio Miccini. Coleção: Archivio della Poesia del 900, Mantova, Sometti Publisher 2002, ISBN 88-88091-85-8
Virtual Mercury House. Planetary & Interplanetary Events, livro com DVD, tradução paralela Inglese, Roma, Polìmata, 2012, ISBN 978-88-96760-26-0
Outras publicações

Caterina Davinio, "Serial Phenomenologies", poemas, em "Generatorpress12", 2002, Cleveland (OH) USA, John Byrum Editor. "Generatorpress12" is an on line review evolving from November 2002 through April 2004. In June, 2004, a CD version of Generator 12 is funded through a grant from the Ohio Arts Council.
Caterina Davinio, Paint from Nature, net-art performance dedicated to the Twin Tower attac. Em "Doc(k)s", paper and CD, 2001, Ajaccio, F, ISSN Doc(k)s 0396/3004, commission paritaire 52 841
Caterina Davinio, “Fenomenologie seriali”, poesia e imagens digitais, em: "Tellus" 24-25, Scritture Celesti (S. Cassiano Valchiavenna - SO, I), Ed. Labos, 2003, ISSN 1124-1276
Caterina Davinio,  fotografia digital e poemas de "Serial Phenomenologies", em: "BoXoN - TAPIN on line" (F), Julien D'Abrigeon Editor, 2002
Caterina Davinio, "Performance in evoluzione. Dalla centralità del corpo alla realtà virtuale", em "Paese Sera" jornal (I), 14 de julho de 1992.
Caterina Davinio, em: "Tellus 26" Vite con ribellioni rinomate e sconosciute, Labos, (I) NOVEMBRE 2004, ISSN 1124-1276.
Caterina Davinio, "Scritture/Realtà virtuali", em Scritture/Realtà, Atas da conferência, Milan 2002. Anche Publicado em "Karenina.it" (on line); em "Doc(k)s" (on line and in CD ROM), e em outros web sites.
Caterina Davinio, "La poesia video-visiva tra arte elettronica e avanguardia letteraria", ensaio em "Doc (K) s" revista, papel e cd, 1999, ISSN Doc(k)s 0396/3004, commission paritaire 52 841.
Caterina Davinio, "Net-Performance: Processes and Visible Form", em "Doc(k)s", 2004, Ajaccio, F, ISSN Doc(k)s 0396/3004, commission paritaire 52 841.
Exposições[editar | editar código-fonte]
Davino já participou de centenas dos exposições em diversos países do mundo, incluindo: Biennale de Lyon (duas edições), Bienal de Veneza (sete edições desde 1997), Athens Biennial, Poliphonyx (Barcelona e Paris), ParmaPoesia, RomaPoesia, VeneziaPoesia (diretor: Nanni Balestrini), Biennale di arti elettroniche, cinema e televisione de Rome (diretor: Marco Maria Gazzano), Le tribù dell'Arte (Tribù del video e della performance, Roma, Galleria Comunale d'Arte Moderna e Contemporanea; diretor: Achille Bonito Oliva), Artmedia (Universidade de Salerno, diretor: Mario Costa), New Media Art Biennial (Mérida, México), E-Poetry (Buffalo, New York), e muitas outras.

Vida pessoal e curiosidades

Estudante na Faculdade de Letras da Universidade La Sapienza de Roma, participou do Movimento de '77 e da ocupação da faculdade. Davino experimentou uma juventude turbulenta marcada por uso de drogas e a dependência de heroína; esta experiência aparece em sua obra literária, particularmente em Il libro dell'oppio 1975 – 1990 (O Livro de ópio 1975 -1990). [1] [2] [3] [4] Em 1980 se casou com o empresário turco Levent Muharrem Sergün em Roma e se mudou para Munique da Baviera e Istambul; em 1982 nasceu, em Roma, seu filho Leonardo. Após seu divórcio em 1984, Caterina casou-se com Claudio Preziosi em Roma em 1986, dando à luz no mesmo ano seu filho Riccardo Amedeo. Amante de viagens, ela tem dedicado para a Índia, África, e muitos outros lugares, obras de poesia e fotografia. Davinio tem nove tatuagens feitas no curso de suas viagens, entre eles algumas tatuagens tradicionais “Sak Yant” do Sudeste Asiático.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Domingo Na Usina: Biografias: Vittoria Colonna:





(Marino, abril de 1490 - Roma, 25 de fevereiro de 1547), Marquesa de Pescara, foi uma poetisa da Itália.
Era filha de Fabrizio Colonna, grande condestável de Nápoles, e de Agnese de Montefeltro. Foi uma das mulheres mais notáveis da Itália quinhentista. Ainda jovem casou-se com Fernando de Ávalos, Marquês de Pescara, que morreu na Batalha de Pavia lutando ao lado de Carlos de Lannoy. Tornou-se autora de poesias louvadas como impecáveis, das mais importantes continuadoras da tradição de Petrarca em sua geração, uma mediadora política, reformadora religiosa, e seus méritos próprios foram amplamente reconhecidos ainda em sua vida, mas a historiografia posterior a retratou indevidamente mais como uma figura passiva, à sombra de grandes homens que conheceu, entre eles Michelangelo.[1] [2]

É possível que tenha encontrado Michelangelo em torno de 1537, mas sua relação só se estreitou em torno de 1542 quando Michelangelo já era idoso e ela, viúva há dezessete anos. Discutiam arte e religião. Para ela Michelangelo escreveu várias poesias e produziu desenhos, e ela por sua vez dedicou-lhe também uma série de poemas. Walter Pater comparou a relação de ambos com a de Dante e Beatriz.[3] Da parte de Vittoria, Abigail Brundin disse que as poesias que ela dedicou ao seu amigo revelam um esforço de lidar com a responsabilidade pela sua vida interior e de compartilhar os frutos do labor no espírito de uma comunhão evangélica com alguém que passava pelas mesmas dúvidas e agitações de alma.[4] Michelangelo esteve presente em sua agonia, e ela faleceu em seus braços, enquanto ele em lágrimas beijava suas mãos sem cessar. Mais tarde arrependeu-se de não ter ousado beijar-lhe a testa e a face. Condivi registrou que após a morte de Vittoria Michelangelo passou um longo período transtornado, como se tivesse perdido a razão. Em um soneto expressou sua tristeza e revolta, e disse que jamais a natureza fizera face tão bela.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Domingo Na Usina: Biografias: Luigi Pirandello:



(Agrigento, 28 de junho 1867 — Roma, 10 de dezembro 1936) foi um dramaturgo, poeta e romancista siciliano.

Foi um grande renovador do teatro, com profundo sentido de humor e grande originalidade. Suas obras mais famosas são:[1] Seis personagens à procura de um autor, Assim é, se lhe parece, Cada um a seu modo e os romances O falecido Matias Pascal, "Um, Nenhum e Cem Mil", "Esta Noite Improvisa-se", etc.

Sua primeira peça de teatro foi O Torniquete escrita entre 1899 e 1900 e encenada pela primeira vez em 1910[2] .

Recebeu o Nobel de Literatura de 1934.

Coloca-se que o cômico nasce de uma percepção do contrário (no livro Do teatro ao teatro, e tem um capítulo que se chama "O Humorismo"). Mas essa percepção pode se transformar- num sentimento do contrário: é quando aquele que ri procura entender as razões da piada. Portanto não existe mais o distanciamento.[1] Pirandello separa o cômico do humorístico, para passar da atitude cômica para a atitude humorística, é preciso renunciar ao distanciamento e à superioridade.

Luigi Pirandello participou da campanha "coleta do ouro", organizada pelo ditador italiano Benito Mussolini, que visava levantar fundos para o país. A campanha era uma resposta à Liga Nações que impôs sanções econômicas à Itália após esta ter invadido e declarado guerra a Etiópia (1935-36),[1] Pirandello doou sua medalha do Prêmio Nobel.

Livros publicados em português[editar | editar código-fonte]
Lista parcial
A armadilha: contos. Porto: Portugalia, 1946.
A excluída. São Paulo: Germinal. ISBN 85-86439-38-X
A luz da outra casa: novellas escolhidas. São Paulo: Piratininga. 1932.
A morta e a viva (e outras novelas). São Paulo: Martins. 1960.
Cadernos de Serafino Gubbio Operador. Petrópolis: Vozes. 1990.
Dona Mimma (Novelas para um ano). São Paulo: Berlendis & Vertecchia. 2002. ISBN 85-86387-49-5
Entre duas sombras (e outras novelas). São Paulo: Martins. 1962.
Esta noite improvisa-se. Lisboa: Estampa / Seara Nova. 1974.
Kaos e outros contos sicilianos. São Paulo: Nova Alexandria. 2001. ISBN 85-7492-007-X
O enxerto, o homem, a besta e a virtude. São Paulo: Edusp. 2003. ISBN 85-314-0670-6
O falecido Mattia Pascal in O falecido Mattia Pascal / Seis personagens à procura de um autor. São Paulo: Nova Cultural. 2003.
O humorismo. São Paulo: Experimento. 1996.
O marido de minha mulher (e outras novelas). São Paulo: Martins. 1963.
O velho Deus (Novelas para um ano). São Paulo: Berlendis & Vertecchia. 2002. ISBN 85-86387-28-2
O velório (e outras novelas). São Paulo: Martins. 1963.
Os gigantes da montanha. Rio de Janeiro: 7 Letras. 2005. ISBN 85-7577-207-4
Os velhos e os moços. São Paulo: Instituto Progresso Editorial. 1947.
Seis personagens à procura de autor. São Paulo: Peixoto Neto. 2004. ISBN 85-88069-06-7
Sol e sombra (e outras novelas). São Paulo: Martins. 1963.
Henrique IV e Pirandello: roteiro para uma leitura. Aurora Fornoni Bernardini. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1990. ISBN 85-314-0012-0
Um, nenhum e cem mil. São Paulo: Cosac & Naify. ISBN 85-7503-048-5
Uma jornada (Novelas para um ano). São Paulo: Berlendis & Vertecchia. 2006. ISBN 85-86387-97-5
Vestir os nus. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. ISBN 9788520005
O Turno.
Ver também[editar | editar código-fonte]
Categoria:Obras de Luigi Pirandello
Così è (se vi pare)
Referências
↑ Ir para: a b c Luigi Pirandello (em português) UOL - Educação. Visitado em 11 de dezembro de 2012.
Ir para cima ↑ Biografia Luigi Pirandello Site Recanto das Letras
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
Sarah Zappulla Muscarà, Enzo Zappulla, Pirandello e il teatro siciliano, Giuseppe Maimone Editore, Catania 1986.
Mirella Maugeri Salerno, Pirandello e dintorni, Giuseppe Maimone Editore, Catania, 1987
Sarah Zappulla Muscarà (a cura di), Narratori siciliani del secondo dopoguerra, Giuseppe Maimone Editore, Catania 1990

Elio Providenti (a cura di), Archeologie pirandelliane, Giuseppe Maimone Editore, Catania, 1990.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Domingo Na Usina: Biografias:Miguel Torga:




Pseudônimo de Adolfo Correia da Rocha (Vila Real, São Martinho de Anta, 12 de agosto de 1907 — Coimbra, 17 de janeiro de 1995), foi um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX. Destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios.[1]

Biografia
Primeiros anos e educação
Nasceu na localidade de São Martinho de Anta, em Vila Real a 12 de Agosto de 1907.[2] [3] [4] Oriundo de uma família humilde de Sabrosa, era filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros.

Em 1917, aos dez anos, foi para uma casa apalaçada do Porto, habitada por parentes. Fardado de branco, servia de porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava o pó, polia os metais da escadaria nobre e atendia campainhas. Foi despedido um ano depois, devido à constante insubmissão. Em 1918 foi mandado para o seminário de Lamego, onde viveu um dos anos cruciais da sua vida. Estudou Português, Geografia e História, aprendeu latim e ganhou familiaridade com os textos sagrados. Pouco depois comunicou ao pai que não seria padre.

Emigrou para o Brasil em 1920[2] , ainda com treze anos, para trabalhar na fazenda do tio, proprietário de uma fazenda de café em Minas Gerais.[5] Ao fim de quatro anos, o tio apercebe-se da sua inteligência e patrocina-lhe os estudos liceais no Ginásio Leopoldense, em Leopoldina.[2] [6] Distingue-se como um aluno dotado. Em 1925, convicto de que ele viria a ser doutor em Coimbra, o tio propôs-se pagar-lhe os estudos como recompensa dos cinco anos de serviço, o que o levou a regressar a Portugal e concluir os estudos liceais.[1] [2]

Carreira profissional e literária[editar | editar código-fonte]
Em 1928, entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro de poemas, Ansiedade.[2] [5] Em 1929, com vinte e dois anos, deu início à colaboração na revista Presença, folha de arte e crítica, com o poema Altitudes. A revista, fundada em 1927 pelo grupo literário avançado de José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca era bandeira literária do grupo modernista e bandeira libertária da revolução modernista. Em 1930 rompe definitivamente com a revista Presença, junto com Edmundo Bettencourt e Branquinho da Fonseca[2] , por «razões de discordância estética e razões de liberdade humana», assumindo uma posição independente.[1] Nesse ano, publica o livro Rampa, lançando, no ano seguinte, Tributo[5] e Pão Ázimo[5] , e, em 1932, Abismo.[2] Em colaboração com Branquinho da Fonseca, funda a revista Sinal, de efémera duração, e, em 1936, lança, junto com Albano Nogueira, o periódico Manifesto.[2] Nesse ano, publica O Outro Livro de Job.[2] [4]

A obra de Torga traduz sua rebeldia contra as injustiças e seu inconformismo diante dos abusos de poder. Reflete sua origem aldeã, a experiência médica em contato com a gente pobre e ainda os cinco anos que passou no Brasil (dos 13 aos 18 anos de idade), período que deixou impresso em Traço de União (impressões de viagem, 1955) e em um personagem que lhe servia de alter-ego em A criação do mundo, obra de ficção em vários volumes, publicada entre 1937 e 1939. As críticas que fez aí ao franquismo resultaram em sua prisão (1940).[1] Publica os livros A Terceira Voz em 1934, aonde pela primeira vez empregou o seu pseudónimo, Bichos em 1940, Contos da Montanha[5] em 1941, Rua em 1942, O Sr. Ventura e Lamentação em 1943, Novos Contos da Montanha e Libertação em 1944, Vindima em 1945, Sinfonia em 1947, Nihil Sibi em 1948, Cântico do Homem em 1950, Pedras Lavradas em 1951, Poemas Ibéricos em 1952, e Orfeu Rebelde em 1958.[2] [4]

Crítico da praxe e das restantes tradições académicas, chama depreciativamente «farda» à capa e batina. Ama a cidade de Leiria, onde exerce a sua profissão de médico a partir de 1939 até 1942, onde escreve a maioria dos seus livros. Em 1933 concluiu a licenciatura em Medicina pela Universidade de Coimbra.[2] Começou a exercer a profissão nas terras agrestes transmontanas, pano de fundo de grande parte da sua obra. Dividiu seu tempo entre a clínica de otorrinolaringologia e a literatura.

Após a Revolução dos Cravos que derrubou o Estado Novo em 1974, Torga surge na política para apoiar a candidatura de Ramalho Eanes à presidência da República (1979). Era, porém, avesso à agitação e à publicidade e manteve-se distante de movimentos políticos e literários.

Autor prolífico, publicou mais de cinquenta livros ao longo de seis décadas e foi várias vezes indicado para o Prémio Nobel da Literatura.[1]

Casamento e últimos anos[editar | editar código-fonte]
Casou-se com Andrée Crabbé em 1940, uma estudante belga que, enquanto aluna de Estudos Portugueses, com Vitorino Nemésio em Bruxelas, viera a Portugal fazer um curso de verão na Universidade de Coimbra. O casal teve uma filha, Clara Rocha, nascida a 3 de Outubro de 1955, e divorciada de Vasco Graça Moura.

Torga, sofrendo de cancro, publicou o seu último trabalho em 1993, vindo a falecer em Janeiro de 1995.[1] [2] A sua campa rasa em São Martinho de Anta tem uma torga plantada a seu lado, em honra ao poeta.

A origem do pseudónimo[editar | editar código-fonte]
Em 1934, aos 27 anos, Adolfo Correia Rocha cria o pseudónimo "Miguel" e "Torga". Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho, com um caule incrivelmente rectilíneo.

A obra de Torga[editar | editar código-fonte]
A obra de Torga tem um carácter humanista: criado nas serras transmontanas, entre os trabalhadores rurais, assistindo aos ciclos de perpetuação da natureza, Torga aprendeu o valor de cada homem, como criador e propagador da vida e da natureza: sem o homem, não haveria searas, não haveria vinhas, não haveria toda a paisagem duriense, feita de socalcos nas rochas, obra magnífica de muitas gerações de trabalho humano. Ora, estes homens e as suas obras levam Torga a revoltar-se contra a Divindade Transcendente a favor da imanência: para ele, só a humanidade seria digna de louvores, de cânticos, de admiração: (hinos aos deuses, não/os homens é que merecem/que se lhes cante a virtude/bichos que cavam no chão/actuam como parecem/sem um disfarce que os mude).

Para Miguel Torga, nenhum deus é digno de louvor: na sua condição omnisciente é-lhe muito fácil ser virtuoso, e enquanto ser sobrenatural não se lhe opõe qualquer dificuldade para fazer a natureza - mas o homem, limitado, finito, condicionado, exposto à doença, à miséria, à desgraça e à morte é também capaz de criar, e é sobretudo capaz de se impor à natureza, como os trabalhadores rurais transmontanos impuseram a sua vontade de semear a terra aos penedos bravios das serras. E é essa capacidade de moldar o meio, de verdadeiramente fazer a natureza, mal-grado todas as limitações de bicho, de ser humano mortal que, ao ver de Torga, fazem do homem único ser digno de adoração.

Poesia
8 - " Ansiedade "
1930 - Rampa[2]
1931 - Abismo
1936 - O outro livro de Job[2] [4]
1943 - Lamentação
1944 - Libertação
1946 - Odes
1948 - Nihil Sibi
1950 - Cântico do Homem
1952 - Alguns poemas ibéricos
1954 - Penas do Purgatório
1958 - Orfeu rebelde[2] [4]
1962 - Câmara ardente
1965 - Poemas ibéricos
1997 - Poesia Completa, volume I
2000 - Poesia Completa, volume II
Prosa[editar | editar código-fonte]
2000 - Pão Ázimo[2]
2000 - Criação do Mundo
1934 - A Terceira Voz[2]
1937 - Os Dois Primeiros Dias
1938 - O Terceiro Dia da Criação do Mundo
1939 - O Quarto Dia da Criação do Mundo
1940 - Bichos[2] [4]
1941 - Contos da Montanha[2] "Diário I"
1942 - Rua[2]
1943 - O Senhor Ventura[2] "Diário II"
1944 - Novos Contos da Montanha[2]
1945 - Vindima[2]
1946 - "Diário III"
1949 - "Diário IV"
1950 - Portugal'
1951 - Pedras Lavradas[2] [4] "Diário V"
1953 - "Diário VI"
1956 - "Diário VII"
1959 - "Diário VIII"
1974 - O Quinto Dia da Criação do Mundo
1976 - Fogo Preso
1981 - O Sexto Dia da Criação do Mundo
1982 - Fábula de Fábulas
1999 - "Diário: Volumes IX a XVI"(1964-1993), Publicações Dom Quixote e Herdeiros de Miguel Torga, 2.ª edição integral, ISBN 972-20-1647-4
Indice dos volumes
Diário IX (15-1-1960/20-9-1963)
Diário X (5-10-1963/30-7-1968)
Diário XI (2-8-1968/6-4-1973)
Diário XII (17-5-1973/22-6-1977)
Diário XIII (8-7-1977/20-5-1982)
Diário XIV (21-5-1982/11-1-1987)
Diário XV (20-02-1987/31-12-1989)
Diário XVI (11-1-1990/10-12-1993)
O seu Diário (1941 - 1994), em 16 volumes, mistura poesia, contos, memórias, crítica social e reflexões. No último volume, diz: "Chego ao fim, perplexo diante de meu próprio enigma. Despeço-me do mundo a contemplar atônito e triste o espetáculo de um pobre Adão paradoxal, expulso da inocência sem culpa sem explicação."[1]

Peças de teatro
1941 - "Terra Firme" e "Mar"[2]
1947 - Sinfonia[4] [2]
1949 - O Paraíso[2]
1950 - Portugal
1955 - Traço de União
Ensaios e Discursos
Ensaios e Discursos, publicações Dom Quixote,Lisboa, 2001, ISBN 972-20-1681-4 , ‘’tomou por base, respectivamente,os textos da 6.ª edição de Portugal, Coimbra, 1993; da 2.ª edição revista de Traço de União, Coimbra, 1969; e da edição de Fogo Preso, Coimbra, 1989”, conforme nota do editor, p. 8.

Traduções
Seus livros foram traduzidos em diversos idiomas, algumas vezes publicados com um prefácio seu: espanhol, francês, inglês, alemão, chinês, japonês, croata, romeno, norueguês, sueco, holandês, búlgaro.

Prémios e homenagens
1969 - Prémio do Diário de Notícias.
1976 - Prémio de Poesia da XII Bienal de Internacional de Poesia de Knokke-Heist (Bélgica)
1980 - Prémio Morgado de Mateus, com Carlos Drummond de Andrade
1981 - Prémio Montaigne da Fundação Alemã F.V.S.
1989 - Prêmio Luso-Brasileiro Luís de Camões
1991 - Prémio Personalidade do Ano
1992 - Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores
1993 - Prémio da Crítica, consagrando a sua obra
1995 - O seu nome foi colocado, em 3 de Maio de 1995, numa rua da Freguesia de Santa Maria, no Concelho de Lagos.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.