quinta-feira, 6 de julho de 2017

Poesia de quinta Na Usina: Machado de Assis: AS BRISAS:




Deu-nos a harpa eólia a excelsa melodia
Que a folhagem desperta e torna alegre a flor,
Mas que vale esta voz, ó musa da harmonia,
Ao pé da tua voz, filha da harpa do amor?
Diz-nos tu como houveste as notas do teu canto?
Que alma de serafim volteia aos lábios teus?
Donde houveste o segredo e o poderoso encanto

Que abre a ouvidos mortais a harmonia dos céus?

Poesia de Quinta Na Usina:Edgar Allan Poe:






Não fui, na infância, como os outros
e nunca vi como os outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar das fontes igual à deles;
e era outro o canto, que acordava
o coração de alegria

Tudo o que amei, amei sozinho.


Fonte de origem:

Poesia de quinta na Usina: Machado de Assis: IV:



Da cativa gentil cerrados olhos
Não se entreabrem à luz. Morta parece.
Uma só contração lhe não perturba
A paz serena do mimoso rosto.
Junto dela, cruzados sobre o peito
Os braços, Anajê contempla e espera;
Sôfrego espera, enquanto idéias negras
Estão a revoar-lhe em torno e a encher-lhe
A mente de projetos tenebrosos.
Tal no cimo do velho Corcovado
Próxima tempestade engloba as nuvens.
Súbito ao seio túrgido e macio
Ansiosas mãos estende; inda palpita
O coração, com desusada força,
Como se a vida toda ali buscasse
Refúgio certo e último. Impetuoso
O vestido cristão lhe despedaça,
E à luz já viva da manhã recente
Contempla as nuas formas. Era acaso
A síncope chegada ao termo próprio,
Ou, no pejo ofendida, às mãos estranhas
A desmaiada moça despertara.
Potira acorda, os olhos lança em torno,
Fita, vê, compreende, e inquieta busca
Fugir do vencedor às mãos e ao crime...
Mísera! opõe-se-lhe o irritado gesto
Do aspérrimo guerreiro; um ai lhe sobe
Angustioso e triste aos lábios trêmulos,
Sobe, murmura e sufocado expira.
Na rede envolve o corpo, e, desviando
Do terrível tamoio os lindos olhos,
Entrecortada prece aos céus envia,

E as faces banha de serenas lágrimas.

Poesia de Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: A Frescura:


Ah a frescura na face de não cumprir um dever!
Faltar é positivamente estar no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros,
Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que'eu saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
E tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à mesma hora...
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte... Se é um gesto,

Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: "O coração, se pudesse pensar, pararia.":


"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do
abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis,
porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; 
deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas atémim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que
me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro
dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se
não o lerem, nem se entretiverem, será bem também."




Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/

Poesia De quinta Na Usina:D'Araújo: A música:



"A música é para o espírito
assim como é o colírio para os olhos,
alivia a alma e restabelece o equilíbrio"





Poesia De Quinta Na Usina: D'Araujo: Poema: Inesperado.


Um ser que aparece do nada e faz 
sucumbir qualquer poder de reação contrária.

O cantarolar do vento que bate em meu 
rosto me traz o gosto e o prazer de estar 
com você e poder entender o entardecer 
da lógica diante o inesperado.

Então fico calado a observar a 
importância da tua existência diante a minha.

D'Arujo.









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"O Grito da Alma" poesias e pensamentos
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Poesia de Quinta Na Usina:D'Araujo:Poema: Vivo.


                                                              Olhe e veja a minha dor
O meu coração sangra
com a tua ausência
Não me deixe neste
Mar de lagrimas.

Volte, pois tua presença
Acalma-me.
O rio que corre também
leva meus sonhos.
Por entre montanhas e vales 
Despejo meus ensejos de viver.

Então vejo o meu desejo
De tê-la novamente que
Faz-me desperta todas as manhãs.

Não me deixe neste mar de ilusões 
Volte a preencher este vazio que 
nunca cessa em meu doloroso coração.


D'Araujo.