domingo, 6 de agosto de 2017

Domingo Na Usina: Biografias: Casimiro de Abreu:




(1837-1860) foi um poeta brasileiro, autor da obra "Meus Oito Anos", um dos poemas mais populares da literatura brasileira. Pertence a segunda geração do romantismo. Enviado para Lisboa, com apenas 16 anos, inicia sua vida literária. É nesse período que escreve a maior parte dos poemas de seu único livro "Primaveras". Escreve a peça "Camões e o Jau", que foi aplaudida no Teatro D. Fernando, em Lisboa. Casimiro é patrono da cadeira nº 6 da Academia Brasileira de Letras.

Casimiro de Abreu (1837-1860) nasceu na Barra de São João, Estado do Rio de Janeiro, no dia 4 de janeiro de 1837. Era filho do rico comerciante português, José Joaquim Marques de Abreu e da brasileira Luíza Joaquina das Neves. Desde cedo despertou interesse pela literatura. Aos nove anos entrou para o Colégio Frese, em Nova Friburgo. No dia 13 de novembro de 1853, com apenas 16 anos, por não se adaptar ao trabalho, no comércio do pai, no Rio de janeiro, foi enviado para Lisboa. O austero pai achava que lá, ele perderia as tendências literárias.

Casimiro de Abreu viveu quatro anos em Portugal, onde iniciou sua carreira literária e escreveu a maior parte de seus poemas. No dia 18 de janeiro de 1856, sua peça "Camões e o Jau", é encenada no Teatro D. Fernando, em Lisboa, onde é aplaudido pela imprensa portuguesa.

Em 11 de julho de 1857, volta ao Rio de Janeiro. Com a saúde abalada, parte para Indaiassu, fazenda da família, às margens do rio São João. Depois de um mês, volta constrangido, ao comércio do pai, que pretendia torná-lo comerciante.

Casimiro de Abreu escreveu pouco, mas seu lirismo de adolescente retratado em sua poesia, que girava em torno do amor, da tristeza da vida, da saudade da Pátria e da saudade da infância, o tornou o poeta mais popular da literatura brasileira. Seu poema "Meus Oito Anos", escrito em Lisboa em 1857, retrata bem a nostalgia da infância: Oh! que saudades que tenho/Da aurora de minha vida,/Da minha infância querida/Que os anos não trazem mais!/Que amor, que sonhos, que flores,/Naquelas tardes fagueiras/A sombra das bananeiras,/Debaixo dos laranjais!.

Em 1859 publica seu único livro de poemas "Primaveras", onde a maior parte das poesias foram escritas em Lisboa, entre elas, "Minha Terra", "Meus Oito Anos", "Segredo" e "Minha Alma é Triste". Em 1860, fica noivo de Joaquina Alvarenga Silva Peixoto. Levando uma vida boêmia, contrai tuberculose e vai para Nova Friburgo tentar a cura da doença. Nesse mesmo ano morre seu pai em sua fazenda em Indaiassu. Em 4 de junho, Cassimiro de Abreu volta para a corte e assume seu lugar no comércio da família. Com a doença agravada decide ir para Nova Friburgo.

Casimiro José Marques de Abreu, não resiste a doença e morre com apenas 23 anos de idade, no dia 18 de outubro de 1860, em Nova Friburgo, Rio de Janeiro.

Obras de Casimiro de Abreu
Fora da Pátria, prosa, 1855
Minha Mãe, poesia, 1855
Rosa Murcha, poesia, 1855
Saudades, poesia, 1856
Suspiros, poesia, 1856
Camões e o Jau, teatro, 1856
Meus Oito Anos, poesia, 1857
Longe do Lar, prosa, 1858
Treze Cantos, poesia, 1858
Folha Negra, poesia, 1858
Primaveras, poesias, 1859

Informações biográficas de Casimiro de Abreu:
Data do Nascimento: 04/01/1837
Data da Morte: 18/10/1860
Morreu aos: 23 anos.

fonte de origem:
http://www.e-biografias.net/casimiro_abreu/

Domingo Na Usina:Biografias: Guillaume Bude:


Ele estudou Direito em Paris e Orleans com pouco sucesso e implementação; no entanto lendo Jerome e Joannes Lascaris o ajudou a adquirir um grande conhecimento do grego linguagem, que aprendeu de forma autodidata. Com isso, ele também se interessou pela filosofia, a teologia, o direito e medicina, assuntos em que ele fez um progresso rápido. Louis XII foi recompensado por seu conhecimento nomeando-o secretário. Ele foi para Roma com uma mensagem para Leo X (1515) e acompanhou Francisco I na maioria de suas viagens. Ele lutou para conseguir o rei a fundação da Biblioteca do Fontainebleau, a origem do futuro Bibliothèque Nationale, que era bibliotecário. Manteve uma correspondência escrita ativa em grego, latim e francês Desiderius Erasmus, Thomas More, Etienne Dolet, François Rabelais e outros. Em teologia, ele se aproximou do Calvinismo, a causa da morte. Usando o bispo de Narbonne, Jean du Bellay, proposto por Francis I criar uma escola trilingue de latim, grego e hebraico (no futuro Collège de France) e pediu para dirigir a Erasmus de Roterdão, que se recusou. A escola foi finalmente fundada em 1530. Ele era um amigo e conselheiro da chanceler Poyet. Bude é considerado o maior humanista da França. Ele é devido ao primado do passe filologia da Itália para a França. Entre outras obras, escreveu o philologia Commentaria linguae Graecae e De, onde ele tenta demonstrar a importância das cartas para o Estado ea sociedade. Ele também fez o Dissertação transitu Hellenismi anúncio Christianismum, que exalta a filosofia grega como uma preparação para o cristianismo e defende os estudos helênicos apesar de ser acusado de heresia, o que a vida tormento e causou grande temor para morte.

Trabalhar :

Além de sua abundante correspondência que foi preservado, também traduzido em Vidas Paralelas latinas de Plutarco de Chaeronea (1502-1505) e publicou algumas anotações em livros pandectarum XXIV (Paris, 1508), em que, aplicando a filologia e história conhecimento do direito romano, revolucionou o estudo da jurisprudência, a depuração do Corpus Juris Civilis, restaurando a pureza do texto original e apontando a poluição e deturpaciones dos comentaristas. Ele também tornou-se interessado em materiais arqueológicos, em que sua contribuição mais importante foi seu tratado sobre a moeda e os pesos e medidas romanas, a ASE eius partibus (Veneza, 1522). Em 1520 ele publicou sua tese filosófica e moral rara contemporânea em 1527, De recte et estudo constituendo literária confortável, que não insta negligenciar o estudo das letras. Como um helenista são devidos um Commentarii linguae Graecae (Paris, 1529), definidos notas lexicográficas que contribuíram significativamente para o estudo da literatura grega na França, e De transitu helenismi anúncio Christianismum (Paris, 1534), no qual ele tenta resumir entre os estudos sagrados e profanos, cristianismo e herança antiga. Em seu De philologia (1532) desenhou uma reforma dos estudos universitários com base em uma formação abrangente e enciclopédico com base nos textos originais dos autores e chamou as mais altas funções do Estado para os cientistas aberto. Suas obras completas foram publicadas em Basileia em 1557 com uma breve biografia escrita por seu discípulo Louis Le Roy.

fonte de origem:

Domingo Na Usina:Biografias:Coelho Neto:


Coelho Neto (1864-1934) foi escritor, político e professor brasileiro. Foi membro fundador da Academia Brasileira, ocupou a cadeira nº 2. Usou em sua obra um vocabulário cheio de artifícios retóricos. Escreveu mais de cem livros e aproximadamente 650 contos.

Coelho Neto (1864-1934) nasceu em Caxias, Maranhão no dia 20 de fevereiro de 1864. Filho do português Antônio da Fonseca Coelho e da índia Ana Silvestre Coelho. Em 1870, a família foi morar no Rio de Janeiro. Foi aluno do Colégio Pedro II. Estudou Medicina e Direito, mas não concluiu nenhum dos cursos. Participava de movimentos abolicionistas e republicanos.

Em 1885, conheceu José do Patrocínio, que o introduziu na redação do jornal Gazeta da Tarde e no periódico A Cidade do Rio. Em 1890, casa-se com Maria Gabriela Brandão, juntos tiveram quatorze filhos. Nesse mesmo ano ocupou a Secretaria do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Em 1891, publicou sua primeira obra "Rapsódias", um livro de contos. Em 1892, lecionou História da Arte na Escola Nacional de Belas Artes e Literatura no Colégio Pedro II.

Coelho Neto escreveu "Capital Federal: Impressões de um Sertanejo"(1893). Em 1896, participa das primeiras reuniões com objetivo de criar a Academia Brasileira de Letras. Publicou "Sertão" (1896) e "Álbum de Caliban"(1897), "O Paraíso"(1898) e "A Conquista"(1899). Foi eleito Deputado Federal pelo Maranhão, para a legislatura de 1909 e 1911. Foi nomeado para a cátedra de História do Teatro e para Literatura Dramática na Escola de Arte Dramática, em 1910.

Escreveu algumas peças teatrais, mais de cem livros e cerca de 650 contos. Em 1928, foi consagrado como “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”. De sua extensa obra literária, destacam-se também "Fruto Proibido", "O Rei Fantasma", "Contos Pátrios", "Mano", "As Estações", "Mistério do Natal" e “A Cidade Maravilhosa”. Também poeta, escreveu um soneto que se tornaria famoso "Ser Mãe".

Henrique Maximiniano Coelho Neto morreu no Rio de Janeiro, no dia 28 de novembro de 1934.

Informações biográficas de Coelho Neto:
Data do Nascimento: 20/02/1864
Data da Morte: 28/11/1934

Morreu aos: 70 anos.

Fonte de origem:

Domingo Na Usina: Biografias: Myriam de Castro Lima Fraga:


Nasceu em Salvador, Estado da Bahia, a 09 de novembro de 1937, filha de Orlando de Castro Lima e Beatriz Ponde de Castro Lima. Tendo iniciado suas atividades literárias publicando assiduamente em revistas e suplementos literários, estréia em livro com Marinhas, poesia, no ano de 1964, pelas Edições Macunaíma – editora especializada em publicações de tiragem limitada e de alto padrão gráfico, sob a orientação artística do gravador Calasans Neto. Com poemas traduzidos para o inglês, francês e alemão, tem participado de diversas antologias no Brasil e no exterior. É citada em várias publicações nacionais e estrangeiras, entre elas: Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira, de José Paulo Paes e Massaud Moisés (1968); Grande Enciclopédia Delta Larousse (1972); Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho, (1990) e História da Literatura Brasileira, de Luciana Stegagno Picchio (1997), Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras: 1711-2001, por Nelly Novaes Coelho (2002). Tem participado, como escritora convidada, de inúmeras conferências e seminários no Brasil e em outros países, como: I Encontro da Poesia Brasileira – Semana Joaquim Cardoso, em Recife (1981); II Bienal Nestlé de Literatura, em São Paulo (1984); Brasilian Writters Project, nos EUA (1985); 40º Congresso da União Brasileira de Escritores – UBE, em São Paulo (1986); III Bienal Nestlé de Literatura, em São Paulo (1986); 5º Encontro Nacional de Acervos Literários Brasileiros, PUC – Rio Grande do Sul, (2001); Simpósio sobre a Cultura e a Literatura Caboverdianas, em Mindelo, Cabo Verde (1986); Encontro Poesia em Lisboa, em Lisboa (1998); III Congresso Nacional de Escritores, em Pernambuco (2002); Colloque Jorge Amado, Sorbonne, em Paris (2002); Encontro sobre poesia, na Universidade de Rennes, França (2005), Festival Literário de Parati – FLIP, Rio de Janeiro (2006); Festival Literário de Porto de Galinhas, Recife (2007); Semana do Brasil, em La Rochelle, França (2007). Eleita por unanimidade membro efetivo da Academia de Letras da Bahia, tomou posse no dia 30 de julho de 1985, passando a ocupar a cadeira de n.º13, que tem como patrono o poeta Francisco Moniz Barreto, na vaga de Luiz Fernando Seixas de Macedo Costa. Foi membro do Conselho Federal de Cultura, do Conselho Federal de Política Cultural, e do Conselho Estadual de Cultura, do Conselho Editorial da Fundação Cultural do Estado da Bahia. e do Conselho da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia-FAPESB. Diretora Executiva da Fundação Casa de Jorge Amado desde sua instituição, em julho de 1986, vem se dedicando, igualmente, à área de Administração Cultural. Entre 1980 e 1986, esteve à frente de projetos pioneiros na Fundação Cultural do Estado da Bahia, quando coordenou a Coleção dos Novos e foi responsável pelo projeto de criação do Centro de Estudos de Literatura Luiz Gama, hoje Departamento de Literatura. Membro do Conselho da Associação Baiana de Imprensa – ABI, além de manter colaboração em revistas e jornais, foi responsável pela coluna Linha D’Água, sobre assuntos culturais, publicada aos domingos no jornal A Tarde, de Salvador, de 1984 a 2004. Recebeu os seguintes títulos e prêmios: Prêmio Arthur de Salles (Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia, 1969); Prêmio Casimiro de Abreu (Secretaria da Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, 1972); Medalha Castro Alves (Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel. Salvador, 1984); Medalha do Mérito Castro Alves (Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia, 1984); Personalidade Cultural (União Brasileira de Escritores – UBE. Rio de Janeiro, 1987); Medalha Maria Quitéria (Câmara dos Vereadores da Cidade do Salvador, 1996); Prêmio COPENE de Cultura e Arte (COPENE. Salvador, 1996); Troféu Catarina Paraguaçu (MAM e TGM. Salvador, 1997); e Prêmio Alejandro José Cabassa (UBE. Rio de Janeiro, 1998). Entre seus muito livros publicados estão: Marinhas — Salvador: Ed. Macunaíma, 1964. Sesmaria — Salvador: Ed. Imprensa Oficial da Bahia, Prêmio Arthur Salles, 1969. O livro dos Adynata — Salvador: Ed. Macunaíma, 1975. A ilha — Salvador: Ed. Macunaíma, 1975. O risco na pele — Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1979. A cidade — Salvador: Ed. Macunaíma, 1979. As purificações ou o sinal de talião — Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1981. A lenda do pássaro que roubou o fogo — Salvador: Ed. Macunaíma, 1983. Six poems, trad. Richard O’Connell — Salvador: Ed. Macunaíma, 1985. Os deuses lares — Salvador: Ed. Macunaíma, 1992. Femina — Salvador: Ed. Casa de Palavras/ COPENE, Prêmio COPENE Cultura e Arte, 1996. Poesia Reunida — Salvador: Ed. Academia de Letras da Bahia / Assembléia Legislativa, 2008.

Fonte de origem:

Domingo Na Usina:Biografia: Lygia Bojunga Nunes:



Pelotas RS 1932. Autora de literatura infantojuvenil. Passa sua primeira infância em uma fazenda. Aos 8 anos muda-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1951, torna-se atriz da Companhia de Teatro Os Artistas Unidos, e viaja pelo interior do Brasil. Atua nesse momento, também, como atriz de rádio. Ao abandonar os palcos e as atividades que exerce, começa a escrever para o rádio e a televisão. Em busca de uma vida mais integrada à natureza, refugia-se no interior do estado do Rio de Janeiro. Funda, acompanhada de seu segundo marido, Peter, uma escola rural para crianças carentes, a Toca, que dirige por cinco anos. Faz sua estreia literária em 1972, com o livro Os Colegas, e, já em 1973, recebe o Prêmio Jabuti. Em 1982, torna-se a primeira autora, fora do eixo Estados Unidos-Europa, a receber o Prêmio Hans Christian Andersen, uma das mais relevantes premiações concedidas aos gêneros infantil e juvenil. Nesse mesmo ano muda-se para a Inglaterra, vivendo alternadamente entre esse país e o Brasil. Em 1988, volta ao teatro, escrevendo e atuando em palcos no Brasil e no exterior. Trabalha com edição e produção de livros, feitos de forma artesanal. Em 1996, publica Feito à Mão, uma realização alternativa à produção industrial, como indica o título, composto manualmente com papel reciclado e fotocopiado. Em 2002, publica Retratos de Carolina, o primeiro livro de sua própria editora, a Casa Lygia Bojunga. Pelo conjunto de sua obra, em 2004, ganha o Astrid Lindgren Memorial Award, prêmio criado pelo governo da Suécia, jamais antes outorgado a um autor de literatura infantojuvenil. Com esse incentivo, cria nesse ano a Fundação Cultural Lygia Bojunga com o intuito de desenvolver ações que aproximem o livro da população brasileira.

Comentário Crítico
A produção literária de Lygia Bojunga caracteriza-se pela transgressão dos limites entre a fantasia e a realidade e aborda questões sociais contemporâneas com lirismo e humor. A autora, segundo a crítica literária Marisa Lajolo, nos momentos mais significativos de sua obra, debruça-se "sobre a perda da identidade infantil" e sobre as possibilidades de construção dessa mesma identidade dentro das perspectivas cotidianas dos centros urbanos contemporâneos.

Em seu livro mais conhecido, A Bolsa Amarela, vê-se o processo de amadurecimento da jovem Raquel, que vive em conflito com a família. Com o objetivo de criar um refúgio para o seu universo íntimo, suas fantasias e segredos, transforma uma bolsa amarela numa espécie de extensão do seu mundo interior, de modo a mantê-lo protegido e resguardado. O embate entre suas reinações e a realidade externa se dá, desse modo, na dimensão da bolsa amarela ou em suas imediações - numa zona limítrofe em que não se pode distinguir exterior e interior. O elemento pedagógico, presente na maior parte da literatura produzida para o público infantojuvenil, aparece em A Bolsa Amarela não como um fator ou acontecimento externo que transforma a personagem, e sim como fruto de um processo reflexivo da própria Raquel, e que se realiza através de sua busca pela preservação da própria identidade.

A Casa da Madrinha, livro posterior de Lygia, dá outra direção a essa mesma problemática - o conflito entre realidade interna e externa -, e tem como foco os medos infantis. O protagonista da trama é um menino pobre, morador de uma favela do Rio de Janeiro, que sai de casa em busca da casa da madrinha, lugar inventado por seu irmão, em que as dificuldades materiais não existem. De maneira diferente de A Bolsa Amarela, um narrador externo fornece o contexto no qual transcorre a história. Mostra assim Alexandre, o menino pobre, no momento em que faz uma apresentação para conseguir alguns trocados e comer com um pavão que encontra pelo caminho. E Vera, uma menina de classe média, que mora com a família em uma casa no campo. O diálogo entre esses personagens, que mescla situações da história pessoal de Alexandre com suas fantasias, estabelece a tensão narrativa. Vera quer abrigar o menino dentro de sua casa, mas é persuadida pelos pais a deixá-lo temporariamente na casinha de ferramenta e mandá-lo embora em seguida. É no contato de Alexandre com Vera que se conhecem os objetivos do garoto, sua intenção de chegar à casa da madrinha. Juntos, eles realizam essa busca, inventando um cavalo que toma forma e permite o encontro. Desse momento em diante a ficção se descola do andamento anterior em direção à pura fantasia. O atrito com a realidade é, no entanto, inevitável, mas se encaminha para uma resolução positiva do conflito.

Em Corda Bamba, as fantasias também funcionam como o elemento que pode promover a superação de dificuldades pessoais. O simbolismo em relação a esse processo de amadurecimento é construído por meio de uma personagem principal que usa uma corda bamba para entrar em uma casa estranha com muitas portas fechadas, do outro lado da rua. Essa situação é, na prática, uma maneira de elaborar a morte inesperada dos seus pais.

Em O Sofá Estampado, Lygia faz uma nova incursão nas histórias com animais, como ocorre em seu primeiro livro publicado, Os Colegas, que também coloca em cena um grupo de bichos como personagens - uma tradição da literatura voltada ao público infantil. No entanto, o personagem principal de O Sofá, o tatu Vítor, ganha uma caracterização psicológica que destaca a obra dentro dessa tradição. Segundo o crítico literário José António Gomes, "o leitor percebe que não se encontra apenas perante mais uma história simplista de animais humanizados (...) mas sim a ler um texto que, na sua extraordinária economia de meios, o confronta com um complexo de tópicos em que avultam a identidade e a alteridade, o isolamento e a socialização, a regressão e o crescimento, a morte e o desejo". A perda da identidade infantil, centro de força da obra da autora, segundo Marisa Lajolo, se configura no livro por meio da alegoria. Através da história do tatu Vítor observam-se as angústias experimentadas pelo personagem, relacionadas ao processo de amadurecimento.

Lygia redefine assim os limites entre o real e a fantasia, incorporando ainda questões sociais contemporâneas. Em Seis Vezes Lucas, e também em Tchau, descreve por meio do ponto de vista infantil os conflitos e rearranjos por que passam as famílias atuais, tendo em vista as transformações do comportamento e da cultura no século XX. Temas polêmicos como suicídio estão presentes em 7 Cartas e 2 Sonhos e O Meu Amigo Pintor.

Além da atividade de escritora, ela cria a Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga, projeto que desenvolve ações ligadas à popularização do livro no Brasil. E sua própria editora, a Casa Lygia Bojunga, que lhe possibilita ter um controle maior de todas as etapas de produção de seus livros bem como as de distribuição e divulgação. Não obstante, permite o exercício literário experimental subjugado apenas a seus anseios como escritora.

Links relacionados

Casa Lygia Bojunga
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Primeiras edições

Obras publicadas - primeiras edições

Infantil e juvenil
Os Colegas - 1972
Angélica - 1975
A Bolsa Amarela - 1976
A Casa da Madrinha - 1978
Corda Bamba - 1979
O Sofá Estampado - 1980
Tchau - 1984
O Meu Amigo Pintor - 1987
Nós Três - 1987
Livro, um Encontro - 1988
Fazendo Ana Paz - 1991
Paisagem - 1992
Seis Vezes Lucas - 1995
O Abraço - 1995
Feito à Mão - 1996
A Cama - 1999
O Rio e Eu - 1999
Retratos de Carolina - 2002
Aula de Inglês - 2006
Sapato de Salto - 2006

Teatro
Livro - 1988
O Pintor - 1989
Nós Três - 1989
A Entrevista - 2002

Traduções e edições estrangeiras

Traduções e edições estrangeiras

Alemão
Angelika [Angélica]. Tradução Karin Schreiner. Ilustração Sabine Barth. Ravensburg: Ravensburger Buchverlag Otto Maier, 1994.
Das geblümte Sofa [O Sofá Estampado]. Tradução Karin Schreiner. Hamburgo: Dressler, 1984.
Das Haus der Tante [A Casa da Madrinha]. Tradução Karin Schreiner. Hamburgo: Dressler, 1984.
Das Haus der Tante [A Casa da Madrinha]. Tradução Karin Schreiner . Ilustração Reinhard Michl. Ravensburg: Ravensburger Buchverlag Otto Maier, 1993. 
Das Haus der Patentante [A Casa da Madrinha]. Tradução Karin Schreiner. Berlim Oriental: Kinderbuchverlag, 1987.
Die Freunde [Os Colegas]. Tradução Karin Schreiner. Hamburgo: Dressler , 1985.
Die Freunde [Os Colegas]. Tradução Karin Schreiner . Ilustração Sabine Barth. Ravensburg: Ravensburger Buchverlag Otto Maier, 1994.
Die gelbe Tasche [A Bolsa Amarela]. Tradução Karin Schreiner. Hamburgo: Dressler, 1983.
Die gelbe Tasche [A Bolsa Amarela]. Tradução Karin Schreiner. Ravensburg: Ravensburger Buchverlag Otto Maier, 1992.
Maria auf dem Seil [Corda Bamba]. Tradução Karin Schreiner. Hamburgo: Dressler, 1983.
Maria auf dem Seil [Corda Bamba]. Tradução Karin Schreiner. Ravensburg: Ravensburger Buchverlag Otto Maier, 1992.
Mein Freund, der Maler [Sete Cartas e 2 Sonhos]. Tradução Karin Schreiner. Hamburgo: Dressler [Germany], 1986.
Mein Freund, der Maler [Sete Cartas e 2 Sonhos] . Tradução Karin Schreiner. Ravensburg: Ravensburger Buchverlag Otto Maier, 1993.
Tschau: 4 Erzählungen [Tchau]. Tradução Karin Schreiner. Hamburgo: Dressler, 1986.
Wir drei [Nós Três]. Tradução Karin Schreiner. Hamburgo: Dressler, 1988.

Búlgaro
Hlabavoto Văze [Corda Bamba]. Tradução Margarita Drenska. Sofia: Otečestvo, 1989.

Catalão
Els Companys [Os Colegas]. Tradução Manuel de Seabra. Barcelona: Juventud , 1985.
La Bossa Groga [A Bolsa Amarela]. Tradução Manuel de Seabra. Barcelona: Juventud, 1986.
La Casa de la Padrina [A Casa da Madrinha]. Tradução Manuel de Seabra. Barcelona: Juventud, 1986.
Corda Fluixa [Corda Bamba]. Tradução Manuel de Seabra. Barcelona: Juventud, 1986.
Adeu [Tchau]. Tradução Josep Daurella. Barcelona: Aliorna, 1987.

Dinamarquês
Gudmorens Hus [A Casa da Madrinha]. Tradução Peer Sibast . Kbh: Gyldendal, 1987. 
Den Gule Taske [A Bolsa Amarela]. Tradução Peer Sibast . Kbh: Gyldendal , 1987.

Espanhol
Angélica [Angélica]. Tradução Mario Merlino. Madri: Alfaguara, 1986.
Chao! [Tchau]. Tradução Irene Vasco. Ilustração Ivar da Costa. Bogotá: Grupo Editorial Norma, 2001.
El Bolso Amarillo [A Bolsa Amarela]. Tradução Mirian Lopes Moura. Madri: Espasa-Calpe, 1985.
El Bolso Amarillo [A Bolsa Amarela]. Tradução Mirian Lopes Moura. Barcelona: Círculo de Lectores, 1985.
El Bolso Amarillo [A Bolsa Amarela]. Tradução Miriam Lopes Moura. Barcelona: Planeta-De Agostini, 1988.
La Bolsa Amarilla [A Bolsa Amarela]. Tradução Elkin Obregón. Bogotá: Grupo Editorial Norma, 1997.
El Sofá Estampado [O Sofá Estampado]. Tradução Mirian Lopes Moura. Madri: Espasa-Calpe, 1983.
El Sofá Estampado [O Sofá Estampado]. Tradução Lucia Botero. Bogotá: Grupo Editorial Norma, 1996.
Juntos los Três [Nós Três]. Tradução Mario Merlino. Madri: Alfaguara, 1989.
La Cama [A Cama]. Tradução Irene Vasco. Bogotá: Grupo Editorial Norma, 2002.
La Casa de la Madrina [A Casa da Madrinha]. Tradução Mario Merlino. Madrid: Alfaguara, 1983.
La Casa de la Madrina [A Casa da Madrinha]. Nova York: Lectorum Pubns Inc:1983.
La Casa de la Madrina [A Casa da Madrinha]. Vigo: Galaxia, 1990. Colección "Árbore"
La Casa de la Madrina [A Casa da Madrinha]. Tradução Lucía Borrero. Bogotá: Grupo Editorial Norma, 1996.
La Cuerda Floja [Corda Bamba]. Tradução Mirian Lopes Moura. Madri: Alfaguara, 1981.
La Cuerda Floja [Corda Bamba]. Habana: Gente Nueva, 1989.
Cuerda Floja [Corda Bamba]. Tradução Elkin Obregón. Ilustração Alejandro Ortiz. Bogotá: Grupo Ed. Norma, 1998.
Los Compañeros [Os Colegas]. Tradução Mirian Lopes Moura. Barcelona: Juventud, 1984.
Los Amigos [Os Colegas]. Tradução Irene Vasco. Ilustração Ródez. Bogotá: Grupo Editorial Norma, 2001.
Mi Amigo el Pintor [O Meu Amigo Pintor]. Tradução María del Mar Ravassa. Ilustração Mónica Meira. Bogotá: Grupo Editorial Norma: 1989.
Retratos de Carolina [Retratos de Carolina]. Tradução Santiago Ochoa. Bogotá: Grupo Editorial Norma: 2006.
Seis Veces Lucas [Seis Vezes Lucas].  Tradução Elkin Obregón. Ilustração Alejandro Ortiz. Barcelona: Grupo Editorial Norma, 1999.

Finlandês
Seitsenlokeroinen Laukku [A Bolsa Amarela]. Tradução Kaija Löytty. Porvoo: WSOY, 1987.

Francês
Angélique a des Idées [Angélica]. Tradução Noémi Nunes. Paris: La Farandole, 1979.
La Maison de la Marraine [A Casa da Madrinha].  Paris: Messidor/La Farandole, 1982.
La Fille du Cirque[Corda Bamba]. Paris: Flammarion, 1999.
La Sacoche Jaune [A Bolsa Amarela]. Paris: Flammarion-Pere Castor, 1983.

Galego
A Casa da Madriña [A Casa da Madrinha]. Tradução Anxo Quintel. Vigo (Pontevedra): Galaxia, 1990.

Hebraico
Ûaveri ha-úayyar [O Meu Amigo Pintor]. Tradução Gila Flint . Tel Aviv: Kinneret , 1992.

Holandês
Angelica en het Idee [Angélica]. Tradução Afke Plekker. Hoorn: Westfriesland, 1986.
De Gele Tas [A Bolsa Amarela]. Tradução Irène Koenders. Amsterdã: Leopold, 1989.
Het Circusmeisje [Corda Bamba]. Tradução Afke Plekker. Hoorn: Westfriesland, 1985.
Het Wonderlijke huis van Tante [A Casa da Madrinha]. Tradução Afke Plekker. Hoorn: Westfriesland, 1985.
Mijn Vriend de Schilder [O Meu Amigo Pintor]. Tradução Irène Koenders. Baarn: De Fontein, 1996.

Inglês
The Compenions [Os Colegas]. Tradução Ellen Watson. Ilustração Larry Wilkes. Farrar Straus & Giroux: 1989.
My Friend the Painter [O Meu Amigo Pintor]. Tradução Giovanni Pontiero. San Diego: Harcourt Brace Jovanovich: 1991.

Islandês
Dóttir Línudansaranna [Corda Bamba]. Tradução Guðbergur Bergsson. Reykjavík: Mál og menning, 1983.

Neerlandês
Mijn Vriend de Schilder [O Meu Amigo Pintor]. Tradução Irène Koenders. Antwerpen: Houtekiet, 1996.

Norueguês
Gudmorens Hus [A Casa da Madrinha]. Tradução Kari Risvik e Kjell Risvik. Oslo: Aschehoug, 1983.
Den Gule Veska [A Bolsa Amarela]. Tradução Svanaug Steinnes. Oslo: Samlaget, 1984.
På Slakk Line [Corda Bamba]. Tradução Kari Risvik e Kjell Risvik. Oslo: Aschehoug, 1985.
Vennene [Os Colegas]. Tradução Kari Risvik e Kjell Risvik. Oslo: Aschehoug, 1986.
Min Venn Maleren [O Meu Amigo Pintor]. Tradução Kari Risvik e Kjell Risvik. Oslo: Aschehoug, 1987.

Português
O Sofá Estampado. Lisboa: Editorial Verbo: 1992.

Sueco
Alexander Och Påfågeln [A Casa da Madrinha]. Tradução Kajsa Pehrsson. Stockholm: Gidlund, 1983.
Den Gula Väskan [A Bolsa Amarela]. Tradução Karin Rosencrantz-Bergdahl. Stockholm: Rabén&Sjögren, 1984.
Kompisarna [Os Colegas]. Tradução Bo Ivander. Ilustração Sabine Barth. Bromma: Opal, 1986.
Maria på Slak Lina [Corda Bamba]. Tradução Bo Ivander. Ilustração Reinhard Michl. Bromma: Opal, 1986.
Min vän Målaren [O Meu Amigo Pintor]. Tradução Bo Ivander. Bromma: Opal, 1987.
Den Blommiga Soffan [O Sofá Estofado]. Tradução Maj Herranz. Ilustração Sabine Barth. Bromma: Opal, 1989.

Tcheco

Marie se Vrací do Ria [Corda Bomba]. Tradução Pavla Lidmilová. Praga: Albatros, 1989.

Fonte de origem:

Domingo Na Usina: Biografias: Ana Cristina Cruz Cesar;


 Rio de Janeiro RJ 1952 - idem 1983. Poeta, ensaísta, tradutora. Filha de Maria Luiza César e do sociólogo e jornalista Waldo Aranha Lenz César, um dos responsáveis, com o editor Ênio Silveira (1925-1996), pela fundação da editora ecumênica Paz e Terra. Aos sete anos, Ana Cristina tem seus primeiros poemas publicados no jornal Tribuna da Imprensa. Entre 1969 e 1970, interrompe o curso clássico no Colégio de Aplicação da Faculdade Nacional de Filosofia, para estudar inglês no Richmond School for Girls, em Londres, pelo programa de intercâmbio da juventude cristã. Ingressa, em 1971, na Faculdade de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Desde a vida universitária, participa ativamente da cena cultural carioca e do movimento da poesia marginal, convivendo com poetas como Cacaso (1944-1987) e intelectuais como Heloísa Buarque de Hollanda (1939). Ainda em 1971, inicia a atuação como professora, em escolas de 2º grau e de idiomas. Após a conclusão da graduação, em 1975, colabora para publicações como Opinião, Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo, com destaque para Beijo, importante periódico de cultura, com sete números impressos, cujo processo acompanha desde sua criação. Em 1979 lança, de forma independente, o primeiro livro de poesia, Cenas de Abril. Seguem-se Correspondência Completa, uma carta ficcional, e Luvas de Pelica, publicado em 1980. Dessa mesma época datam as primeiras traduções, atividade que se torna objeto de estudo na pós-graduação: em 1981, torna-se mestre em teoria e prática da tradução literária pela Universidade de Essex, Inglaterra. De volta ao Brasil, é contratada como analista de textos pela Rede Globo de Televisão e lança, em 1982, A Teus Pés - reunião de títulos publicados até então e ainda o inédito que nomeia o volume. Aos 31 anos, em 1983, comete suicídio. Após sua morte, o poeta e amigo Armando Freitas Filho (1940) organiza sua obra e promove o lançamento dos livros Inéditos e Dispersos, em 1985, Escritos da Inglaterra, 1988, e Escritos no Rio, 1993.

Comentário crítico
Embora comumente identificada aos poetas marginais da década de 1970, Ana Cristina Cesar emprega os procedimentos comuns ao grupo a fim de criticá-los desde o interior: simula o discurso confessional a partir de falsas correspondências e diários; alcança o tom coloquial parodiando textos da tradição literária.

Em Final de uma Ode, de Cenas de Abril (1979), o eu lírico afirma: "[...] Quisera / dividir o corpo em heterônimos - medito aqui / no chão, imóvel tóxico do tempo". Se a confissão do desejo sugere a sinceridade autobiográfica, a formulação o inscreve no cânone da poesia portuguesa, dada a referência a Fernando Pessoa, sugerida em "heterônimos", e ainda em outros trechos da composição.

Já Correspondência Completa (1980) é paródia desde o título, pois se compõe de apenas uma carta. A remetente, além disso, chama-se Júlia, numa quebra da identificação entre autora do livro e autora da carta, o que impede, ao leitor, a certeza de uma confissão verdadeiramente autobiográfica. No que diz respeito à linguagem, há ambiguidades e lacunas, colocando para o leitor enigmas, e não a possibilidade de identificação.

A trajetória da autora, que pode ser acompanhada em Inéditos & Dispersos - reunião de poemas escritos desde os nove anos de idade -, revela busca pessoal da expressão poética: os primeiros versos são em geral líricos, metrificados e rimados. Já em A Teus Pés (1982) são longos, apresentando tom de conversa, e frequentemente questionam a sociedade conservadora e o lugar nela destinado à mulher. É o que se lê em Sete Chaves: "[...] Não sou dama nem mulher / moderna".

A existência de uma literatura dita feminina é tema dos ensaios da autora, interessada em problemas teóricos como as relações entre literatura e história, invenção e confissão, originalidade e intertexto. Também nesses escritos se revela a ausência de identificação entre Ana Cristina e a geração marginal: "A limpidez da sinceridade nos engana, como engana a superfície tranquila do eu", escreve ela em O Poeta É um Fingidor.

Primeiras edições

Obras publicadas - primeiras edições

Poesia
Cenas de Abril - 1979
Correspondência Completa - 1979
Luvas de Pelica - 1980
A Teus Pés - 1982 - reúne os livros Cenas de Abril, Correspondência Completa, Luvas de Pelica
Inéditos e Dispersos* - 1985 - organizado por Armando Freitas Filho

Correspondência
Correspondência Incompleta - 1999

Ensaio
Literatura Não É Documento - 1980
Escritos da Inglaterra* - 1988 - organizado por Armando Freitas Filho
Escritos no Rio* - 1993 - organizado por Armando Freitas Filho
Crítica e Tradução* - 1999 - reunião dos 3 livros anteriores e poesias traduzidas inéditas

* publicação póstuma

Traduções e edições estrangeiras

Traduções e edições estrangeiras

Espanhol
Antología Poética. Tradução Alicia Torres. Caracas: Planeta Venezolana, 1989.
Antología Poética. Tradução Alicia Torres. Bogotá: Fundación para la Investigación y la Cultura, Tiempo Presente, 1990.
Guantes de Gamuza y Otros Poemas: Bilingüe. Seleção, tradução e notas de Teresa Arijon e Sandra Almeida. Córdoba: Bajo de la Luna, 1992.
Álbum de Retazos: Antología Crítica Bilingüe: Poemas, Cartas, Imágenes, Inéditos. Tradução Luciana Di Leone, Florencia Garramuño e Ana Carolina Puente. Buenos Aires: Corregidor, ca.2006.

Francês
Gants de Peau: Et Autres Poèmes. Tradução Michel Riaudel. Paris: Chandeigne, 2005.

Inglês

Intimate Diary by Ana Cristina César. Tradução Patricia E. Paige, Celia McCullough e David Treece. London: Boulevard, 1997.

Fonte de origem:

Domingo Na Usina: Biografias: Mauro Mota:



Mauro Mota (1911-1984) foi um poeta, jornalista, cronista e professor brasileiro. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a Cadeira nº 26.

Mauro Mota (1911-1984) nasceu no Engenho Buraré, Pernambuco, no dia 16 de agosto de 1911. Filho do promotor público José Feliciano da Mota Albuquerque e de Aline Ramos da Mota Albuquerque. Fez seus estudos primários em Nazaré da Mata e no Recife. Ingressou no colégio Salesiano, onde escreveu seus primeiros versos, no jornal O Colegial, dirigido pelo padre Nestor de Alencar.

Mauro Mota casou-se muito jovem, com Hermantine Cortez, com quem teve dois filhos. Formou-se em Direito, em 1937, pela Faculdade de Direito do Recife. A morte de sua esposa, inspirou-o em inúmeras poesias.

Dedicou-se ao ensino, à literatura e ao jornalismo. Foi professor de história e geografia em vários colégios pernambucanos, entre elas a Escola Normal, na qual conquistou a cátedra com a tese O Cajueiro Nordestino.

Como jornalista foi secretário e redator-chefe do Diário da Manhã. Com o Estado Novo, passou para o Diário de Pernambuco, chegando a diretor, em 1956. No Diário de pernambuco dedicou-se ao suplemento literário, abrindo caminho para as novas gerações.

Sua contribuição literária foi das mais importantes tanto para a prosa como em verso. Publicou "A Tecelã", "Os Epitáfios" e "O Galo e o Catavento". Em prosa destacam-se "Geografia Literária" e "Paisagem das Secas".

Mauro Mota foi superintendente do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, entre 1956 e 1970. Foi diretor do Departamento de Documentação e Cultura da Cidade do Recife e do Arquivo Público Estadual de Pernambuco, de 1972 a 1984.

Foi casado pela segunda vez, com a pintora e cronista Marly Mota, com quem teve quatro filhos. Foi membro da Academia Pernambucana de Letras, sendo seu presidente por mais de dez anos. No dia 5 de janeiro de 1970, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Recebeu o Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio da Academia Pernambucana de Letras por seu poema Elegias, o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro e o Prêmio Pen Clube do Brasil pelo livro Itinerário.

Mauro Ramos da Mota e Albuquerque faleceu no Recife, no dia 22 de novembro de 1984.

Informações biográficas de Mauro Mota:
Idade: 104 anos
Data do Nascimento: 16/08/1911
Data da Morte: 22/11/1984
Nasceu há 104 anos
Morreu aos 73 anos

Morreu há 30 anos.

Fonte de origem: