sexta-feira, 31 de março de 2017

Sexta Na Usina: Poetas da Rede: ni brisant:


Era tão superficial, 
que afogou-se em um copo d'água 

sem gás. 



[dos barris dobrados, ni brisant]




















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Sexta Na Usina: Poetas da rede; Corazón De Poeta:


NO QUIERO ESTAR SIN TI 

SI TÚ AMOR NO ESTÁ AQUÍ

ME SOBRA TODO ESTE AIRE 
NO QUIERO ESTAR ASÍ 
SIN TI, LA GENTE SE HACE NADIE.
SI TÚ NO ESTÁS AQUÍ, NO SÉ
QUE DIABOS HAGO PENSANDOTE 
SI TÚ A MI LADO NO ESTÁS 
ENTONCES TÚ ME COMPRENDERAS
PORQUE QUIERO ENTEDER, EL PORQUE TE VAS.
NO QUIERO ESTAR SIN TI
SI TÚ NO ESTÁS, MI MENTE NO SUEÑA
POR ESO NO QUIERO ANDAR ASÍ
LATIENDO COMO CORAZÓN SIN DUEÑA.
SI UN DÍA YA NO TE TENGO, VACIARÉ ESTE SUEÑO 
Y LO MÁS GRANDE, SE HARÁ LO MÁS PEQUEÑO.
PASEARÉ EN UN CIELO SIN ESTRELLAS ESTA VEZ
TRATANDO UNA VEZ MAS DE ENTENDER 
COMO HICISTE DE MI INFIERNO UN PARAÍSO 
Y AHORA TE VAS, PORQUÉ EL DESTINO ASI LO QUIZO. 
POR ESO NO PUEDO ESTAR SIN TI
ME QUEMA EL AIRE SI TÚ NO ESTÁS AQUÍ
SI TÚ NO ESTAS AQUÍ… NO SÉ.
LAS GANAS DE VIVIR, PIERDEN SU FÉ.
Não quero ficar sem você

Se você amor não está aqui

Me sobra todo este ar
Não quero estar assim
Sem ti, as pessoas se há ninguém.
Se você não estiver aqui, não sei
Que demonios faço pensandote
Se você ao meu lado você não está
Então você me comprenderas
Porque quero enteder, o porque você estiver.
Não quero ficar sem você
Se você não está, minha mente não sonha
Por isso não quero andar assim
Latiendo como coração sem controlo.
Se um dia já não te tenho, vaciaré este sonho
E o maior, se fará o mais pequeno.
Pasearé em um céu sem estrelas, desta vez
Mais uma vez a tentar compreender
Como você fez do meu inferno um paraíso
E agora você estiver, por que razão o destino-o quizo.
Por isso não posso ficar sem você
Me queima o ar se você não está aqui
Se você não estas aqui... Não sei.
A vontade de viver, perdem a sua fe.

sexta Na Usina: Poetas Da Rede:João Marcos Mouzartt Francisco:


O lado escuro da alma
O lado escuro da poesia 

A nostalgia de um amor perdido 

Um falido coração


O que já não pode ser visto 
O que é mal quisto pelos olhos 
Espólios de uma colisão

Não se trata de amar ainda 
Mas da vinda precoce e certeira 
De uma derradeira imolação

É bem verdade que é passado 
Mas mesmo em estado intangível 
Se torna sensível na imaginação

Do futuro outrora perdido 
Que por ser pedido permanente 
Vem a mente, à exaustão

E com carinho ainda se trata 
Pois não se mata sentimento bonito 
Mesmo que maldito e sem consolação

No lado escuro da alma 
A calma que não pode ser vista 
Lembranças à vista, de uma antiga paixão

J. M. M. F.

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Geraldo Aguiar:- O - R - Q - U - Í - D - E - A:


Falei de flores,

Pediram-me orquídeas, 

Andei a vagar...
Pois nem sei como 
E onde encontrar.



Oh, misteriosa flor...
Musa dos meus encantos!
Onde estarás?

O teu perfume me enfeitiça....
Sinto-o no ar, arrebata-me
Envolve-me a mística brisa da flor.

Avisto uma rocha...
Lá está ela
Numa escarpada de difícil acesso.
Meus olhos compridos
Alcançaram-te, por fim
Mas as minhas mãos ficavam longe...
E tu tão linda!

Entrelaçada entre
Um tronco e uma rocha...
E eu te cobiçando,
Oh flor selvagem!

Só em rapel a alcançaria
Mas, eu que sou um atleta da poesia
Reuni toda minha adrenalina
E dei um adeusinho de saudade...
Voltei pra casa, frustrado das orquídeas.

Geraldo Aguiar

Sexta Na Usina: Reinaldo Jose Cassiano:


Senhorita, senhorita.
Menina mulher. Faceira e guerreira
Quem entre os mortais não há quer.
As fantasias que tive, e as tenho.
No teu corpo vou realizar.
Beijar tua boca, teus cabelos pentear.
Ouço a musica.
Quem vai dizer que paixão não e loucura.
Tem de ver, meu devaneio.
Tem que caminhar junto ao meu passeio.
Onde horas fico a enamorar.
Menina mulher.
Senhorita, senhorita.
Minhas mãos querem as tuas, meus sonhos
Querem apenas serem verdades, a teu lado.
Um passado apenas a apagar. 


Texto. Senhorita.

Data. 02.12.2013

Autor. Reinaldo Jose Cassiano;











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Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Alexandre Pagniozzi Gonçalves:


 E como ultimo suspiro!


Meus olhos aos seus
Guiam-me rumo ao teu
Coração numa explosão.


E sem explicação nas

Chamas que se ascendem

Ao toque de nossas mãos.



E com grande sedução

Tocamos nossos lábios

Com beijo bem molhado.



Sem controle de nossos

Corpos já imploram por 

Impulso serem tocados.



Um desejo enlouquecedor,

Nas pouses sensuais e

Provocantes que fazemos.



Neste êxtase hora segue

Contemplando-se nossos

Corpos ao grande amor



E como ultimo suspiro!

Brado o mais alto!

Eu te amo! Meu amor...



Poeta

by@xandy

04/12/13



T e A





Sexta Na UsinaPoetas Da Rede: Luiz Alberto Quadros Gonsalves:Violência:



Salta aos olhos a violência

os maus estão ai, presente,

perdemos, aos pouco, a inocência.
Somos arrastados, triste corrente.
Corpo exausto, cansado, com dor;
alma sofrida, temerosa, dormente.
Tão triste
olhar o irmão perdido no vício
caído no chão
ferido
coberto com papelão,
tão frio,
gelado de morte
sem rumo, sem norte,
vazio, sem alma, sem dor
sem sorte.
Em volta ninguém acalma.
Traficante de vidas sem coração.
É tão triste
saber que tudo isto existe
e nada poder fazer,
viver sob fogo cruzado
e ter os braços fechados
educado
a cumprir o silêncio
e vendo o Pobre Inocêncio
caído no asfalto molhado
sem vida.
Salta os olhos a violência
e nós perdemos a inocência.


Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves



Pensamento do Dia:

“O pré-conceito é uma atitude natural da reação humana, à adversidade do seu próprio meio.”


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quinta-feira, 30 de março de 2017

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araujo: Mal amadas:


Flores e Estrelas, são mulheres mal amadas,
Que de tanto sofrer acabam encantadas,
e que com o tempo se contentam, 
em perfumar e enaltecer,
As noites dos amantes.

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa:Aqui neste profundo apartamento:


 Aqui neste profundo apartamento
Em que, não por lugar, mas mente estou,
No claustro de ser eu, neste momento
Em que me encontro e sinto-me o que vou,
Aqui, agora, rememoro
Quanto de mim deixer de ser
E, inutilmente, [....] choro

O que sou e não pude ter.


Poesias Inéditas:
 Fernando Pessoa
Fonte: http://www.secrel.com.br/jpoesia/fpesso.html









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Poesia De Quinta Na Usina:Fernando Pessoa: Cada dia sem gozo não foi teu:


 Cada dia sem gozo não foi teu
Foi só durares nele. Quanto vivas
Sem que o gozes, não vives.
Não pesa que amas, bebas ou sorrias:
Basta o reflexo do sol ido na água
De um charco, se te é grato.
Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas
Seu prazer posto, nenhum dia nega

A natural ventura!

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: Círculo vicioso:


 Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
— "Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
— "Pudesse eu copiar o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!"
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
— "Mísera! tivesse eu aquela enorme, àquela
Claridade imortal, que toda a luz resume!"
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
— "Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...

Por que não nasci eu um simples vaga-lume?"

Ocide
 Ocidentais:
Texto-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Publicado originalmente em Poesias Completas, Rio de Janeiro: Garnier, 1901.








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Poesia De Quinta Na Usina: D'Araujo: Ver:


Com olhar meigo e sereno me sinto pequeno,
diante a grandeza de tua beleza, que me é real
e às vezes fatal, mais tudo é normal com este
amor sem igual, que me leva ver o mundo dos

deuses, alem do deus que existe em nós.






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Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: ELA:


Nunca vi, — não sei se existe
Uma deidade tão bela,
Que tenha uns olhos brilhantes
Como são os olhos dela!
F. G. BRAGA
Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza,
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor.
Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
De mago brilho e condão;
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!
Sua boca meiga e breve,
Onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
Que com neve se harmoniza.
Com sua boca mimosa
Solta voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de Querubim
Eu quisera ouvir um — sim —
Pr’a alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh’alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
Faz-lhe gozar teu portento,

“Dá-lhe um suspiro de amor!”

Pensamento do Dia:

Daquilo que nunca foi, mas bem que poderia ter sido, fica o eterno desejo de quem sabe que no futuro seja...


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Poesia De Quinta Na Usina: Mário Quintana: O segundo mandamento:



Bem sei que não se deve dizer o Seu Santo nome em [Vão.
Mas, agora,

o seu nome é apenas uma interjeição

como acontece com Minha Nossa Senhora! este belíssimo grito tão certamente errado
como o faz tanta vez o povo em suas descobertas. A voz do Povo é um Livro de Revelações.
Só tem que o tempo as foi sedimentando em sucessivas [camadas
E elas agora nos dizem tanto como uma pedra.

Agora restam-nos apenas as palavras técnicas pertencentes ao vocabulário inerte dos robôs.

Porém um dia as pedras se iluminarão milagrosamente [por dentro.
porque só termina para todo o sempre o que foi [artificialmente construído...
Um dia,


um dia as pedras gritarão!

Poesia De Quinta Na Usina: Mário Quintana: Sei que choveu à noite:



Sei que choveu à noite. Em cada poça há um brilho [azul e nítido.
Sobre as telhas, os diabinhos invisíveis do vento [escorregam num louco tobogã.
Um mesmo frêmito agita as roupas nos varais e os

[brincos nas orelhas...

Ó ânsia aventureira! Parece que surgem bandeirolas [nos dedos mágicos dos inspetores do tráfego... Ah, [que vontade de desobedecer os sinais!
E mesmo as escolas, onde agora está presa a [meninada, nunca essas escolas rimaram tão bem [com opressivas gaiolas...
Só deveria haver escolas para meninos-poetas, onde

[cada um estudasse com todo o gosto e vontade
o que traz na cabeça e não o que está escrito nos

[manuais.

E, se duvidares muito, daqui a pouco sairão voando [todas as gravatas-borboletas, enquanto os seus [donos atônitos aguardam o sinal verde nas esquinas.
[Decerto elas foram em busca de novos ares...

Mas sossega, coração inquieto. Não vês? Sob o azul [cada vez mais azul, a cidade lentamente está zarpando [para um porto fantástico do Oriente.

Pensamento do dia:

“Lembre-se sempre que o coração é o mais próximo que se chega de Deus. Qualquer outro que tenhas de procurar fora Dele, certamente não é Deus.”


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quarta-feira, 29 de março de 2017

Quarta Na usina: Poetisas da rede: Rosely Andreassa: REGRESSO:


É você que há muito eu espero, para
colorir meu mundo, tingir meus olhos
de esperança...

Eu preciso de um momento no seu tempo,

para dizer-te pessoalmente, que posso

esperar-te eternamente, nossa alma não
têm idade.

Quando você chegar, tropeçarei nos seus

passos, abraçarei seus abraços, seremos

um...

Quando você chegar, com que olhos vou
te ver?
Será com olhos de estrelas, para iluminar
sua face e desvendar seu sorriso....
Ou talvez eu o veja com os olhos da alma,
permanecendo prostrada, encantada...

Certamente o verei com os olhos do coração,

causando um arrebatamento por anos de

solidão...

Quando você chegar, beijarei seus lábios, 
amarfanharei suas vestes, inflamarei sua pele.
O amanhã esta distante, se eu pudesse estar 
em dois lugares ao mesmo tempo, eu estaria
com você hoje e amanhã...
Quando você chegar, vou te amar...
Rosely Andreassa