domingo, 5 de março de 2017

Domingo Na Usina: Biografias: Cláudia de Campos:



[Sines, 1859 - Lisboa, 1916] 
Pertencendo a uma rica família alentejana, frequentou o Colégio de Mrs. Kutle, na Rua do Alecrim, em Lisboa, e privou com a mais alta sociedade lisboeta da altura, frequentando a Academia de Ciências de Lisboa e os Salões Literários do Casino. Interessou-se pelo estudo da personalidade de várias figuras femininas notáveis nas letras, nas artes e na política, tais como Charlotte Brontë ou Mme. de Staël, e deixou em manuscrito um trabalho sobre o poeta Shelley. Fez parte da Secção Feminista da Liga Portuguesa da Paz (1906) e de La Paix et le Désarmement par les Femmes (1906-?).

Tendo-se estreado literariamente, em 1892, com o livro de contos Rindo... (prefaciado por Bulhão Pato), a liberdade com que tratou determinados temas e a sua hipersensibilidade ultra-romântica foram mal acolhidas pela crítica da época, que considerou os seus personagens inverosímeis e incoerentes.

Sobre o seu livro Elle escreveu Trindade Coelho: «[...] esse livro para nós indefinível e cuja leitura fragmentada, por nos ser impossível aguentá-la a seguir, nos custou além de uma longa noite de insónia, uma crise agudíssima de nervos que levou dias a acalmar».

Diferente é, porém, a opinião de Cândido de Figueiredo que, na obra Figuras Literárias (1906), regista com agrado a escrita «feminina» da autora e lhe augura um futuro digno de Violante do Céu ou de Bernarda de Lacerda. Também Abel Botelho escreve: «É, infelizmente, bem diminuto hoje o número de escritoras portuguesas dignas deste nome, de sorte que a triunfante confirmação, dia a dia mais seguramente acentuada de talentos como o de D. Cláudia de Campos, bem merece da crítica toda a atenção e todo o estímulo. Nós reputamos este romance "Elle", a melhor obra de quantas a ilustre autora tem até hoje publicado, o que evidentemente para nós denota do seu fino e real talento o caminho progressivo.»

Usou o pseudónimo de Colette.
Centro de Documentação de Autores Portugueses

11/2010.

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Domingo Na Usina: Biografias: Evaristo da Veiga:



 (Evaristo Ferreira da Veiga e Barros), poeta, jornalista, político e livreiro, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8 de outubro de 1799, e faleceu na mesma cidade, em 12 de maio de 1837. É o patrono da cadeira n. 10, por escolha do fundador Rui Barbosa.

Era filho do professor primário português, depois livreiro, Francisco Luís Saturnino da Veiga, e de sua mulher Francisca Xavier de Barros, brasileira. Fez estudos com o pai e, a partir de 1811, cursou as diversas aulas régias da Capital, até 1818, trabalhando a seguir como caixeiro do pai. Em 1823 estabeleceu livraria própria, e dela viveu confortavelmente até a morte.

A grande vocação política absorveu-o a partir de 1827, desde o seu ingresso no recém-fundado jornal Aurora Fluminense, de que logo se tornou proprietário, escrevendo quase todos os artigos. Fundador da Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional, empenhado na defesa das liberdades constitucionais como condição de existência da jovem pátria, criou um estilo e uma conduta de moderação combativa, conciliando o apego à ordem e ao decoro com as reivindicações liberais. Em 1830 foi eleito deputado por Minas, e sempre reeleito até morrer. Protagonista destacado do Sete de Abril, tornou-se um dos pilares da situação durante as Regências, conduzindo a opinião liberal, orientando-a entre os extremos, contribuindo decisivamente para a defesa das instituições públicas, além de trabalhar para o desenvolvimento intelectual e artístico, aplaudindo e animando os jovens escritores. Saudou com entusiasmo os rapazes que realizaram a revista Niterói, custeando em parte os estudos de dois deles na Europa: Araújo Porto-Alegre e Torres Homem. Em 1832 deu o apoio do seu jornal às Poesias de Gonçalves Magalhães.

Deputado por Minas Gerais na legislatura de 1830-37, foi o artífice máximo da eleição de Feijó em 1835; separou-se logo, porém, dele e de outros companheiros de luta liberal. Desgostoso com a orientação autoritária do Regente, com a inclinação direitista de velhos correligionários como Bernardo Pereira de Vasconcelos e Honório Hermeto, fechou o jornal naquele ano e partiu para uma longa estada em Minas.

Foi membro do Instituto Histórico de França e da Arcádia de Roma. É o autor da letra do hino da Independência, musicado por D. Pedro I.


Nos números da Aurora Fluminense a sua produção é de artigos e notas, ligados a acontecimentos da época, que comenta e frequentemente analisa à luz dos seus princípios. No n. 32, por exemplo, ataca os falsos constitucionais, que aceitam teoricamente os princípios liberais, mas acham meios de combatê-los na prática, alegando inoportunidade e perigo das inovações, por falta de madureza do povo. E num artigo do n. 42 completa o quadro, mostrando que a boa organização política marcha lentamente, e só poderá realizar-se se os cidadãos se compenetrarem de que não há uma casta investida da atividade política; mas que esta se deve processar pela participação de todos, através do “poder invisível da opinião”, capaz de estabelecer o verdadeiro regime constitucional no Brasil. Traduziu grande parte da História do Brasil de Armitage. As suas poesias, versos de circunstância, sem maior valor literário, só foram publicadas em 1915, nos Anais da Biblioteca Nacional, vol. XXXII.

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Domingo Na Usina: Biografias: Alberto da Costa e Silva:



O Parque e Outros Poemas. Rio de Janeiro, 1953.
O Tecelão. Rio de Janeiro, 1962.
Alberto da Costa e Silva Carda, Fia, Doba e Tece. Lisboa, 1962.
Livro de Linhagem. Lisboa, 1966; São Paulo,2010.
As Linhas da Mão. Rio de Janeiro, 1978. Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil.
A Roupa no Estendal, o Muro, os Pombos. Lisboa, 1981.
Consoada. Bogotá, 1993.
Ao Lado de Vera. Rio de Janeiro, 1997. Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.
Poemas Reunidos. Rio de Janeiro, 2000. Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.
Melhores poemas de Alberto da Costa e Silva. Seção de André Seffrin.São Paulo,2007.

História

A Enxada e a Lança: a África antes dos Portugueses. Rio de Janeiro, 1992, 1996 e 2006.
As Relações entre o Brasil e a África Negra, de 1822 à 1ª Guerra Mundial. Luanda, 1996.
A Manilha e o Libambo: a África e a Escravidão, de 1500 a 1700. Rio de Janeiro, 2002 e 2004. Prêmio Sérgio Buarque de Holanda, da Fundação Biblioteca Nacional. Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, 2003.
Um Rio Chamado Atlântico. A África no Brasil e o Brasil na África. Rio de Janeiro, 2003 e 2005.
Francisco Félix de Souza, Mercador de Escravos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.
Das mãos do oleiro, Rio de Janeiro,2005.

Ensaio

O Vício da África e Outros Vícios. Lisboa, 1989.
Guimarães Rosa, Poeta. Bogotá, 1992.
Mestre Dezinho de Valença do Piauí. Teresina, 1999.
O Pardal na Janela. Rio de Janeiro, 2002.
Castro Alves, um Poeta sempre Jovem. São Paulo, 2006. Belo Horizonte,2008.
O quadrado amarelo.São Paulo,2009.

Memórias

Espelho do Príncipe: Ficções da Memória. Rio de Janeiro, 1994.
Invenção do desenho. Rio de Janeiro, 2007.
O pai do menino.São Paulo, 2008.

Literatura infanto-juvenil

Um Passeio pela África. Rio de Janeiro, 2006.
A África explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro, 2008.

Antologias

Lendas do índio brasileiro. Rio de Janeiro, 1957, 1969, 1980, 1992, 2001, 2002 e 2004.
A nova poesia brasileira. Lisboa, 1960.
Poesia concreta. Lisboa, 1962.
Da Costa e Silva. Teresina, 1997.
Poemas de amor de Luís Vaz de Camões. Rio de Janeiro, 1998.
Antologia da poesia portuguesa contemporânea, com Alexei Bueno. Rio de Janeiro, 1999 e 2006.
Augusto Meyer: ensaios escolhidos. Rio de Janeiro,2007.
Jorge Amado: Essencial. São Paulo,2010.
Imagens da África. São Paulo, 2012.

Organização de obras coletivas

Parte brasileira da Enciclopédia Internacional Focus. Lisboa, 1963-68.
O Itamaraty na Cultura Nacional. Brasília, 2001. Rio de Janeiro, 2002.
Crise Colonial e Independência, 1º volume da  História do Brasil Nação, Rio de Janeiro, 2011.

Versões/Adaptações

Tríptico, três poemas musicados por Cláudio Santoro, 1984.
Poemas de Da Costa e Silva y Alberto da Costa e Silva. Antologia bilíngue, versão para o espanhol por Carlos Germán Belli. Lima (Peru), 1986.
Le Linee della Mano, antologia, organização e versão de Adelina Aletti e Giuliano Macchi. Milão (Itália), 1986.
Reka Zvana Atlantik, tradução para o sérvio
        de Mladen Ćirić de Um rio chamado Atlântico

Belgrado: Evro - Giunti, 2013.

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Domingo Na Usina: Biografias:Carlos Chagas Filho:



Terceiro ocupante da Cadeira 9, eleito em 3 de janeiro de 1974  na sucessão de Marques Rebelo e recebido em 23 de abril de 1974 pelo acadêmico Francisco de Assis Barbosa.

Carlos Chagas Filho, médico, professor, cientista e ensaísta, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de setembro de 1910 e faleceu na mesma cidade em 16 de fevereiro de 2000.

Filho do consagrado cientista e médico Carlos Justiniano Ribeiro Chagas e de Íris Lobo Chagas. Casou-se, em 1935, com Anna Leopoldina de Melo Franco, e com ela teve quatro filhas: Maria da Glória, Sílvia Amélia, Ana Margarida e Cristina Isabel.

Iniciou o curso secundário no Colégio Resende e diplomou-se pelos exames do Colégio Pedro II. Aos 16 anos ingressou na Faculdade de Medicina da antiga Universidade do Brasil, formando-se em 1931. Foi logo depois praticar a profissão em Lassance, no interior de Minas Gerais. Essa experiência colocou-o em contato direto com os problemas nacionais, confirmando a decisão de dedicar-se ao ensino e à pesquisa científica.

Ingressou no Instituto de Manguinhos, onde fez sua formação científica, no tempo em que aquele instituto era dirigido por Carlos Chagas, recebendo o diploma de especialização em Físico-Química, em 1935. Em 1932 fora nomeado assistente da cadeira de Patologia e, em 1934, da cadeira de Física Biológica. Foi em Manguinhos que se dedicou às áreas básicas da Medicina, criou a cadeira de Biofísica no Rio de Janeiro e no Brasil, utilizando técnicas novas de Radiobiologia, Farmacologia, Fisiologia e Bioquímica.

Em 1937, passou de Manguinhos para a então Universidade do Brasil, tornando-se professor titular da cadeira de Biofísica da Faculdade Nacional de Medicina. Após aprofundar seus estudos em centros de pesquisa na França, Inglaterra e Estados Unidos, criou o Laboratório de Biofísica da Faculdade de Medicina, que se transformaria, em 1946, no Instituto de Biofísica da Universidade do Brasil. Imprimiu ali a formação multidisciplinar, associando a pesquisa ao ensino, em regime de dedicação exclusiva, e incorporando jovens com vocação científica. De seus laboratórios saiu toda uma geração de cientistas brasileiros, levando longe o nome do Rio de Janeiro como uma referência geográfica da ciência e da cultura. O Instituto de Biofísica é, hoje, um dos membros da International Federation of Institutes for Advanced Study - IFIAS.

Exerceu importantes postos administrativos, no Brasil e no exterior, sempre ligados à sua área, trabalhando pela formulação de uma política científica nacional. Foi diretor da Divisão de Pesquisas Biológicas do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), de 1951 a 1954, e presidente da Academia Brasileira de Ciências, de 1964 a 1966. Chefiou organismos internacionais de pesquisa, como o Centro Nuclear de Porto Rico; foi secretário-geral da Conferência sobre a Aplicação da Ciência e da Tecnologia ao Desenvolvimento, em 1962-63; e presidente do Comitê Científico para a Aplicação da Ciência e da Tecnologia ao Desenvolvimento, de 1966 a 1970, ambos da Organização das Nações Unidas.

Designado embaixador do Brasil junto à Unesco, em 1966, pelo presidente Castello Branco, ali desempenhou durante anos papel de relevo para o Brasil. Foi membro do Comitê Internacional para a Salvaguarda de Veneza; vice-presidente do Conselho Internacional de Uniões Científicas na França e, de 1973 a 1990, presidente da Academia Pontifícia de Ciências, modelando-a como uma academia de ação. Mais de 80 reuniões científicas de repercussão internacional foram realizadas sob sua presidência.

Na área humanística, marcou-o a contínua reflexão filosófica e sociológica sobre a ciência, seu papel e seus rumos no mundo moderno. Mostrando consciência da oportunidade estratégica da ciência para o Brasil e para os países pobres, seus ensaios tomaram importância considerável em virtude da posição global e humanística que os caracterizavam, relacionando a ciência às demais formas de conhecimento e vinculando-a à promoção do ser humano.

Obteve o reconhecimento de diversos países, pelos quais foi condecorado: Suécia, Itália, Portugal, França, Espanha, Venezuela. Dentre os títulos honoríficos recebeu os de Doutor Honoris Causa das Universidades de Paris, Autônoma do México, Coimbra, Toronto, Liège, Bordeaux, Salamanca e, no Brasil, do Recife, da Bahia e de Minas Gerais. Recebeu o Prêmio D. Antônia Chaves Berchon d'Essarts (1931); Moinho Santista (1960); Prêmio Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia (1988); Prix Mondial Cino del Duca, da Fondation Simone et Cino del Duca, França (1989.)

Foi membro do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro e do Conselho Federal de Cultura, ao longo dos anos 70 e 80. Nunca se afastou do Instituto Manguinhos, onde iniciou sua carreira científica, sendo membro do seu Conselho Técnico-Científico, presidente do Conselho da Casa de Oswaldo Cruz e do Centro de Estudos da Fundação Oswaldo Cruz.


Foi membro titular ou correspondente de várias academias, entre as quais a Academia Brasileira de Ciências, Academia Pontifícia de Ciências, Academia das Ciências de Lisboa, Institut de France, American Academy of Arts and Sciences, American Philosophical Academy, Academia Nacional de Medicina da França, Academia Real da Bélgica, Academia de Ciências da Romênia e Academia Internacional de História das Ciências.

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Domingo Na Usina:Biografias: Alberto de Lacerda:


Poeta e jornalista moçambicano nascido 20 de setembro de 1928, em Lorenço Marques (atual Maputo), e falecido a 26 de agosto de 2007, em Londres. Viveu em África até 1946 e veio para Portugal com 18 anos. Depois de viver em Lisboa durante cinco anos, partiu para Londres em 1951, dividindo a sua residência entre Inglaterra e os Estados Unidos. Foi em Londres que escreveu grande parte da sua obra e foi editor literário. A sua primeira obra, Itinerário, data de 1941 e foi publicada em Lourenço Marques, atualmente Maputo.
Colaborou em várias publicações periódicas, como Cadernos de Poesia, Cadernos do Meio-Dia, Unicórnio ou Colóquio Letras. Secretário de redação da revista Távola Redonda (1950-54), nascida do convívio de Alberto Lacerda com um grupo de jovens poetas, entre os quais António Manuel Couto Viana, David Mourão-Ferreira, Luís de Macedo, e que, desde o final do ano de 1949, unidos pela comunhão de ideais estéticos, apostaram numa poesia orientada para a "revalorização do lirismo", exigindo ao poeta "autenticidade e um mínimo de consciência técnica, a criação em liberdade e, também, a diligência e capacidade de admirar, criticamente, os grandes poetas portugueses de gerações anteriores a 1950. Sem reservas ideológicas ou preconceitos de ordem estética" (VIANA, António Manuel Couto - "Breve Historial" in As Folhas Poesia Távola Redonda, Boletim Cultural da F. C. G., VI série, n.o 11, outubro de 1988), abandonou a publicação a partir do oitavo fascículo, manifestando a sua dissensão com a direção da revista. Em 1951, faz a sua estreia em volume, publicando Poemas, na segunda série dos Cadernos de Poesia, uma série de composições que viriam a integrar o conjunto mais amplo de 77 Poemas, editados já em Londres e em edição bilingue.
Na sua poesia o valor simbólico dos quatro elementos - ar, água, fogo e terra - adquirem uma outra dimensão; no dizer do próprio autor "A água/ Meu primeiro elemento/ O Fogo/ Mais tarde/ A luz/ A luz é agora/ Meu elemento lento/ Para sempre". Para além disso, a sua poesia evoca regularmente os locais que Lacerda visitou e amou, como Veneza, Austin, Chelsea ou Rio de Janeiro.

A poesia de Alberto de Lacerda inscrita nos anos 50 releva, segundo Fernando J. B. Martinho, "uma poética da intensidade e da densidade colocada ao serviço de uma "experiência do sublime" que frequentemente tematiza a trágica ambivalência, humana e divina, da condição humana. Vindo a fundar em Londres, em 1973, uma revista internacional de poesia, Alberto de Lacerda foi, além de poeta, autor de notas preliminares à obra de outros poetas, tendo, por exemplo, prefaciado os Poemas Escolhidos de Rui Cinatti, em 1951. Com a publicação de Oferenda 1 e 2, encetou a edição da sua obra poética completa.

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Domingo Na Usina: Biografias: Al Berto:



Poeta português, natural de Sines. Al Berto frequentou diversos cursos de artes plásticas, em Portugal e em Bruxelas, onde se exilou em 1967. A partir de 1971 dedicou-se exclusivamente à literatura. Estreou-se com o título À Procura do Vento no Jardim de Agosto (1977). A sua poesia retomou, de algum modo, a herança surrealista, fundindo o real e o imaginário. Está presente, frequentemente, uma particular atenção ao quotidiano como lugar de objectos e de pessoas, de passagem e de permanência, de ligação entre um tempo histórico e um tempo individual. Por vezes, os seus textos apresentam um carácter fragmentário, numa ambiguidade entre a poesia e a prosa (Lunário, 1988; e O Anjo Mudo, 1993). A sua obra poética engloba Trabalhos do Olhar (1982), Salsugem (1984), O Medo/Trabalho Poético, 1976-1986 (prémio de poesia de 1987 do Pen Club), O Livro dos Regressos (1989), A Secreta Vida das Imagens (1991), Luminoso Afogado (1995) e Horto de Incêndio (1997). Deixou incompletos textos para uma ópera, para um livro de fotografia sobre Portugal e uma «falsa autobiografia», como o próprio autor a intitulava


Al Berto nasceu a 11 de janeiro de 1948 em Coimbra, Portugal. Seu nome de batismo era Alberto Raposo Pidwell Tavares. Estudou em Lisboa, primeiramente, e mais tarde viajou a Bruxelas para estudar pintura. Voltou a Portugal na década de 70, onde passou a dedicar-se exclusivamente à escrita. Publicou vários livros de poesia, como Meu Fruto de Morder, Todas as Horas (1980), Salsugem (1984) e Horto de Incêndio (1997), mas foi a coletânea O Medo, com poemas escritos entre 1974 e 1986, editada pela primeira vez em 1987, que trouxe o reconhecimento da importância de Al Berto no panorama da poesia portuguesa contemporânea, tornando-se o livro mais conhecido do poeta português, ao qual seriam adicionados em posteriores edições novos escritos do autor, mesmo após a sua morte. Al Berto tornou-se um dos poetas mais conhecidos do Portugal pós-Salazar, por fazer de “Al Berto” uma criação poética em que a vida e a obra se entrelaçavam. Atualmente, sua obra é editada pela prestigiosa Assírio & Alvim. Al Berto morreu em 1997.



--- Ricardo Domeneck
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Domingo Na Usina: Biografias: Afonso Sanches:



Trovador medieval Nacionalidade: Portuguesa
Infante português, filho bastardo de D. Dinis e de D. Aldonça Rodrigues da Telha, D. Afonso Sanches terá nascido por volta de 1288, tendo falecido em Castela, no decorrer do cerco de Escalona, em finais de 1328. Ao longo do primeiro quartel do século XIV, foi uma das figuras centrais da corte de seu pai, com quem parece ter tido uma relação muito próxima. Pouco antes de 1307, casa com D. Teresa Martins, filha do primeiro conde de Barcelos, D. João Afonso de Albuquerque. Ostentando já o título de senhor de Albuquerque, aparece-nos, em Outubro desse ano, a ajudar o pai na governação. O casamento com a rica herdeira que era D. Teresa aumentou consideravelmente o seu património (já vasto, pelas doações do pai), tornando-o um dos senhores mais poderosos do reino. Culminando um percurso de ascensão, a partir de 1213 passa a desempenhar o cargo de mordomo-mor do reino.
Juntamente com a sua política de centralização régia, este favoritismo de D. Dinis em relação ao seu filho Afonso Sanches é um dos motivos centrais do conflito que, a partir de 1318, opõe violentamente o monarca ao seu legítimo herdeiro, o infante Afonso, conflito que dividiu a nobreza portuguesa e conheceu numerosos episódios de guerra aberta, ensombrando os últimos anos do seu longo reinado. Pouco antes da morte de D. Dinis, em 1224, as duas partes chegam a um acordo provisório, mediante o afastamento de Afonso Sanches, que se retira para os seus domínios em Castela. Mas logo após a morte de D. Dinis, uma das primeiras medidas de Afonso IV é o confisco de todos os bens, rendas e benefícios conferidos por seu pai ao seu meio-irmão, que retalia com algumas incursões armadas em território português. O conflito só termina por volta de 1328, através da mediação da rainha D. Isabel, que obtém a devolução dos bens confiscados, morrendo Afonso Sanches pouco depois, como se disse.
Está sepultado, juntamente com sua mulher, no mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde, mosteiro por eles fundado em 1318, e ao qual doaram numerosos bens.

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Domingo Na Usina: Biografias: Maria Fernanda Teles de Castro de Quadros Ferro:




(Lisboa, 8 de dezembro de 1900 – Lisboa, 19 de dezembro de 1994).
Fernanda de Castro, filha de João Filipe das Dores de Quadros (Lisboa, São Julião, 4 de janeiro de 1874 - Portimão, Portimão, 7 de julho de 1943), Goês, Oficial Capitão-Tenente da Marinha, Comendador da Ordem Militar de Avis a 11 de março de 1919,[1] e de sua mulher Ana Isaura Codina Teles de Castro da Silva (Lisboa, São José, 23 de setembro de 1879 - Bolama, 9 de abril de 1914), fez os seus estudos em Portimão, Figueira da Foz e Lisboa, tendo casado em 1922 com António Ferro.

Deste casamento nasceram António Quadros, que se distinguiu como filósofo e ensaísta, e Fernando Manuel de Quadros Ferro. A sua neta, Rita Ferro também se distinguiu como escritora. O seu sobrinho-neto Jorge Quadros distinguiu-se como músico.

Foi juntamente com o marido e outros, fundadora da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, actualmente designada por Sociedade Portuguesa de Autores.

O escritor David Mourão-Ferreira, durante as comemorações dos cinquenta anos de actividade literária de Fernanda de Castro disse: "Ela foi a primeira, neste país de musas sorumbáticas e de poetas tristes, a demonstrar que o riso e a alegria também são formas de inspiração, que uma gargalhada pode estalar no tecido de um poema, que o Sol ao meio-dia, olhado de frente, não é um motivo menos nobre do que a Lua à meia-noite".

Parte da vida de Fernanda de Castro, foi dedicada à infância, tendo sido a fundadora da Associação Nacional de Parques Infantis, associação na qual teve o cargo de presidente[2] .

Como escritora, dedicou-se à tradução de peças de teatro, a escrever poesia, romances, ficção e teatro.

Foi autora do argumento do bailado Lenda das Amendoeiras (Companhia Portuguesa de Bailado Verde Gaio, 1940)[3] e do argumento do filme Rapsódia Portuguesa (1959), realizado por João Mendes, documentário que esteve em competição oficial no Festival de Cannes.

Também se encontra colaboração da sua autoria nas revistas: lllustração portugueza[4] (iniciada em 1903), Contemporânea[5] [1915]-1926), Ilustração [6] (iniciada em 1926) e ainda na Mocidade Portuguesa Feminina: boletim mensal[7] (1939-1947).

A 5 de janeiro de 1940 foi feita Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[8]

Prémios[editar | editar código-fonte]
Prémio do Teatro Nacional D.Maria II – (1920) com a peça “Náufragos”.
Prémio Ricardo Malheiros – (1945) com o romance “Maria da Lua”, foi a primeira mulher a obter este prémio da Academia das Ciências.
Prémio Nacional de Poesia – (1969).
Obras[editar | editar código-fonte]
Náufragos (1920) (teatro)
Maria da Lua (1945) (romance)
Antemanhã (1919) (poesia)
Náufragos e Fim da Memória (poesia)
O Veneno do Sol e Sorte (1928) (ficção)
As aventuras de Mariazinha (literatura infantil)
Mariazinha em África (1926) (literatura infantil) (fruto da passagem da escritora pela Guiné Portuguesa)
A Princesa dos Sete Castelos (1935) (literatura infantil)
As Novas Aventuras de Mariazinha (1935) (literatura infantil)
Asa no Espaço (1955) (poesia)
Poesia I e II (1969) (poesia)
Urgente (1989) (poesia)
Fontebela(1973)
Ao Fim da Memória(Memórias 1906 – 1939) (1986)
Pedra no Lago (teatro)
Exílio (1952)
África Raiz (1966).
Tudo É Princípio
Os Cães não Mordem
Jardim (1928)
A Pedra no Lago (1943)
Asa no Espaço (poesia)
Cartas a um Poeta (tradução de Rainer Maria Rilke)
O Diário (tradução de Katherine Mansfield)
Verdade Para Cada Um (tradução de Pirandello)

O Novo Inquilino (tradução de Ionesco).

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Domingo Na Usina: Biografias:Fernanda Botelho



Estreou-se na literatura como poetisa, mas distinguiu-se sobretudo como romancista, tendo deixado uma obra extensa que lhe valeu vários prémios ao longo de mais de meio século de carreira.

Retirada desde 1998, ano em que publicou "As Contadoras de Histórias", vencedor do Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores, e desconhecida das novas gerações, devido à não-reedição de parte das suas obras, a autora lançou em 2003 o que seria o seu último livro, uma recolha de textos inéditos intitulada "Gritos da Minha Dança".

Na sua obra, Fernanda Botelho fez o retrato de uma época, usando o distanciamento da ironia e do sarcasmo para fazer uma síntese das perplexidades da geração de 1950-60.

"Nem na morte vou perder o meu sentido de humor nem a minha ironia", declarou em 2003, numa entrevista concedida ao jornal Público.

Maria Fernanda Botelho nasceu no Porto, em 1926, e frequentou em Coimbra o curso de Filologia Clássica, que terminaria já em Lisboa.

Na capital, iniciou uma longa amizade com a escritora Maria Judite de Carvalho e relacionou-se com o poeta e dramaturgo António Manuel Couto Viana, o poeta e romancista David Mourão-Ferreira e o poeta Luís de Macedo, com quem fundou e dirigiu os cadernos de poesia "Távola Redonda", no primeiro dos quais se estreou, em Janeiro de 1950, com seis poemas, tendo publicado um total de 23 até Julho de 1954.

Manteve colaborações em várias outras revistas e jornais - Graal, Europa, Panorama, Tempo Presente e Diário de Notícias - bem como na televisão, num programa chamado "Convergência".

Da sua obra ficcional, cuja publicação iniciou em 1956, com "O Enigma das Sete Alíneas", fazem parte títulos como "O Ângulo Raso" (1957), "Calendário Privado" (1958), "A Gata e a Fábula" (1960), "Xerazade e os Outros" (1964), "Terra sem Música" (1969), "Lourenço É Nome de Jogral" (1971), "Esta Noite Sonhei com Brueghel" (1987), "Festa em Casa de Flores" (1990) e "Dramaticamente Vestida de Negro" (1994).

Os seus romances valeram-lhe diversos prémios, entre os quais o Prémio Camilo Castelo Branco, atribuído em 1960 pela Sociedade Portuguesa de Escritores a "A Gata e a Fábula", o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários em 1987, por "Esta Noite Sonhei com Brueghel", o Prémio Municipal Eça de Queirós, atribuído em 1990 pela Câmara de Lisboa a "Festa em Casa de Flores" e o Prémio PEN Clube Português de Ficção, para "Dramaticamente Vestida de Negro".

Além da obra ficcional, destacou-se também no campo da tradução, nomeadamente de "O Inferno", de Dante, pela qual recebeu uma medalha da Direcção-Geral das Relações Culturais de Itália, tendo igualmente seleccionado, traduzido e prefaciado uma "Antologia da Literatura Flamenga".

Em 1951, tornou-se secretária da delegação em Lisboa do Turismo Oficial da Bélgica, tendo mais tarde assumido a direcção da mesma.


Em Portugal, foi distinguida com o grau de Grande Oficial da Ordem do Mérito e na Bélgica com a Ordem de Leopoldo I.

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Domingo Na Usina: Biografias: Cleonice Serôa da Motta Berardinelli:




Sexta ocupante da cadeira nº 8, eleita em 16 de dezembro de 2009, na sucessão de Antônio Olinto,  foi recebida em 5 de abril de 2010, pelo Acadêmico Affonso Arinos de Mello Franco (Afonso Filho).

Cleonice Serôa da Motta Berardinelli nasceu no Rio de Janeiro em 28 de agosto de 1916, filha de Emídio Serôa da Motta e Rosina Coutinho Serôa da Motta. Sendo seu pai oficial do Exército, sujeito a sucessivas transferências, morou em inúmeras cidades do Brasil, mas mais longamente no Rio e em S. Paulo. No Rio fez, no Instituto Nacional de Música, todos os cursos teóricos, nos quais se diplomou, sob a orientação do Maestro Oscar Lorenzo Fernandez, que também era seu professor de piano, cujo curso interrompeu por ter que mudar-se para S. Paulo. Nesta capital terminou o curso secundário e fez, na USP, o curso de Letras Neolatinas, onde teve como professor de Literatura Portuguesa o eminente mestre Fidelino de Figueiredo, que, ao fim do ano, a convidou para ser sua assistente, o que realizaria os mais altos sonhos da recém-licenciada, não fosse uma nova transferência de seu pai, desta vez para o Rio, onde ela vem a conhecer o então Professor da mesma disciplina na Universidade do Brasil,  Thiers Martins Moreira, que lhe faz o mesmo convite, definindo, então, o caminho que seria e continua a ser o seu.

Formação e experiência profissional

Licenciada em Letras Neolatinas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (1938). Doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (1959). Livre-docente de Literatura Portuguesa por concurso pela Faculdade Nacional de Filosofia (1959), defendendo a Tese: Poesia e poética de Fernando Pessoa, a primeira tese sobre o autor feita no Brasil.

Professora Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ – 1944), feita Emérita em 1987. Professora Titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio – 1963), feita Emérita em 2006. Professora da Universidade Católica de Petrópolis (1961). Professora de Língua e Literatura Portuguesa do Instituto Rio Branco – Curso de Preparação à Carreira Diplomática (1961-1963). Professora convidada pelas Universidades da Califórnia, campus Sta. Barbara (1985) e de Lisboa (1987 e 1989).

Orientadora de 74 dissertações de mestrado e 42 teses de doutorado. Participou de 32 Bancas de Concurso para Professor e de mais de uma centena de Bancas de Pós-Graduação. Vem ministrando, até agora, cursos de Pós-Graduação,

Conferências, palestras, mesas-redondas e comunicações

Proferiu um total de 175 conferências e 140 palestras em mesas-redondas, no Brasil e no Exterior.
Distinções

Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, do Governo de Portugal (1967).
Acadêmica Correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, eleita por unanimidade, em 28 de novembro de 1975.  (V:  Anuário Acadêmico de 1975-1977).
Membro titular do PEN Clube do Brasil, eleita por unanimidade, em 23 de fevereiro de 1984.
Grau de Oficial da Ordem de Rio Branco, concedido pelo Ministério das Relações Exteriores, e recebida em Lisboa, das mãos do Embaixador do Brasil, em 14 de março de 1990.
Comenda da Ordem de Santiago da Espada, concedida pelo Governo de Portugal, recebida no II Congresso Internacional da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 1992.
Membro Fundador da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa, em agosto de 1992.
Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Ceará, tendo-lhe sido entregue o título em 1995.
Doutor Honoris Causa da Universidade de Lisboa, tendo-lhe sido entregues as insígnias no dia 10 de janeiro de 1996.
Medalha do Mérito Científico, conferida pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa, no Rio de Janeiro (FAPERJ),  em 9 de  novembro de 2000.
Vice-Presidente de Honra da Associação Internacional de Lusitanistas,  eleita por unanimidade, em julho de 2002.
Prêmio Golfinho de Ouro, categoria Educação, concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, em 30 de março de 2005.
Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada, concedida pelo Governo de Portugal, e recebida pelas mãos do Primeiro Ministro, Engenheiro José Sócrates, no Real Gabinete Português de Leitura, em 11 de agosto de 2006.
Membro Honorário da Academia Brasileira de Filologia, em 18 de março de 2006.
Prêmio Fernando de Azevedo – Educador do Ano de 2008 –, concedido pela Academia Brasileira de Educação e entregue em sessão solene no dia 13 de outubro de 2008.
Personalidade Cultural de 2009. Prêmio concedido pela União Brasileira de Escritores e entregue durante cerimônia realizada no dia 27 de agosto de 2009.
Personalidade Educacional 2009. Prêmio concedido a educadores e instituições ligadas à área de Educação pela ABE (Associação Brasileira de Educação), ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e Folha Dirigida. Cerimônia de entrega realizada no dia 22 de outubro de 2009.
Medalha da Ordem do Desassossego. Condecoração concedida pela Casa Fernando Pessoa e entregue numa cerimônia realizada no Instituto Moreira Sales, no dia 8 de março de 2010.

Homenagens

Homenagem dos colegas da UFRJ e PUC-Rio pelos 50 anos de magistério universitário, no II Encontro de Centros de Estudos Portugueses do Brasil, entre os dias 29/08 a 01/09 de 1994.
Cleonice Clara em sua geração.  Livro de homenagem organizado por professores de Literatura Portuguesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, contendo ensaios de especialistas brasileiros e estrangeiros.  Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1995.
“Diploma e Medalha de Mérito”, conferidos pelo Instituto Camões e pela Fundação Calouste Gulbenkian, entregues no final do Colóquio realizado em sua homenagem “Figuras da Lusofonia”, promovido pelas duas instituições e realizado  em Lisboa, de 8 a 10 de fevereiro de 1999.
Cleonice Berardinelli. Volume de abertura da coleção Figuras da Lusofonia, referente ao Colóquio realizado em homenagem à professora, em Lisboa no ano de 1999, contendo ensaios de especialistas brasileiros e estrangeiros.  Lisboa: Instituto Camões, 2002.
Homenageada especial no volume comemorativo dos 40 anos de existência da Revista Camoniana, vol. 14, publicação semestral, 2003.
Homenagem pelos 60 anos de Magistério, promovida pela Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, durante a abertura do I Encontro da Pós-Graduação em Vernáculas. Além da sessão e da placa comemorativa foi entregue uma edição especial contendo as dedicatórias dos trabalhos acadêmicos dos alunos e dos livros dos professores formados pela mestra.
Colóquio em Homenagem a Cleonice Berardinelli – “Quanto mais vos pago, mais vos devo”, promovido e realizado pela Cátedra Jorge de Sena com o apoio da Faculdade de Letras da UFRJ e da Fundação Calouste Gulbenkian, nos dias 30 e 31 de agosto de 2006.
Colóquio Meio Século em Pessoa. Homenagem aos 50 anos da Tese de Doutorado da Professora Cleonice Berardinelli, concebido e realizado pela Cátedra Jorge de Sena da UFRJ, nos dias 17 e 18 de junho de 2008.

Revista Letra. Viagens na Literatura. Número em homenagem aos 90 anos da professora Cleonice Berardinelli. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras,  2008.

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