Distopia condenada.
Obstrui um poema,
E fui causando um colapso nas vozes
fugazes,
Uma Distopia condenada,
Lugares de extremas opressões,
Fucei até achar uma saída,
Mas vi que a caverna que estão cavando
é profunda demais,
Não há quem entre,
Se entrarem vão se perder,
A localização é embaçada, perdida e
hereditária,
Uma cegueira de devassa tamanha,
Não me privo em citar,
Faz bem e lava a alma,
Estão todos embebedando e sonhando
nesse tonel,
Anomalia,
Aí ai ai ai,
Tabuleiro de olheiro,
Branca é essa tão desejada Paz,
Orgãos submersos,
Lacunas rasgadas e infinitas,
Puxando para ter uma queda brutal nessa
nossa própria terra bendita,
Chá de chimarrão para acalmar ou
fortalecer,
Ou camomila tratada para dormir,
Ou até uma droga qualquer para terminar
de explodir,
O imaginário me aborrece,
Me entorpece e me deixa furioso,
Vidas vividas,
Uma delas nem teve ao menos um segundo
de vida colosso,
Ah seu Moço,
A picareta é de ponta afiada e
desobediente,
Ela fura e ninguém vê,
Matas vindo ao chão,
E predios subindo bem alto com muito
prazer,
Já diz o ditado,
O que se faz,
Aqui se paga,
Esse retrato é redondo e não é
quadrado,
Talvez não tão distante,
Desesperos e ruínas estão cada vez mais
perto,
Sabem lá se nesse tempo terá ao menos
uma dose de morfina para nossa dor acalmar,
Se pensarmos bem,
Ja está diante de muitos,
Lamentável é,
Os olhos desses muitos ainda não se
abriram,
E eu ainda não sei,
O porque....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
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